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sábado, 31 de março de 2018

A Criação e a Queda Santo Atanásio



                                      Santo Atanásio



 A CRIAÇÃO 
E A QUEDA



Em nosso Livro anterior tratamos suficientemente sobre alguns dos principais pontos do culto pagão dos ídolos, e como estes falsos deuses surgiram originalmente. Nós também, pela graça de Deus, indicamos brevemente que o Verbo do Pai é Ele mesmo divino, que todas as coisas que existem devem seu próprio ser à sua vontade e poder e que é através dEle que o Pai dá ordem à criação, por Ele que todas as coisas são movidas e através dEle que recebem o seu ser. Agora, Macário, verdadeiro amante de Cristo, devemos dar um passo a mais na fé de nossa sagrada religião e considerar também como o Verbo se fêz homem e surgiu entre nós.

Para tratar destes assuntos é necessário primeiro que nos lembremos do que já foi dito. Deves entender por que o Verbo do Pai, tão grande e tão elevado, se manifestou em forma corporal. Ele não assumiu um corpo como algo condizente com a sua própria natureza, mas, muito ao contrário, na medida em que Ele é Verbo, Ele é sem corpo. Manifestou-se em um corpo humano por esta única razão, por causa do amor e da bondade de seu Pai, pela salvação de nós homens. Começaremos, portanto, com a criação do mundo e com Deus seu Criador, pois o primeiro fato que deves entender é este: a renovação da Criação foi levada a efeito pelo mesmo Verbo que a criou em seu início.

Em relação à criação do Universo e à criação de todas as coisas têm havido uma diversidade de opiniões, e cada pessoa tem proposto a teoria que bem lhe apraz. Por exemplo, alguns dizem que todas as coisas são auto originadas e, por assim dizer, totalmente ao acaso. Entre estes estão os Epicúreos, os quais negam terminantemente que haja alguma Inteligência anterior ao Universo.

Outros fazem seu o ponto de vista expressado por Platão, aquele gigante entre os Gregos. Ele disse que Deus fêz todas as coisas da matéria pre-existente e incriada, assim como o carpinteiro faz as suas obras da madeira que já existe. Mas os que sustentam esta opinião não se dão conta que negar que Deus seja Ele próprio a causa da matéria significa atribuir-Lhe uma limitação, assim como é indubitavelmente uma limitação por parte do carpinteiro que ele não possa fazer nada a não ser que lhe esteja disponível a madeira.

Então, finalmente, temos a teoria dos Gnósticos, que inventaram para si mesmos um Artífice de todas as coisas, outro que não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes simplesmente fecham os seus olhos para o sentido óbvio das Sagradas Escrituras.

Tais são as noções que os homens têm elaborado. Mas pelo divino ensinamento da fé cristã nós sabemos que, pelo fato de haver uma Inteligência anterior ao Universo, este não se originou a si mesmo; por ser Deus infinito, e não finito, o Universo não foi feito de uma matéria pré-existente, mas do nada e da absoluta e total não existência, de onde Deus o trouxe ao ser através do Verbo. Ele diz, neste sentido, no Gênesis:



"No início Deus
criou o Céu e a Terra";

e novamente, através daquele valiosíssimo livro ao qual chamamos "O Pastor":

"Crêde primeiro
e antes de tudo o mais
que há apenas um só Deus
o qual criou e ordenou a todas as coisas 
trazendo-as da não existência ao ser."



Paulo também indica a mesma coisa quando nos diz:



"Pela fé conhecemos 
que o mundo foi formado 
pela Palavra de Deus,
de tal modo que as coisas visíveis 
provieram das coisas invisíveis".

