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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quarenta católicos presos ontem em Paris


Carissimos,
Pax!
Estou-lhe comunicando este fato, pois não tinha conhecimento até então de sua gravidade. Peço suas orações a Nossa Senhora, para por fim imediatamente a este ato vil de arrogância e prepotência, e que
Jesus se compadeça destas almas desviadas. Amém
Por gentileza, divulguem entre seus amigos paroquianos e na sua ´Paróquia.


Publicado em Defesa da vida e da família, Notícias, comentários e análises - domingo, novembro 20th, 2011 at 12:55pm


Quarenta católicos presos ontem em Paris… por rezar o terço contra o aborto diante de um hospital.
SOS Tout Petits é uma associação pró-vida francesa, fundada por Xavier Dor, que promove entre outras manifestações, a reza do rosário diante das clínicas de aborto.
A manifestação, para protestar contra a reabertura da seção de abortos no Hospital Tenon, em Paris, fora autorizada com antecedência pelas autoridades, mas cancelada na véspera à noite, sob o pretexto de haver possibilidade de tumultos. Presentes ainda assim os católicos, houve o tumulto previsto, com cerca de cento e cinquenta contra-manifestantes, que urravam desde a chegada dos católicos e após a retirada destes pela polícia, sem serem incomodados. A regra, conforme a polícia, é não autorizar ao mesmo tempo uma manifestação e uma contra-manifestação. Logo, evidentemente, devem ser proibidos os perigosos católicos que rezam o terço… e ser autorizada apenas a contra-manifestação. Mesmo porque os mesmos católicos já apanharam na última manifestação, há um mês atrás!
Os católicos presos foram levados em dois ônibus, inclusive o ancianíssimo Doutor Dor, e soltos após o registro da ocorrência, a três quilômetros de distância do hospital.
Nos vídeos abaixo:
Uma manifestação ocorrida em setembro último, atacada por defensores do aborto:
Aqui a narração do ocorrido ontem:




A Liturgia como catequese dos sentidos



Dom Paulo Domiciano, osb.

TODOS OS SENTIDOS ORAM

A oração cristã não é um processo de desencarnação, a fim de chegar mais depressa à Deus. No Evangelho, Jesus disse que “Deus é Espírito e aqueles que o adoram, é em espírito (en pneumati) e verdade que devem adora-lo” (Jo 4,24). “Espírito” aqui não quer dizer intelecto (nous), mas sim sopro divino (pneuma). Portanto, orar em espírito não quer dizer “colocar entre parênteses o uso de nossos sentidos”, fechar as portas da percepção, mas, ao contrário, abri-las, introduzir pneuma, sopro, em cada um deles, para que se tornem os órgãos do conhecimento de Deus. aliás, foi assim que os padres da Igreja o compreenderam, quando elaboraram a doutrina dos “sentidos espirituais”, isto é, dos sentidos espiritualizados, habitados, animados pelo Espírito de Deus. Nesta acepção, o ser humano, na antropologia cristã, não é o “túmulo da alma” (cf. Platão), mas o “Templo do Espírito” (cf. S.Paulo).
Orígenes, e em sua esteira, Gregório de Nissa, Macário, Diádoque de Fótice, Máximo o Confessor e Simeão o Novo Teólogo propuseram toda uma pedagogia dos sentidos espirituais, aliás estreitamente ligada à vida sacramental, pois se trata sempre de elevar-se do domínio sensível ao reino que está “além dos sentidos”, de “ir dessas realidades que passam para a realidade que não passa”. Os sentidos não são destruídos, mas transfigurados; eles se tornam sentidos divinos, que tornam o ser humano cada vez mais “capax Dei”.
“Um exame da questão fará dizer, conforme o termo da Escritura, que existe uma espécie de gênero, um sentido divino que o bem-aventurado encontra no presente, no dizer de Salomão: „encontrarás um sentido divino. E este sentido divino comporta duas espécies: a vista que pode fixar as realidades superiores aos corpos, das quais fazem parte os querubins e os serafins; o ouvido que percebe os sons cuja realidade não está no ar; o gosto para saborear o pão descido do céu e que dá a vida ao mundo; da mesma forma o olfato, que sente aqueles aromas de que fala Paulo, que se diz ser „para Deus o bom odor de Cristo; o tato, graças ao qual João afirma ter tocado com suas mãos „o Logos da Vida. Tendo encontrado o sentido divino, os bem-aventurados profetas olhavam divinamente, escutavam divinamente, saboreavam e sentiam também o aroma, por assim dizer, de um sentido que não é sensível; e tocavam o Logos pela fé, de modo que uma emanação lhes vinha de longe para curá-los. Assim, viam o que escrevem terem visto, ouviam o que dizem ter ouvido, experimentavam sensações da mesma ordem quando comiam – como eles o notaram – o „rolo de um livro que lhes era dado” (Orígenes. C.Cels.I,48)
Ainda para Orígenes, o Deus que habita uma “luz inacessível” pode ser dito apreensível de alguma maneira pelos sentidos e não somente pelo coração e pelo intelecto, porque ele se encarnou realmente em Jesus Cristo. Como dirá Irineu: “Jesus é o visível do Invisível”. Deus, ninguém jamais viu, nem jamais o verá. Deus não é apreensível, compreensível, a não ser em sua criação ou em sua “humanidade”.
Cristo se torna o objeto de cada sentido da alma. Ele se chama verdadeira luz para iluminar os olhos da alma; chama-se verbo para ser ouvido, pão para ser saboreado; assim também ele é chamado óleo da unção e nardo para que a alma se deleite no aroma do logos; ele se tornou “o verbo feito carne” palpável e apreensível, para que o ser humano inferior possa apreender o Verbo da vida. O
mesmo Verbo de Deus é tudo isto (Luz, Verbo etc), e se torna assim numa oração fervorosa e não permite que nenhum dos sentidos espirituais seja desprovido de graças (Orígenes. Cant.II).
 O que era desde o princípio,
 O que ouvimos,
 O que vimos com os nossos olhos,
 O que contemplamos,
 O que nossas mãos apalparam a respeito do Verbo da Vida.
 Porque a vida se manifestou...
 E nós testemunhamos(IJo 1, 1-2).

