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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Carimbo de 2 mil anos confirma rituais religiosos em Jerusalém

 
Arqueólogos israelenses anunciaram no último domingo a descoberta de um carimbo de barro de 2 mil anos de idade, perto do Muro das Lamentações, ou Muro Ocidental de Jerusalém. A pequena peça é uma confirmação de rituais religiosos no templo bíblico judaico descritos em textos antigos.
O objeto contém as palavras em aramaico “puro por Deus”, sugerindo que fora usado para certificar comida e animais usados em cerimônias de sacrifícios.
O Muro Ocidental é parte de um complexo reverenciado por judeus como o Monte do Templo, e por Islâmicos como Santuário Nobre. Ficam no local a mesquita islâmica Al-Awsa e o Domo de Rocha
"Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que eles fossem puros", afirmou a autoridade de antiguidades de Israel, em nota.
Os pesquisadores acreditam que é a primeira vez em que o carimbo foi escavado.
Da Agência O Globo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Papa Bento XVI expressa profunda tristeza pelos atentados na Nigéria


O Papa Bento XVI expressou nesta segunda-feira sua "profunda tristeza" pelos atentados cometidos contra igrejas na Nigéria no fim de semana de Natal, e que deixaram 40 mortos. O Papa classificou de "gesto absurdo" os atentados e pediu para que todos "rezem pelas inúmeras vítimas", na oração do ngelos, que pronunciou da janela do palácio apostólico.
Ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações de Natal mataram 40 pessoas no domingo na Nigéria, em meio à crescente violência, reivindicada por um grupo islâmico.
A seita islamita Boko Haram assumiu a autoria do atentado contra a Igreja de Santa Teresa em Madalla, perto da capital, Abuja, que matou 35 pessoas, enquanto três outras explosões foram registradas em igrejas do país, uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos (centro), na qual morreu um policial que vigiava o templo, e em Damaturu, onde quatro pessoas faleceram.
"Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla", disse à AFP, em declarações por telefone, um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa.
"Continuaremos lançando ataques como estes no norte do país nos próximos dias", advertiu a fonte.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, condenou os "atos de violência contra cidadãos inocentes, em uma injustificada afronta a nossa segurança e a nossa liberdade".
Fonte: Terra.com

domingo, 25 de dezembro de 2011

Vamos rezar pelas vitimas do ataque terrorista a nossa Igreja na Nigeria

Quem provocar a queda de um só destes pequenos que crêem em mim, melhor seria que lhe amarrassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem no fundo do mar.
(Mat 18,6)

 

Ataques a igrejas durante missa de Natal causam mortes na Nigéria

Uma explosão nos arredores de uma igreja em Madala, cidade satélite a 40 quilômetros da capital da Nigéria, Abuja, matou pelo menos 27 pessoas. Outras explosões foram notificadas: uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos (centro), na qual morreu um policial que vigiava o templo, e no templo de Damaturu, onde quatro pessoas morreram. Ao todo, 32 foram assassinadas até agora nos atentados. 

