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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A alma de um homem





"A alma de um homem encontra-se cheia de vozes, como uma floresta; há lá dez mil línguas como todos os troncos das árvores. Modas, loucuras, memórias, devaneios, medos recônditos, misteriosas esperanças.
Todo o desempenho e normal desenrolar da vida consiste em chegar à conclusão que algumas destas vozes têm autoridade e outras não.
Pode ter-se a tendência para enfrentar o inimigo ou fugir dele, a tendência de servir a Pátria ou de a trair, um modo engenhoso de cozinhar bolos ou de os envenenar.
O único teste seguro para julgar e separar um argumento ou inspiração de outro é este: todos os sentimentos nobres num homem falam a linguagem da eternidade.
Quando um homem está a fazer as três ou quatro coisas que veio fazer nesta Terra, então ele fala como alguém que viva para sempre.
Quando estão em comunidade, falam em termos do absoluto, tal como quando estão a construir essas pequenas comunidades chamadas famílias.

Existem na vida momentos imortais, momentos que possuem autoridade. Os noivos têm razão ao escrever os seus nomes nas palmas das mãos; eles pertencem-se de facto num sentido ainda mais profundo do que supõem."
[Chesterton, The Illustrated London News, 1910]
 

"Onde há vontade, há um Caminho"

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Quem são os Pequenos Monges do Pater Noster Mostery



O Pequenos Monges do Último Lugar são aqueles que se dispõem da própria vida, num elo inquebrantável de aliança com Deus e Sua Igreja, ocupando nela, o último lugar, dentro de sua dimensão existencialmente peregrina.

Pequenos Monges do Último Lugar, no sentido restrito e particular de buscar as últimas vontades interiores, a fim de manifestar como primeira, nas ações ordinárias da exterioridade humana, a Vontade do Divino Amor.

Eis a meta pessoal, marca indelével de um Pequeno Monge do Último Lugar: tornar última todas as vontades humanas, para realizar, com plenitude, a Vontade Divina, em primeiro lugar, na completude una de sua própria existência, como semelhança perfeita ao Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, reintegrando numa única e indivisível realidade, a dicotomia racional de corpo e alma. Somos um, em nossa própria existência, uma única essência de corpo, alma e espírito, assim como o Cristo, sendo Filho, é um com o Pai e o Espírito Santo, numa substância só, manifestada em Três Pessoas.

Pequenos Monges do Último Lugar, no sentido amplo do Evangelho, com o propósito de manifestar como última (enquanto que objetivo final), as ações apostólicas da interioridade mística da Igreja, com a finalidade de tornar primordial (enquanto que primícias da atitude), a integração e unidade das diversas ações apostólicas da exterioridade mística da Igreja, presente em cada Carisma do Cristo, instituído no Seu Corpo Místico.

Eis a marca comunitária e fraterna dos Pequenos Monges do Último Lugar: tornar última (e não excluir) todas as vontades institucionais legalistas, expressas de maneiras distintas em cada Carisma Particular do Cristo, para promover plenamente, a Vontade Mística do Carisma do Pater Noster, isto é, a unidade no amor, respeitando-se a pluralidade dos Carismas do Filho, instituidos originalmente com particularidades verdadeiras, no que tange a espiritualidade, ação apostólica, regra de vida, vida de oração, arquetipo missionário, etc, etc, etc.

Neste sentido, os Pequenos Monges do Último Lugar, são portadores de uma vida monástica adaptada para as necessidades do terceiro Milênio de Cristianismo, Milênio da Morte e Ressurreição da Igreja de Jesus Cristo. Como argumento lógico de coerência racional desta postulação, os Pequenos Monges do Último Lugar, são aqueles que compreendem a dimensão vocacional tendo uma origem matricial na razão, segundo a definição de Aristóteles: “onde as habilidades do homem se cruzam com as necessidades do mundo, aí está a verdadeira vocação”; e como fim último, na fé.