OUVIR

“Ouve, Israel... amarás...” Este é o primeiro mandamento dado à Israel: ouvir. Orar, na verdade, não pé em primeiro lugar falar com Deus, é antes calar-se para ouvir. E o que se ouve primeiro não é seu infinito silêncio, é o barulho de nossos pensamentos, de nossas representações, dos nossos conceitos, forjados ao longo dos séculos. Mesmo nesses barulhos é preciso ouvir alguma coisa de Deus. Ora, Deus não é “uma coisa que fala ou conversa” mas “Alguém” cuja presença ressoa em nós e às vezes faz nascer o canto, às vezes a palavra profética. Ecos poderosos e incertos desta Presença.
O povo de Israel é um povo da escuta, que vive no deserto, onde não há o que ver. Orar, para Israel, é escutar. Prestar atenção e, às vezes, resistir ao desejo de ouvir alguma coisa, até que o silêncio aprofunde em nós um desejo mais elevado. Compreender então que aquele que nos fala jamais nos dirá uma palavra...
Escutara faz-nos calar em todos os sentidos e, neste silêncio, aprendemos até que ponto o Outro é totalmente Outro e até que ponto Ele existe...

VER

“Eu te conhecia só por ouvir dizer, mas agora meus próprios olhos te viram. Por isso eu me retrato e me arrependo, eu me retrato sobre o pó e a cinza” (Jó 42, 5-6).
É assim que termina o livro de Jó. Tais palavras parecem nos indicar que existe uma certa superioridade da visão sobre a audição. A escuta mantém a distância; no olhar, a presença aparece em sua proximidade.
O grande desejo do homem é ver a face de Deus, ou seja, ver a Deus como Ele é. Mas sabemos, segundo a tradição vetero-testamentária, que é impossível ver a Deus e continuar vivendo, por isso só podemos ver as “costas de Deus”, ou seja, só podemos reconhecê-lo em suas obras, o seu “rastro”. De fato, para ver a Deus, o olhar precisa de uma morte, de uma purificação, assim como o ouvido. Do contrário, corre-se o risco de ver apenas uma miragem, uma projeção, visto que nosso olhar está muitas vezes carregado de lembranças, de julgamentos, de comparações...
Jesus sabia ver as coisas e as pessoas. Onde viam, por exemplo, uma adúltera, Jesus via uma mulher. Seu olhar não se detinha na máscara ou no disfarce, mas contemplava o rosto. Orar é compreender o rosto das coisas, isto é, sua presença, é tratá-las fraternalmente por tu, o que faz delas um sinal da ternura de Deus. É assim que podemos ver a Deus. Começamos a reconhecer sua
face oculta em toda a criação e particularmente em seus filhos e nosso irmãos. Passar da observação à contemplação, este é o movimento da oração dos olhos.

TOCAR

Ouvir e ver nos mantêm na proximidade. Mas a presença só se estreita pelo tocar. Aliás é a progressão indicada por João, como se o uso de cada sentido manifestasse um grau de intimidade particular com o Verbo da Vida.
O que nós ouvimos, vimos, apalpamos, precisa S. João, é “o que é desde o começo”. Nada temos a acrescentar, nada a inventar; trata-se de aplicar nossos sentidos ao que é, para que isto possa manifestar-se.
O tocar algumas vezes mete medo, como se estivesse ligado a uma sensoriedade mais densa do que a do escutar ou do ver, mais ligada à materialidade, ao peso das coisas.
Se na oração podemos ouvir o inaudível e ver o invisível, podemos ainda tocar e sentir o impalpável? Isso depende de como tocamos as coisas e as pessoas. Há pessoas que nos tocam como uma crosta, uma casca; outras que nos remexem até a seiva, até o cerne. Há mãos que nos achatam, nos coisificam, nos bestializam; e há mãos que nos pacificam, nos curam e algumas vezes até nos divinizam, quando nos impõem as mãos para a cura ou também para a comunicação da graça.
Ao final da parábola do filho pródigo (Lc 15, 11ss) o pai acolhe o filho com um abraço e cobre-o de beijos. Jesus nos revela, portanto, um Pai que se deixa sentir face-a-face, que nos aperta contra seu peito e transmite através desse gesto o seu amor misericordioso.
Recebemos dos monges antigos a tradição de que o trabalho é oração, que nossas mão oram quando trabalham. Se é assim, podemos dizer também que, quando cheias de amor e de respeito, nossas mãos rezam quando tocamos ou acariciamos. A oração do tocar é a oração de um corpo que não se agarra avidamente, que não se fecha ao outro. Tocar a Deus ou deixar-se tocar por Ele não é sentir-se esmagado, mas sentir-se cercado de espaço; sentir-se livre.