O grupo islâmico Boko Haram assumiu a responsabilidade. "Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla", disse à AFP, em declarações por telefone, um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa."Continuaremos lançando ataques como estes no norte do país nos próximos dias", advertiu a fonte. O movimento tem como objetivo impor a lei islâmica, a Sharia, em todo a Nigéria, onde a população é dividida de forma relativamente igual entre cristãos e muçulmanos. O grupo intensificou suas táticas neste ano e aprimorou a sofisticação de seus explosivos.
"Guerra civil"
O ministro nigeriano encarregado da polícia, Caleb Olubolade, disse que em Madalla ocorria uma "guerra". "É como se tivesse sido iniciada uma guerra civil no país. Devemos estar à altura e enfrentar a situação", afirmou Olubolade.O aumento das tensões interreligiosas na Nigéria, sexto país do mundo em número de cristãos, inquieta o Vaticano.Em novembro passado, durante sua visita a Benin, o papa Bento 16 insistiu na tradição tolerante do Islã na África e na coexistência pacífica entre muçulmanos e cristãos.
A Igreja Católica de Santa Teresa  estava lotada quando uma forte bomba explodiu durante uma missa de Natal. "Estávamos na igreja com minha família quando ouvimos a explosão. Nós simplesmente corremos para fora", disse Timothy Onyekwere à Reuters. "Agora não sabemos onde estão meus filhos e minha esposa. Não sei quantos morreram, mas havia muitos mortos."
Horas depois da primeira bomba, explosões foram registradas na Montanha de Fogo e na Igreja dos Milagres, em Jos, cidade de mistura étnica e religiosa na região central da Nigéria, e em uma igreja em Gadaka, cidade localizada no norte. Moradores disseram que muitos ficaram feridos em Gadaka.
A polícia encontrou outros dois explosivos em Jos, que os oficiais desativaram. Um homem também foi preso em ligação ao incidente.

O Boko Haram - que em hauçá, idioma do norte da Nigéria, significa "Educação ocidental é pecado" - é vagamente inspirado no movimento do Taliban, no Afeganistão. A seita foi culpada por uma dúzia de explosões e tiroteios no norte do país, e assumiu responsabilidade por dois ataques a bomba em Abuja, neste ano. Entre os ataques estava o primeiro ataque suicida ocorrido no país, contra a sede da ONU na Nigéria, em agosto, que matou ao menos 23 pessoas.
O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, um cristão do sul do país que está com dificuldades para conter a ameaça da militância islâmica, disse que a série de incidentes era "lamentável", mas que o Boko Haram "não estaria (por aí) para sempre. Terminará um dia".
Ano passado também houve ataques
No ano passado, uma série de ataques ocorreu em meio a celebração do Natal na cidade de Jos, também na Nigéria. Foram mortas pelo menos 32 pessoas e o grupo reivindicou a autoria dos atentados. Por causa disso, a embaixada americana nos Estados Unidos já havia dado um alerta especial na sexta-feira para áreas de circulação de estrangeiros.
Vaticano lamenta "ódio cego"
 O Vaticano classificou os atentados contra igrejas na Nigéria no dia do Natal como atos "absurdos", que demonstram um "ódio cego, que não tem respeito algum pela vida" e alimenta a confusão, afirmou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.
Elei expressou a solidariedade da Igreja com todo o povo nigeriano e a igreja desse país africano, "golpeados pela violência terrorista em dias que deveriam ser de alegria e paz".
 

*com AP, AFP, EFE e Reuters

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Leituras Santa Missa Natal do Senhor 25.12.11




1ª Leitura - Is 52,7-10
Todos os confins da terra hão de ver
a salvação que vem do nosso Deus.
Leitura do Livro do Profeta Isaías 52,7-10
7Como são belos, andando sobre os montes,
os pés de quem anuncia e prega a paz,
de quem anuncia o bem e prega a salvação,
e diz a Sião: 'Reina teu Deus!'
8Ouve-se a voz de teus vigias, eles levantam a voz,
estão exultantes de alegria,
sabem que verão com os próprios olhos
o Senhor voltar a Sião.
9Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo,
ó ruínas de Jerusalém,
o Senhor consolou seu povo
e resgatou Jerusalém.
10O Senhor desnudou seu santo braço
aos olhos de todas as nações;
todos os confins da terra hão de ver
a salvação que vem do nosso Deus.
Palavra do Senhor.


Salmo - Sl 97,1.2-3ab.3cd-4.5-6 (R.3c)
R. Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.
1Cantai ao Senhor Deus um canto novo,*
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo*
alcançaram-lhe a vitória. R.

2O Senhor fez conhecer a salvação,*
e às nações, sua justiça;
3arecordou o seu amor sempre fiel*
3bpela casa de Israel. R.

