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sábado, 19 de novembro de 2011

Como fazer uma boa confissão

A Confissão

Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. Mt 5,43-48



É o sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados. É obrigação primeira do cristão se reconciliar com Deus.

Porque Confessar-se?

A confissão nos santifica e nos aproxima de Deus. Aumenta o conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, combate a indolência espiritual, fortalece a vontade, leva-se a cabo a
salutar direção das consciências, aumenta a graça em virtude do sacramento e é o único modo de vencer o hábito do pecado mortal, de evitar a multiplicação dos pecados veniais além de auxiliar e acelerar o progresso nas virtudes e a perseverança no bem.

Quem deve confessar?

Todos os cristãos já desde os sete anos de idade, fase em que começa a idade da razão e a partir da qual já se podem já cometer pecados mortais. E, então, a partir dessa idade e para sempre a Igreja recomenda a piedosa prática da confissão freqüente.

O que é necessário para Confessar-se?

1 – Lembrar-se dos pecados cometidos (Exame de consciência).
2 - Arrependimento dos pecados.
3 – Propósito de não tornar a pecar.
4 – Confissão dos pecados ao sacerdote.
5 –Cumprimento da penitência.

Quando Confessar?

Se temos que amar a Deus sobre todas as coisas é natural que não permaneçamos muito tempo afastados de Deus que é em resumo o que caracteriza o pecado: o estar afastado de Deus. Se devem os pecados ao menos uma vez por ano. Essa confissão pode ser feita na Quaresma quer por ser esse tempo ocasião de contrição especial, quer porque nessa época se deve cumprir o preceito da Comunhão anual. Mas se cometermos um pecado mortal o devemos confessar o mais prontamente possível.


O que  é para confessar? O pecado. E o que é pecado?

Pecado é toda desobediência voluntária à Lei de Deus e da Igreja. Pecado mortal é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria grave, feita com pleno conhecimento e consentimento deliberado. Pecado venial é uma desobediência à Lei de Deus ou da Igreja em matéria leve ou me matéria grave mas sem pleno
conhecimento e perfeito consentimento.

E quais são os principais pecados cometidos?

Os pecados capitais são: Soberba; avareza; luxúria; ira; gula; inveja; preguiça. Os pecados contra o Espírito Santo são: Desesperação da salvação; presunção de se salvar sem merecimento; contradizer a verdade conhecida; ter inveja das mercês que Deus faz aos outros; obstinação no pecado; impenitência final. Os pecados que bradam aos céus são: homicídio voluntário; pecado sensual contra a natureza; opressão dos pobres; não pagar o salário a quem trabalha. Pecados de
Cooperação e Cumplicidade com os pecados alheios: Participação neles direta ou voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; Não os revelando ou não os impedindo quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o
mal.

Como se preparar para a Confissão?

Fazendo o exame de consciência. Pode-se rezar a seguinte oração preparatória do exame:

Oração:

Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso.
Amém.





Advertência

É especialmente grave receber a Eucaristia em pecado mortal.
Introdução ao Exame de Consciência O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão
bem feita. Para nos ajudar podemos ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos.
As perguntas deste exame não pretendem esgotar todas as possibilidades que podem ser mais específicas conforme as circunstâncias de cada um. As perguntas abaixo não se referem só a
possíveis pecados mas também às más inclinações que possamos ter e que nos levam a pecar.
Pretendem servir ao autoconhecimento e à luta concreta de melhora pessoal. Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

Oração preparatória do exame de Consciência

“Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os
confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso.
Amém.”

