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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Papa com patriarcas do OM: ele realmente entende nosso sofrimento, diz cardeal Sako



Cidade do Vaticano

A situação no Oriente Médio esteve ao centro do encontro do Papa Francisco na manhã desta sexta-feira com o cardeal Béchara Boutros Raï, patriarca de Antioquia dos maronitas; cardeal Louis Raphaël I Sako, patriarca de Babilônia dos caldeus; o patriarca de Alexandria dos coptas, Ibrahim Isaac Sedrak; Ignace Youssif III Younan, Patriarca de Antioquia dos Sírios; Youssef Absi, patriarca de Antioquia dos greco-melkitas e o patriarca da Cilícia dos armênios, Grégoire Pierre XX Ghabroyan. Ou seja, patriarcas do Líbano, Iraque, Síria e Egito, representando a situação de seus respectivos países.

A proximidade do Papa com as Igrejas do Oriente Médio

Depois da audiência, o cardeal Louis Raphaël Sako falou ao Vatican News sobre o encontro com Francisco:
R. - Foi um encontro muito amigável, com um pai. À luz de nossos problemas, como a perseguição, a violência, a emigração, o fundamentalismo, que não ajudam a desenvolver uma vida civil, o Santo Padre mostrou-se muito próximo. Ele realmente entende nosso sofrimento. Conversamos sobre nossos países, depois sobre nossas Igrejas. Somos pequenas realidades, temos dificuldades, mas também temos uma vocação a respeitar, uma missão que quer testemunhar a nossa fé, o Evangelho, a fraternidade, o respeito pela vida, pela natureza. Essas coisas são um pouco estranhas em nosso contexto iraquiano, que é tribal, violento. O Papa nos demostrou sua amizade, sua proximidade, sua oração. Ele também falou de seu desejo de visitar o Iraque, mas infelizmente as condições não são favoráveis ​​por enquanto. Talvez no final do ano veremos se isso será possível. Temos necessidade da proximidade do Santo Padre, mas também daquela da Santa Sé, para perseverar em nossa missão e esperar na paz. Eu disse ao Papa que é preciso ajudar os cristãos no Oriente. Nós somos as raízes do cristianismo. Ainda que sejamos uma minoria, somos como o sal, a luz, somos um dom para a Igreja universal. Temos portanto uma missão importante, e para isso temos necessidade de ouvir o encorajamento e uma palavra do Papa e da Santa Sé.

Há um ano foi assinada a Declaração sobre a Fraternidade universal em Abu Dhabi pelo Papa e pelo Grão Imame de al-Azhar, Ahamed al-Tayyeb. Que frutos essa iniciativa histórica produziu?

R. - Foi um grande passo, muito positivo. Espero que um dia Francisco vá também ao Iraque para assinar um documento semelhante. Por enquanto, ele assinou com os sunitas, mas esperamos que ele faça o mesmo com as autoridades xiitas, para que todo o mundo muçulmano aceite esse compromisso, de promover a coexistência harmoniosa e pacífica entre os homens.

Falamos da Igreja no Iraque, uma Igreja que há anos testemunha o sofrimento de um povo em guerra e que hoje realiza importantes instâncias de justiça social. De que modo a Igreja é próxima ao povo iraquiano?

R. - Estamos muito presentes. Somos uma minoria, mas sempre muito dinâmica. Somos respeitados e também realizamos muitos gestos. Tantas vezes fui levar comida, remédios para os deslocados xiitas e sunitas, para dizer que somos irmãos. Um imame veio nos encontrar dizendo: "Eu sei que seu Deus é amor". Haverá uma mudança. Tenho quase certeza, mas cabe a nós favorecer isso. Não devemos ter medo, devemos falar da paz, da vida, do respeito pela natureza, pelos direitos dos outros, salvar o pluralismo. Uma pátria é para todos. Penso que exista uma tomada de consciência por parte desses jovens que agora estão protestando contra a corrupção. Um novo Iraque nascerá. A liberdade religiosa deve chegar. Salam: a paz virá. A última palavra não será pela guerra e pela morte; será pela paz e pela vida.
- Vatican News
 


"Onde há vontade, há um Caminho"