3cOs confins do universo contemplaram*
3da salvação do nosso Deus.
4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,*
alegrai-vos e exultai! R.

5Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa*
e da cítara suave!
6Aclamai, com os clarins e as trombetas,*
ao Senhor, o nosso Rei! R.


2ª Leitura - Hb 1, 1-6

Deus falou-nos por meio de seu Filho.
Leitura da Carta aos Hebreus 1, 1-6
1Muitas vezes e de muitos modos
falou Deus outrora aos nossos pais, pelos profetas;
2nestes dias, que são os últimos,
ele nos falou por meio do Filho,
a quem ele constituiu herdeiro de todas as coisas
e pelo qual também ele criou o universo.
3Este é o esplendor da glória do Pai,
a expressão do seu ser.
Ele sustenta o universo com o poder de sua palavra.
Tendo feito a purificação dos pecados,
ele sentou-se à direita da majestade divina,
nas alturas.
4Ele foi colocado tanto acima dos anjos
quanto o nome que ele herdou supera o nome deles.
5De fato, a qual dos anjos Deus disse alguma vez:
'Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei'?
Ou ainda: 'Eu serei para ele um Pai
e ele será para mim um filho'?
6Mas, quando faz entrar o Primogênito no mundo,
Deus diz: 'Todos os anjos devem adorá-lo!'
Palavra do Senhor.


Evangelho - Jo 1,1-18
A Palavra se fez carne e habitou entre nós.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,1-18
1No princípio era a Palavra,
e a Palavra estava com Deus;
e a Palavra era Deus.
2No princípio estava ela com Deus.
3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez
de tudo que foi feito.
4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
5E a luz brilha nas trevas,
e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus;
Seu nome era João.
7Ele veio como testemunha,
para dar testemunho da luz,
para que todos chegassem à fé por meio dele.
8Ele não era a luz,
mas veio para dar testemunho da luz:
9daquele que era a luz de verdade,
que, vindo ao mundo,
ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo
- e o mundo foi feito por meio dela -
mas o mundo não quis conhecê-la.
11Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam,
deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus
isto é, aos que acreditam em seu nome,
13pois estes não nasceram do sangue
nem da vontade da carne
nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória,
glória que recebe do Pai como filho unigênito,
cheio de graça e de verdade.
15Dele, João dá testemunho, clamando:
'Este é aquele de quem eu disse:
O que vem depois de mim passou à minha frente,
porque ele existia antes de mim'.
16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça.
17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça
e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.
18A Deus, ninguém jamais viu.
Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai,
ele no-lo deu a conhecer.
Palavra da Salvação.




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sugestão de Leitura adcional para O Santa Natal do Senhor

Cântico Dn 3,57-88.56
Louvor das criaturas ao Senhor
Louvai o nosso Deus, todos os seus servos (Ap 19,5)
- 57Obras do Senhor, bendizei o Senhor,*
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
- 58Céus, bendizei o Senhor!
59Anjos do Senhor, bendizei o Senhor!
(R. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Ou
R. 
A ele glória e louvor eternamente)
- 60Águas do alto céu, bendizei o Senhor!*
61Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
- 62Lua e sol, bendizei o Senhor!*
63Astros e estrelas bendizei o Senhor!
(R.)
- 64Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor!*
65Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
- 66Fogo e calor, bendizei o Senhor!*
67Frio e ardor, bendizei o Senhor!
(R.)
- 68Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor!*
69Geada e frio, bendizei o Senhor!
- 70Gelos e neves, bendizei o Senhor!*
71Noites e dias, bendizei o Senhor!
(R.)
- 72Luzes e trevas, bendizei o Senhor!*
73Raios e nuvens, bendizei o Senhor!
-74Ilhas e terra, bendizei ao Senhor!*
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
(R.)
- 75Montes e colinas, bendizei o Senhor!*
76Plantas da terra, bendizei o Senhor!
- 77Mares e rios, bendizei o Senhor!*
78Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!
(R.)
- 79Baleias e peixes, bendizei o Senhor!*
80Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
- 81Feras e rebanhos, bendizei o Senhor!*
82Filhos dos homens, bendizei o Senhor!
(R.)
- 83Filhos de Israel, bendizei o Senhor!*
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
- 84Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor!*
85Servos do Senhor, bendizei o Senhor!
(R.)
- 86Almas dos justos, bendizei o Senhor!*
87Santos e humildes, bendizei o Senhor!
- 88Jovens Misael,Ananias e Azarias, bendizei o Senhor,*
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
(R.)
- ao Pai e ao Filho e ao espírito Santo*
louvemos e exaltemos pelos séculos sem fim!
- 56Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus!*
Sois digno de louvor e de glória eternamente!

