Os
discípulos não se contentaram de seguir Jesus na gratuidade, uma vez que lhe
apresentaram a questão da recompensa por tê-lo seguido. Pensando bem, eles
tinham razão. Para seguir Jesus, tiveram de romper com os laços familiares,
abandonar as atividades profissionais, deixar para trás suas propriedades e
pôr-se à disposição do Mestre. Era justo desejar saber, de antemão, o que
receberiam em troca.
Jesus não
descarta a questão, mas responde de maneira enigmática. O discípulo, já nesta
vida, receberá o cêntuplo de quanto renunciou e, no futuro, a vida eterna. Esta
resposta deve ser interpretada não a partir de uma visão puramente materialista
e, sim, a partir das nova relações propiciadas pela opção do discípulo. O Reino
estabelece vínculos consistentes de comunhão entre seus membros, formando uma
grande família onde todos se sentem irmãos, irmãos, mães, pais, filhos e
filhas. Ninguém se apega a seus bens a ponto de se tornar insensível à carência
dos outros. A solidariedade é um imperativo do Reino. Por conseguinte, a
ruptura exigida pelo Reino não deveria deixar o discípulo na insegurança.
A
recompensa terrena prometida por Jesus chega em meio a perseguições e
dificuldades. O discípulo, neste caso, dá-se conta de que o cêntuplo terreno
ainda não é o bem definitivo a ser almejado. O Pai lhe reserva a vida eterna.
Oração
Fazei, ó
Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais e vossa
Igreja voz possa servir alegre e tranquila. Por Nosso Senhor Jesus Cristo,
Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
"Onde há vontade, há um Caminho"

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