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

A ira de Deus contra ataques ao corpo humano




"O Verbo se fez carne" Jo 1, 14

No Natal, Deus tomou um corpo no corpo de Maria. A Glória de Deus que normalmente desce do céu no Templo de Jerusalém então se move sobre Jesus, Maria e José, a pequena Trindade na terra. Essa mesma glória, após a morte de Jesus na cruz, se moverá em todo corpo humano batizado, formando sua Igreja. Nosso corpo tornou-se assim o novo templo, a casa do Pai e dos três vezes Deus santo na terra. Deus, Pai, Filho, Espírito Santo habita em nossos corpos e no dos outros! José, vendo o nascimento da Palavra em sua encarnação, foi cheio do Espírito Santo a ponto de manter intacto o corpo e o corpo da esposa até a morte.
"Jesus respondeu aos fariseus:" Destrua este templo, e em três dias eu o levantarei. " Os judeus disseram: "Demorou quarenta e seis anos para construir este templo, e você o levantará em três dias!" " Mas ele falava do templo do seu corpo. É por isso que, quando ele ressuscitou dentre os mortos, seus discípulos lembraram que ele havia dito isso, e eles creram na Escritura e na palavra que Jesus havia dito. ” Jo 2, 13-22

Bioética antiética, escândalos sexuais cometidos por adultos em crianças, dominação violenta de homens sobre mulheres, imagens pornográficas perversas propagadas na internet poluem a alma de nossos adolescentes, mas também de adultos ao ponto de violência. Todos eles têm uma coisa em comum: o sagrado devido aos corpos é contaminado pelo Inimigo na "abominação da desolação".
Jesus, a Palavra, quer nos conscientizar da gravidade dos ataques feitos no corpo do homem, da mulher, da criança, do feto, pequeno corpo humano no corpo da mulher (duplo sacrilégio)! A ira de Cristo antes da contaminação do templo no evangelho é a mesma hoje, olhando para esse desrespeito ao corpo cuja palavra de Deus dirá: "Você não sabe que seu corpo é o templo de Deus, e pode o Espírito de Deus habitar em você? 1 Coríntios 3.16.

Assim como o templo era sagrado, agora todo corpo é sagrado, um novo templo do Espírito, um templo da alma. Se Deus sacou todos os estupradores do Templo de Pedra, o que será para o corpo do homem? "Mas, se alguém escandalizou um desses pequeninos que acreditam em mim, seria melhor ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço e jogá-la no fundo do mar " .  6. Lucas e Marcos também mencionam essa palavra porque o Inimigo ataca o corpo para alcançar a alma.
Sim, o corpo é sagrado, porque "somos santificados, graças à oferta que Jesus Cristo fez de seu corpo de uma vez por todas" Hebreus 10: 5-10. "   Você não queria sacrifícios ou ofertas, mas me fez um corpo" Sl 40.

O dom sagrado dos corpos só pode ser feito dentro da estrutura do sacramento do casamento. E mesmo lá, Deus disse às pessoas casadas: "  Que o casamento seja honrado por todos, e o leito conjugal livre de contaminação, pois Deus julgará indecentes e adúlteros". " Hebreus 4 13. Sim que leva dezenas de anos, com a ajuda do Espírito Santo para que maridos e esposas aprender a respeitar seus corpos. É preciso muita oração, perdão, confissões, eucaristia. Moisés, o homem forte do Egito, que se tornou o maior dos profetas, levou 33 anos para aprender a humildade, abaixando-se para respeitar sua esposa Tsiporah, (passarinho em hebraico). A Bíblia diz, portanto, que Moisés, após seu casamento, se tornou o homem mais humilde da terra.

"Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em você, aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos também dará vida aos seus corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em você " Romanos 8, 11 Amém!
O Conselho de Aleluia-França

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Papa anuncia revisão de lei canônica sobre casos de pedofilia



Uma revisão da lei canônica relativa aos abusos sexuais contra menores pelo clero está em andamento - anunciou o papa Francisco nesta quinta-feira (30), sem revelar as mudanças que estão por vir.

As vítimas de abuso sexual há muito exigem uma definição mais clara de agressão sexual contra menores, enquanto a lei canônica da Igreja fala de "delitos contra o sexto mandamento do decálogo".

O pontífice argentino, que recebeu nesta quinta os membros da Congregação para a Doutrina da Fé (espécie de Ministério Público do Vaticano), disse apreciar o "estudo realizado sobre a revisão das normas sobre crimes graves".
A Congregação para a Doutrina da Fé é responsável por tratar os casos de agressões sexuais cometidas pelo clero. É ela quem decide instruir eventuais processos internos na Igreja.