SABOREAR

À força de ouvir bem, ver bem, e tocar bem, a Presença tornou-se mais familiar. O contato foi estabelecido. Será que podemos avançar mais um passo na intimidade? O Salmo nos convida a isto : “Provai como é bom o Senhor”. Trata-se de provar e saborear esta Presença. “Como é doce ao paladar a tua promessa! Mais que o mel na boca” (Sl 129,103) Orar é ter o gosto de Deus. “Que ele me beije com os beijos de sua boca”, diz o primeiro versículo do Cântico dos Cânticos.
“Por que a Escritura não diz: que ele me ame, em vez de „que ele me dê um beijo? Pelo beijo, os amigos trocam seus espíritos (seus sopros), pois o beijo se dá na boca, fonte do espírito (pneuma). Quando os espíritos de dois amigos se encontram por um beijo, boca a boca, esses espíritos não se separam mais um do outro. Daí que a morte por um beijo é tão desejável: a alma recebe um beijo do Senhor, e ela se une assim ao Espírito Santo para não mais separar-se dele” (Zohar II 124b).
Esta linguagem pode exasperar-nos, mas se Deus “fala aos humanos” por que não se dirá também que “Ele os abraça”? A tradição nos diz que Moisés teria morrido com um beijo de Deus, indicando desta maneira, de modo simbólico, em que estado de união o havia levado sua oração.
Deus, na experiência de oração, não é sem sabor, ainda que nenhum sabor, nenhuma comparação possa aproximar-se da Realidade que Ele é. Os padres da Igreja – seguindo os rabinos – retomarão este tema do gosto na oração e do beijo místico a propósito da Eucaristia. O sacramento é o sinal sensível de uma realidade invisível, como o beijo da mãe a seu filho é o sinal sensível do amor que ela tem por ele. A Eucaristia é o sinal sensível do amor que Deus tem por nós. Ele se faz nosso pão, nosso vinho; Ele quer ser saboreado, conhecido do interior.
Sabemos bem quais as repercussões, o corpo humano, de um beijo nos lábios e o frêmito íntimo que ele pode excitar.
A oração saborosa é uma entrada na câmara nupcial, mistério da união do criado com o Incriado. Deus é então experimentado, dirá Santo Agostinho, como “totalmente Outro que eu mesmo e mais eu do que eu mesmo”.

O CHEIRO

Depois do abraço, o corpo do outro deixou no nosso próprio corpo um pouco de seu perfume e pode-se permanecer ainda por muito tempo como que impregnado de sua presença... De novo, é a metáfora amorosa que parece mais adequada que a metáfora conceitual para descrever a vivência desta forma de oração: “Meu Bem-Amado é para mim como um sachê de mirra entre os meus seios” (Ct 1,13).
Não há imagem mais bela, dirão os rudes ascetas do deserto, para descrever os mais altos graus da oração do coração. A presença de Deus nos impregna totalmente, por dentro e por fora, e todos os nosso atos são como a aura perfumada de Cristo vivendo em nós, o “bom odor do ressuscitado” como nos vai dizer São Paulo.
Por toda parte, nenhuma tradição ignora o poder do incenso. Na verdade, seu papel é fazer-nos entrar num novo estado de consciência, despertar-nos à beleza da Presença. Então pode-se não querer mais ouvir nada, fechar os olhos, “apenas respirar” e, em cada inspiração, sentir espalhar-se em todos os membros a própria Presença do Vivente.
Difundir seu perfume simboliza igualmente o ato pelo qual a pessoa se entrega totalmente a Deus em sua oração. É o ato de amor por excelência: pensemos em Maria Madalena aos pés de Jesus.
Quando dizemos com o Salmo: “Que minha oração suba a Ti como o incenso”, isto quer dizer que nós nos entregamos a Deus na “nossa essência, como na nossa existência”. Tudo lhe pertence doravante, como o grão de incenso pertence à chama.
Orar não é buscar sensações. Muito menos é comprazer-se nelas, mas é acolhê-las, caso apareçam, como um dom de Deus. Sobre isso, já nos precaveram os grandes mestres da mística, como Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz. Convém utilizar tais sensações com discernimento: dos sentidos como da razão existe uma utilização divina, natural ou demoníaca.
A utilização divina ou celeste é a utilização que podemos fazer dos sentidos na oração: orientá-los para Deus e dirigir-nos a Ele com todo o nosso ser. A utilização natural ou terrestre é a utilização que podemos fazer dos sentidos na meditação, para ouvir melhor, ver, saborear, tocar, respirar “o que É”. A utilização demoníaca, por sua vez, é a utilização que podemos fazer dos sentidos num narcisismo estéril e esquizóide que nos corta do Real. A pessoa se fecha então (estar no inferno [enfer] = estar fechado) numa seqüência desconexa de sensações que são tomadas como toda a realidade, absolutizadas do relativo que é de novo uma forma de idolatria.

A sensação pode, portanto, ser um ícone, uma imagem ou um ídolo:

1. um ícone, quando ela nos coloca na presença de Deus; realidade visível que nos conduz à Realidade Invisível;
2. uma imagem, quando ela nos revela a beleza de toda superfície, mas sem penetrar em sua profundidade;
3. um ídolo, quando nós somos “alienados” à sua forma particular e somos tentados a tomá-la pela “única realidade”.

A LITURGIA

Deus quis dar-se a comunicar com o homem dando-se a si mesmo como Palavra mais eloqüente. O homem, por sua vez, para corresponder a essa comunicação, responde dentro de sua condição humana, utilizando-se do símbolo para isso.
A liturgia é uma dinâmica de DOM-ACOLHIMENTO, que tem sua origem no seio da própria Trindade e que se estende sobre a criação. Deus se doa e o homem o acolhe. Por sua vez o homem busca corresponder ao dom e isso se faz no símbolo. A liturgia, portanto, é este espaço onde acontece a manifestação e o encontro entre Deus e criação. É o lugar da epifania de Deus.
A liturgia na tradição antiga, que é o lugar da oração comum, vai ser também o lugar da purificação e da unificação de todos os sentidos. Poderíamos dizer, que a liturgia promove a catequese, a educação dos sentidos e os redireciona para Deus. Esta liturgia dirige-se, de fato, não apenas ao intelecto e ao coração, mas também a todos os sentidos:

1. aos ouvidos, pelos cantos e pela Palavra proclamada,
2. aos olhos, pelos ícones e pelas luzes,
3. ao tato, pela postura, pelas prostrações, pelas procissões, pela dança (porque não!) e pelo contato com os ícones e com os irmãos, pelas imposições das mãos e pelas unções,
4. ao paladar, pela Eucaristia,
5. ao olfato, pelo incenso, pelo perfume das flores e dos santos óleos.