(R.)

Trabalho: Trabalho e contemplação - Ora et Labora

Ser contemplativos é desfrutar do olhar de Deus. Por isso, quem se sabe acompanhado por Ele durante o dia, vê com outros olhos as ocupações nas quais está empenhado. Texto editorial sobre o trabalho.

Gostaria que hoje, na nossa meditação, nos persuadíssemos definitivamente da necessidade de nos dispormos a ser almas contemplativas, no meio da rua, do trabalho, mantendo com o nosso Deus um diálogo contínuo, que não deve decair ao longo do dia. Se pretendermos seguir lealmente os passos do Mestre, esse é o único caminho.[1]

Para aqueles que são chamados por Deus  a santificar-se no meio do mundo,  converter o trabalho em oração e ter alma contemplativa, é
o único caminho, porque ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida ordinária, ou nunca O encontraremos[2].

Convém que meditemos bem devagar sobre este ensinamento capital de São Josemaria. Neste texto, consideraremos o que é a contemplação; em outras ocasiões deter-nos-emos no aprofundamento da vida contemplativa no trabalho e nas atividades da vida ordinária.

COMO EM NAZARÉ, COMO OS PRIMEIROS CRISTÃOS

A descoberta de Deus na atividade habitual de cada dia dá aos próprios afazeres seu valor último e sua plenitude de sentido. A vida oculta de Jesus em Nazaré, os
anos intensos de trabalho e de oração, nos quais Jesus Cristo levou uma vida comum — como a nossa, se o quisermos —,  divina e humana ao mesmo tempo[3], mostram que a atividade profissional, a atenção dedicada à família e as relações sociais não são obstáculo para orar sempre[4], mas ocasião e meio para uma vida intensa de intimidade com Deus, até que chega um momento em que é impossível estabelecer uma diferença entre trabalho e contemplação.

Por esse caminho de contemplação na vida ordinária, seguindo as pegadas do Mestre, decorreu a vida dos primeiros cristãos: «quando passeia, conversa, descansa, trabalha ou lê, o crente ora»
[5], escrevia um autor do século II. Anos mais tarde, São Gregório Magno testemunha, como um ideal tornado realidade em numerosos fiéis, que «a graça da contemplação não se dá sim aos grandes e não aos pequenos; mas muitos grandes a recebem, e também muitos pequenos; e tanto entre os que vivem retirados como entre pessoas casadas. Portanto, se não há estado algum entre os fiéis que fique excluído da graça da contemplação, aquele que guarda interiormente o coração pode ser ilustrado com essa graça»[6].

O Magistério da Igreja, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, recordou muitas vezes esta doutrina, tão importante para os que têm a missão de levar Cristo a todas as partes e transformar o mundo com o espírito cristão. «As atividades diárias apresentam-se como um precioso meio de união com Cristo, podendo converter-se em matéria de santificação, terreno de exercício das virtudes, diálogo de amor que se realiza nas obras. O espírito de oração transforma o trabalho e assim torna-se possível estar em contemplação de Deus ainda que permanecendo nas ocupações mais variadas»[7].