Os Pequenos Monges do Último Lugar, células vivas em Cristo, do Carisma Unitivo do Pater Noster, vivem uma experiência mista e mística de integração. Por isso, os Pequenos Monges do Último Lugar, São como as raposas e os pássaros que não tem tocas nem ninhos, na medida em que saem dos ninhos e tocas que os geraram para peregrinar uma experiência de integração e unidade, ouvindo a voz do pastor que chama, através de Pedro, o Papa.

Contudo, podem, os Pequenos Monges do Último Lugar, constituírem edificações físicas que promovam acolhimento e recolhimento de seus filhos e filhas, na medida em que isso se fizer necessário para possibilitar, na prática, o encontro dessas células que trabalham, unidas, no funcionamento dos “aparelhos” apostólicos, os quais, formam, em conjunto, os sistemas eclesiais da Igreja, o Corpo Místico de Cristo, tendo por Cabeça, a Hierarquia Eclesiástica sob a autoridade Apostólica de Pedro, o Sumo Pontífice de Roma, em unidade com os Patriarcados do Oriente, com os “sistemas” Ortodoxos e os “órgãos” do Protestantismo Histórico.

São Francisco de Assis, chamado por Deus para testemunhar a altíssima pobreza, num tempo em que hierarquia estava comprometida com o estado e a riqueza, descobriu a via humilde da comunhão e da unidade...“Amando o clero sem limites e sem julgamentos”.

NOSSO CARISMA: À maneira de São Francisco de Assis, somos chamados a acolher os padres católicos e ortodoxos que, de algum modo, encontram-se “excluídos” no exercício de seu ministério sacerdotal, quer pela contingência limitante da saúde física, psíquica ou espiritual; quer por solidão quando não mais têm condições de atender as exigências do povo; quer por qualquer outro motivo que os façam mergulhar nas “noites escuras” da ingratidão e do abandono alheio, depois de uma vida inteira de doação.





"Onde há vontade, há um Caminho"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Dario Escobar, o eremita colombiano do vale sagrado do Líbano

O Vale do Kadisha, local sagrado no norte do Líbano, é há muito o lar de várias comunidades monásticas cristãs que procuram tranquilidade, segurança e paz. Alguns querem mesmo a solidão, remetendo-se a uma vida de reclusão e eremitismo. Um desses eremitas tem-se tornado uma das principais atrações turísticas do vale. Dario Escobar, colombiano de 83 anos, vive ali sozinho há 27 anos.
Não, Dario não tem nada a ver com o narcotraficante Pablo Escobar – mas já ficou retido num aeroporto por culpa do apelido em comum. O National Geographic deu a conhecer o eremita estrangeiro que há 17 anos tem como lar o vale sagrado do Líbano. Dario Escobar foi para o Líbano após ter ouvido falar da história do vale através de um padre maronita, um dos principais grupos religiosos naquele país do Médio Oriente. “Vim porque só no Líbano existem eremitas”, confessou Escobar. Após chegar, teve de esperar 10 anos para receber a benção do Mosteiro de Santo António de Qozhaya e poder iniciar a sua vida de eremita.
Turistas sobem a montanha do vale para ver Dario e, se possível, trocar umas palavras com ele. Contudo, nem sempre têm sorte de o conseguir apanhar ou poder conversar. Ao National Geographic, Georges Zgheib, um guia turístico do vale, refere que é uma questão de sorte apanhar o eremita fora da sua habitação. Mesmo que isso aconteça, falar com ele depende “do seu humor”. “Umas vezes não quer falar com pessoas. Outras vezes ri-se e conta piadas, e as pessoas riem com ele”, diz Zgheib.
A rotina diária de Dario Escobar, segundo o próprio, consiste em 14 horas de oração, três horas de trabalho, duas horas de estudo e cinco horas de sono. A sua casa é modesta: contém um escritório, com pouco mais do que uma secretária e uma estante, e um quarto com um colchão fino e uma almofada de pedra.
No que toca a alimentação, Dario revela que leva uma dieta vegetariana, comendo apenas que o seu jardim lhe dá. O National Geographic, no entanto, refere que um grupo de mulheres de uma cidade próxima lhe levou recentemente um pacote de batatas fritas.
Desde que se criou o Trilho de Montanha do Líbano, em 2007, que o vale sagrado tem recebido mais visitantes. Desde então que Dario recebe mais turistas, ainda que o caminho não passe diretamente pela sua capela. Uns vão para obter a benção do padre, outros simplesmente para o conhecer e ouvir as suas piadas, que o National Geographic diz serem “engraçadas” – “Ficas aqui e eu vou comprar uma almofada, uma boa almofada”, disse, enquanto mostrava os seus aposentos a turistas.
O Vale do Kadisha foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1998. Dario Escobar reconhece que algum dia será levado para o convento pelos superiores, “se for muito velho”. Contudo, se fosse por Dario, ficava a viver no vale “de vez”.
 