Nenhum sentido deve ser excluído do louvor. É o ser humano inteiro que deve entrar na Presença; é o próprio processo da Transfiguração. A liturgia é a oração de todos os sentidos unidos, como “ovelhas racionais”, a chamado do Verdadeiro Pastor.

VIGÍLIA PASCAL – A MÃE DE TODAS AS VIGÍLIAS

1. bênção do fogo e preparação do círio pascal

- todos estão reunidos ao redor do fogo: sentem o seu calor e são iluminados por ele - o fogo é abençoado e incensado: todos podem sentir o perfume do incenso que sobe ao céu, ao ar livre - o círio é gravado com o sinal da cruz e os grãos de incenso são nele cravados; é símbolo de Cristo, luz do mundo, Alfa e Omega, presente em nosso meio, ontem, hoje e sempre; é um sinal visual muito marcante

2. procissão

- o círio é aceso e levado até a porta da Igreja pelo diácono que o apresenta aos fiéis anunciando Lumen Christi e o povo aclama Deo Gratias; é a primeira aclamação que se ouve no silêncio da noite
- os fiéis entram na igreja em trevas, nada vêm. Começam a acender suas velas no círio pascal e a igreja aos poucos vai se iluminando; a luz do ressuscitado nos permite enxergar em meio às trevas. - em tons crescentes, o diácono ainda proclama o Lumen Christi por mais duas vezes: há um crescente no volume das vozes que ecoam dentro da igreja. Nosso coração começa a se encher de júbilo.

3. Exultet – Proclamação da Páscoa

4. Liturgia da Palavra – leituras e salmos cantados

- após a última leitura do AT o Gloria é entoado e os sinos repicam anunciando a alegria da Igreja - o diácono anuncia uma grande alegria: o Aleluia - Evangelho e homilia

5. Liturgia batismal

- Ladainha - benção da água: introduz-se o círio dentro da água, sinal de que é o próprio Cristo quem santifica a água em que serão lavados os novos membros da Igreja - profissão de fé - rito do batismo e da crisma (no caso de adultos) - renovação das promessas batismais - aspersão da água

6. liturgia eucarística

domingo, 20 de novembro de 2011

Reflexão sobre o agir com o próximo





















Por que te inquietas com os juizos dos homens e que te importam seus vãos pensamentos?
Eles vêem quando muito o exterior; seus olhos não penetram no fundo da alma, aonde estão escondidos o bem e o mal. Não te aflijas pois se eles te condenarem, nem te ensoberbeças se te louvarem. Prosta-te porém diante de Deus e dize-lhe: "Se perscrutares, Senhor, nossas iniquidades quem poderá estar em vossa presença?". (Sal - 129,3)
Alguns exageram a importância do que eles chamam reputação e no excessivo calor com que a defendem, há muitas vezes mais amor próprio que zelo verdadeiro. Jesus Cristo, carregado
de ultrajes, deu-nos outro exemplo: "calou-se e não abriu a boca." (Sal - 38,10).
Todos os santos foram como ele perseguidos e caluniados. Quando tivermos feito o que de nós dependia para não escadalizar a nossos irmãos, nossa conciência estará sossegada; nada mais nos resta senão ficar em paz na humilhação.
Deus sabe tudo, isto basta. "pouco se me dá, escrevia São Paulo aos Corintios, pouco se me dá ser julgado por vós, ou por algum tribunal humano; eu não me julgo a mim mesmo; quem me julga é o Senhor. Não julgueis pois antes do tempo, até que o Senhorvenha;ele pora patenteo que está oculto nas trevas, manifestará os segredos dos corações, e então cada um receberá de Deus o louvor que merece" (I Cor 4,3-5).
Para vos contentar, Deus de minha alma, não tenho trabalhado, porque sois bom de contentar e com vossa bondade vós acomodais ao que posso e ao que sei. No que se refere à minha salvação tendes-me descoberto vossa vontade para que a não erre; nas coisas que não são desta importância, em que não tenho necessidade de ter certeza do que nelas quereis, aceitais a boa intenção e o desejo, ainda que seja diferente do que vós quereis nestas coisas.
Sofreis-me quando me vedes errar, e ajudais-me para levantar, e nunca diante de vós sou tão mau que vosso piedoso juízo não ache razão para me favorecer, para que o não seja. Convosco, meu Deus, sempre estou bem. Mas os homens , curtos no entendimento, afeiçoados no juízo, diferentíssimos nas inclinações e pareceres, como é possivél contentá-los?
Aprovam e desaprovam sem consideração; um quer que sofra, quando outro quer que me vingue. Um me tem por humilde, quando outro me tem por hipócrita: Tudo é deste modo se fundamento. E quando me fora possível contentá-los a todos, que ganharia com isso? Que proveito tiraria para minha salvação? Concedei-me Senhor, a graça de poder levar com paciência as fraquezas de meu próximo. 

Livro terceiro Imitação de Cristo Cap.XXXVI

sábado, 19 de novembro de 2011

Como fazer uma boa confissão

A Confissão

Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. Mt 5,43-48



É o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados. É obrigação primeira do cristão se reconciliar com Deus.

Porque Confessar-se?

A confissão nos santifica e nos aproxima de Deus. Aumenta o conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, combate a indolência espiritual, fortalece a vontade, leva-se a cabo a
salutar direção das consciências, aumenta a graça em virtude do sacramento e é o único modo de vencer o hábito do pecado mortal, de evitar a multiplicação dos pecados veniais além de auxiliar e acelerar o progresso nas virtudes e a perseverança no bem.