                                      Heb. 11, 3

Pois Deus é bom, ou antes, Ele é a fonte de toda a bondade, e é impossível por isso que Ele deva algo a alguém. Não devendo a existência a ninguém, Ele criou a todas as coisas do nada mediante seu próprio Verbo, nosso Senhor Jesus Cristo, e de todas as suas criaturas terrenas ele reservou um cuidado especial para a raça humana. A eles que, como animais, eram essencialmente impermanentes, Deus concedeu uma graça de que as demais criaturas estavam privadas, isto é, a marca de sua própria Imagem, uma participação no ser racional do próprio Verbo, de tal modo que, refletindo-O, eles mesmos se tornariam racionais expressando a Inteligência de Deus tanto quanto o próprio Verbo, embora em grau limitado. Deste modo, os homens poderiam continuar para sempre na bem aventurada e única verdadeira vida dos santos no paraíso. Como a vontade do homem poderia, porém, voltar-se para vários caminhos, Deus assegurou-lhes esta graça que lhes havia concedido condicionando-a desde o início a duas coisas. Se eles guardassem a graça e retivessem o amor de sua inocência original, então a vida do paraíso seria sua, sem tristeza, dor ou cuidados, e após ela haveria a certeza da imortalidade no céu. Mas se eles se desviassem do caminho e se tornassem vis, desprezando seu direito natal à beleza, então viriam a cair sob a lei natural da morte e viveriam não mais no paraíso, mas, morrendo fora dele, continuariam na morte e na corrupção. Isto é o que a Sagrada Escritura nos ensina, ao proclamar a ordem de Deus:



"De todas as árvores que estão no jardim 
vós certamente comereis,
mas da árvore do conhecimento do bem e do mal
não havereis de comer,
pois certamente havereis de morrer".


"Certamente havereis de morrer", isto é, não apenas morrereis, mas permanecereis no estado de morte e corrupção.

Estarás talvez a divagar por que motivo estamos discutindo a origem do homem se nos propusemos a falar sobre o Verbo que se fêz homem. O primeiro assunto é de importância para o último por este motivo: foi justamente o nosso lamentável estado que fêz com que o Verbo se rebaixasse, foi nossa transgressão que tocou o seu amor por nós. Pois Deus havia feito o homem daquela maneira e havia querido que ele permanecesse na incorrupção. Os homens, porém, tendo voltado da contemplação de Deus para o mal que eles próprios inventaram, caíram inevitavelmente sob a lei da morte. Em vez de permanecerem no estado em que Deus os havia criado, entraram em um processo de uma completa degeneração e a morte os tomou inteiramente sob o seu domínio. Pois a transgressão do mandamento os estava fazendo retornarem ao que eles eram segundo a sua natureza, e assim como no início eles haviam sido trazidos ao ser a partir da não existência, passaram a trilhar, pela degeneração, o caminho de volta para a não existência. A presença e o amor do Verbo os havia chamado ao ser; inevitavelmente, então, quando eles perderam o conhecimento de Deus, juntamente com este eles perderam também a sua existência. Pois é somente Deus que existe, o mal é o não-ser, a negação e a antítese do bem. Pela natureza, de fato, o homem é mortal, já que ele foi feito do nada; mas ele traz também consigo a Semelhança dAquele Que É, e se ele preservar esta Semelhança através da contemplação constante, então sua natureza seria despojada de seu poder e ele permaneceria indegenerescente. De fato, é isto o que vemos escrito no Livro da Sabedoria:



"A observância de Suas Leis

é a garantia da imortalidade".


Sab. 6, 18

E, incorrompido, o homem seria como Deus, conforme o diz a própria Escritura, onde afirma:
"Eu disse:

`Sois deuses, 

e todos filhos do Altíssimo. 

Mas vós como homens morrereis, 

caireis como um príncipe qualquer'".