Exame de Consciência

Quanto tempo faz desde a minha última confissão?
Estou decidido a preparar com muita delicadeza esta Confissão?
Cumpri a penitência recebida na minha última Confissão?
Confessei-me mal, escondendo pecados?
Calei na Confissão, por vergonha, algum pecado grave? E depois disso comunguei alguma vez?
Comunguei com pecado grave?
Abusei da bondade de Deus pensando: "depois me confesso?"
Cumpri o preceito de confessar os pecados mortais pelo menos uma vez ao ano?
Recebi indignamente algum Sacramento?
Tive em conta que só se pode receber a absolvição coletiva nos casos de emergência em que a
Igreja o permite?
Se, num desses casos, recebi a absolvição coletiva, cumpri com a obrigação de confessar individualmente a um sacerdote todos os pecados mortais que naquela ocasião não pude
confessar?
Murmurei externa ou internamente contra o Senhor, quando me aconteceu algo desagradável?
Deixei-me levar pela vergonha quando foi necessário confessar a fé diante dos outros?
Como aceito a vontade de Deus, expressa pelas circunstâncias em que estou inserido?
Reclamando, ou esquivando-me de minhas obrigações sociais, pessoais etc?
Rezar - que é falar com Deus: Compreendo que senão cumpro este preceito de amar a Deus sobre todas as coisas colaboro com o pecado porque é mais fácil errar longe de Deus?
Deixo-me levar pela vaidade e arrogância para justificar que não precise saber sobre a doutrina e os ensinamentos de Deus? Penso que já sei bastante?
Abandonei os meios necessários para a salvação: a oração, os sacramentos, etc.?
Tendo dever ministerial ou no trabalho apostólico tomei as coisas de Deus com superficialidade e ligeireza causando escândalo a quem desse trabalho dependia?
Quando tenho que preparar uma homilia, ou ministrar uma aula de catecismo, ou fazer uma contribuição para a Igreja regateio esforços, faço de qualquer jeito?
Desesperei da minha salvação ou abusei da confiança de Deus, presumindo que Ele não me abandonaria, para pecar com maior tranqüilidade?
Como é meu trato com a Virgem Maria?
Dou exemplo com a minha própria vida? Ou antes, sou conhecido pelos meus defeitos?
Compreendo que o testemunho é o melhor apostolado que podemos fazer?
Uso das coisas de Deus para projetar-me, fazer amigos ou outra intenção menos reta que o serviço a Deus e aos irmãos por Cristo? Compreendo que a retidão de intenção que nos move é
parte da bondade do nosso ato?
Contrario-me quando as coisas não acontecem como gostaria chegando a fazer da vida dos outros um “inferno” com fatos até corriqueiros como ter que trabalhar, lavar uma louça, ou cumprir um dever da vida corrente?
Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas?
Diante de outras pessoas?
Fiz algum voto, promessa ou juramento, e deixei de cumpri-lo por minha culpa?
Jurei sem necessidade? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Fiz um juramento falso?
Reparei os prejuízos que daí tenham advindo?
Freqüentei ou pertenço a alguma associação contrária à religião?
Pratiquei atos de superstição ou espiritismo?
Li livros, revistas ou jornais que vão contra a fé? Dei-os a ler a outras pessoas?
Esforço-me por adquirir uma cultura religiosa que me permita ser testemunha de Cristo com o exemplo e com a palavra?
Obedeço ao magistério da Igreja ou o interpreto à minha maneira?
Enfrento com fortaleza os meus problemas e dúvidas de consciência, procurando a luz de Deus através da orientação de um bom sacerdote?
Guardei jejum e abstinência nos dias preceituados pela Igreja Católica?
Mando rezar Missa pelos falecidos, em ação de graças, etc.? Participo sempre conscientemente
dessas Missas ou mal presto atenção estando ali somente por motivos sociais? Sou agradecido com Deus?
Tenho um santo de devoção? Recorro ao seu auxílio? Faço uma oração ao anjo-da-guarda para que me proteja ao longo do dia?
Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente? Ou vivo como se a carreira profissional e os afazeres cotidianos constituíssem, não o meio de nossa santificação
mais um fim em si mesmo? Tenho consciência de que posso chegar ao fim da vida tendo “perdido a vida” por ter vivido o que é meio como se fosse fim último? Em última instância deixando de cumprir o mandamento maior do amor?
Contribuo financeiramente e com alguma às obras beneficentes ou apostólicas da Igreja e ou a seus grupos ou movimentos?
Esforço-me, até o último minuto da minha vida, por crescer na santidade a que todos estamos chamados?
Deixo-me levar pela preguiça e não vou à Missa aos domingos e em dias de preceito?
Chego tão tarde à Missa que não se pode dizer que cumpri este preceito?
Faltei à Missa num domingo ou festa de guarda sem motivo suficiente?
Distraio-me voluntariamente na Missa?
Critico tudo à minha volta na Missa: o tempo que leva, o padre, as pessoas, etc? Tenho consciência de que isso pode ser sinal de um caráter superficial e frívolo? Compreendo que vou à Missa para estar com Deus e se algo não está apropriado devemos colaborar amorosamente?
Como é minha postura pessoal na Missa? Visto-me apropriadamente? Porto-me com a devida deferência expressando também nos gestos o que vai na alma?
Trabalhei nesses dias corporalmente (ou mandei trabalhar os outros) sem necessidade grave, durante um intervalo de tempo considerável?
Impedi que alguém que dependesse de mim assistisse à Santa Missa?
Desobedeci aos meus pais e legítimos superiores em coisas importantes?
Em casa fui objeto de “ladainhas”? “-Vá estudar, trabalhar, fazer seu dever de casa, arrume seu quarto, etc.!” Compreendo que se não cumpro generosamente com as minhas obrigações e com o que manda a caridade sou pesado aos outros?
Foram os filhos obedientes aos seus pais, prestando-lhes respeito e ajuda e pequenos serviços ou
esperei ser atendida em tudo, interesso-me somente pelas minhas coisas e zango-me quando as pessoas e as circunstâncias não são como gostaria?
Rezo pela minha família, pelos amigos, pelas intenções do Santo Padre, pelos necessitados, pelos doentes, pelos encarcerados, por todos os que estão em dificuldade, pela paz, entre outros? Ou rezo somente por mim mesmo e quando preciso de alguma coisa?
Abusei que meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?
Obedeço, cuido e honro meus pais segundo minha idade e suas necessidades?
O que faço para edificar minha família? Fico de cara feia? Dou tempo à família? Jantamos juntos ao menos uma vez por dia? Temos diversões em comum ou cada um vai para o seu canto e minha casa é mais um hotel que um lar?
Expresso amor, carinho e respeito pelo meu esposo/a? E pelos meus filhos?
Disponho a meu bel prazer da minha mãe, esposa, empregados. Sei reconhecer tudo que fazem por mim?
Traí, ainda que por pensamentos ou desejos, minha esposa (meu esposo)?
Eu me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?
Presto a ajuda econômica no lar segundo a necessidade e minhas possibilidades?
Eu me esforço para que minha família encontre no lar um ambiente que os renove pela paz, pelo carinho e pela ordem nas refeições e na arrumação da casa?
Sirvo aos outros por amor ou ponho meu comodismo em primeiro lugar?
Ajudo as outras pessoas da minha família para que possam orar, estudar, descansar, ir a seu grupo, cumprir suas responsabilidades?
Formação dos filhos: Ensino e dou disciplina com sabedoria? Dou-lhes boa educação para que sejam bons cristãos?
Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Ou espero ser servido, não tenho interesse pela necessidade dos outros, não colabora com algum serviço extra porque penso que o que faço é suficiente, etc.?
Protejo minha casa e os meus das más influências do ambiente ou apenas reclamo, mas permito que assistam, por exemplo, programas medíocres ou vulgares sem nada propor em troca?
Detecto os problemas e os enfrento com sabedoria ou fico adiando-os sob falsos pretextos de falta de tempo, etc.? Que medidas eu tomo para que minha casa seja um lar?
Descuidei a fé na Providência Divina? Ao mesmo tempo desinteressei-me de ganhar o suficiente para poder ter e educar ou educar os filhos que Deus me manda?
Cheguei a ferir ou tirar a vida do próximo?
Cuido da saúde? Tenho algum vício, ou por preguiça me falta exercício, descanso,
alimentação... Cuido-me?
Bati na minha mulher e nos meus filhos? Não faço esforço para controlar o mal gênio?
Fui guloso? Comi ou bebi demais, embriaguei-me?
Vivo me queixando, procurando comiseração ou desafogo?Faço-me constantemente de vítima?
Vivo falando de meus assuntos continuamente como se devessem interessar a todos? Vivo pendente dos meus interesses o tempo todo de tal modo que nunca tendo disponibilidade para mais ninguém nem mais nada? Ajudo alguma o meu próximo? Participo de ações beneficentes?
Quero dar minha opinião em tudo? Sou prudente no que falo e como atuo?