A CONTEMPLAÇÃO DOS FILHOS DE DEUS


Ensina o Catecismo que «a contemplação de Deus na Sua glória celestial é chamada pela Igreja "visão beatífica"»
[8]. Desta contemplação plena de Deus, própria do Céu, podemos ter uma certa antecipação nesta terra, um princípio imperfeito [9] que, embora seja de ordem diversa da visão, é já uma verdadeira contemplação de Deus, assim como a graça, embora sendo de ordem distinta da glória, é, não obstante, uma verdadeira participação na natureza divina. Agora vemos como num espelho, obscuramente; depois veremos cara a cara. Agora conheço de modo imperfeito, depois conhecerei como sou conhecido [10], escreve São Paulo.

Essa contemplação de Deus
como num espelho, durante a vida presente, é possível graças às virtudes teologais, à fé e à esperança vivas, informadas pela caridade. A fé unida à esperança e vivificada pela caridade «faz-nos saborear antecipadamente o gozo e a luz da visão beatífica, fim de nosso caminhar aqui em baixo»[11].

A contemplação é um conhecimento amoroso e gozoso de Deus e de seus desígnios manifestados nas criaturas, na Revelação sobrenatural e plenamente na Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Senhor. «Ciência de amor»[12], chama-a São João da Cruz. A contemplação é um conhecimento total da verdade, alcançado não por um processo de raciocínio, mas por uma intensa caridade[13].

A oração mental é um diálogo com Deus.
Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas, de quê?" — De quê? D´Ele e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas!: e ações de graças e pedidos: e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te: "relacionar-se!"[14]. Na vida espiritual, este relacionamento com Deus tende a simplificar-se à medida que aumenta o amor filial, cheio de confiança. Sucede então que, com frequência, já não são necessárias as palavras para orar, nem as exteriores nem as interiores. Sobram as palavras, porque a língua não consegue expressar-se; já o entendimento se aquieta. Não se raciocina, olha-se![15].

Isto é a contemplação, um modo de orar ativo mas sem palavras, intenso e sereno, profundo e simples. Um dom que Deus concede aos que o buscam com sinceridade, aos que põem toda a alma no cumprimento de Sua Vontade, com obras, e procuram mover-se na sua presença.
Primeiro uma jaculatória, e depois outra, e outra..., até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras resultam pobres...: e dá-se passagem à intimidade divina, num olhar para Deus sem descanso e sem cansaço[16]. Isto pode suceder, como ensina São Josemaria, não só nos tempos dedicados expressamente à oração, mas também enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro de nossos erros e limitações, as tarefas próprias de nossa condição e de nosso ofício[17].

SOB A ACÃO DO ESPÍRITO SANTO


O Pai, o Filho e o Espírito Santo habitam na alma em graça
[18]: somos templos de Deus[19]. As palavras não chegam para expressar a riqueza do mistério da Vida da Santíssima Trindade em nós: o Pai que gera eternamente o Filho, e que com o Filho expira ao Espírito Santo, vínculo de Amor subsistente. Pela graça de Deus, tomamos parte dessa Vida como filhos. O Paráclito une-nos ao Filho, que assumiu a natureza humana para nos fazer participantes da natureza divina: ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus a seu Filho, nascido de mulher (...) a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «¡Abba, Pai!»[20]. E nesta união com o Filho não estamos sós, mas formamos um corpo, o Corpo místico de Cristo, ao qual todos os homens estão chamados a incorporar-se como membros vivos e a ser, como os apóstolos, instrumentos para atrair a outros, participando no sacerdócio de Cristo[21].

A vida contemplativa é a vida própria dos filhos de Deus, vida de intimidade com as Pessoas Divinas e transbordante de afã apostólico. O Paráclito infunde em nós a caridade que nos permite alcançar um conhecimento de Deus que sem a caridade é impossível, pois o que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor[22]. Quem mais O ama melhor O conhece, já que esse amor —a caridade sobrenatural— é uma participação na infinita caridade que é o Espírito Santo[23], que tudo perscruta, até as profundezas de Deus. Pois quem sabe o que existe no homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também, as coisas de Deus ninguém as conheceu se não o próprio Espírito de Deus[24].

