A partir deste ano, na segunda-feira após Pentecostes, a Igreja celebra a
memória obrigatória de Santa Maria, Mãe da Igreja.
"A feliz veneração em honra à Mãe de Deus da Igreja contemporânea, à
luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza,
não poderia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal. 4,4), a Virgem Maria,
que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.
A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor
do seu Filho e acolheu todos os homens,
personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina,
tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o
Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos
como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a
acolhessem com amor filial.
Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão
materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do
Espírito Santo (cf. At 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a
piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe
dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo
e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais
assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII."
Decreto Ecclesia Mater
"Onde há vontade, há um Caminho"

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