Salmo 81, 6

Esta, portanto, era a condição do homem. Deus não apenas o havia feito do nada, mas também lhe tinha graciosamente concedido a Sua própria vida pela graça do Verbo. Os homens, porém, voltando-se das coisas eternas para as coisas corruptíveis, pelo conselho do demônio, se tornaram a causa de sua própria degeneração para a morte, porque, conforme dissemos antes, embora eles fossem por natureza sujeitos à corrupção, a graça de sua união com o Verbo os tornava capazes de escapar na lei natural, desde que eles retivessem a beleza da inocência com a qual haviam sido criados. Isto é o mesmo que dizer que a presença do Verbo junto a eles lhes fazia de escudo, protegendo-os até mesmo da degeneração natural, conforme também o diz o Livro da Sabedoria:

"Deus criou o homem para a imortalidade

e como uma imagem de sua própria eternidade;

mas pela inveja do demônio

entrou no mundo a morte".


Sab. 2, 23

Quando isto aconteceu os homens começaram a morrer e a corrupção correu solta entre eles, tomou poder sobre os mesmos até mais do que seria de se esperar pela natureza, sendo esta a penalidade sobre a qual Deus os havia avisado prevenindo-os acerca da transgressão do mandamento. Na verdade, em seus pecados os homens superaram todos os limites. No início inventaram a maldade; envolvendo-se desta maneira na morte e na corrupção, passaram a caminhar gradualmente de mal a pior, não se detendo em nenhum grau de malícia, mas, como se estivessem dominados por uma insaciável apetite, continuamente inventando novo tipos de pecados. Os adultérios e os roubos se espalharam por todos os lugares, os assassinatos e as rapinas encheram a terra, a lei foi desrespeitada para dar lugar à corrupção e à injustiça, todos os tipos de iniqüidades foram praticados por todos, tanto individualmente como em comum. Cidades fizeram guerra contra cidades, nações se levantaram contra nações, e toda a terra se viu repleta de divisões e lutas, enquanto cada um porfiava em superar o outro em malícia. Até os crimes contrários à natureza não foram desconhecidos, conforme no-lo diz o Apóstolo mártir de Cristo:

"Suas próprias mulheres 

mudaram o uso natural em outro uso,

que é contra a natureza;

e os homens também, 

deixando o uso natural da mulher,

arderam nos seus desejos um para com o outro,

cometendo atos vergonhosos com o seu próprio sexo, 

e recebendo em suas próprias pessoas 

a recompensa devida pela sua perversidade".


Rom. 1, 26-7
 

"Onde há vontade, há um Caminho"

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta Feira Santa - 2018



Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.
Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.
[De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo]
"Onde há vontade, há um Caminho"

