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Pequenos Monges do Último Lugar são aqueles que se dispõem da própria vida, num
elo inquebrantável de aliança com Deus e Sua Igreja, ocupando nela, o último
lugar, dentro de sua dimensão existencialmente peregrina.
Pequenos Monges do Último Lugar, no sentido restrito e particular de buscar as
últimas vontades interiores, a fim de manifestar como primeira, nas ações
ordinárias da exterioridade humana, a Vontade do Divino Amor.
Eis a meta pessoal, marca indelével de um Pequeno Monge do Último Lugar: tornar
última todas as vontades humanas, para realizar, com plenitude, a Vontade
Divina, em primeiro lugar, na completude una de sua própria existência, como
semelhança perfeita ao Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, reintegrando numa
única e indivisível realidade, a dicotomia racional de corpo e alma. Somos um,
em nossa própria existência, uma única essência de corpo, alma e espírito, assim
como o Cristo, sendo Filho, é um com o Pai e o Espírito Santo, numa substância
só, manifestada em Três Pessoas.
Pequenos Monges do Último Lugar, no sentido amplo do Evangelho, com o propósito
de manifestar como última (enquanto que objetivo final), as ações apostólicas
da interioridade mística da Igreja, com a finalidade de tornar primordial
(enquanto que primícias da atitude), a integração e unidade das diversas ações
apostólicas da exterioridade mística da Igreja, presente em cada Carisma do
Cristo, instituído no Seu Corpo Místico.
Eis a marca comunitária e fraterna dos Pequenos Monges do Último Lugar: tornar
última (e não excluir) todas as vontades institucionais legalistas, expressas
de maneiras distintas em cada Carisma Particular do Cristo, para promover
plenamente, a Vontade Mística do Carisma do Pater Noster, isto é, a unidade no
amor, respeitando-se a pluralidade dos Carismas do Filho, instituidos
originalmente com particularidades verdadeiras, no que tange a espiritualidade,
ação apostólica, regra de vida, vida de oração, arquetipo missionário, etc,
etc, etc.
Neste sentido, os Pequenos Monges do Último Lugar, são portadores de uma vida
monástica adaptada para as necessidades do terceiro Milênio de Cristianismo,
Milênio da Morte e Ressurreição da Igreja de Jesus Cristo. Como argumento
lógico de coerência racional desta postulação, os Pequenos Monges do Último
Lugar, são aqueles que compreendem a dimensão vocacional tendo uma origem
matricial na razão, segundo a definição de Aristóteles: “onde as habilidades do
homem se cruzam com as necessidades do mundo, aí está a verdadeira vocação”; e
como fim último, na fé.
Os Pequenos Monges do Último Lugar, células vivas em Cristo, do Carisma Unitivo
do Pater Noster, vivem uma experiência mista e mística de integração. Por isso,
os Pequenos Monges do Último Lugar, São como as raposas e os pássaros que não
tem tocas nem ninhos, na medida em que saem dos ninhos e tocas que os geraram
para peregrinar uma experiência de integração e unidade, ouvindo a voz do pastor
que chama, através de Pedro, o Papa.
Contudo, podem, os Pequenos Monges do Último Lugar, constituírem edificações
físicas que promovam acolhimento e recolhimento de seus filhos e filhas, na
medida em que isso se fizer necessário para possibilitar, na prática, o
encontro dessas células que trabalham, unidas, no funcionamento dos “aparelhos”
apostólicos, os quais, formam, em conjunto, os sistemas eclesiais da Igreja, o
Corpo Místico de Cristo, tendo por Cabeça, a Hierarquia Eclesiástica sob a
autoridade Apostólica de Pedro, o Sumo Pontífice de Roma, em unidade com os
Patriarcados do Oriente, com os “sistemas” Ortodoxos e os “órgãos” do
Protestantismo Histórico.
São Francisco de Assis, chamado por Deus para testemunhar a altíssima pobreza,
num tempo em que hierarquia estava comprometida com o estado e a riqueza,
descobriu a via humilde da comunhão e da unidade...“Amando o clero sem limites
e sem julgamentos”.
NOSSO CARISMA: À maneira de São Francisco de Assis, somos chamados a acolher os
padres católicos e ortodoxos que, de algum modo, encontram-se “excluídos” no
exercício de seu ministério sacerdotal, quer pela contingência limitante da
saúde física, psíquica ou espiritual; quer por solidão quando não mais têm
condições de atender as exigências do povo; quer por qualquer outro motivo que
os façam mergulhar nas “noites escuras” da ingratidão e do abandono alheio,
depois de uma vida inteira de doação.
"Onde há vontade, há um Caminho"