Quem deve confessar?

Todos os cristãos já desde os sete anos de idade, fase em que começa a idade da razão e a partir da qual já se podem já cometer pecados mortais. E, então, a partir dessa idade e para sempre a Igreja recomenda a piedosa prática da confissão freqüente.

O que é necessário para Confessar-se?

1 – Lembrar-se dos pecados cometidos (Exame de consciência).
2 - Arrependimento dos pecados.
3 – Propósito de não tornar a pecar.
4 – Confissão dos pecados ao sacerdote.
5 –Cumprimento da penitência.

Quando Confessar?

Se temos que amar a Deus sobre todas as coisas é natural que não permaneçamos muito tempo afastados de Deus que é em resumo o que caracteriza o pecado: o estar afastado de Deus. Se devem os pecados ao menos uma vez por ano. Essa confissão pode ser feita na Quaresma quer por ser esse tempo ocasião de contrição especial, quer porque nessa época se deve cumprir o preceito da Comunhão anual. Mas se cometermos um pecado mortal o devemos confessar o mais prontamente possível.


O que  é para confessar? O pecado. E o que é pecado?

Pecado é toda desobediência voluntária à Lei de Deus e da Igreja. Pecado mortal é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria grave, feita com pleno conhecimento e consentimento deliberado. Pecado venial é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria leve ou me matéria grave mas sem pleno
conhecimento e perfeito consentimento.

E quais são os principais pecados cometidos?

Os pecados capitais são: Soberba; avareza; luxúria; ira; gula; inveja; preguiça. Os pecados contra o Espírito Santo são: Desesperação da salvação; presunção de se salvar sem merecimento; contradizer a verdade conhecida; ter inveja das mercês que Deus faz aos outros; obstinação no pecado; impenitência final. Os pecados que bradam aos céus são: homicídio voluntário; pecado sensual contra a natureza; opressão dos pobres; não pagar o salário a quem trabalha. Pecados de
Cooperação e Cumplicidade com os pecados alheios: Participação neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; Não os revelando ou não os impedindo quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o
mal.

Como se preparar para a Confissão?

Fazendo o exame de consciência. Pode-se rezar a seguinte oração preparatória do exame:

Oração:

Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso.
Amém.





Advertência

É especialmente grave receber a Eucaristia em pecado mortal.
Introdução ao Exame de Consciência O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão
bem feita. Para nos ajudar podemos ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos.
As perguntas deste exame não pretendem esgotar todas as possibilidades que podem ser mais específicas conforme as circunstâncias de cada um. As perguntas abaixo não se referem só a
possíveis pecados mas também às más inclinações que possamos ter e que nos levam a pecar.
Pretendem servir ao autoconhecimento e à luta concreta de melhora pessoal. Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

Oração preparatória do exame de Consciência

“Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os
confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso.
Amém.”