Esse Amor, com maiúscula, instaura na vida da alma uma estreita familiaridade com as Pessoas Divinas, e um entendimento de Deus mais agudo, mais rápido, certeiro e espontâneo, em profunda sintonia com o Coração de Cristo
[25]. Também no plano humano, os que se amam compreendem-se com mais facilidade e por isso São Josemaria recorre a essa experiência para transmitir de algum modo o que é a contemplação de Deus; por exemplo, dizia que em sua terra, às vezes, se dizia: olha como o contempla!; e explicava como esse modo de dizer se referia a uma mãe que tinha seu filho nos braços, a um noivo que contemplava sua noiva, à mulher que velava a cabeceira do marido. Pois bem, assim devemos contemplar ao Senhor.

Mas toda a realidade humana, por mais formosa que seja, transforma-se em uma sombra da contemplação que Deus concede às almas fiéis. Se a caridade sobrenatural supera em altura, em qualidade e em força qualquer amor simplesmente humano, que dizer dos dons do Espírito Santo, que nos permitem deixar-nos conduzir docilmente por Ele? Com o crescimento destes dons - Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor Filial—, cresce a
co-naturalidade ou a familiaridade com Deus e se revela todo o colorido da vida contemplativa.

Em especial, pelo dom da Sabedoria - o primeiro e maior dos dons do Espírito Santo
[26]—, é-nos concedido não só conhecer e assentir às verdades reveladas acerca de Deus e das criaturas, como é próprio da fé, mas também saborear essas verdades, conhecê-las com «um certo sabor de Deus»[27]. A Sabedoria - sapientia - é uma sapida scientia: uma ciência que se saboreia. Graças a este dom não só se crê no Amor de Deus, mas também se sabe de um modo novo[28]. É um saber ao qual só se chega com santidade: e há almas obscuras, ignoradas, profundamente humildes, sacrificadas, santas, com um sentido sobrenatural maravilhoso: Eu Te glorifico, Pai, Senhor do Céu e da terra, porque escondestes  estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelastes aos pequeninos[29]. Com o dom da Sabedoria, a vida contemplativa introduz-se nas profundezas de Deus[30]. Neste sentido, São Josemaria nos convida a meditar sobre um texto de São Paulo, no qual nos propõe todo um programa de vida contemplativa —conhecimento e amor, oração e vida— (...): que Cristo habite pela fé nos vossos corações; e que arraigados e cimentados na caridade, possais compreender com todos os santos qual é a largura e a grandeza, a altura e a profundidade do mistério; e conhecer também aquele amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento para que vós estejais repletos de toda a plenitude de Deus (Ef 3,17-19)[31].

Temos de implorar ao Espírito Santo o dom de Sabedoria junto com os restantes dons, seu séquito inseparável. São os presentes do Amor divino, as joias que o Paráclito entrega aos que querem amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças.

PELO CAMINHO DA CONTEMPLAÇÃO


Quanto maior for a caridade, mais intensa é a familiaridade com Deus, na qual surge a contemplação.Até a caridade mais fraca, como a de quem se limita a não pecar gravemente, mas que não busca cumprir em tudo a Vontade de Deus, estabelece uma certa conformidade com a Vontade divina. No entanto, um amor que não busca amar mais, que não tem o fervor da piedade, parece-se mais com a cortesia formal de um estranho do que com o afeto de um filho. Quem se conformasse com isso em sua relação com Deus não passaria de um conhecimento das verdades reveladas, insípido e passageiro,
porque quem se contenta com ouvir a palavra, sem a pôr em prática, é semelhante a um homem que contempla a figura de seu rosto no espelho: olha-se, vai embora  e imediatamente se esquece de como era[32].