Peço as coisas de maus modos faltando com a caridade?
Deixei-me levar pela ira magoando ou humilhando os outros?
Sou caprichoso? Voluntarioso, comodista, preguiçoso?
Sei ter e seguir um horário?
Deixo as coisas para mais tarde?
Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu?
Sou atento e pontual no cumprimento meus deveres? Sou confiável? No lar, grupo, trabalho...?
Cumpro minhas promessas, compromissos, guardo confidencialidade?
Imito e agradeço a misericórdia de Deus, estando sempre dispostos a desculpar e tolerar com paciência os defeitos ou as ofensas dos meus irmãos?
Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros?
Murmurei?
Por querer, abandonei os estudos ou o trabalho?
Passo o tempo vadiando?
Envolvo-me frequentemente em brigas, rivalidades, violências, ambições, discórdias, sectarismo, dissensões, invejas, embriaguez?
Fiz ou desejei algum mal grave a alguém? Fiz aborto? Aconselhei alguém a fazê-lo?
No relacionamento com meus subordinados fui justo tratando-os como eu gostaria de ser tratado?
Estou atento à dor alheia?
De algum modo matei ou atentei contra a vida? (ex.: apoio ou participação em aborto, suicídio, dirigir sem cuidado, atos irresponsáveis que põem uma vida em perigo, agressão, violência, etc.?
Atentei contra a dignidade de alguém?
Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?
Descurei do meu trabalho, faltando à justiça em coisas importantes? Estou disposto a reparar o prejuízo que daí tenha podido resultar?
Desinteressei-me de do bem do meu próximo, deixando de adverti-lo em algum grave perigo material ou espiritual e deixei de corrigi-lo como exige a caridade cristã.
Roubei? Descuidei ou não devolvendo propriedade alheia ou comum?
Dei prejuízo grave a alguém e ainda não paguei?
Comprei e não paguei, pedi emprestado e não devolvi?
Gastei dinheiro à toa, fui ganancioso?
Cai no vicio do jogo?
Usei qualquer tipo de droga?
Defraudei minha mulher ou meu marido de seus bens?
Cobicei bens alheios?
Recebi dinheiro ilícito? Aproveito-me do meu de posto para receber algum benefício pessoal?
Fui avaro?
Abusei da confiança dos meus superiores? Prejudiquei os meus superiores, subordinados ou colegas, causando-lhes um dano grave?
Retenho ou atraso indevidamente o pagamento dos salários e ordenados dos meus
empregados?
Participei do negócio ou consumo de droga?
Deixei que, pela minha preguiça, se produzissem prejuízos no meu trabalho? Descurei o meu rendimento em coisas importantes, prejudicando com isso as pessoas para quem trabalho?
Fui honesto em meu trabalho trabalhando corretamente sem adiamentos?
Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros?
Me preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? Cumpri com meus deveres cívicos? Paguei meus tributos?
Fico em algo que eu gosto sabendo que é hora de fazer outra coisa?
Caí na fraude ou estelionato? Caí no vício do jogo pondo em risco ou prejudicando a economia familiar?
Deixei de cumprir devidamente as obrigações do serviço do lar e do trabalho devidos na minha posição e salário?
Deixei de cumprir com exatidão os meus deveres sociais; por exemplo, o pagamento dos seguros sociais dos meus empregados?
Caí na luxúria com palavra e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras?
Caí na masturbação ou a fornicação?
Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Preservo o meio ambiente com medidas simples de economia de água, reciclagem, etc.?
Tive pensamentos ou desejos impuros?
Conversei, li ou assisti coisas indecentes?
Falei o que não edifica: piadas grosseiras, que ferem a alguma raça, nacionalidade, etc.?
Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?
Procurei ou induzi outros a usar do aborto?
Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer?
Compreendo que a minha omissão, deixar de manifestar minha posição contra leis abortivas, facilita a ação na imprensa abortiva e dos organismos com interesses de lucro, entre outros, a que aprovem leis e atitudes abortivas?
Cometi adultério?
Usei do matrimônio somente nos dias em que sei que não pode haver descendência, não
havendo razões graves para isso?
Tomei remédios para evitar os filhos? Aconselhei outros a tomá-los?
Não afastei os desejos de cometer atos impuros?
Cometi atos impuros no meu corpo?
Cometi atos indecentes com outras pessoas (solteiras, casadas, do mesmo sexo ou de outro
sexo)?
Levantei falsos testemunhos?
Falei mal dos outros por frivolidade?
Maltratei os animais? Prejudiquei a natureza?
Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações?
Fui invejoso?
Falei mal dos outros e de instituições baseando-me apenas em boatos? Reparei o mal que daí pôde advir?
Sou orgulhoso, vaidoso, preguiçoso, desordenado?
Deixo as coisas que utilizo jogadas de qualquer jeito ou a cargo dos outros abusando do tempo e da boa vontade alheia?
Em minhas opções de negócio penso somente no lucro deixando de construir oportunidades que geram trabalho e maiores benefícios? Tenho consideração com meus empregados ou descarto-os sem considerar sua sorte?
Estando em cargo público cumpri com meus deveres rigorosamente? Usei do cargo para tirar vantagens?
Abuso dos que me servem? (Empregadas, secretárias, porteiros, entregadores, atendentes, etc?
Ponho a preguiça à frente da justiça e, abusivamente coloco minha conveniência em detrimento dos outros chegando a prejudicá-los com abusos? Por exemplo, não faço coisas simples como lavar a louça só porque no dia seguinte vai ter “empregada” deixando tudo mais serviço do que o do dia, e isto mesmo sabendo que ela tem uma vida sofrida, que acorda às 4 da manhã para estar no serviço cedo? Compreendo que é no cotidiano que se oferecem as ocasiões de progredir pessoalmente na qualidade e na categoria humana que deve ter um cristão e não em situações heróicas que muitas vezes raramente se oferecem?
Maltratei alguém?
Pensei mal, falei mal dos outros?
Falei mentiras, fiz fofocas, fiz intrigas?
Caluniei os outros em coisas graves?
Roguei pragas a alguém?
Briguei sério com alguém?
Neguei-me à reconciliação?
Guardei raiva, desejei ou cometi vinganças?
Ofendi alguém com palavras pesadas?
Agredi alguém?
Causei algum dano físico ou moral a outros? Alimento ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? Fui violento?
Tenho inimizade, ódio ou rancor contra alguém?
Deixei de falar com alguém e neguei-me à reconciliação, ou faço o possível por consegui-la?
Alimento antipatias ou ódios pessoais por diferenças de opinião em matérias não relevantes?
Amo de coração o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?
Manipulo os outros com meus estados de ânimo e com aborrecimentos para que se faça o que quero?
Respeito o tempo e as necessidades dos outros?
Falo muito de doenças, tragédias? Ou sei ter uma conversa que anima, que faz companhia?
Tenho boas maneiras? Sou cortês com as pessoas? Ou as ignoro tendo bons modos só com autoridades e pessoas das quais pretendo obter alguma coisa?
Sou mentiroso?
Disse mentiras?
Caluniei alguém?
Digo sempre a verdade? Revelei segredos fiz fofocas? Sou atento sem ser curioso?
Sou fofoqueiro e enganador?
Sou escravo de meus complexos?
Cobicei a mulher ou o marido de meu próximo?
Sou responsável e ordenado com a economia do lar?
Provoquei a alguém a fazer atos indecentes comigo?
Usei roupas indecentes? Fui ocasião de pecado?
Participei de divertimentos perigosos para a moral?
"Fiquei" com alguém?
Namorei só para aproveitar-me?
Pedi "prova de amor" à namorada(o)?
Entreguei-me ao (à) namorado(a)? Namorei pessoas casadas, divorciadas?
Tirei a honra de alguma garota? Participei de estupro, sexo grupal e outras perversões?
Tolerei escândalos ou perigos morais e físicos entre pessoas que vivem em minha casa?
Olhei a um homem a uma mulher de maneira impura?
Deixo-me levar desordenadamente por desejos? Quais?
Vivo a simplicidade e a pobreza de espírito?
Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado por outros?
Aceito a mim mesmo, ou vivo na mentira e no engano?
Discrimino as pessoas por motivo de cor, credo, local de nascimento, classe social, educação recebida, motivos culturais, temperamentos ou “modos de ser”? Ou procuro compreender os outros como gostaria de ser compreendido?
Procuro sempre meios de me distinguir dos outros desfazendo deles, para me sentir “superior”?
Deixei-me leva pelo favoritismo ou distinção de pessoas, faltando à justiça na distribuição de tarefas, cargos, funções etc.?
Fui omisso em procurar evitar, na medida das minhas possibilidades as injustiças, subornos, escândalos, roubos, vinganças, fraudes e outros abusos que prejudicam a convivência social?
Desejei mal a alguém? Descurei de minhas obrigações profissionais ou familiares?
Fui culpado em levar alguém a pecar? Convidei ao pecado?