Exame de Consciência

Quanto tempo faz desde a minha última confissão?
Estou decidido a preparar com muita delicadeza esta Confissão?
Cumpri a penitência recebida na minha última Confissão?
Confessei-me mal, escondendo pecados?
Calei na Confissão, por vergonha, algum pecado grave? E depois disso comunguei alguma vez?
Comunguei com pecado grave?
Abusei da bondade de Deus pensando: "depois me confesso?"
Cumpri o preceito de confessar os pecados mortais pelo menos uma vez ao ano?
Recebi indignamente algum Sacramento?
Tive em conta que só se pode receber a absolvição coletiva nos casos de emergência em que a
Igreja o permite?
Se, num desses casos, recebi a absolvição coletiva, cumpri com a obrigação de confessar individualmente a um sacerdote todos os pecados mortais que naquela ocasião não pude
confessar?
Murmurei externa ou internamente contra o Senhor, quando me aconteceu algo desagradável?
Deixei-me levar pela vergonha quando foi necessário confessar a fé diante dos outros?
Como aceito a vontade de Deus, expressa pelas circunstâncias em que estou inserido?
Reclamando, ou esquivando-me de minhas obrigações sociais, pessoais etc?
Rezar - que é falar com Deus: Compreendo que senão cumpro este preceito de amar a Deus sobre todas as coisas colaboro com o pecado porque é mais fácil errar longe de Deus?
Deixo-me levar pela vaidade e arrogância para justificar que não precise saber sobre a doutrina e os ensinamentos de Deus? Penso que já sei bastante?
Abandonei os meios necessários para a salvação: a oração, os sacramentos, etc.?
Tendo dever ministerial ou no trabalho apostólico tomei as coisas de Deus com superficialidade e ligeireza causando escândalo a quem desse trabalho dependia?
Quando tenho que preparar uma homilia, ou ministrar uma aula de catecismo, ou fazer uma contribuição para a Igreja regateio esforços, faço de qualquer jeito?
Desesperei da minha salvação ou abusei da confiança de Deus, presumindo que Ele não me abandonaria, para pecar com maior tranqüilidade?
Como é meu trato com a Virgem Maria?
Dou exemplo com a minha própria vida? Ou antes, sou conhecido pelos meus defeitos?
Compreendo que o testemunho é o melhor apostolado que podemos fazer?
Uso das coisas de Deus para projetar-me, fazer amigos ou outra intenção menos reta que o serviço a Deus e aos irmãos por Cristo? Compreendo que a retidão de intenção que nos move é
parte da bondade do nosso ato?
Contrario-me quando as coisas não acontecem como gostaria chegando a fazer da vida dos outros um “inferno” com fatos até corriqueiros como ter que trabalhar, lavar uma louça, ou cumprir um dever da vida corrente?
Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas?
Diante de outras pessoas?
Fiz algum voto, promessa ou juramento, e deixei de cumpri-lo por minha culpa?
Jurei sem necessidade? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Fiz um juramento falso?
Reparei os prejuízos que daí tenham advindo?
Freqüentei ou pertenço a alguma associação contrária à religião?
Pratiquei atos de superstição ou espiritismo?
Li livros, revistas ou jornais que vão contra a fé? Dei-os a ler a outras pessoas?
Esforço-me por adquirir uma cultura religiosa que me permita ser testemunha de Cristo com o exemplo e com a palavra?
Obedeço ao magistério da Igreja ou o interpreto à minha maneira?
Enfrento com fortaleza os meus problemas e dúvidas de consciência, procurando a luz de Deus através da orientação de um bom sacerdote?
Guardei jejum e abstinência nos dias preceituados pela Igreja Católica?
Mando rezar Missa pelos falecidos, em ação de graças, etc.? Participo sempre conscientemente
dessas Missas ou mal presto atenção estando ali somente por motivos sociais? Sou agradecido com Deus?
Tenho um santo de devoção? Recorro ao seu auxílio? Faço uma oração ao anjo-da-guarda para que me proteja ao longo do dia?
Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente? Ou vivo como se a carreira profissional e os afazeres cotidianos constituíssem, não o meio de nossa santificação
mais um fim em si mesmo? Tenho consciência de que posso chegar ao fim da vida tendo “perdido a vida” por ter vivido o que é meio como se fosse fim último? Em última instância deixando de cumprir o mandamento maior do amor?
Contribuo financeiramente e com alguma às obras beneficentes ou apostólicas da Igreja e ou a seus grupos ou movimentos?
Esforço-me, até o último minuto da minha vida, por crescer na santidade a que todos estamos chamados?
Deixo-me levar pela preguiça e não vou à Missa aos domingos e em dias de preceito?
Chego tão tarde à Missa que não se pode dizer que cumpri este preceito?
Faltei à Missa num domingo ou festa de guarda sem motivo suficiente?
Distraio-me voluntariamente na Missa?
Critico tudo à minha volta na Missa: o tempo que leva, o padre, as pessoas, etc? Tenho consciência de que isso pode ser sinal de um caráter superficial e frívolo? Compreendo que vou à Missa para estar com Deus e se algo não está apropriado devemos colaborar amorosamente?
Como é minha postura pessoal na Missa? Visto-me apropriadamente? Porto-me com a devida deferência expressando também nos gestos o que vai na alma?
Trabalhei nesses dias corporalmente (ou mandei trabalhar os outros) sem necessidade grave, durante um intervalo de tempo considerável?
Impedi que alguém que dependesse de mim assistisse à Santa Missa?
Desobedeci aos meus pais e legítimos superiores em coisas importantes?
Em casa fui objeto de “ladainhas”? “-Vá estudar, trabalhar, fazer seu dever de casa, arrume seu quarto, etc.!” Compreendo que se não cumpro generosamente com as minhas obrigações e com o que manda a caridade sou pesado aos outros?
Foram os filhos obedientes aos seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda e pequenos serviços ou
esperei ser atendida em tudo, interesso-me somente pelas minhas coisas e zango-me quando as pessoas e as circunstâncias não são como gostaria?
Rezo pela minha família, pelos amigos, pelas intenções do Santo Padre, pelos necessitados, pelos doentes, pelos encarcerados, por todos os que estão em dificuldade, pela paz, entre outros? Ou rezo somente por mim mesmo e quando preciso de alguma coisa?
Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?
Obedeço, cuido e honro meus pais segundo minha idade e suas necessidades?
O que faço para edificar minha família? Fico de cara feia? Dou tempo à família? Jantamos juntos ao menos uma vez por dia? Temos diversões em comum ou cada um vai para o seu canto e minha casa é mais um hotel que um lar?
Expresso amor, carinho e respeito pelo meu esposo/a? E pelos meus filhos?
Disponho a meu bel prazer da minha mãe, esposa, empregados. Sei reconhecer tudo que fazem por mim?
Traí, ainda que por pensamentos ou desejos, minha esposa (meu esposo)?
Eu me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?
Presto a ajuda econômica no lar segundo a necessidade e minhas possibilidades?
Eu me esforço para que minha família encontre no lar um ambiente que os renove pela paz, pelo carinho e pela ordem nas refeições e na arrumação da casa?
Sirvo aos outros por amor ou ponho meu comodismo em primeiro lugar?
Ajudo as outras pessoas da minha família para que possam orar, estudar, descansar, ir a seu grupo, cumprir suas responsabilidades?
Formação dos filhos: Ensino e dou disciplina com sabedoria? Dou-lhes boa educação para que sejam bons cristãos?
Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Ou espero ser servido, não tenho interesse pela necessidade dos outros, não colabora com algum serviço extra porque penso que o que faço é suficiente, etc.?
Protejo minha casa e os meus das más influências do ambiente ou apenas reclamo, mas permito que assistam, por exemplo, programas medíocres ou vulgares sem nada propor em troca?
Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria ou fico adiando-os sob falsos pretextos de falta de tempo, etc.? Que medidas eu tomo para que minha casa seja um lar?
Descuidei a fé na Providência Divina? Ao mesmo tempo desinteressei-me de ganhar o suficiente para poder ter e educar ou educar os filhos que Deus me manda?
Cheguei a ferir ou tirar a vida do próximo?
Cuido da saúde? Tenho algum vício, ou por preguiça me falta exercício, descanso,
alimentação... Cuido-me?
Bati na minha mulher e nos meus filhos? Não faço esforço para controlar o mal gênio?
Fui guloso? Comi ou bebi demais, embriaguei-me?
Vivo me queixando, procurando comiseração ou desafogo?Faço-me constantemente de vítima?
Vivo falando de meus assuntos continuamente como se devessem interessar a todos? Vivo pendente dos meus interesses o tempo todo de tal modo que nunca tendo disponibilidade para mais ninguém nem mais nada? Ajudo alguma o meu próximo? Participo de ações beneficentes?
Quero dar minha opinião em tudo? Sou prudente no que falo e como atuo?