Muito diferente é o caso de quem deseja sinceramente identificar em tudo sua vontade com a Vontade de Deus e, com a ajuda da graça, emprega os meios: a oração mental e vocal, a participação nos Sacramentos - a Confissão frequente e a Eucaristia -, o trabalho e o cumprimento fiel dos próprios deveres, a procura da presença de Deus ao longo do dia: o cuidado do plano de vida espiritual junto com uma intensa formação cristã.


O ambiente atual da sociedade conduz muitos a viverem voltados para o exterior, com uma permanente ânsia de possuir isto ou aquilo, de ir daqui para ali, de olhar e ver, de mover-se, de distrair-se com futilidades, talvez com o objetivo de esquecer seu vazio interior, a perda do sentido transcendente da vida humana. Àqueles que, como nós, descobrimos o chamado divino à santidade e ao apostolado, deve suceder o contrário. Quanto mais atividade exterior, mais vida para dentro, mais recolhimento interior, procurando o diálogo com Deus presente na alma em graça e mortificando os afãs d
a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida[33]. Para contemplar a Deus é preciso limpar o coração. Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus[34].

Peçamos à Nossa Mãe Santa Maria que nos obtenha do Espírito Santo o dom de sermos contemplativos no meio do mundo, dom que excedeu na sua vida santíssima. 


Texto de: J. López.


[1]
São Josemaria, Amigos de Deus, n. 238.

[2]
São Josemaria, Conversações, n. 114.

[3]
São Josemaria, Amigos de Deus, n. 56.

[4]
Lc 18, 1.

[5]
Clemente de Alexandría, Stromata, 7, 7.

[6]
São Gregório Magno, In Ezechielem homiliae, 2, 5, 19.

[7]
João Paulo II, Discurso ao Congresso «A grandeza da vida ordinária», no centenário do nascimento de São Josemaria, 12-I-2002, n. 2.

[8]
Catecismo da Igreja Católica, n. 1028.

[9]
Cfr. Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, q. 12, a. 2, c; e II-II, q. 4, a.1; q. 180, a. 5, c.

[10]
1 Cor 12, 12. Cfr. 2 Cor 5, 7; 1 Jn 3, 2.

[11]
Catecismo da Igreja Católica, n. 163.

[12]
São João da Cruz, Noite escura, liv. 2, cap. 18, n. 5.

[13]
Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 180, a. 1, c e a.3, ad 1.

[14]
São Josemaria, Caminho, n. 91.

[15]
São Josemaria, Amigos de Deus, n. 307.

[16]
São Josemaria, Amigos de Deus, n. 296.

[17]
Idem.

[18]
Cfr. Jo 14, 23.

[19]
Cfr. 1 Cor 3, 16; 2 Cor 6, 16.

[20]
Gal 4, 4-6.

[21]
Cfr. 1 Cor 12, 12-13, 27; Ef 2, 19-22; 4, 4.

[22]
1 Jo 4, 9.

[23]
Cfr. Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 24, a. 7, c. In Epist. ad Rom., c. 5, lect. 1.

[24]
1 Cor 2, 10-11.

[25]
Cfr. Mt 11, 27.

[26]
Cfr. João Paulo II, Alocução 9-04-1989.

[27]
Santo Tomás de Aquino, Summa Theologiae II-II, q. 45, a. 2, ad 1.

[28]
Cfr. Rm 8, 5.

[29]
Mt 11, 25.

[30]
1 Cor 1, 10.

[31]
São Josemaria, É Cristo que passa, n. 163.

[32]
St 1, 23-24.

[33]
1 Jo 2, 16.

[34]
Mt 5, 8.

Fonte: Opus Dei
P.S., Está mensagem, deve servir de meditação para todos aqueles(as) que querem ingressar numa vida mais profunda, contemplativa.