Como é a confissão propriamente dita?

O penitente diz a saudação habitual: “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, ou “Abençoai-me, Padre, porque pequei.” e se benze. O sacerdote diz: “ O Senhor esteja em teu coração para que, arrependido, confesses os teus pecados.”
O penitente acusa-se dos seus pecados. O sacerdote dá conselhos oportunos e impõe a penitência. O sacerdote convida o penitente a manifestar a contrição ao que o penitente pode dizer:


“Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou um pecador.”ou ainda ou:

Ato de Contrição:

“ Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me,
também, de ter perdido o Céu e merecido o Inferno; e proponho-me firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos torna a ofender. Espero alcançar
o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.”

O sacerdote então dá a absolvição:

“ Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição
de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho † e Do Espírito Santo.” E o penitente responde: “
Amém.” e o sacerdote prossegue: A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos, as tuas boas obras e a tua paciência na adversidade, sirvam de remédio para os teus pecados, aumento de graça e prêmio da vida eterna. Vai em paz.” E o penitente responde: “ Amém.”

Depois de rezar a penitência o pode-se rezar a seguinte oração de agradecimento:

“Ó bondade, ó misericórdia infinita do meu Deus! Graças Vos rendo por me haverdes perdoado os meus pecados, e de novo os detesto de todo o meu coração. Concedei-me a graça, meu Salvador, pela virtude do Sacramento da Penitência que acabo de receber, de não recai nestes pecados, e de levar de hoje em diante uma vida toda nova, sempre assistido pela vossa graça e perseverando no vosso amor até a hora da minha morte. Amém.”




Os Dez Mandamentos

Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a sim mesmo.
Mandamentos da Igreja

1 - Ouvir a Missa inteira aos domingos e festas de guarda
2 - Confessar ao menos uma vez por ano os pecados mortais.
3 - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição
4 - Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Igreja.
5 - Pagar dízimos conforme o costume.

As obras de misericórdia são:

Espirituais

Dar bom conselho.
Ensinar os ignorantes.
Corrigir os que erram.
Consolar os aflitos.
Perdoar as injúrias.
Sofrer com paciência as fraquezas do próximo.
Rogar a Deus pelos vivos e defuntos.

Corporais

1 - Dar de comer a quem tem fome;
2 – Dar de beber a quem tem sede;
3 - Vestir os nus;
4 – Dar pousada aos peregrinos;
5 – Visitar os enfermos e encarcerados.
6 – Remir os cativos.
7 - Enterrar os mortos.


Bibliografia

Catecismo da Igreja Católica
ACI Digital e Arvo.Net
Orações do Cristão – Editora Quadrante;
Fernández-Carvajal, Falar com Deus 3
Seleta de Orações

Dos escritos de Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino.


De Divinis Officiis, 3, 18 (trad. de Lubac, Catholicisme, p. 333)

"Na tua posteridade serão abençoadas todas as nações da Terra" (Gn 28,14)

Em São Mateus lemos a genealogia de Cristo. Este costume tradicional da Santa Igreja tem bons e misteriosos motivos. Verdadeiramente este texto apresenta-nos a escada que Jacob viu de noite, durante o seu sono (Gn 28,11s). Apoiado no alto dessa escada, que tocava os céus, o Senhor apareceu a Jacob e prometeu-lhe a herança da terra. [...] Ora, sabemos que «a sua vinda é-nos apresentada de forma simbólica» (1Co 10,11). Então o que prefigura essa escada, senão a linhagem da qual Jesus deveria nascer, linhagem que o santo evangelista, com um sopro divino, faz subir, de maneira que chegasse a Jesus passando por José? E a este José o Senhor confiou o Menino. Pela «Porta do Céu» (Gn 28,17)[...], quer dizer, pela bem-aventurada Virgem, sai Nosso senhor a chorar, feito criança por nós. [...] No seu sono, Jacob ouviu que o Senhor lhe dizia: «Na tua posteridade serão abençoadas todas as nações da terra» e este fato realizou-se com o nascimento de Cristo.

Era o que o evangelista tinha em vista quando, na genealogia de Jesus, inseriu Rahab, a prostituta, e Rute, a moabita; porque efetivamente viu que Cristo não encarnou apenas para os judeus, mas também para os pagãos, Ele que Se dignou receber os anciãos consagrados entre os pagãos. Por conseguinte,  vindos dos dois povos, judeus e pagãos, como os dois lados da escada, os anciãos colocados em diferentes degraus recebem Cristo Senhor que desce do alto dos céus. E todos os santos anjos descem e sobem por esta escada, por onde os eleitos são descidos, para receberem humildemente a fé na encarnação do Senhor, sendo depois elevados a fim de contemplarem a glória da Sua divindade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

É fundamental conhecer Aristóteles

Aristóteles

A Metafísica

A metafísica aristotélica é "a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais". Ela abrange ainda o ser imóvel e incorpóreo, princípio dos movimentos e das formas do mundo, bem como o mundo mutável e material, mas em seus aspectos universais e necessários. Exporemos portanto, antes de tudo, as questões gerais da metafísica, para depois chegarmos àquela que foi chamada, mais tarde, metafísica especial; tem esta como objeto o mundo que vem-a-ser - natureza e homem - e culmina no que não pode vir-a-ser, isto é, Deus. Podem-se reduzir fundamentalmente a quatro as questões gerais da metafísica aristotélica: potência e ato, matéria e forma, particular e universal, movido e motor. A primeira e a última abraçam todo o ser, a segunda e a terceira todo o ser em que está presente a matéria.

I. A doutrina da potência e do ato é fundamental na metafísica aristotélica: potência significa possibilidade, capacidade de ser, não-ser atual; e ato significa realidade, perfeição, ser efetivo. Todo ser, que não seja o Ser perfeitíssimo, é portanto uma síntese - um sínolo - de potência e de ato, em diversas proporções, conforme o grau de perfeição, de realidade dos vários seres. Um ser desenvolve-se, aperfeiçoa-se, passando da potência ao ato; esta passagem da potência ao ato é atualização de uma possibilidade, de uma potencialidade anterior. Esta doutrina fundamental da potência e do ato é aplicada - e desenvolvida - por Aristóteles especialmente quando da doutrina da matéria e da forma, que representam a potência e o ato no mundo, na natureza em que vivemos. Desta doutrina da matéria e da forma, vamos logo falar.
II. Aristóteles não nega o vir-a-ser de Heráclito, nem o ser de Parmênides, mas une-os em uma síntese conclusiva, já iniciada pelos últimos pré-socráticos e grandemente aperfeiçoada por Demócrito e Platão. Segundo Aristóteles, a mudança, que é intuitiva, pressupõe uma realidade imutável, que é de duas espécies. Um substrato comum, elemento imutável da mudança, em que a mudança se realiza; e as determinações que se realizam neste substrato, a essência, a natureza que ele assume. O primeiro elemento é chamado matéria (prima), o segundo forma (substancial). O primeiro é potência, possibilidade de assumir várias formas, imperfeição; o segundo é atualidade - realizadora, especificadora da matéria - , perfeição. A síntese - o sinolo - da matéria e da forma constitui a substância, e esta, por sua vez, é o substrato imutável, em que se sucedem os acidentes, as qualidades acidentais. A mudança, portanto, consiste ou na sucessão de várias formas na mesma essência, forma concretizada da matéria, que constitui precisamente a substância.
A matéria sem forma, a pura matéria, chamada matéria-prima, é um mero possível, não existe por si, é um absolutamente interminado, em que a forma introduz as determinações. A matéria aristotélica, porém, não é o puro não-ser de Platão, mero princípio de decadência, pois ela é também condição indispensável para concretizar a forma, ingrediente necessário para a existência da realidade material, causa concomitante de todos os seres reais.
Então não existe, propriamente, a forma sem a matéria, ainda que a forma seja princípio de atuação e determinação da própria matéria. Com respeito à matéria, a forma é, portanto, princípio de ordem e finalidade, racional, inteligível. Diversamente da idéia platônica, a forma aristotélica não é separada da matéria, e sim imanente e operante nela. Ao contrário, as formas aristotélicas são universais, imutáveis, eternas, como as idéias platônicas.
Os elementos constitutivos da realidade são, portanto, a forma e a matéria. A realidade, porém, é composta de indivíduos, substâncias, que são uma síntese - umsínolo - de matéria e forma. Por conseqüência, estes dois princípios não são suficientes para explicar o surgir dos indivíduos e das substâncias que não podem ser atuados - bem como a matéria não pode ser atuada - a não ser por um outro indivíduo, isto é, por uma substância em ato. Daí a necessidade de um terceiro princípio, a causa eficiente, para poder explicar a realidade efetiva das coisas. A causa eficiente, por sua vez, deve operar para um fim, que é precisamente a síntese da forma e da matéria, produzindo esta síntese o indivíduo. Daí uma quarta causa, a causa final, que dirige a causa eficiente para a atualização da matéria mediante a forma.
III. Mediante a doutrina da matéria e da forma, Aristóteles explica o indivíduo, a substância física, a única realidade efetiva no mundo, que é precisamente síntese - sínolo - de matéria e de forma. A essência - igual em todos os indivíduos de uma mesma espécie - deriva da forma; a individualidade, pela qual toda substância é original e se diferencia de todas as demais, depende da matéria. O indivíduo é, portanto, potência realizada, matéria enformada, universal particularizado. Mediante esta doutrina é explicado o problema do universal e do particular, que tanto atormenta Platão; Aristóteles faz o primeiro - a idéia - imanente no segundo - a matéria, depois de ter eficazmente criticado o dualismo platônico, que fazia os dois elementos transcendentes e exteriores um ao outro.
IV. Da relação entre a potência e o ato, entre a matéria e a forma, surge o movimento, a mudança, o vir-a-ser, a que é submetido tudo que tem matéria, potência. A mudança é, portanto, a realização do possível. Esta realização do possível, porém, pode ser levada a efeito unicamente por um ser que já está em ato, que possui já o que a coisa movida deve vir-a-ser, visto ser impossível que o menos produza o mais, o imperfeito o perfeito, a potência o ato, mas vice-versa. Mesmo que um ser se mova a si mesmo, aquilo que move deve ser diverso daquilo que é movido, deve ser composto de um motor e de uma coisa movida. Por exemplo, a alma é que move o corpo. O motor pode ser unicamente ato, forma; a coisa movida - enquanto tal - pode ser unicamente potência, matéria. Eis a grande doutrina aristotélica do motor e da coisa movida, doutrina que culmina no motor primeiro, absolutamente imóvel, ato puro, isto é, Deus.

A Psicologia

Objeto geral da psicologia aristotélica é o mundo animado, isto é, vivente, que tem por princípio a alma e se distingue essencialmente do mundo inorgânico, pois, o ser vivo diversamente do ser inorgânico possui internamente o princípio da sua atividade, que é precisamente a alma, forma do corpo. A característica essencial e diferencial da vida e da planta, que tem por princípio a alma vegetativa, é a nutrição e a reprodução. A característica da vida animal, que tem por princípio a alma sensitiva, é precisamente a sensibilidade e a locomoção. Enfim, a característica da vida do homem, que tem por princípio a alma racional, é o pensamento. Todas estas três almas são objeto da psicologia aristotélica. Aqui nos limitamos à psicologia racional, que tem por objeto específico o homem, visto que a alma racional cumpre no homem também as funções da vida sensitiva e vegetativa; e, em geral, o princípio superior cumpre as funções do princípio inferior. De sorte que, segundo Aristóteles diversamente de Platão todo ser vivo tem uma só alma, ainda que haja nele funções diversas faculdades diversas porquanto se dão atos diversos. E assim, conforme Aristóteles, diversamente de Platão, o corpo humano não é obstáculo, mas instrumento da alma racional, que é a forma do corpo.
O homem é uma unidade substancial de alma e de corpo, em que a primeira cumpre as funções de forma em relação à matéria, que é constituída pelo segundo. O que caracteriza a alma humana é a racionalidade, a inteligência, o pensamento, pelo que ela é espírito. Mas a alma humana desempenha também as funções da alma sensitiva e vegetativa, sendo superior a estas. Assim, a alma humana, sendo embora uma e única, tem várias faculdades, funções, porquanto se manifesta efetivamente com atos diversos. As faculdades fundamentais do espírito humano são duas: teorética e prática, cognoscitiva e operativa, contemplativa e ativa. Cada uma destas, pois, se desdobra em dois graus, sensitivo e intelectivo, se se tiver presente que o homem é um animal racional, quer dizer, não é um espírito puro, mas um espírito que anima um corpo animal.
O conhecimento sensível, a sensação, pressupões um fato físico, a saber, a ação do objeto sensível sobre o órgão que sente, imediata ou à distância, através do movimento de um meio. Mas o fato físico transforma-se num fato psíquico, isto é, na sensação propriamente dita, em virtude da específica faculdade e atividade sensitivas da alma. O sentido recebe as qualidades materiais sem a matéria delas, como a cera recebe a impressão do selo sem a sua matéria. A sensação embora limitada é objetiva, sempre verdadeira com respeito ao próprio objeto; a falsidade, ou a possibilidade da falsidade, começa com a síntese, com o juízo. O sensível próprio é percebido por um só sentido, isto é, as sensações específicas são percebidas, respectivamente, pelos vários sentidos; o sensível comum, as qualidades gerais das coisas tamanho, figura, repouso, movimento, etc. são percebidas por mais sentidos. O senso comum é uma faculdade interna, tendo a função de coordenar, unificar as várias sensações isoladas, que a ele confluem, e se tornam, por isso, representações, percepções.
Acima do conhecimento sensível está o conhecimento inteligível, especificamente diverso do primeiro. Aristóteles aceita a essencial distinção platônica entre sensação e pensamento, ainda que rejeite o inatismo platônico, contrapondo-lhe a concepção do intelecto como tabula rasa, sem idéias inatas. Objeto do sentido é o particular, o contingente, o mutável, o material. Objeto do intelecto é o universal, o necessário, o imutável, o imaterial, as essências, as formas das coisas e os princípios primeiros do ser, o ser absoluto. Por conseqüência, a alma humana, conhecendo o imaterial, deve ser espiritual e, quanto a tal, deve ser imperecível.
Analogamente às atividades teoréticas, duas são as atividades práticas da alma: apetite e vontade. O apetite é a tendência guiada pelo conhecimento sensível, e é próprio da alma animal. Esse apetite é concebido precisamente como sendo um movimento finalista, dependente do sentimento, que, por sua vez depende do conhecimento sensível. A vontade é o impulso, o apetite guiado pela razão, e é própria da alma racional. Como se vê, segundo Aristóteles, a atividade fundamental da alma é teorética, cognoscitiva, e dessa depende a prática, ativa, no grau sensível bem como no grau inteligível.

 

Gostar e Amar

GostarAmar

Como toda a gente sabe, há muitas diferenças entre gostar e amar. Mas qual é aquela diferença fundamental entre gostar e amar? Onde se situa a fronteira entre cada um destes conceitos? Quando é que deixamos de gostar para passarmos a amar?

Antes do mais, quero esclarecer que me refiro aqui a “amar” não apenas no sentido de amor entre homem e mulher (por onde ele começa), mas também no sentido de amar a família, no sentido amar os amigos e no sentido de amar todo o universo.


Quando “gostamos” de alguém, temos sempre inconscientemente no nosso pensamento o que é que esse alguém pode fazer por nós, o que esse alguém tem para nos dar.
Não me interpretem mal, não se trata de sermos interesseiros! Não se trata do que as pessoas têm para nos dar/oferecer em termos financeiros ou em termos de vantagens materiais (isto só acontece a nível muito baixo); trata-se sim de uma tendência natural do ser humano para gostar das pessoas que são capazes de nos fazer sentir algo, que são capazes de serem interessantes para nós, que são capazes de nos oferecer amizade/amor, que são capazes de “movimentar” a nossa vida, que são capazes de nos ouvirem quando precisamos de desabafar e nos dizerem aquela palavra certa no momento certo, que têm a capacidade de nos inundarem com alegria, companheirismo, sentido de vida…


No momento subtil em que passamos a “amar”alguém, há algo porém que muda de forma radical na nossa maneira de “gostar”… uma espécie de “inversão de marcha” na maneira como nos damos.

DEIXAMOS DE PENSAR NO QUE É QUE A OUTRA PESSOA TEM PARA NOS OFERECER E PASSAMOS A PENSAR NO QUE É QUE NÓS TEMOS A OFERECER À OUTRA PESSOA...

É uma mudança subtil porque ocorre sem ser notada, a nível do nosso “piloto automático” (inconsciente).
Essa é a razão da força do amor ser tão poderosa: ela vem das nossas profundezas e impregna totalmente todos os nossos atos, toda a nossa conduta, as nossas crenças, tudo o que dizemos, tudo o que pensamos, tudo o que fazemos… Transmuta-se o chumbo em ouro… é a alquimia do ser humano.
Há uma inversão de marcha do egoísmo (o centro sou eu) para o altruísmo (o centro é a pessoa amada)… Deixa de fazer sentido o pensarmos “o que é que a outra pessoa pode fazer para me ajudar a ser feliz” para pensarmos “o que é que eu posso fazer para ajudar a outra pessoa a ser feliz”.

Assim, “gostar” e “amar” são apenas dois tipos de atitudes (entre muitas outras, como o ódio, a inveja, o ciúme) que representam diversas fases da evolução espiritual de cada ser humano.

Por isso, quando somos capazes de estender o nosso “amor” do círculo íntimo das pessoas que amamos ao círculo alargado do Universo, atingimos o máximo de evolução espiritual possível segundo o que Jesus Cristo nos ensinou.
Cristo disse: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” e nessa frase sintetizou a essência da sua mensagem.


Sigam esse ensinamento supremo e tão sábio… eu vou tentar fazer o mesmo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Os Atributos de Deus

     

INTRODUÇÃO
         
Sendo Deus um ser infinito, é impossível que qualquer criatura o conheça exatamente como ele é. No entanto, ele bondosamente revelou-se mediante linguagem compreensiva a nós.
        Os atributos de Deus indicam vários aspectos do seu caráter. Os atributos de Deus podem ser incomunicáveis ou comunicáveis. Os atributos incomunicáveis são aqueles que referem-se ao que Deus é por si próprio, ou seja, atributos que somente Ele possui. Os atributos incomunicáveis são: onipotência, onipresença, onisciência, infinitude, espiritualidade, imutabilidade, soberania, unidade, eternidade e independência. Os atributos comunicáveis são aqueles com que Deus se relaciona com os seres por Ele criados, também conhecidos como atributos morais. Os atributos comunicáveis são: fidelidade, bondade, santidade, justiça, veracidade, misericórdia, soberania, amor, misericórdia e sabedoria.
        O objetivo desse estudo é demonstrar através da Bíblia os atributos de Deus acima mencionados de uma forma clara e objetiva.

1. OS ATRIBUTOS INCOMUNICÁVEIS
1.1 ONIPOTÊNCIA
        Deus é onipotente. (Gn 1.1;17.1;18.14;Ex 15.7;Is 40.12;Dn 3.17;Mt 19.26;Ap 15.3;19.6) A onipotência de Deus significa duas coisas: (1) Sua liberdade e poder para fazer tudo que esteja em harmonia com a sua natureza. Isto não significa que ele possa ou queira fazer alguma coisa contraria a sua natureza - por exemplo , mentir ou roubar. Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Por exemplo, Deus tem poder para exterminar totalmente o pecado, mas optou por não fazer assim até o final da história humana (ver 1Jo 5.19 nota). Em muitos casos, Deus limita o seu poder, quando o emprega através do seu povo (2Co 12.7-10); em casos assim, o seu poder depende do nosso grau de entrega e de submissão a Ele (Ef 3.20).(2) Seu controle e sabedoria sobre tudo que existe ou que possa existir. Toda a vida é sustentada por Deus (Hb 1.3;At 17.25,28;Dn 5.23).
1.2 ONIPRESENÇA
        Deus é onipresente , isto é, o espaço material não o limita em ponto algum.(Gn 28.15,16;Dt 4.39;Js 2.11;Is 66.1;At 7.48,49 e Ef 1.23). No Antigo Testamento, as nações serviam a deuses regionais , ou nacionais, cujo poder limitava-se à localidade ou ritual. Na maioria dos casos, os devotos achavam que tais deidades tinham poder somente nos domínios habitados pelos povos.
        Embora Deus esteja em todo lugar, ele não habita em todo lugar somente ao entrar em relação pessoal com o grupo ou com um indivíduo se diz que Ele habita com eles. O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139.7-12; cf. Jr 23.23,24; At 17.27,28); Deus observa tudo quanto fazemos.
1.3 ONISCIÊNCIA
        Deus é onisciente, porque conhece todas as coisas. (Gn 18.18;II Rs 8.10;Jr 1.4-5;Dn 2.22;At 15.8;Rm 8.27;II Tm 2.19;I Jo 3.20). O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa arrazoar, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente - seu conhecimento do passado, do presente e do futuro é instantâneo.
        Sendo Deus conhecedor de todas as coisas, ele sabe quem se perdera, mas a presciência de Deus sobre o uso que a pessoa fará do livre arbítrio não obriga a escolher este ou aquele destino. Deus prevê sem intervir. Ele sabe todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5). Ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos (1Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42.9; At 2.23; 1Pe 1.2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exeqüíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (1Sm 23.10-13; Jr 38.17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria. Noutras palavras, Deus não é limitado à sua própria presciência (ver Nm 14.11-20; 2Rs 20.1-7)
1.4 INFINITUDE
        Deus é infinito, isto é, não esta sujeito as limitações naturais e humanas. A sua infinitude é vista de duas maneiras: (1) Em relação ao espaço. A natureza da Divindade esta presente de modo igual em todo o espaço infinito e em todas as suas partes. Nenhuma parte existente esta separada da sua presença ou de sua energia, e nenhum ponto do espaço escapa a sua influencia. Mas, ao mesmo tempo, não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e glória são reveladas duma maneira extraordinária; esse lugar é o céu. (2) Em relação ao tempo, Deus é eterno (Ex. 15.18;Dt 33.27;Jr 10.10 e Ap 4.8-10). Ele existe desde a eternidade e existira por toda a eternidade, o passado, o presente e o futuro são todos como o presente à sua compreensão. Sendo eterno, Ele é imutável.
1.5 ESPIRITUALIDADE
        Deus é espirito (Jo 4.24). Deus é espirito com personalidade; ele pensa, sente e fala. Sendo espírito Deus não esta sujeito as limitações as quais estão sujeitos os seres dotados de corpo físico.
        Ele não possuí partes corporais nem esta sujeito as paixões; sua pessoa não se compõe de nenhum elemento material. Portanto não pode ser visto com os olhos naturais nem apreendido pelos sentidos naturais. Isto não implica que Deus leve uma existência sombria e irreal. Deus é uma pessoa real mas de natureza tão infinita que não se pode aprende-lo pelo conhecimento humano nem tampouco descreve-lo em linguagem humana.

1.5 IMUTABILIDADE
        Deus é imutável, isto é, Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17). Isso não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano. Ele pode, por exemplo, alterar suas decisões de castigo por causa do arrependimento sincero dos pecadores (Jn 3.6-10). Além disso, Ele é livre para atender as necessidades do ser humano e às orações do seu povo. Em vários casos a Bíblia fala de Deus mudando uma decisão como resultado das orações perseverantes dos justos ( Nm 14.1-20; 2Rs 20.2-6; Is 38.2-6; Lc 18.1-8;)
1.6 SOBERANIA
        Deus é soberano, isto é, Ele tem o direito absoluto de governar suas criaturas e delas dispor como lhe apraz (Dn 4.35;Mt 20.15;Rm 9.21). Ele possuí esse direito em virtude de sua infinita superioridade em sua posse absoluta de todas as coisas, e da absoluta dependência delas perante ele para que continue existindo. Desta maneira, tanto é insensatez, como transgressão, censurar os seus caminhos.
1.7 UNIDADE 
        Deus é o único Deus (Êx 20.3;Dt 4.35;Is 44.6-8;I Tm 1.17). "Houve, Israel o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Este era um do fundamentos da religião do Antigo Testamento; Haverá contradição entre este ensino da unidade de Deus e o ensino da trindade no Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de unidade, existe a unidade absoluta e a unidade composta. A expressão "Um homem" traz a idéia de unidade absoluta, por que se refere a uma só pessoa. Mas quando lemos que homem e mulher serão "Uma só carne" (Gn 2.24) essa é uma unidade composta, visto que se refere a união de duas pessoas.
A qual classe de unidade se refere Deuteronômio 6.4 ? Pelo fato de a palavra "Nosso Deus" estar no plural (ELOHIM no hebraico) concluímos que se refere a unidade composta. A doutrina da trindade ensina a unidade de Deus como unidade composta, inclusive de três pessoas divinas unidas na essencial unidade eterna.


1.8 ETERNIDADE
        Deus não esta limitado pelo tempo. Os termos eterno, perpetuo e para sempre, são freqüentemente empregados pelos tradutores da Bíblia na tentativa de capitar o sentido das expressões hebraicas e gregas que colocam a Deus dentro da nossa realidade temporal e finita. Ele existia antes da criação: "Antes que os montes nascessem ou que Tu formastes a Terra e o mundo, sim de eternidade a eternidade, Tu és Deus" (Sl 90.2).
1.9 INDEPENDÊNCIA
        Deus é transcendente — Ele é diferente e independente da sua criação (Êx 24.9-18; Is 6.1-3; 40.12-26; 55.8,9). Seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada (1Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). Ele subsiste de modo absolutamente perfeito e puro, muito além daquilo que Ele criou. Ele mesmo é incriado e existe à parte da criação (ver 1Tm 6.16 nota). A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).
2. ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS
2.1 FIDELIDADE
        Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Os deuses das religiões do oriente próximo eram volúveis e caprichosos. A grande exceção era o Deus de Israel. Ele é fiel na sua natureza e nas suas ações. A palavra hebraica (AMEN), "verdadeiramente, é derivada de uma das mais notáveis descrições do caráter de Deus, que reflete a sua certeza e fidedignidade.
O senhor comprova a sua fidelidade ao cumprir as suas promessas (Dt 7.9;Js 23.14 e Sl 89.2) 
2.2 BONDADE
        Deus é bom. A bondade de Deus é o atributo em razão do qual ele concede a vida e outras bênçãos as suas criaturas (Sl 25.8;Mt 5.45). Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1.4,10,12,18,21,25,31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustenta-la, para o bem de todas as suas criaturas. Deus cuida até dos ímpios (Mt 5.45). Deus é bom principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145.18-20).
2.3 SANTIDADE
        Deus é santo (Êx 15.11;Js 24.19;Is 6.3;I Pe 1.15,16 e Ap 15.3). A santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; Ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra santo é separado. Deus está separado do homem no espaço - Ele esta no céu , o homem na Terra ; separado do homem quanto a natureza e caráter - Ele é perfeito, o homem é imperfeito; Ele é divino, o homem é humano; Ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso. Somente Deus é santo em si mesmo, o povo, os edifícios e os objetos são descritos como santos porque Deus os fez santos e os tem santificado. Os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como divino (Nm 20.12 e Lv 10.3) . Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos se diz que profanam seu nome. (Mt 6.9)
2.4 JUSTIÇA 
        Deus é justo. Justiça é santidade em ação, a santidade de Deus é manifestada no tratar retamente com suas criaturas. A justiça é obediência a uma norma reta. Deus manifesta este atributo quando livra o inocente, condena o ímpio, quando perdoa o penitente (Sl 51.14), quando julga e castiga seu povo (Is 8.17), quando da vitória a causa dos seus servos fieis (Is 50.4-9). Deus não somente trata justamente como também requer justiça. Quando o homem peca Deus graciosamente justifica o penitente (Rm 4.5).
2.5 VERACIDADE
        "Deus não é homem para que minta" (Nm 23.19). Deus é perfeitamente fiel as suas promessas e aos seus mandamentos (Sl 33.4). Sua integridade moral é sua característica pessoal permanente (Sl 119.160). A veracidade estável e permanente do senhor é o meio através do qual somos santificados, porque a verdade proclamada tornou-se a verdade encarnada (Jo 1.14). Tudo quanto Deus nos revelou é a mais absoluta verdade. Tudo quanto ele fez até agora, no que se fere ao cumprimento de suas promessas, é a garantia definitiva de que ele cumprira tudo o que prometeu (Jo 14.6;T1.1).
2.6 AMOR
        Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, mui especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos semelhantes a ele. O amor de Deus é altruísta pois abraça ao mundo inteiro, composto de humanidade pecadora (Jo 3.16;Rm 5.8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu único filho, Jesus para morrer em lugar dos pecadores (I Jo 4.9,10). Alem disso, Deus tem amor paternal especial a aqueles que estão reconciliados com ele por meio de Jesus (Jo 16.27).
2.7 MISERICÓRDIA
        Deus é misericordioso. "A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito as misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alivio, e , no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima" (Tt 3.5;Lm 3.22;Is 49.13). Experimentar a misericórdia de Deus significa ser preservado do castigo a que se faz jus. Deus é o juíz supremo que detém o poder para determinar, em última analise, a punição a quem merece. Quando ele nos perdoa do pecado e a culpa, experimentamos a sua misericórdia. A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloqüente ao enviar Cristo ao mundo (Lc 1.78).
2.8 SABEDORIA
        A sabedoria (Hb. Hochnah) reúne o conhecimento da verdade com a experiência do cotidiano. A sabedoria como conhecimento pode capacitar a pessoa a encher sua mente com uma enorme quantidade de fatos, mas sem qualquer entendimento do seu significado ou aplicação. A verdadeira sabedoria porém orienta.
        O conhecimento que Deus possuí da-lhe o discernimento de tudo quanto existe e o que poderá a vir existir. Tendo em vista o fato que Deus existe por si mesmo seus conhecimentos estão além de nossa simples imaginação; são ilimitados (Sl 147.5). Ele aplica com sabedoria o seu conhecimento. Todas as obras das suas mãos são feitas pela sua grande sabedoria (Sl 104.24), e assim Ele tirar e coloca reis, muda o tempo e as estações, conforme lhe parecer bem (Dn 2.21) 

CONCLUSÃO
        Muito se pode dizer de um ser tão grande como Deus. Compreender a Deus em sua plenitude seria tão difícil como colocar o Oceano num copo, mas Ele tem revelado a si mesmo o suficiente para esgotar a nossa capacidade.
        Depois de estudarmos os atributos de Deus, entendemos, que Ele existe por si mesmo, pois não depende de nenhuma fonte originária para existir. Seu próprio nome Yahweh, declara: "Ele é e continuará sendo". Deus não depende de ninguém para aconselha-lo ou para ensiná-lo. Ele não necessitou de outro ser para ajudá-lo na criação e na providência.
        Agora que sabemos um pouco mais sobre a grandeza de Deus, resta-nós louvá-lo, agradecê-lo e nos momentos difíceis acreditarmos que Ele está cuidando de nós.