"Onde há vontade, há um Caminho"

PAPA FRANCISCO CONFIRMA QUE PAULO VI SERÁ CANONIZADO EM 2018




Na última quinta-feira, 15 de fevereiro, o Papa Francisco teve o habitual encontro anual com os párocos de Roma, na Basílica de São João de Latrão. Um encontro privado do qual só se conheceu o conteúdo no sábado.
Ao final do encontro, o Papa brincou e foi quando deu a notícia de que Paulo VI será canonizado em 2018.
“Dois recentes bispos de Roma já são santos”, disse em referência a João XXIII e João Paulo II. “Paulo VI será santo este ano. E um tem causa de beatificação aberta, João Paulo I”.
“Bento e eu estamos na lista de espera: rezem por nós! ”, brincou.
Assim, confirma-se o que foi publicado pelo Grupo ACI, de que Paulo VI será canonizado este ano, provavelmente durante o Sínodo dos Bispos sobre os jovens no próximo mês de outubro. Após a aprovação dos cardeais, só faltaria a aprovação do Papa Francisco.
As informações são do Blog ACI
 
"Onde há vontade, há um Caminho"

18 de fevereiro de 2018 – 1º Domingo da Quaresma – Ano B



EVANGELHO – Mc 1,12-15
Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias
e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Palavra da Salvação.