Peço as coisas de maus modos faltando com a caridade?
Deixei-me levar pela ira magoando ou humilhando os outros?
Sou caprichoso? Voluntarioso, comodista, preguiçoso?
Sei ter e seguir um horário?
Deixo as coisas para mais tarde?
Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu?
Sou atento e pontual no cumprimento meus deveres? Sou confiável? No lar, grupo, trabalho...?
Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo confidencialidade?
Imito e agradeço a misericórdia de Deus, estando sempre dispostos a desculpar e tolerar com paciência os defeitos ou as ofensas dos meus irmãos?
Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros?
Murmurei?
Por querer, abandonei os estudos ou o trabalho?
Passo o tempo vadiando?
Envolvo-me frequentemente em brigas, rivalidades, violências, ambições, discórdias, sectarismo, dissensões, invejas, embriaguez?
Fiz ou desejei algum mal grave a alguém? Fiz aborto? Aconselhei alguém a fazê-lo?
No relacionamento com meus subordinados fui justo tratando-os como eu gostaria de ser tratado?
Estou atento à dor alheia?
De algum modo matei ou atentei contra a vida? (ex.: apoio ou participação em aborto, suicídio, dirigir sem cuidado, atos irresponsáveis que põem uma vida em perigo, agressão, violência, etc.?
Atentei contra a dignidade de alguém?
Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?
Descurei do meu trabalho, faltando à justiça em coisas importantes? Estou disposto a reparar o prejuízo que daí tenha podido resultar?
Desinteressei-me de do bem do meu próximo, deixando de adverti-lo em algum grave perigo material ou espiritual e deixei de corrigi-lo como exige a caridade cristã.
Roubei? Descuidei ou não devolvendo propriedade alheia ou comum?
Dei prejuízo grave a alguém e ainda não paguei?
Comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi?
Gastei dinheiro à toa, fui ganancioso?
Cai no vicio do jogo?
Usei qualquer tipo de droga?
Defraudei minha mulher ou meu marido de seus bens?
Cobicei bens alheios?
Recebi dinheiro ilícito? Aproveito-me do meu de posto para receber algum benefício pessoal?
Fui avaro?
Abusei da confiança dos meus superiores? Prejudiquei os meus superiores, subordinados ou colegas, causando-lhes um dano grave?
Retenho ou atraso indevidamente o pagamento dos salários e ordenados dos meus
empregados?
Participei do negócio ou consumo de droga?
Deixei que, pela minha preguiça, se produzissem prejuízos no meu trabalho? Descurei o meu rendimento em coisas importantes, prejudicando com isso as pessoas para quem trabalho?
Fui honesto em meu trabalho trabalhando corretamente sem adiamentos?
Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros?
Me preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? Cumpri com meus deveres cívicos? Paguei meus tributos?
Fico em algo que eu gosto sabendo que é hora de fazer outra coisa?
Caí na fraude ou estelionato? Caí no vício do jogo pondo em risco ou prejudicando a economia familiar?
Deixei de cumprir devidamente as obrigações do serviço do lar e do trabalho devidos na minha posição e salário?
Deixei de cumprir com exatidão os meus deveres sociais; por exemplo, o pagamento dos seguros sociais dos meus empregados?
Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras?
Caí na masturbação ou a fornicação?
Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Preservo o meio ambiente com medidas simples de economia de água, reciclagem, etc.?
Tive pensamentos ou desejos impuros?
Conversei, li ou assisti coisas indecentes?
Falei o que não edifica: piadas grosseiras, que ferem a alguma raça, nacionalidade, etc.?
Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?
Procurei ou induzi outros a usar do aborto?
Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer?
Compreendo que a minha omissão, deixar de manifestar minha posição contra leis abortivas, facilita a ação na imprensa abortiva e dos organismos com interesses de lucro, entre outros, a que aprovem leis e atitudes abortivas?
Cometi adultério?
Usei do matrimônio somente nos dias em que sei que não pode haver descendência, não
havendo razões graves para isso?
Tomei remédios para evitar os filhos? Aconselhei outros a tomá-los?
Não afastei os desejos de cometer atos impuros?
Cometi atos impuros no meu corpo?
Cometi atos indecentes com outras pessoas (solteiras, casadas, do mesmo sexo ou de outro
sexo)?
Levantei falsos testemunhos?
Falei mal dos outros por frivolidade?
Maltratei os animais? Prejudiquei a natureza?
Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações?
Fui invejoso?
Falei mal dos outros e de instituições baseando-me apenas em boatos? Reparei o mal que daí pôde advir?
Sou orgulhoso, vaidoso, preguiçoso, desordenado?
Deixo as coisas que utilizo jogadas de qualquer jeito ou a cargo dos outros abusando do tempo e da boa vontade alheia?
Em minhas opções de negócio penso somente no lucro deixando de construir oportunidades que geram trabalho e maiores benefícios? Tenho consideração com meus empregados ou descarto-os sem considerar sua sorte?
Estando em cargo público cumpri com meus deveres rigorosamente? Usei do cargo para tirar vantagens?
Abuso dos que me servem? (Empregadas, secretárias, porteiros, entregadores, atendentes, etc?
Ponho a preguiça à frente da justiça e, abusivamente coloco minha conveniência em detrimento dos outros chegando a prejudicá-los com abusos? Por exemplo, não faço coisas simples como lavar a louça só porque no dia seguinte vai ter “empregada” deixando tudo mais serviço do que o do dia, e isto mesmo sabendo que ela tem uma vida sofrida, que acorda às 4 da manhã para estar no serviço cedo? Compreendo que é no cotidiano que se oferecem as ocasiões de progredir pessoalmente na qualidade e na categoria humana que deve ter um cristão e não em situações heróicas que muitas vezes raramente se oferecem?
Maltratei alguém?
Pensei mal, falei mal dos outros?
Falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas?
Caluniei os outros em coisas graves?
Roguei pragas a alguém?
Briguei sério com alguém?
Neguei-me à reconciliação?
Guardei raiva, desejei ou cometi vinganças?
Ofendi alguém com palavras pesadas?
Agredi alguém?
Causei algum dano físico ou moral a outros? Alimento ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? Fui violento?
Tenho inimizade, ódio ou rancor contra alguém?
Deixei de falar com alguém e neguei-me à reconciliação, ou faço o possível por consegui-la?
Alimento antipatias ou ódios pessoais por diferenças de opinião em matérias não relevantes?
Amo de coração o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?
Manipulo os outros com meus estados de ânimo e com aborrecimentos para que se faça o que quero?
Respeito o tempo e as necessidades dos outros?
Falo muito de doenças, tragédias? Ou sei ter uma conversa que anima, que faz companhia?
Tenho boas maneiras? Sou cortês com as pessoas? Ou as ignoro tendo bons modos só com autoridades e pessoas das quais pretendo obter alguma coisa?
Sou mentiroso?
Disse mentiras?
Caluniei alguém?
Digo sempre a verdade? Revelei segredos fiz fofocas? Sou atento sem ser curioso?
Sou fofoqueiro e enganador?
Sou escravo de meus complexos?
Cobicei a mulher ou o marido de meu próximo?
Sou responsável e ordenado com a economia do lar?
Provoquei a alguém a fazer atos indecentes comigo?
Usei roupas indecentes? Fui ocasião de pecado?
Participei de divertimentos perigosos para a moral?
"Fiquei" com alguém?
Namorei só para aproveitar-me?
Pedi "prova de amor" à namorada(o)?
Entreguei-me ao (à) namorado(a)? Namorei pessoas casadas, divorciadas?
Tirei a honra de alguma garota? Participei de estupro, sexo grupal e outras perversões?
Tolerei escândalos ou perigos morais e físicos entre pessoas que vivem em minha casa?
Olhei a um homem a uma mulher de maneira impura?
Deixo-me levar desordenadamente por desejos? Quais?
Vivo a simplicidade e a pobreza de espírito?
Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros?
Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano?
Discrimino as pessoas por motivo de cor, credo, local de nascimento, classe social, educação recebida, motivos culturais, temperamentos ou “modos de ser”? Ou procuro compreender os outros como gostaria de ser compreendido?
Procuro sempre meios de me distinguir dos outros desfazendo deles, para me sentir “superior”?
Deixei-me leva pelo favoritismo ou distinção de pessoas, faltando à justiça na distribuição de tarefas, cargos, funções etc.?
Fui omisso em procurar evitar, na medida das minhas possibilidades as injustiças, subornos, escândalos, roubos, vinganças, fraudes e outros abusos que prejudicam a convivência social?
Desejei mal a alguém? Descurei de minhas obrigações profissionais ou familiares?
Fui culpado em levar alguém a pecar? Convidei ao pecado?

