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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Habemus Santus

 

Os papas João Paulo II e João XXIII - Karol Wojtyla (1920-2005) e Angelo Roncalli (1881-1963), respectivamente - serão proclamados santos, anunciou nesta sexta-feira (5) o Vaticano.
A decisão foi anunciada depois que o papa Francisco promulgou o decreto no qual se reconhece um segundo milagre pela intercessão de João Paulo II. Mesmo sem ter um segundo milagre por sua intercessão, como contempla a legislação vaticana, João XXIII também será canonizado. Embora não haja uma data confirmada para as cerimônias de canonização, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que ambas deverão ocorrer ainda no final de 2013.
João Paulo XXIII (Foto: AP Photo)
Questionado sobre o milagre do polonês Karol Wojtyla, Lombardi citou a cura de uma mulher costa-riquenha que foi diagnosticada com um aneurisma cerebral e que teria sido curada "de maneira inexplicável para a ciência". A mulher em questão, cuja identidade é mantida em sigilo, vive atualmente na comunidade de Três Ríos, na província de Cartago, na Costa Rica.
João Paulo II, papa de 16 de outubro de 1978 a 2 de abril de 2005, foi beatificado no dia 1º de maio de 2011 por Bento XVI. O papa João XXIII, cujo pontificado durou de 28 de outubro de 1958 a 3 de junho de 1963, foi beatificado por João Paulo II no dia 3 de setembro do ano 2000.
Segundo o estudo Economia da santidade, elaborado pelas universidades americandas de Harvard e Colúmbia, diz que, de 1592 a 2012, a Igreja Católica ganhou 293 santos (sem contar os mártires). Do total, 86% das canonizações foram de pessoas que viviam na Europa, contra apenas 6,1% na América Latina

 


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vaticano reconhece 2º milagre de João Paulo II, que pode ser canonizado


Cidade do Vaticano, 18 jul (EFE).- A comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos aprovou o segundo milagre por intercessão do papa João Paulo II após sua beatificação, informam nesta terça-feira fontes do Vaticano.
Este reconhecimento abre caminho para a canonização do papa polonês, mas deve ser aprovado pela comissão de cardeais e receber o sinal verde definitivo do papa Francisco.

João Paulo II pode ser proclamado santo no dia 20 de outubro, data que já era ventilada por sua proximidade do 35º aniversário de seu pontificado (foi eleito em 16 de outubro de 1988).

Sobre a natureza deste segundo milagre, o Vaticano mantém um silêncio absoluto.

Em 1º de maio de 2011, Bento XVI proclamou João Paulo II (1920-2005) como beato, depois de lhe ser atribuído o milagre da cura inexplicável da religiosa francesa Marie Simon Pierre, que sofria do mal de Parkinson.

sábado, 22 de junho de 2013

O incrível testemunho do Dr. Bernard Nathanson



O Dr. Bernard Nathanson, americano, chegou a ser considerado “o Rei do Aborto”. Praticou cinco mil abortamentos numa clínica que realizava 130 operações desse tipo por dia. Aos poucos foi concebendo o horror de suas práticas. De judeu ateu que era tornou-se católico, e foi batizado pelo Cardeal O’Connor, arcebispo de Nova Iorque, em 09/12/1996. É fascinante a sua história.
Ele mesmo escreveu: “Ninguém tem mais expe­riência de abortamentos do que eu”. Fundou em 1969 a Liga Nacional do Direito ao Aborto (NADAL), para fazer propaganda em favor da legalização oficial da interrupção da gravidez. Por meio da propaganda nos meios de comunicação social procurava influenciar a opinião pública.
“A partir de 1971 – escreve ele – dirigi a maior Clínica abortista do mundo. Tinha dez salas de operação e trinta e cinco médicos às minhas ordens. Realizávamos cento e trinta abortos por dia, mesmo aos domingos. Só não trabalhávamos no dia de Natal. Tenho de confessar que fo­ram praticados, às minhas ordens, sessenta mil abortos. Eu, pessoalmente, fiz uns cinco mil.”
Aos poucos, porém, o Rei do Aborto foi-se compenetrando da gra­vidade do que cometia; estava matando crianças inocentes. E foi-se eno­jando do seu trabalho.
Ao perceber a hediondez do aborto, Nathanson começou a questi­onar a sua própria vida. Pensou em suicidar-se não só por causa dos múltiplos crimes que cometera, mas também por causa de sua vida passada: teve três casamentos fracassados; não fora bom pai com seu filho José, que estava com trinta e um anos; havia feito o aborto até de um filho seu. Declarou ele: “Eu sentia como a carga do pecado se tornava mais pesada e angustiante”.
Até 1980 foi um judeu ateu. Em 1980 começou a voltar para Deus.
“Persistentemente, amorosamente, desinteressadamente rezavam por mim, e não tenho a menor dúvida de que tais orações foram atendidas. Pensando nas pessoas que o fizeram, muitas delas desconhecidas para mim, meus olhos enchem-se de lágrimas.”
Começou então Nathanson a ler os testemunhos de pessoas convertidas à fé católica. Leu e releu a biografia de Malcom Muggeridge, Walter Percy, Graham Greene, Simone Weil, Richard Gilman, Pascal, e Cardeal John Henry Newman.
Durante um ano assistiu aos Cursos de Ética no Instituto Kennedy, da Universidade de Georgetown, e começou a conversar com freqüência com o sacerdote John Mc Closkey do Opus Dei. Diz Nathanson:
“Ele soube que eu estava-me aproximando do Catolicismo. Procurou-me e pusemo-nos a conversar semanalmente. Veio à minha casa e trouxe-me material para ler. Guiou-me pelo caminho que me conduziu aonde estou agora. Devo a ele mais a qualquer pessoa.”
Finalmente aos 9/12/96 recebeu o Batismo das mãos do Sr. Arcebispo de Nova Iorque, Cardeal O’Connor, na catedral de São Patrício. Pouco depois, num dia de manhã, em Missa simples, da qual participaram cerca de vinte e cinco pessoas, o próprio Cardeal ministrou-lhe a Crisma e deu-lhe a Primeira Comunhão. Eis o depoimento do convertido:
“Quando aceitas Cristo, nada perdes. Eu continuo a ser judeu étnica e culturalmente. Orientando a minha vida para Cristo, não sinto sujeição a coisa alguma, nem a quero sentir. Havia convertido a minha vida num caos; ninguém podia ter procedido pior. Agora estou nas mãos de Deus.”
Com setenta e um anos de idade, Nathanson quer resgatar o tempo e compensar o mal que cometeu. Exerce suas funções de ginecologista em zonas pobres, dentro e fora dos Estados Unidos; percorre vários países como a Espanha e Portugal ensinando a respeitar a vida humana. Editou um vídeo em que mostra o feto a estremecer no seio materno por causa das dores que sente quando lhe aplicam o fórceps para extrair. Escreveu também alguns livros, entre os quais uma autobiografia intitulada “A Mão de Deus”. Nesse livro declara:
“Fracassei em três casamentos e tenho um filho que é ressentido e desconfiado, ainda que brilhante na ciência dos computadores. Tenho uma bagagem moral tão pesada que, se a levasse para o outro mundo, eu me condenaria por toda a eternidade, talvez de maneira mais aterradora do que aquela que o poeta Dante descreve na sua Divina Comédia.”
Termina seu livro autobiográfico sem jamais ter justificado o seu comportamento anterior e exprimindo confiança na misericórdia divina, no perdão de Deus e na salvação que vem de Jesus Cristo por intermédio da Igreja Católica:
“Alguém morreu por meus pecados e minha maldade há dois mil anos. O Deus do Novo Testamento surgiu diante de mim como uma figura amável, magnânima, incomparavelmente terna,em quem eu podia procurar e encontrar o perdão que tinha buscado tão desesperadamente durante tanto tempo.”
Antes de seu Batismo, dizia: “Ficarei livre do pecado. Pela primeira vez na vida, sentirei o refúgio e o calor da fé”. 