REFLEXÃO
A história da humanidade, desde as suas origens, está marcada pelo pecado. Ao longo dos séculos tem-se revivido o pecado dos nossos primeiros pais que foi, antes de mais, uma atitude de orgulho, de revolta, de falta de submissão à vontade de Deus. E as raízes desse mal estão em todos nós, sempre prontas a manifestar-se. Por isso toda a vida humana terá de ser uma vida de luta contra o mal.
Mas Deus intervém junto de nós, porque nos quer salvar. Interveio, logo no início dos tempos, quando mandou o Dilúvio para destruir o mal sobre a terra, fazendo desaparecer os homens pecadores. Interveio ainda, depois de tantas outras calamidades, quando fez uma aliança com Moisés e lhe entregou as Tábuas da Lei. E interveio finalmente quando enviou ao mundo o Seu Filho que por nós padeceu e morreu. Foi esta a Nova e Eterna Aliança que Deus fez com os homens, aliança definitiva que pelos méritos de Cristo nos obteve o perdão de todos os nossos pecados.
Mas Deus quer ainda intervir junto de cada um de nós e para isso nos proporciona este tempo da Quaresma, destinado a ser, por assim dizer, um retiro espiritual para renovar a nossa vida cristã.
Este é o grande tempo da catequese da Igreja, que começou na Quarta-feira de Cinzas e se prolonga até ao Tríduo Pascal. É o “tempo favorável” para mais nos abrirmos à misericórdia de Deus; e assim, convertidos e renovados, poderemos chegar com mais fervor e alegria às festas pascais.
Para isso recordemos, em primeiro lugar, o nosso Batismo, sugerido já pelas leituras deste domingo, procurando reviver a graça que nesse dia recebemos. Lancemos no fundo do mar as nossas más inclinações, e sigamos muito a sério por um novo caminho, numa linha de austeridade e renúncia, como é próprio deste tempo, que é o tempo apropriado para nos recolhermos no “deserto” interior do nosso coração, aprofundando a nossa relação com Deus, nosso Pai. Em união com Jesus, que no deserto foi tentado e venceu as tentações, procuremos também vencer o mal que há em nós. E não esqueçamos que o mal, o pecado, reina por toda a parte, à nossa volta, e não podemos ser indiferentes a isso.
Procuremos, por isso, fazer alguma coisa para evitar ou ajudar a destruir o mal que nos rodeia. Por exemplo, na sociedade de consumo em que vivemos, porque não evitar alguns gastos supérfluos e ajudar com essas economias alguém que precise da nossa ajuda? Há tanta gente que sofre de isolamento. Porque não ir visitar uma pessoa idosa ou doente, comunicando-lhe um pouco de alegria e boa disposição? Na vida familiar, quantos gestos de caridade, de paciência, de diligencia, podemos oferecer a Deus! E no meio de tanto barulho… porque não fazer um pouco de silêncio, nem que seja moderado o uso da TV, do Computador, etc, ou comedindo-nos um pouco mais nas nossas palavras, para ajudar a criar um ambiente de paz e favorecer o diálogo em família, tão necessário.
Isto ou outras coisas poderemos fazer, mas o importante é que cada um encontre a sua forma mais adequada de viver santamente esta Quaresma.


ORAÇÃO UNIVERSAL
Caríssimos irmãos e irmãs:
Voltemo-nos para Deus, que salvou Noé e os seus filhos do dilúvio com que submergiu a terra,
e oremos pela Igreja e pelo mundo, dizendo (ou: cantando), cheios de confiança:

R. Kyrie, eleison.
Ou: Renovai, Senhor, o vosso povo.
Ou: Senhor, tende piedade de nós.

1. Pelos ministros da Igreja, pelos fiéis e catecúmenos,
para que escutem o apelo feito a todos:
“Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”,
Oremos, irmãos.

2. Pelos homens que governam as nações,
para que não se deixem tentar pelo poder
e estejam sempre ao lado dos mais fracos,
oremos, irmãos.

3. Pelos que vivem na solidão e na tristeza
e pelos humilhados, desprezados e esquecidos,
para que em Deus encontrem o que procuram,
oremos, irmãos.

4. Pelos cristãos que iniciaram a Quaresma,
para que, na oração, na partilha e no jejum,
se preparem para celebrar a santa Páscoa,
oremos, irmãos.

5. Por nós próprios e pela nossa comunidade (paroquial),
para que o Espírito nos faça sentir fome da Palavra
e não deixe que sejamos vencidos pelo Demónio,
oremos, irmãos.

(Outras intenções: catecúmenos adultos; grandes problemas mundiais …).
Senhor, nosso Deus, que fizestes uma aliança por todas as gerações com a descendência de Noé e com os seres vivos, concedei-nos a graça de descobrir que só em Vós se encontra a fonte do amor e da vida. Por Cristo Senhor nosso.

1° Domingo da Quaresma

O ícone é uma mediação, no sentido de que é uma ferramenta que nos conecta com Deus, o Deus a quem estamos ausentes da maioria das horas do nosso dia. O ícone vem nos levar a sua presença e nos lembrar de seu apelo: "Eu estou na porta de pé batendo..". O ícone também é mediador no meio, então colocamos no meio do nosso trabalho, e nossa casa, nas paredes nos quartos e nos salões, na carteira e no livro ... e como o transformamos no meio. Deus se torna pouco a pouco e através deles no meio da nossa vida.

"Onde há vontade, há um Caminho"