Como é a confissão propriamente dita?

O penitente diz a saudação habitual: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, ou “Abençoai-me, Padre, porque pequei.” e se benze. O sacerdote diz: “ O Senhor esteja em teu coração para que, arrependido, confesses os teus pecados.”
O penitente acusa-se dos seus pecados. O sacerdote dá conselhos oportunos e impõe a penitência. O sacerdote convida o penitente a manifestar a contrição ao que o penitente pode dizer:


“Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou um pecador.”ou ainda ou:

Ato de Contrição:

“ Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me,
também, de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho-me firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos torna a ofender. Espero alcançar
o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.”

O sacerdote então dá a absolvição:

“ Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição
de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho † e Do Espírito Santo.” E o penitente responde: “
Amém.” e o sacerdote prossegue: A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos, as tuas boas obras e a tua paciência na adversidade, sirvam de remédio para os teus pecados, aumento de graça e prêmio da vida eterna. Vai em paz.” E o penitente responde: “ Amém.”

Depois de rezar a penitência o pode-se rezar a seguinte oração de agradecimento:

“Ó bondade, ó misericórdia infinita do meu Deus! Graças Vos rendo por me haverdes perdoado os meus pecados, e de novo os detesto de todo o meu coração. Concedei-me a graça, meu Salvador, pela virtude do Sacramento da Penitência que acabo de receber, de não recai nestes pecados, e de levar de hoje em diante uma vida toda nova, sempre assistido pela vossa graça e perseverando no vosso amor até a hora da minha morte. Amém.”




Os Dez Mandamentos

Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a sim mesmo.
Mandamentos da Igreja

1 - Ouvir a Missa inteira aos domingos e festas de guarda
2 - Confessar ao menos uma vez por ano os pecados mortais.
3 - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição
4 - Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Igreja.
5 - Pagar dízimos conforme o costume.

As obras de misericórdia são:

Espirituais

Dar bom conselho.
Ensinar os ignorantes.
Corrigir os que erram.
Consolar os aflitos.
Perdoar as injúrias.
Sofrer com paciência as fraquezas do próximo.
Rogar a Deus pelos vivos e defuntos.

Corporais

1 - Dar de comer a quem tem fome;
2 – Dar de beber a quem tem sede;
3 - Vestir os nus;
4 – Dar pousada aos peregrinos;
5 – Visitar os enfermos e encarcerados.
6 – Remir os cativos.
7 - Enterrar os mortos.


Bibliografia

Catecismo da Igreja Católica
ACI Digital e Arvo.Net
Orações do Cristão – Editora Quadrante;
Fernández-Carvajal, Falar com Deus 3
Seleta de Orações