Especialmente a você que esta grávida neste Santo Mês

 
A você que esta grávida neste santo mês do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, recomendamos mui carinhosamente que solicite junto a sua Paróquia a sua benção. "Feliz Natal".

Ritual Romano da Bênção das Grávidas


RITOS INICIAIS

Reunida a família ou a comunidade dos fiéis o Ministro diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos se benzem e respondem: Amem.
Ministro: Jesus Cristo, Filho de Deus, que se fez homem no seio de Virgem Santa Maria, esteja convosco.
Todos: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
Ministro: Deus é o Senhor de todo a vida, é Ele quem determina a existência de cada homem e, com a sua providência, dirige e conserva a vida de todos. Nós acreditamos que isto tem aplicação especialmente quando se trata de uma vida nascida do matrimonio cristão, já que essa vida será enriquecida a seu tempo, no sacramento do Batismo, com o dom da própria vida divina. É isto que se pretende exprimir na bênção da mãe antes do parto, para que a mulher aguarde com sentimentos de fé e esperança o tempo de dar à luz e, colaborando com o amor de Deus, ame desde já com afeto materno o fruto que traz no seio.

LEITURA DA PALAVRA DE DEUS

Leitor: Escutai, irmãos, as palavras do santo Evangelho segundo São Lucas Lc 1, 39-45
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou que havia de cumprir-se tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor". Maria disse então: "A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador".

Salmo 32(33), 12.18.20-22

A terra está cheia da bondade do Senhor.
Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade.

A nossa alma espera o Senhor,
Ele é o nosso amparo e protetor.
N'Ele se alegra o nosso coração,
em seu nome santo pomos a nossa confiança.

Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.


PRECES

Ministro: Exaltemos e louvemos a Cristo Nosso Senhor, fruto bendito do ventre de Maria Santíssima, que pelo mistério da sua encarnação, derramou sobre o mundo a graça e a bondade de Deus Pai. Digamos com alegre confiança:
Bendito sejais, Senhor, pela vossa bondade e misericórdia.
Senhor Jesus Cristo, que quisestes assumir a nossa condição humana, nascendo de uma mulher, para que nós recebêssemos a adoção filial divina:
Senhor Jesus Cristo, que não recusastes ser gerado num ventre materno, mas quisestes que se ouvisse a aclamação: "Bem-aventurado o ventre que Vos trouxe e os peitos que Vos amamentaram":
Senhor Jesus Cristo, que dignificastes o sexo feminino, por meio da Virgem Santa Maria, bendita entre as mulheres:
Senhor Jesus Cristo, que, pregado na cruz, nos destes como Mãe da Igreja aquela que tínheis escolhido para vossa Mãe:
Senhor Jesus Cristo, que, pelo ministério das mães, dais à Igreja novos filhos, multiplicando e engrandecendo a sua alegria:

ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

Ministro: Senhor Deus, criador do gênero humano, cujo Filho, pelo poder do Espírito Santo, Se dignou nascer da Virgem Maria, para redimir e salvar os homens, libertando-os da dívida do antigo pecado, escutai com bondade as preces destas vossas servas, que humildemente Vos suplicam pela saúde dos filhos que vão nascer, para que, entrando seus filhos na comunidade dos fiéis, se dediquem plenamente ao vosso serviço e alcancem a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Todos: Amem.
O Ministro convida todos os presentes a invocar a proteção da Virgem Santa Maria: Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amem.
Todos: Amem.

CONCLUSÃO

Ministro: Deus, fonte e origem de toda a vida vos proteja com a sua bondade.
Todos: Amem.
Ele confirme a vossa fé, fortaleça a vossa esperança e aumente cada vez mais a vossa caridade.
Todos: Amem.
No momento do parto, Ele atenda as vossas súplicas e vos conforte com a sua graça.
Todos: Amem.
E a vós todos aqui presentes, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
Todos: Amem.