"Seu compromisso está na direção certa, atualizando a legislação com o objetivo de tornar os procedimentos mais eficientes (...)", comentou o papa.
"Peço que continuem firmes", acrescentou, lembrando que a Igreja deve "agir com rigor e transparência na salvaguarda da santidade dos sacramentos e da dignidade humana violada, em particular dos pequenos".

Em dezembro passado, o papa Francisco deu outro passo na luta contra os crimes de pedofilia dentro da Igreja, levantando o segredo pontifício nesses casos.
Isso significa que denúncias, testemunhos e documentos de processos internos da Igreja a respeito de agressões sexuais podem agora ser entregues à Justiça civil.

O papa também decidiu que a posse de pornografia infantil, envolvendo menores até 18 anos, seria agora considerada um crime grave, enquanto anteriormente o limite de idade era de 14 anos.

Em maio de 2019, o papa argentino Jorge Bergoglio havia alterado a lei canônica para tornar obrigatória a denúncia de qualquer suspeita de agressão sexual, ou de assédio, à hierarquia da Igreja.

Também tornou obrigatório denunciar qualquer tentativa da hierarquia católica de acobertar abusos sexuais cometidos por padres, ou outros religiosos. Até então, padres, religiosos e religiosas denunciavam os casos de acordo com sua consciência.

Francisco deu um ano a todas as dioceses do planeta para estabelecer um sistema acessível ao público para registrar denúncias de possíveis abusos sexuais, que serão examinados em 90 dias.

A Igreja não obriga seus membros, porém, a denunciarem casos às autoridades judiciais do país, exceto onde é imposto pela lei local.

Há vários anos, a Igreja católica vem sendo abalada por sucessivas revelações de escândalos de pedofilia, frequentemente encobertos por sua cúpula - sobretudo, nos Estados Unidos, no Chile e na Alemanha.

Na França, o Tribunal de Apelação de Lyon absolveu nesta quinta-feira (30) o cardeal Philippe Barbarin, que tentou silenciar os crimes sexuais cometidos por um ex-padre da diocese. As partes civis anunciaram, porém, que vão recorrer da decisão.

Em 7 de março, em primeira instância, a Justiça havia condenado o arcebispo de 69 anos a seis meses de prisão em condicional por não ter denunciado os ataques sexuais cometidos pelo ex-padre Bernard Preynat contra jovens escoteiros entre 1971 e 1991.
 
"Onde há vontade, há um Caminho"

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Recebe-me no teu amor, Virgem e Mãe - Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301) monja beneditina Exercícios I, SC 127

Pede à Mãe virginal que te alcance a perfeita renovação da tua vida. Que ela, rosa venerável, seja, nesta graça, tua Mãe e tua Madrinha, na mesma medida em que tu fores, nos teus costumes, verdadeiramente sua filha. Que ela, a pérola do pudor, cubra a tua alma com o manto da sua pureza e a conserve, sob a sua dulcíssima proteção, sem mancha para seu Filho, o Senhor Rei. Que ela faça com que o teu nome seja inscrito em Israel, geração eleita, a fim de que a tua herança esteja com aqueles que caminham na inocência do coração e apresentam o Senhor como meta de todos os seus caminhos (cf Sl 15,8).
Ave, Maria, Rainha de Clemência, oliveira de misericórdia, por quem nos veio o remédio da vida; Rainha de Clemência, Virgem e Mãe do rebento divino, por quem nos veio o Filho da Luz eterna, o rebento perfumado de Israel. Já que, pelo teu Filho, te tornaste verdadeiramente Mãe de todos os homens, dos quais Ele, o teu único, não desdenhou tornar-Se irmão, recebe-me por seu amor, a despeito da minha indignidade, no teu amor de Mãe; ajuda a minha fé, conserva-a e fortifica-a. Sê para mim a Madrinha da renovação da minha fé, a fim de seres, por toda a eternidade, minha única e amorosa Mãe sempre afetuosa; concede-me os teus cuidados nesta vida e recebe-me na tua plenitude de maternidade à hora da minha morte. Amen.

Evangelho segundo São Lucas 2,16-21.

Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura.
Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino.
E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam.
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração.
Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.
Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.
 



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