Assista ao vídeo: Aborto - O grito silencioso - Completo - dublado pt-br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Pedra com suposta profecia de anjo Gabriel é centro de mostra em Israel


Uma pedra áspera, rachada, com 87 linhas escritas a tinta em hebraico antigo. Apenas metade é legível. Nas linhas 77, 80 e 82, o narrador se apresenta: "Eu sou Gabriel".
É uma das aparições mais antigas desse anjo, que tem papel-chave no judaísmo, no cristianismo e no islamismo, servindo de ponte entre as três religiões monoteístas.
No texto, Gabriel se dirige a um interlocutor, provavelmente um profeta ou um visionário, a quem o anjo faz sua revelação a respeito de um ataque a Jerusalém.
"É uma profecia escrita em pedra na época em que Jesus nasceu", afirma  o pesquisador Israel Knohl, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele é um dos responsáveis pelo estudo do objeto conhecido como "A Revelação de Gabriel".
A pedra é o centro de uma recém-inaugurada exposição no Museu de Israel. O artefato é considerado o mais relevante no campo da teologia desde os manuscritos do mar Morto, encontrados em 1947.
Knohl é também o responsável pela interpretação --hoje contestada-- de que a "Revelação de Gabriel" registra uma ideia de ressurreição messiânica anterior à Bíblia.
Isso porque, na linha de número 80 da pedra, um trecho da fala de Gabriel está apagado. Knohl interpretou a passagem como dizendo que, após três dias, "você deverá viver". A tradução em exposição no Museu de Israel afirma apenas que "em três dias, o sinal será dado".
CAMINHO
Acredita-se que a "Revelação de Gabriel" tenha sido encontrada na margem leste do mar Morto em 2000 por beduínos, de onde iniciou sua jornada por vendedores de antiguidades até chegar às mãos do colecionador suíço-israelense David Jeselsohn. A análise mineral da pedra dá ênfase à teoria.
O artefato data dos anos ao redor do nascimento de Cristo. "Ele nos dá informações sobre esperanças e expectativas do povo naquele tempo", diz Knohl.
"A Revelação de Gabriel" está exposta no Museu de Israel ao lado de outros registros judaicos, além de textos cristãos e islâmicos. "Quisemos apresentar o papel mutável do anjo Gabriel por meio dos manuscritos", diz o curador Adolfo Roitman.
A disposição dos objetos lembra um monastério ou uma yeshivá (escola religiosa judaica). A luz fraca contribui para o clima introspectivo.
Os anjos são identificados, na tradição abraâmica (judaísmo, cristianismo, islamismo), como portadores de profecias e de segredos, conectando o humano, em meio a suas aflições, a Deus.
Na Bíblia judaica, o anjo Gabriel aparece no livro de Daniel. Ele também é mencionado nos textos dos manuscritos do mar Morto.
Na Bíblia cristã, ele é citado duas vezes em Lucas. Na segunda, anunciando a Maria o nascimento de Jesus.
No Alcorão, ele tem papel fundamental, pois é por meio de Gabriel (ou, em árabe, "Jibril") que Maomé recebe as palavras de seu livro sagrado.