A PÁSCOA DE JESUS




O salmo dois, exuberantemente messiânico e centrado no senhorio de Deus sobre todas as coisas, principia revelando aquela que é a essência do pecado, a rebelião do homem contra o criador; e a recusa do homem em se submeter ao governo soberano de Deus. Nesse particular, antes de se consubstanciar em atos deliberadamente atentatórios contra a lei de Deus, o pecado é um estado da condição humana marcado por um ser/fazer, que se pretende emancipado de Deus e indiferente ao santo e justo império da sua “boa, agradável e prefeita vontade”.
A história é antiga e deita raízes lá no Jardim no Éden, quando, em infeliz consonância cm a serpente, Adão e Eva deram as costas a Deus e passaram a viver de conformidade com a sua vontade caída e inteiramente corrompida. É ratificando essa irreverente postura que se abre o salmo dois.
Os reis da terra se levantam contra o Senhor; e os príncipes insubordinam-se contra o ungido do Senhor, Jesus Cristo, e proclamam, em altaneiro som, que não aceitam o senhorio do Filho de Deus; a sua regência; o seu comando sobre tudo e todos. O gesto é acintoso e sumamente revelador de corações maus e ingratos para com aquele que é a fonte suprema de todo o bem; e que nos criou para a promoção do seu justo louvor e da sua merecida glória.
No salmo em apreço, a impiedade humana é traduzida na força estilística dos verbos utilizados: “rompamos e sacudamos”. Tem-se aqui, de modo ostensivo, uma espécie de conspiração contra o Altíssimo. O uso da palavra “algemas” indicia a pernóstica leitura que o homem pecador faz do Deus santo, que, por essa ótica distorcida, passa a ser encarado como um ser mau, que escraviza o homem e o impede de viver a sua vida de forma plena; assim agindo, o homem ignora, por pura corrupção, que é somente em Deus que encontramos completa e suficiente satisfação. Ademais, o caráter de Deus é posto em cheque, da mesma maneira que a serpente fez no malévolo diálogo que travou com Adão e Eva no Éden.
A resposta de Deus, que não tarde e não falha consorcia riso santo e furor certeiro. O riso divino é sinalização cabal de que toda tentativa do homem de viver à revelia de Deus é rematada loucura; trágica escolha, que receberá, no seu devido tempo, o merecido juízo. Mesmo que os homens não gostem ou insistam em ignorar, a ira de Deus é uma verdade recorrentemente ensinada nas Escrituras Sagradas; e da qual somente poderemos escapar se estivermos abrigados em Jesus Cristo, o nosso bendito Salvador. Salvador esse que é também Senhor, por Deus constituído como Rei supremo, aquele cujo reinado jamais terá fim; e diante de quem todas as pessoas, sem exceção e sem distinção, haverão de se curvar, e confessar que ele é o Senhor.
Por fim, o Deus misericordioso, que não leva em conta os tempos da ignorância espiritual dos homens, conforme preconiza o apóstolo Paulo no solene sermão proferido no Areópago de Atenas, apela aos homens que se arrependam; insta com eles para que abandonem o pecado e “beijem o Filho”; refugiem-se na insecável fonte da sua maravilhosa graça; da sua salvífica graça; da sua superabundante graça, infinitamente maior do que o nosso indigno pecado.
Belíssimo em toda a sua arquitetura composicional, o salmo dois começa com a rebelião dos homens contra o seu criador, mas se conclui com a bendita promessa de salvação que Deus faz e estende a todos os que, confrontados com a impactante mensagem do evangelho, arrependem-se dos seus pecados e creem na pessoa e na obra redentora do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.

Salmo 2
– 1Por que os povos agitados se revoltam? *
por que tramam as nações projetos vãos?
=2Por que os reis de toda a terra se reúnem, †
e conspiram os governos todos juntos *
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?
– 3“Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, *
“e lançar longe de nós o seu domínio!”
– 4Ri-se deles o que mora lá nos céus; *
zomba deles o Senhor onipotente.
– 5Ele, então, em sua ira os ameaça, *
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:
– 6“Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, *
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”
=7O decreto do Senhor promulgarei, †
foi assim que me falou o Senhor Deus: *
“Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
=8Podes pedir-me, e em resposta eu te darei †
por tua herança os povos todos e as nações, *
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
– 9Com cetro férreo haverás de dominá-los, *
e quebrá-los como um vaso de argila!”
– 10E agora, poderosos, entendei; *
soberanos, aprendei esta lição:
– 11Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória *
e prestai-lhe homenagem com respeito!
– 12Se o irritais, perecereis pelo caminho, *
pois depressa se acende a sua ira!
– Felizes hão de ser todos aqueles *
que põem sua esperança no Senhor!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Os reis de toda a terra se reúnem
e conspiram os governos todos juntos
contra o Deus onipotente e o seu Ungido.
Ant. 2 Eles repartem entre si as minhas vestes
e sorteiam entre si a minha túnica.

São João 14,2
2. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Jo -14,2

São Mateus, 26, 20-25
20. Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos. 21. Durante a ceia, disse: Em verdade vos digo: um de vós me há de trair. 22. Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: Sou eu, Senhor? 23. Respondeu ele: Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá. 24. O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido!
25. Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: Mestre, serei eu? Sim, disse Jesus. 26. Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. 27. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, 28. porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. 29. Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 30. Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras.