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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lutar contra a mediocidade espiritual


Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito – Mat 5 43-48

Não há duvida que a primeira condição para todos os que queiram caminhar seriamente para a santidade, tal como recordava João Paulo II é a “perfeição da caridade” (Chistifideles laici, 16), vocação universal de todo homem, que consiste na luta quotidiana contra a mediocridade espiritual.
A mediocridade espiritual é própria  daqueles cristãos que pretendem empreender o caminho da santidade, até  à união intima com Deus, só meio a meio, sem generosidade, com pouco esforço, quase sem renúncias, porém, sabendo que só em Deus existe a verdadeira felicidade.
Na Sagrada Escritura encontramos várias denúncias deste estilo de vida: “maldito aquele que cumpre com negligência a missão que Deus lhe Deus” ( Jr 48,10). “Conheço a tua conduta: não és frio ou quente. Quem dera que fosses frio ou quente! Porque és morno, nem frio nem quente, estou prestes a vomitar-te de minha boca.” (Ap 3, 15-16).
São José Maria Escrivã no seu Livro Caminho (pp 331), indica-nos alguns sintomas  deste mal.
Trata-se de uma lista provavelmente não exaustiva, mas útil para fazer um exame de consciência sobre este aspecto da nossa vida espiritual. Diz o Santo:

“És Morno:
- se fazes preguiçosamente e de má vontade as coisas que se referem ao Senhor:
- se procuras com cálculo o modo de diminuir os teus deveres;
- se não pensas mais que em ti e na tua comodidade;
- se as tuas conversas são ociosas e vãs;
- se não aborreces o pecado venial;
- se atuas por motivos humanos”.

Um sintoma deste mal consiste em não dar importância aos pecados veniais. É uma falta de zelo – consciente e querida, fundada em muitas idéias errôneas – em coisas espirituais: “Que não devemos ser minuciosos”; “Que Deus é misericordioso e que por isso não se fixa muito nas coisas pequenas”; “Que os outros também fazem o mesmo”. E tantas outras desculpas semelhantes.
É obvio que a raiz da mediocridade não reside nos pecados veniais, mas em fazer a paz com as pequenas faltas, como podem ser as distrações na oração, as palavras inúteis, os desejos de ficar sempre bem visto diante dos outros, as murmurações (falar dos defeitos dos outros), os ressentimentos manifestados com palavras, etc. Estes pecados podem ser evitados coma ajuda de Deus, ajuda que devemos pedir na oração.
A mediocridade favorece o nosso apego a este gênero de pecados e, consequentemente, impede-nos  de chegar à perfeição, porque o pecado venial diminui o fervor da caridade, aumenta as dificuldades para a prática das virtudes (cada vez se apresenta como mais difíceis) e predispõe para o pecado mortal, que chegará se não reagirmos com prontidão.
E como reagir contra estes pecados, e sobretudo contra a mediocridade que nos apega a eles?  Em primeiro lugar, devemos procurar a contrição sincera, que nos leva a não fazer as pazes com estes pecados e debilidades. Para ter contrição dos pecados cometidos, é muito útil que aprenda-mos a colocar-nos na presença de Deus, as pés da cruz. Se queremos medir a maldade dos nossos pecados, necessitamos de um ponto de referencia e para isso não há nada melhor que fixar a nossa atenção no amor de Cristo, isto é, cravar os nossos olhos no Crucificado, expressão máxima deste amor. Sem isto não daremos o justo peso às nossas faltas e facilmente nos vencerá a tendência a justificá-las.
Um outro instrumento útil nessa luta é o recurso à mortificação. Porém, devemos, antes de mais nada, distinguir entre as mortificações passivas e as mortificações ativas. As primeiras que chamamos passivas, compreendem todas aquelas contrariedades que encontramos (contra as quais nos “chocamos”) no dia-a-dia, no trabalho e na vida com os outros: defeito de pessoas com as que devemos conviver, inconvenientes no trabalho, incompreensões na família, etc. Para aceitar estas mortificações diárias será muito útil recordar com freqüência, possivelmente todas as manhãs, que o dia que começamos será também caracterizado pela cruz, mas que este pode ser em si mesmo já uma cruz especialmente pesada e a que mais nos custe levar. Depois, há as que chamamos mortificações ativas, isto é, aquelas que nos preocupamos. Entre estas, temos que distinguiras mortificações interiores ( por exemplo, afastar pensamentos e fantasia sou lembranças nocivas) e as exteriores ( não olhar para o que nos pode causar dano, evitar conversas inúteis, murmurações, etc.).Muitas vezes tratar-se-á de renunciar a comodidades, a divertimentos... Estas são coisas e prazeres que em si mesmas podem não ser más, inclusive podem ser totalmente lícitas, contudo, não serão uma ajuda para o nosso progresso na vida espiritual.
Se tendemos a apegar-nos aos pecados veniais, recordemos o que diz São João da Cruz:” Quem procura Deus querendo continuar com seus gostos, procura-o de noite e assim não o encontrará ( Cântico Espiritual 3,3).

Escrito pelo Padre Pierfilippo Giovanetti , msp
Missionários Servos dos Pobres do Terceiro Mundo


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PEQUENO MANUAL DO CATÓLICO - A Missa e outras obrigações


O Santo Sacrifício da Missa

1) O que é a Missa?
A missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?
Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.

4) A Missa é, então, um Sacramento?
Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?
Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

6) A Igreja católica dá um nome especial a esta transformação?
Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.

7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?
Por que pela presença real de Jesus nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas o autor mesmo da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a quem adoramos de joelhos. A presença real de Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.

8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?
Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos, recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e eficaz.

9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?
Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar e agradecendo sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estar atento ao que acontece no altar, de preferência seguindo o texto mesmo da missa no missal.

10) Existe algum momento da missa que seja mais importante do que outros?
O mais importante momento da missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras da forma sacramental, o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.

11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?
Sim. Quando o sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a bênção final.

O templo de Deus

A Igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do seu sacrifício.

12) Qual é a parte principal de uma igreja?
É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do sonho etc.
A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a Deus, o sacrifício de seu Filho.

13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?
Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.

14) O que é uma genuflexão?
É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal.

15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?
Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.

16) Existe algum outro tipo de genuflexão?
Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?
Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-mos em seguida.

18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?
Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos mas bem calçados, sem camisetas de alça, mas com camisas de mangas. Os homens e rapazes devem evitar as blusas com desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja com os ombros descobertos, sem mangas ou com mini-saias.

19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?
Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro da Igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.

20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?
Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom, próprio para a oração.

21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?
O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama “conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma lamparina acesa perto do Sacrário.

22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?
Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.

A Missa vai começar

23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?
Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

24) É permitido chegar atrasado na Missa?
Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?
Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?
A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.

27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?
Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?
Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?
Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:
Devemos antes de tudo distinguir entre
Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas
Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.
No Próprio de toda missa existem:
- 3 antífonas : Intróito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um versículo, como podemos ver no missal.
- 3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças pelo alimento sacramental que acabamos de receber.
- 2 leituras, Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.

30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?
Sim. Considerando a missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.

31) Como se chama a primeira parte da missa?
Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos). Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de Ante-missa.

32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?
Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.
Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de fé católica.

33) Qual a segunda parte da Missa?
É a Missa dos Fiéis. Na antiguidade, todos os que, já sendo batizados e tendo podido confessar-se, estavam aptos para assistir o Santo Sacrifício e comungar.

34) Quais as orações ou partes da Missa dos Fiéis?
Ofertório, com o oferecimento do pão e do vinho que serão consagrados
Prefácio, longo canto que exprime o mistério da missa do dia.
Cânon, parte central da Missa. São as mais belas orações que o padre reza em silêncio e que têm seu ápice na Consagração.
Pai Nosso, rezado apenas pelo celebrante porque este ocupa o lugar de Cristo, que o rezou sozinho para ensinar aos Apóstolos
Comunhão
Orações finais

35) Qual a posição que devemos adotar ao longo da missa?
De joelhos:
- orações ao pé do altar até o final do Kyrie (nas missas de roxo ou preto até o fim da Coleta)
- do final do Sanctus até antes do Pai Nosso
- do Agnus Dei, durante toda a comunhão, até que o padre venha rezar a antífona da comunhão
- na bênção final

De pé:
- no Glória
- no Evangelho
- no Orate Fratres até o fim do Sanctus
- no Pai-Nosso até o Agnus Dei
- na antífona da comunhão até o fim do Ite Missa Est.
- no último Evangelho

Sentado:
- durante a Epístola até que o padre entoe o Evangelho
- durante o ofertório até que o padre entoe o Orate Fratres
- é permitido, mas não recomendado, sentar-se após o sacrário ser fechado, depois da comunhão (nunca se sentar durante a distribuição da comunhão ou com o sacrário aberto).

Seria uma falta não estar de joelhos: (salvo doença)
- na consagração
- a partir do Ecce Agnus Dei, quando o padre mostra a hóstia,  até que o Sacrário seja fechado
- na bênção final

36) O que se deve fazer após a comunhão?
Quando nos levantamos da mesa de comunhão, carregamos Jesus no coração. Toda nossa atenção deve estar voltada ao hóspede divino que nos vem visitar com tanto amor e misericórdia. Uma atitude compenetrada, o olhar voltado para baixo, silêncio na alma e no corpo. Chegando ao nosso lugar, ficamos de joelhos, procuramos fechar os olhos e rezar em silêncio, saboreando este encontro sublime com Nosso Salvador. Podemos também, para ajudar a concentração, rezar as orações tradicionais de “ação de graças”, como se encontram no próprio missal ou nos livros de oração.

37) Quando o padre sai da igreja, no final da missa, devemos sair também?
Quanto vale um só instante com Jesus presente em nós? Vale a pena prolongar nossas orações e nosso silêncio, principalmente se considerarmos que durante a semana, são raros os momentos de silêncio e oração. Fiquemos alguns instantes com Jesus em ação de graças, após a Santa Missa. O padre também volta à igreja para rezar sua ação de graças. Procuremos não impedi-lo, com nossas necessidades, de fazer sua ação de graças.

O uso do missal

38) Como podemos nos localizar melhor quando seguimos a missa no missal?
- O Ordinário da Missa fica no meio do missal. Ponha um marcador reservado para o Ordinário. É a parte fixa que se reza em todas as missas.
- Temporal : Toda a parte que precede o Ordinário é chamado de Temporal (missas próprias para o tempo): engloba todas as missas dos domingos ao longo do ano além de algumas outras missas que podem cair em dia de semana mas que estão inseridas nos mistérios da vida de Jesus Cristo: Natal, Epifania  e outras. Ponha um marcador reservado também para esta parte
- Santoral : Logo depois do Ordinário vem o Santoral. Missas dos Santos. Dividido em duas partes:
            - Comum dos Santos – são missas indicadas para diversos santos : comum dos confessores, ou comum dos mártires etc. No dia do santo está indicada a página quando se deve usar a missa do comum. Ponha um marcador par o Comum dos santos.
            - Próprio dos Santos – são as missas indicadas no dia mesmo do santo. Junto com a missa vem uma breve notícia histórica sobre a vida do santo. Vale a pena abrir todos os dias o missal para acompanhar os santos de cada dia. Ponha um marcador para o próprio dos santos.
- Missas votivas – São missas que rememoram algum mistério fora de época, para quando não houver nenhuma missa indicada naquele dia.
- Missa dos defuntos – todas as orações que devemos fazer nos enterros e nas doenças graves para pedir a Deus pelos nossos parentes e amigos.
- Manual de orações – muitas orações, ladainhas, consagrações, hinos, cânticos se encontram ainda no fim do missal. Não deixe de conhecer profundamente todas elas.

Outras obrigações dos fiéis

39) Além da assistência à Santa Missa, o que mais é pedido aos fiéis?
A Santa Igreja em sua sabedoria e para o bem de nossas almas, maior glória de Deus e para nossa salvação, pede ainda outras obrigações, que devemos procurar realizar com espírito de obediência e amor por Deus Nosso Senhor. São os chamados “Mandamentos da Igreja”.

40) Quais são esses Mandamentos?
São cinco:
- Assistir a missa inteira aos domingos e dias Santos de Guarda
- Confessar-se uma vez por ano pelo menos
- Comungar por ocasião da Páscoa
- Fazer jejum e abstinência nos dias prescritos
- Dar o dízimo segundo o costume

41) Porque a Igreja nos obriga a confessar e comungar na Páscoa?
Sendo a mais importante festa do Ano Litúrgico, centro dos mistérios da vida de Nosso Senhor, a Igreja considera que todos os católicos devem realizar este mínimo de amor por Jesus Sacramentado. Não significa que esta comuhão seja suficiente. O ideal seria que comungássemos todos os domingos. Mas a obrigação da comunhão pascal nos impele a fazer um bom exame de consciência. Quantas pessoas receberam a graça da conversão devido à confissão para a comunhão pascal.

42) Quais os dias Santos de Guarda?
Na Igreja Universal são dias santos de Guarda:
- Oitava de Natal (1º de janeiro)
- Epifania (6 de janeiro)
- São José (19 de março)
- Ascensão de Nosso Senhor
- Corpus Christi
- São Pedro e São Paulo (29 de junho)
- Assunção de N. Senhora (15 de agosto)
- Todos os Santos (1º de novembro)
- N. Sra da Conceição (8 de dezembro)

Em cada país a legislação muda quanto aos dias feriados. Todos os católicos devem fazer um esforço para ir à Santa Missa nos dias santos de Guarda quando não for feriado.

43) Quais os dias de jejum obrigatório?
Atualmente, apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Mas o espírito da Quaresma nos move a jejuar com maior frequência, mesmo não sendo de obrigação. Leia mais sobre o jejum e a abstinência

44) Ainda é de rigor a abstinência de carne nas sextas-feiras?
Sim. Toda sexta-feira do ano devemos nos abster de comer carne (podemos comer peixe), em honra e em memória das dores da  Paixão de Cristo.

45) Porque existe a obrigação do dízimo?
Os padres não recebem salários, mas se dedicam em tempo integral às almas. Vivem atentos a todas as necessidades espirituais, e muitas vezes, às necessidades materiais dos seus fiéis. Nada mais justo que as famílias prevejam a subsistência do seu padre.

46) Como se paga o dízimo em nossas Capelas?
Cada família costuma deixar no início do mês uma quantia para este fim. Ela varia de acordo com as possibilidades de cada. Mas todos devem estar atentos para não faltar, de modo a cumprir esta grave obrigação que a Igreja nos impõe, em nome da Caridade e que não deixa de reverter-se para o bem dos próprios fiéis.


Lectio continuação - Setembro Mês da Bíblia

                                                                                     
Um encontro com Deus vivo                              Bible reading man                                       
 
Recordando a história...

A leitura orante da Palavra é uma tentativa de responder às constantes exortações que existem na tradição judaico-cristã de ler, conhecer e saborear a Bíblia. Entre as muitas experiências contidas na Bíblia, escolhemos a do Terceiro Isaías:

"O Senhor Deus me deu língua de discípulo para que eu saiba trazer ao enfraquecido, uma palavra de conforto. Manhã após manhã ele me desperta o ouvido, para que eu escute, como os discípulos; O Senhor Deus abriu-me o ouvido" (Is 50,4-5).   

No evangelho de Lucas lemos: "A minha mãe e os meus irmãos são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática" (Lc 8,21).

Na carta endereçada aos colossenses encontramos a seguinte recomendação: "Que a palavra de Cristo habite entre vós em toda a sua riqueza" (Cl 3,16a).

Ler, meditar, rezar a Palavra e tratá-la como um organismo vivo faz parte da espiritualidade do povo judeu. Desde os primeiros séculos, as primeiras comunidades cristãs adotaram essa prática. A expressão “lectio divina” surge com Orígenes, no século III. Na carta que ele escreveu a Gregório, por volta do ano 238, encontra-se a seguinte exortação:

Dedica-te à lectio das divinas escrituras; ocupa-te disto com perseverança...

Empenha-te na lectio com o intuito de acreditar e de agradar a Deus...

Dedicando-te, assim, à lectio divina, busca, com lealdade e confiança inabalável em Deus, o sentido das Escrituras divinas, nelas contido com grande amplitude.

Cassiano, nos inícios do século V, exorta: "Esforça-te em aplicar-te assiduamente, aliás, constantemente, à lectio divina, e insiste nisto até que esta meditação contínua tenha impregnado a tua alma e, de certa forma, a tenha plasmado à sua imagem" (Conferências, XIV, 10).

Por volta da metade do século XII, Ugo de S. Vítor propõe as seguintes etapas: leitura, meditação, oração e ação. Pouco depois, o monge cartuxo Guigo II, em sua carta a Gervásio, sintetiza colocando quatro graus: leitura, meditação, oração e contemplação. É essa classificação que chega até os nossos dias.

Retomando a tradição: Concílio Vaticano II


Nos anos 40 a 50 renasce novamente o interesse pela prática da lectio. O Concílio Vaticano II confirma a centralidade da Palavra na vida da Igreja. A Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina proclama: "O estudo dos Livros Sagrados deve ser como a alma da Teologia" (DV 24). "É preciso que os fiéis tenham amplo acesso à Sagrada Escritura" (DV 22).

O documento ainda exorta a todos os fiéis a leitura assídua acompanhada pela oração e a pregação. Após o Concílio, a prática da leitura orante foi aumentando graças à prática de novas comunidades religiosas, aos movimentos eclesiais, especialmente as pequenas comunidades, grupos de reflexão e na pastoral de algumas dioceses.

O documento: A interpretação da Bíblia na Igreja, escrito em 1993, confirma a necessidade do estudo da Palavra de Deus usando a mediação das ciências.

Na introdução, João Paulo II afirma: "O modo de interpretar os textos bíblicos para os homens e as mulheres de hoje tem conseqüências diretas sobre a relação pessoal e comunitária dos mesmos com Deus, e esta também estreitamente ligado à missão da Igreja".

Para pensar....  Quais os meus sentimentos diante dessa tradição da Igreja?
Condições para o êxito da leitura orante

ESCUTA SILENCIOSA...    Criar um clima de silêncio,externo e interno.

Atitude de fé  - Acreditar que o texto bíblico é inspirado, assim como o leitor também o é. A leitura de um texto bíblico depende da interação entre a experiência da pessoa que lê com o texto que está sendo lido.

Comunhão com a Igreja.  - A escritura é um texto vivo que transmite a experiência de uma comunidade viva. O texto bíblico deve ser lido em comunidade.

Abertura de coração.  - Deus nos chama para "falar ao coração". É preciso pedir um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Simplicidade.

Escuta diligente  - A Palavra deve tornar-se vida. É preciso deixar se questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta.

Invocação do Espírito Santo

Em comunhão com a Igreja, pedir ao Espírito de Deus que abra nosso ser para nos inserir na compreensão do mistério, da presença constante de Deus em nossa vida.

Etapas da Leitura Orante

A leitura indaga, enquanto a meditação encontra; a oração pede, ao passo que a contemplação saboreia. A leitura é um exame cuidadoso das Sagradas Escrituras, que impulsiona, mediante uma moção do Espírito Santo. A meditação é uma atividade mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida, sob a guia da própria razão.

A prece é uma dedicação amorosa do coração a Deus, visando extirpar o mal e alcançar o bem.

A contemplação é como uma elevação da alma acima de si mesma, suspensa em Deus, que degusta as alegrias da vida terrena.

O próprio monge Guigo ,ainda ,afirma: "A leitura, sem a meditação, é árida; a meditação sem a leitura, está sujeita a erros; a oração, sem a meditação, é tépida (morna); a meditação sem a oração é infrutífera. A oração, feita com fervor, leva à contemplação, enquanto o dom da contemplação, sem a oração, é raro e miraculoso.

Na América Latina, Frei Carlos Mesters apresentou o método da leitura orante e que foi muito difundido em folhetos e painéis com dez cenas. Porém, mantendo a estrutura básica das quatro fases clássicas, às quais se dá uma explicação adaptada e contextualizada.

PASSOS...

Toda oração deve ser preparada com amor. A oração é a conversa, o diálogo com a pessoa mais importante. Devemos, numa atitude de amor, preparar a terra para receber a semente. Em oração, temos de preparar o ambiente exterior: sala, quarto, altar, canto, etc e também preparar o coração: sentimentos, silêncio interior, transparência, etc ...

Preparar o ambiente interior

A oração é diálogo interior com Deus. O Mestre Jesus nos ensinou a rezar com o coração. Ele ia para a montanha e passava horas em diálogo com o Pai. Ele carregava em seu coração as Escrituras e meditava sobre elas com muito amor .
   
Quando silencio o meu coração torno-me transparente diante de Deus, apresento-me como sou verdadeiramente, pois a “mentira é inimiga do silêncio!” Sendo quem sou, as Escrituras encontram no meu silêncio uma verdadeira caixa de ressonância onde ecoará o amor de Deus. O silêncio do Coração é como a caixa do violão, onde o dedilhar das Escrituras faz soar a bela melodia do Amor de Deus.

Invocar o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Mestre da oração. É o Espírito Santo que mantém entre nós a presença de Jesus, caminho que leva ao Pai. Sem o Espírito Santo não há vida. Sem Ele não há oração.

Condições para o êxito da leitura orante

ESCUTA SILENCIOSA...    Criar um clima de silêncio,externo e interno.

Atitude de fé  - Acreditar que o texto bíblico é inspirado, assim como o leitor também o é. A leitura de um texto bíblico depende da interação entre a experiência da pessoa que lê com o texto que está sendo lido.

Comunhão com a Igreja.  - A escritura é um texto vivo que transmite a experiência de uma comunidade viva. O texto bíblico deve ser lido em comunidade.

Abertura de coração.  - Deus nos chama para "falar ao coração". É preciso pedir um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Simplicidade.

Escuta diligente  - A Palavra deve tornar-se vida. É preciso deixar se questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta.

Invocação do Espírito Santo

Em comunhão com a Igreja, pedir ao Espírito de Deus que abra nosso ser para nos inserir na compreensão do mistério, da presença constante de Deus em nossa vida.

Etapas da Leitura Orante

A leitura indaga, enquanto a meditação encontra; a oração pede, ao passo que a contemplação saboreia. A leitura é um exame cuidadoso das Sagradas Escrituras, que impulsiona, mediante uma moção do Espírito Santo. A meditação é uma atividade mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida, sob a guia da própria razão.

A prece é uma dedicação amorosa do coração a Deus, visando extirpar o mal e alcançar o bem.

A contemplação é como uma elevação da alma acima de si mesma, suspensa em Deus, que degusta as alegrias da vida terrena.

O próprio monge Guigo ,ainda ,afirma: "A leitura, sem a meditação, é árida; a meditação sem a leitura, está sujeita a erros; a oração, sem a meditação, é tépida (morna); a meditação sem a oração é infrutífera. A oração, feita com fervor, leva à contemplação, enquanto o dom da contemplação, sem a oração, é raro e miraculoso.

Na América Latina, Frei Carlos Mesters apresentou o método da leitura orante e que foi muito difundido em folhetos e painéis com dez cenas. Porém, mantendo a estrutura básica das quatro fases clássicas, às quais se dá uma explicação adaptada e contextualizada.

PASSOS...

Toda oração deve ser preparada com amor. A oração é a conversa, o diálogo com a pessoa mais importante. Devemos, numa atitude de amor, preparar a terra para receber a semente. Em oração, temos de preparar o ambiente exterior: sala, quarto, altar, canto, etc e também preparar o coração: sentimentos, silêncio interior, transparência, etc ...

Preparar o ambiente interior

A oração é diálogo interior com Deus. O Mestre Jesus nos ensinou a rezar com o coração. Ele ia para a montanha e passava horas em diálogo com o Pai. Ele carregava em seu coração as Escrituras e meditava sobre elas com muito amor .
   
Quando silencio o meu coração torno-me transparente diante de Deus, apresento-me como sou verdadeiramente, pois a “mentira é inimiga do silêncio!” Sendo quem sou, as Escrituras encontram no meu silêncio uma verdadeira caixa de ressonância onde ecoará o amor de Deus. O silêncio do Coração é como a caixa do violão, onde o dedilhar das Escrituras faz soar a bela melodia do Amor de Deus.

Invocar o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Mestre da oração. É o Espírito Santo que mantém entre nós a presença de Jesus, caminho que leva ao Pai. Sem o Espírito Santo não há vida. Sem Ele não há oração.

Condições para o êxito da leitura orante

ESCUTA SILENCIOSA...    Criar um clima de silêncio,externo e interno.

Atitude de fé  - Acreditar que o texto bíblico é inspirado, assim como o leitor também o é. A leitura de um texto bíblico depende da interação entre a experiência da pessoa que lê com o texto que está sendo lido.

Comunhão com a Igreja.  - A escritura é um texto vivo que transmite a experiência de uma comunidade viva. O texto bíblico deve ser lido em comunidade.

Abertura de coração.  - Deus nos chama para "falar ao coração". É preciso pedir um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Simplicidade.

Escuta diligente  - A Palavra deve tornar-se vida. É preciso deixar se questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta.

Invocação do Espírito Santo

Em comunhão com a Igreja, pedir ao Espírito de Deus que abra nosso ser para nos inserir na compreensão do mistério, da presença constante de Deus em nossa vida.

Etapas da Leitura Orante

A leitura indaga, enquanto a meditação encontra; a oração pede, ao passo que a contemplação saboreia. A leitura é um exame cuidadoso das Sagradas Escrituras, que impulsiona, mediante uma moção do Espírito Santo. A meditação é uma atividade mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida, sob a guia da própria razão.

A prece é uma dedicação amorosa do coração a Deus, visando extirpar o mal e alcançar o bem.

A contemplação é como uma elevação da alma acima de si mesma, suspensa em Deus, que degusta as alegrias da vida terrena.

O próprio monge Guigo ,ainda ,afirma: "A leitura, sem a meditação, é árida; a meditação sem a leitura, está sujeita a erros; a oração, sem a meditação, é tépida (morna); a meditação sem a oração é infrutífera. A oração, feita com fervor, leva à contemplação, enquanto o dom da contemplação, sem a oração, é raro e miraculoso.

Na América Latina, Frei Carlos Mesters apresentou o método da leitura orante e que foi muito difundido em folhetos e painéis com dez cenas. Porém, mantendo a estrutura básica das quatro fases clássicas, às quais se dá uma explicação adaptada e contextualizada.

PASSOS...

Toda oração deve ser preparada com amor. A oração é a conversa, o diálogo com a pessoa mais importante. Devemos, numa atitude de amor, preparar a terra para receber a semente. Em oração, temos de preparar o ambiente exterior: sala, quarto, altar, canto, etc e também preparar o coração: sentimentos, silêncio interior, transparência, etc ...

Preparar o ambiente interior

A oração é diálogo interior com Deus. O Mestre Jesus nos ensinou a rezar com o coração. Ele ia para a montanha e passava horas em diálogo com o Pai. Ele carregava em seu coração as Escrituras e meditava sobre elas com muito amor .
   
Quando silencio o meu coração torno-me transparente diante de Deus, apresento-me como sou verdadeiramente, pois a “mentira é inimiga do silêncio!” Sendo quem sou, as Escrituras encontram no meu silêncio uma verdadeira caixa de ressonância onde ecoará o amor de Deus. O silêncio do Coração é como a caixa do violão, onde o dedilhar das Escrituras faz soar a bela melodia do Amor de Deus.

Invocar o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Mestre da oração. É o Espírito Santo que mantém entre nós a presença de Jesus, caminho que leva ao Pai. Sem o Espírito Santo não há vida. Sem Ele não há oração.

Condições para o êxito da leitura orante

ESCUTA SILENCIOSA...    Criar um clima de silêncio,externo e interno.

Atitude de fé  - Acreditar que o texto bíblico é inspirado, assim como o leitor também o é. A leitura de um texto bíblico depende da interação entre a experiência da pessoa que lê com o texto que está sendo lido.

Comunhão com a Igreja.  - A escritura é um texto vivo que transmite a experiência de uma comunidade viva. O texto bíblico deve ser lido em comunidade.

Abertura de coração.  - Deus nos chama para "falar ao coração". É preciso pedir um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Simplicidade.

Escuta diligente  - A Palavra deve tornar-se vida. É preciso deixar se questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta.

Invocação do Espírito Santo

Em comunhão com a Igreja, pedir ao Espírito de Deus que abra nosso ser para nos inserir na compreensão do mistério, da presença constante de Deus em nossa vida.

Etapas da Leitura Orante

A leitura indaga, enquanto a meditação encontra; a oração pede, ao passo que a contemplação saboreia. A leitura é um exame cuidadoso das Sagradas Escrituras, que impulsiona, mediante uma moção do Espírito Santo. A meditação é uma atividade mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida, sob a guia da própria razão.

A prece é uma dedicação amorosa do coração a Deus, visando extirpar o mal e alcançar o bem.

A contemplação é como uma elevação da alma acima de si mesma, suspensa em Deus, que degusta as alegrias da vida terrena.

O próprio monge Guigo ,ainda ,afirma: "A leitura, sem a meditação, é árida; a meditação sem a leitura, está sujeita a erros; a oração, sem a meditação, é tépida (morna); a meditação sem a oração é infrutífera. A oração, feita com fervor, leva à contemplação, enquanto o dom da contemplação, sem a oração, é raro e miraculoso.

Na América Latina, Frei Carlos Mesters apresentou o método da leitura orante e que foi muito difundido em folhetos e painéis com dez cenas. Porém, mantendo a estrutura básica das quatro fases clássicas, às quais se dá uma explicação adaptada e contextualizada.

PASSOS...

Toda oração deve ser preparada com amor. A oração é a conversa, o diálogo com a pessoa mais importante. Devemos, numa atitude de amor, preparar a terra para receber a semente. Em oração, temos de preparar o ambiente exterior: sala, quarto, altar, canto, etc e também preparar o coração: sentimentos, silêncio interior, transparência, etc ...

Preparar o ambiente interior

A oração é diálogo interior com Deus. O Mestre Jesus nos ensinou a rezar com o coração. Ele ia para a montanha e passava horas em diálogo com o Pai. Ele carregava em seu coração as Escrituras e meditava sobre elas com muito amor .
   
Quando silencio o meu coração torno-me transparente diante de Deus, apresento-me como sou verdadeiramente, pois a “mentira é inimiga do silêncio!” Sendo quem sou, as Escrituras encontram no meu silêncio uma verdadeira caixa de ressonância onde ecoará o amor de Deus. O silêncio do Coração é como a caixa do violão, onde o dedilhar das Escrituras faz soar a bela melodia do Amor de Deus.

Invocar o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Mestre da oração. É o Espírito Santo que mantém entre nós a presença de Jesus, caminho que leva ao Pai. Sem o Espírito Santo não há vida. Sem Ele não há oração.

Condições para o êxito da leitura orante

ESCUTA SILENCIOSA...    Criar um clima de silêncio,externo e interno.

Atitude de fé  - Acreditar que o texto bíblico é inspirado, assim como o leitor também o é. A leitura de um texto bíblico depende da interação entre a experiência da pessoa que lê com o texto que está sendo lido.

Comunhão com a Igreja.  - A escritura é um texto vivo que transmite a experiência de uma comunidade viva. O texto bíblico deve ser lido em comunidade.

Abertura de coração.  - Deus nos chama para "falar ao coração". É preciso pedir um coração que escuta, aberto e dócil, obediente e leal. Simplicidade.

Escuta diligente  - A Palavra deve tornar-se vida. É preciso deixar se questionar pela Palavra e conformar nossa vida às exigências que ela nos apresenta.

Invocação do Espírito Santo

Em comunhão com a Igreja, pedir ao Espírito de Deus que abra nosso ser para nos inserir na compreensão do mistério, da presença constante de Deus em nossa vida.

Etapas da Leitura Orante

A leitura indaga, enquanto a meditação encontra; a oração pede, ao passo que a contemplação saboreia. A leitura é um exame cuidadoso das Sagradas Escrituras, que impulsiona, mediante uma moção do Espírito Santo. A meditação é uma atividade mental que se dedica a escavar na verdade mais escondida, sob a guia da própria razão.

A prece é uma dedicação amorosa do coração a Deus, visando extirpar o mal e alcançar o bem.

A contemplação é como uma elevação da alma acima de si mesma, suspensa em Deus, que degusta as alegrias da vida terrena.

O próprio monge Guigo ,ainda ,afirma: "A leitura, sem a meditação, é árida; a meditação sem a leitura, está sujeita a erros; a oração, sem a meditação, é tépida (morna); a meditação sem a oração é infrutífera. A oração, feita com fervor, leva à contemplação, enquanto o dom da contemplação, sem a oração, é raro e miraculoso.

Na América Latina, Frei Carlos Mesters apresentou o método da leitura orante e que foi muito difundido em folhetos e painéis com dez cenas. Porém, mantendo a estrutura básica das quatro fases clássicas, às quais se dá uma explicação adaptada e contextualizada.

PASSOS...

Toda oração deve ser preparada com amor. A oração é a conversa, o diálogo com a pessoa mais importante. Devemos, numa atitude de amor, preparar a terra para receber a semente. Em oração, temos de preparar o ambiente exterior: sala, quarto, altar, canto, etc e também preparar o coração: sentimentos, silêncio interior, transparência, etc ...

Preparar o ambiente interior

A oração é diálogo interior com Deus. O Mestre Jesus nos ensinou a rezar com o coração. Ele ia para a montanha e passava horas em diálogo com o Pai. Ele carregava em seu coração as Escrituras e meditava sobre elas com muito amor .
   
Quando silencio o meu coração torno-me transparente diante de Deus, apresento-me como sou verdadeiramente, pois a “mentira é inimiga do silêncio!” Sendo quem sou, as Escrituras encontram no meu silêncio uma verdadeira caixa de ressonância onde ecoará o amor de Deus. O silêncio do Coração é como a caixa do violão, onde o dedilhar das Escrituras faz soar a bela melodia do Amor de Deus.

Invocar o Espírito Santo

O Espírito Santo é o Mestre da oração. É o Espírito Santo que mantém entre nós a presença de Jesus, caminho que leva ao Pai. Sem o Espírito Santo não há vida. Sem Ele não há oração.

Leitura da Palavra

Antes de iniciar a Leitura Orante já devemos estar com o texto bíblico escolhido. No início não usaremos um texto muito longo.

Agora, devemos ler o texto inteiro com bastante atenção.

Após a leitura, devemos fechar nossos olhos e tentar recontar o texto para nós mesmos. Caso falte alguma parte do texto, devemos reler o texto e voltar a recontar.

Memorizado o texto, devemos reler calmamente, anotando, sublinhando os aspectos principais do texto que é a Palavra de Deus. Prestar atenção para a voz de Deus.

Perceber as personagens do texto, o papel de cada uma.. Notar o ambiente, a época, a linguagem, as ações e reações, a poesia, etc.

A grande pergunta é:

“O que o texto me diz”?

Lembre-se: o texto bíblico é a Palavra de Deus na história do povo. A Bíblia nasceu no coração de Deus e no coração do povo. Por isso precisamos respeitar o texto. Preciso ter consciência de minha pobreza e silenciar o meu coração para que a Bíblia fale por si mesma. Devo deixar o texto falar e na humildade e no silêncio lutar para não levar o texto a dizer aquilo que eu quero ouvir.

DICAS....

Marque com uma interrogação (?) palavras ou frases difíceis e depois da oração procure o significado. Marque com uma exclamação (!) o que é principal. Marque com (*) os apelos da voz de Deus.

Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los
em prática.

Meditar
é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida.

Oração: não falar de Deus, mas falar com Deus

Agora é hora de perguntar: “O que esta Palavra me faz dizer a Deus”? Sim, agora devemos falar. Nossa prece nasce da Palavra meditada. Chegou a hora de respondermos a Deus. Nossa leitura Orante se transforma numa deliciosa conversa com Deus. Louvarei a Deus por seu infinito amor. A oração que agrada ao Pai é a de Jesus.

Contemplação: enxergar com o olhar de Cristo

Contemplação: ver com os olhos de Deus! É perceber a vida com o jeito de Jesus. Tudo se renova numa profunda atitude de amor.

Agora o silêncio atinge sua capacidade máxima.

Na contemplação me “imagino” com Deus, sinto que sua Palavra agora está dentro de mim, me renovando, transformando por completo.

Na contemplação não se diz nenhuma palavra. É experiência, é sentimento! Apenas quero estar com Deus, ser com Ele. Viver nEle. Sinto que Deus me convida para algo. Aceito o convite: vou com Ele! Minha comunidade precisa de mim: um “Eu” renovado pela experiência da contemplação.

Jesus é o novo Homem. Só seremos renovados nEle. “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaram Leitura da Palavra

Antes de iniciar a Leitura Orante já devemos estar com o texto bíblico escolhido. No início não usaremos um texto muito longo.

Agora, devemos ler o texto inteiro com bastante atenção.

Após a leitura, devemos fechar nossos olhos e tentar recontar o texto para nós mesmos. Caso falte alguma parte do texto, devemos reler o texto e voltar a recontar.

Memorizado o texto, devemos reler calmamente, anotando, sublinhando os aspectos principais do texto que é a Palavra de Deus. Prestar atenção para a voz de Deus.

Perceber as personagens do texto, o papel de cada uma.. Notar o ambiente, a época, a linguagem, as ações e reações, a poesia, etc.

A grande pergunta é:

“O que o texto me diz”?

Lembre-se: o texto bíblico é a Palavra de Deus na história do povo. A Bíblia nasceu no coração de Deus e no coração do povo. Por isso precisamos respeitar o texto. Preciso ter consciência de minha pobreza e silenciar o meu coração para que a Bíblia fale por si mesma. Devo deixar o texto falar e na humildade e no silêncio lutar para não levar o texto a dizer aquilo que eu quero ouvir.

DICAS....

Marque com uma interrogação (?) palavras ou frases difíceis e depois da oração procure o significado. Marque com uma exclamação (!) o que é principal. Marque com (*) os apelos da voz de Deus.

Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los
em prática.

Meditar
é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida.

Oração: não falar de Deus, mas falar com Deus

Agora é hora de perguntar: “O que esta Palavra me faz dizer a Deus”? Sim, agora devemos falar. Nossa prece nasce da Palavra meditada. Chegou a hora de respondermos a Deus. Nossa leitura Orante se transforma numa deliciosa conversa com Deus. Louvarei a Deus por seu infinito amor. A oração que agrada ao Pai é a de Jesus.

Contemplação: enxergar com o olhar de Cristo

Contemplação: ver com os olhos de Deus! É perceber a vida com o jeito de Jesus. Tudo se renova numa profunda atitude de amor.

Agora o silêncio atinge sua capacidade máxima.

Na contemplação me “imagino” com Deus, sinto que sua Palavra agora está dentro de mim, me renovando, transformando por completo.

Na contemplação não se diz nenhuma palavra. É experiência, é sentimento! Apenas quero estar com Deus, ser com Ele. Viver nEle. Sinto que Deus me convida para algo. Aceito o convite: vou com Ele! Minha comunidade precisa de mim: um “Eu” renovado pela experiência da contemplação.

Jesus é o novo Homem. Só seremos renovados nEle. “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaram Leitura da Palavra

Antes de iniciar a Leitura Orante já devemos estar com o texto bíblico escolhido. No início não usaremos um texto muito longo.

Agora, devemos ler o texto inteiro com bastante atenção.

Após a leitura, devemos fechar nossos olhos e tentar recontar o texto para nós mesmos. Caso falte alguma parte do texto, devemos reler o texto e voltar a recontar.

Memorizado o texto, devemos reler calmamente, anotando, sublinhando os aspectos principais do texto que é a Palavra de Deus. Prestar atenção para a voz de Deus.

Perceber as personagens do texto, o papel de cada uma.. Notar o ambiente, a época, a linguagem, as ações e reações, a poesia, etc.

A grande pergunta é:

“O que o texto me diz”?

Lembre-se: o texto bíblico é a Palavra de Deus na história do povo. A Bíblia nasceu no coração de Deus e no coração do povo. Por isso precisamos respeitar o texto. Preciso ter consciência de minha pobreza e silenciar o meu coração para que a Bíblia fale por si mesma. Devo deixar o texto falar e na humildade e no silêncio lutar para não levar o texto a dizer aquilo que eu quero ouvir.

DICAS....

Marque com uma interrogação (?) palavras ou frases difíceis e depois da oração procure o significado. Marque com uma exclamação (!) o que é principal. Marque com (*) os apelos da voz de Deus.

Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los
em prática.

Meditar
é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida.

Oração: não falar de Deus, mas falar com Deus

Agora é hora de perguntar: “O que esta Palavra me faz dizer a Deus”? Sim, agora devemos falar. Nossa prece nasce da Palavra meditada. Chegou a hora de respondermos a Deus. Nossa leitura Orante se transforma numa deliciosa conversa com Deus. Louvarei a Deus por seu infinito amor. A oração que agrada ao Pai é a de Jesus.

Contemplação: enxergar com o olhar de Cristo

Contemplação: ver com os olhos de Deus! É perceber a vida com o jeito de Jesus. Tudo se renova numa profunda atitude de amor.

Agora o silêncio atinge sua capacidade máxima.

Na contemplação me “imagino” com Deus, sinto que sua Palavra agora está dentro de mim, me renovando, transformando por completo.

Na contemplação não se diz nenhuma palavra. É experiência, é sentimento! Apenas quero estar com Deus, ser com Ele. Viver nEle. Sinto que Deus me convida para algo. Aceito o convite: vou com Ele! Minha comunidade precisa de mim: um “Eu” renovado pela experiência da contemplação.

Jesus é o novo Homem. Só seremos renovados nEle. “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaram Leitura da Palavra

Antes de iniciar a Leitura Orante já devemos estar com o texto bíblico escolhido. No início não usaremos um texto muito longo.

Agora, devemos ler o texto inteiro com bastante atenção.

Após a leitura, devemos fechar nossos olhos e tentar recontar o texto para nós mesmos. Caso falte alguma parte do texto, devemos reler o texto e voltar a recontar.

Memorizado o texto, devemos reler calmamente, anotando, sublinhando os aspectos principais do texto que é a Palavra de Deus. Prestar atenção para a voz de Deus.

Perceber as personagens do texto, o papel de cada uma.. Notar o ambiente, a época, a linguagem, as ações e reações, a poesia, etc.

A grande pergunta é:

“O que o texto me diz”?

Lembre-se: o texto bíblico é a Palavra de Deus na história do povo. A Bíblia nasceu no coração de Deus e no coração do povo. Por isso precisamos respeitar o texto. Preciso ter consciência de minha pobreza e silenciar o meu coração para que a Bíblia fale por si mesma. Devo deixar o texto falar e na humildade e no silêncio lutar para não levar o texto a dizer aquilo que eu quero ouvir.

DICAS....

Marque com uma interrogação (?) palavras ou frases difíceis e depois da oração procure o significado. Marque com uma exclamação (!) o que é principal. Marque com (*) os apelos da voz de Deus.

Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los
em prática.

Meditar
é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida.

Oração: não falar de Deus, mas falar com Deus

Agora é hora de perguntar: “O que esta Palavra me faz dizer a Deus”? Sim, agora devemos falar. Nossa prece nasce da Palavra meditada. Chegou a hora de respondermos a Deus. Nossa leitura Orante se transforma numa deliciosa conversa com Deus. Louvarei a Deus por seu infinito amor. A oração que agrada ao Pai é a de Jesus.

Contemplação: enxergar com o olhar de Cristo

Contemplação: ver com os olhos de Deus! É perceber a vida com o jeito de Jesus. Tudo se renova numa profunda atitude de amor.

Agora o silêncio atinge sua capacidade máxima.

Na contemplação me “imagino” com Deus, sinto que sua Palavra agora está dentro de mim, me renovando, transformando por completo.

Na contemplação não se diz nenhuma palavra. É experiência, é sentimento! Apenas quero estar com Deus, ser com Ele. Viver nEle. Sinto que Deus me convida para algo. Aceito o convite: vou com Ele! Minha comunidade precisa de mim: um “Eu” renovado pela experiência da contemplação.

Jesus é o novo Homem. Só seremos renovados nEle. “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaramLeitura da Palavra

Antes de iniciar a Leitura Orante já devemos estar com o texto bíblico escolhido. No início não usaremos um texto muito longo.

Agora, devemos ler o texto inteiro com bastante atenção.

Após a leitura, devemos fechar nossos olhos e tentar recontar o texto para nós mesmos. Caso falte alguma parte do texto, devemos reler o texto e voltar a recontar.

Memorizado o texto, devemos reler calmamente, anotando, sublinhando os aspectos principais do texto que é a Palavra de Deus. Prestar atenção para a voz de Deus.

Perceber as personagens do texto, o papel de cada uma.. Notar o ambiente, a época, a linguagem, as ações e reações, a poesia, etc.

A grande pergunta é:

“O que o texto me diz”?

Lembre-se: o texto bíblico é a Palavra de Deus na história do povo. A Bíblia nasceu no coração de Deus e no coração do povo. Por isso precisamos respeitar o texto. Preciso ter consciência de minha pobreza e silenciar o meu coração para que a Bíblia fale por si mesma. Devo deixar o texto falar e na humildade e no silêncio lutar para não levar o texto a dizer aquilo que eu quero ouvir.

DICAS....

Marque com uma interrogação (?) palavras ou frases difíceis e depois da oração procure o significado. Marque com uma exclamação (!) o que é principal. Marque com (*) os apelos da voz de Deus.

Meditação: dialogar com o Texto / dialogar com Deus

Devemos perguntar: o que Deus fala para mim? Devemos deixar que o sentido do texto penetre em nossa vida para colocarmos em prática a vontade de Deus. Devemos nos esforçar para anotar os apelos de Deus para, depois, colocá-los
em prática.

Meditar
é dialogar. Deus fala no silêncio e no silêncio escutamos a voz de Deus. Perguntemo-nos: Qual versículo me chamou mais a atenção? Quais apelos Deus me faz? O que devo fazer? O que preciso mudar em minha vida? É isso, meditação de verdade é só pela verdade. É na meditação que muitas pessoas desanimam, pois elas têm medo de mudar de vida.

Oração: não falar de Deus, mas falar com Deus

Agora é hora de perguntar: “O que esta Palavra me faz dizer a Deus”? Sim, agora devemos falar. Nossa prece nasce da Palavra meditada. Chegou a hora de respondermos a Deus. Nossa leitura Orante se transforma numa deliciosa conversa com Deus. Louvarei a Deus por seu infinito amor. A oração que agrada ao Pai é a de Jesus.

Contemplação: enxergar com o olhar de Cristo

Contemplação: ver com os olhos de Deus! É perceber a vida com o jeito de Jesus. Tudo se renova numa profunda atitude de amor.

Agora o silêncio atinge sua capacidade máxima.

Na contemplação me “imagino” com Deus, sinto que sua Palavra agora está dentro de mim, me renovando, transformando por completo.

Na contemplação não se diz nenhuma palavra. É experiência, é sentimento! Apenas quero estar com Deus, ser com Ele. Viver nEle. Sinto que Deus me convida para algo. Aceito o convite: vou com Ele! Minha comunidade precisa de mim: um “Eu” renovado pela experiência da contemplação.

Jesus é o novo Homem. Só seremos renovados nEle. “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas passaram eis que uma realidade nova apareceu”. (2Cor 5,17)

Compromisso: caminhar com Cristo

O método da Leitura orante da Bíblia nos faz escutar a voz de Deus. Agora, precisamos responder o chamado de Deus. Devemos, na liberdade, assumir o compromisso de ser discípulo de Jesus Mestre, isto é, entrar na dinâmica do Reino de Deus.

Vou tomar um versículo, uma frase do texto bíblico que meditei e guardar em minha memória.

A Leitura Orante da Bíblia só servirá se nos ajudar a mudar de vida. Quero lembrar uma coisa: Deus nos fala na Bíblia e na vida dos pobres!

Despedida: encerrar a oração e continuar com Deus

É preciso encerrar a oração. A oração iluminará nossa vida e “é preciso saber viver”!

Devemos dar o nosso abraço em Deus. Nosso beijo será como o de Madalena: o ósculo do Rabbuni Ressuscitado. É preciso se despedir... Não falaremos “adeus”, mas um “até logo”, pois já temos um outro encontro marcado.

Devo alimentar minha necessidade de Deus. A cada encontro, uma nova experiência. Mesmo quando não quero o encontro, devo vencer minhas resistências internas e reencontrar Deus em sua Palavra. A cada dia serei transformado num discípulo novo. Podemos rezar um Pai-nosso, cantar um canto. Apaga-se a vela, mas não se apaga o amor.

Agora devo avaliar minha oração:

O que mais gostei?

 
Quais foram as dificuldades?
 
O que devo melhorar?


Olhando a vida com o olhar de Deus, evangelizamos. Esse novo olhar é a conversão. É essa conversão de que tanto precisamos. Que o nosso olhar seja o olhar de Jesus: aquele mesmo olhar que defendeu a adúltera, que expulsou o mal, que semeou o amor, que curou os doentes, que escutou o povo simples, que se encantou com as crianças, que tocou tantos coarações...
   

“Tenhamos em nós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”! (Fl 2,5)
                                                                                                              

Padre Ricardo Alexandre Fidelis
Coordenação Arquidiocesana de Pastoral

Arquidiocese de Uberaba – Coordenação de Pastoral