“Zelo
zelatus sum pro Domino Deo exercituum...!”
Uma Poustinia ( russo : пустынь )
é uma pequena cabine ou quarto esparsamente decorado onde alguém vai orar sozinho
na presença de Deus .
A
palavra Poustinia tem sua origem na palavra russa para
o deserto (пустыня). Um chamado para viver permanentemente em Poustinia é chamadode Poustinik (plural: Poustiniki ).
Origens
Originalmente
uma tradição russo ortodoxa , a espititialidade da Poustinia foi
apresentado a Igreja Católica Romana pela católica ativista
social Catherine Doherty em seu livro best-seller Poustinia:
Espiritualidade Cristã do Oriente para o homem ocidental , publicado
pela primeira vez em 1975.
Embora
originário dos antigos iniciantes (sábios anciãos russos, sg. Starets ),
o popular livro de Catherine tornou o conceito de Poustinia acessível para
homens e mulheres do leste modernos. Nele, ela descreve a Poustinia como
"uma entrada no deserto, um lugar solitário, um lugar silencioso, onde se
pode levantar os dois braços de oração e penitência a Deus em expiação,
intercessão, reparação dos pecados e os dos irmãos ... Para entrar na poustinia
significa ouvir Deus. Significa entrar em kenosis - o esvaziamento de
si mesmo ". Ela promove a Poustinia como um lugar onde qualquer pessoa -
em qualquer caminhada da vida - pode durar 24 horas de silêncio, solidão e
oração. Em última análise, no entanto, a chamada do Poustinik é para o deserto
do próprio coração em que ele mora com Deus sozinho, seja no local de trabalho
ou em um local solitário.
Uma
cela, ermida ou sala de Poustinia geralmente consiste em uma cama, uma mesa e
uma cadeira, uma cruz e uma Bíblia .
O Poustinik é servo de Deus e do povo de Deus, em comunhão com a
Igreja. Historicamente, quem experimentou a chamada"...
Para a Poustinia teve primeiro, depois de conseguir a benção de seu diretor
espiritual , encontrar uma aldeia. Ele geralmente fez isso através
da peregrinação e da oração . Uma vez que descobriu a
aldeia a que ele sentiu Deus desenhando ele, o Poustinik foi para os anciãos e
pediram permissão para viver lá como um Poustinik. A permissão foi felizmente
dada, como os russos ficaram felizes por ter um Poustinik rezando por eles.
O
Poustinik vive sozinho orando por sua própria salvação, a salvação do mundo e
particularmente pela comunidade que Deus abençoou por ele ser
membro. Tradicionalmente,
O
Poustinik também estava disponível para as pessoas. Quando havia
necessidades especiais, como um fogo para lutar ou feno para trazer, o Poustinik
ajudaria. E sempre que alguém tinha algo sobre o qual eles queriam falar -
uma pergunta sobre a oração, um problema, uma alegria ou uma tristeza especial
- eles poderiam ir ao Poustinik.
O
Poustinik é aquele que escuta e compartilha o amor de Cristo com todos os que
ele encontra, bem como uma xícara de chá ou algo de comida; O que quer que
ele tenha compartilhado, como Deus compartilhou tudo com ele.
“O
que pode o pecado onde há penitência? E de que adianta o amor onde há orgulho?”...
(Pai Elias)
“…
e esses homens estão longe de si mesmos, como ébrios de bebida, ébrios em
espírito de mistério e de Deus”. (Pseudo-Macário, Homilias Espirituais).
Solidão, e oração incessante configuram o conceito central da espiritualidade
do deserto, que tem grande valor para nós que vivemos situações sempre novas e
desafiadoras como cristãos. Já ensinava São Paulo apóstolo: “Orai
incessantemente” (1 Ts 5,17) foi fundamental para vida ascética dos Padres do
Deserto, eremitas, monges e monjas.
Os Padres
do Deserto
Foram eremitas, ascetas, monges e monjas que
viviam majoritariamente no deserto da Nítria (Scetes), no Egito a
partir do século III d.C. O mais conhecido deles foi Santo Antão (ou
Santo Antônio, o Grande), que mudou-se para o deserto em 270-271 e se tornou
conhecido tanto como o pai quanto o fundador do monasticismo no
deserto. Quando Antão morreu em 356, milhares de monges e freiras tinham sido
atraídos para a vida no deserto seguindo o exemplo do grande santo. Seu
biógrafo, o doutor da Igreja Santo Atanásio de Alexandria, escreveu
que “o deserto tinha se tornado uma cidade”.
Nos
séculos III e IV da era cristã os desertos da Síria e do Egito viram
afluir em grande número homens como Santo Antão, São Pacômio, São Macário e
Paulo de Tebas que, respondendo ao chamado de Jesus Cristo, deixaram a
vida do mundo para se dedicarem a uma vida com Deus no deserto, na
solidão e na oração, ali fundando os primeiros mosteiros da história cristã.
Estes monges se tornaram conhecidos como os padres (ou pais) do deserto. Surgia,
assim, uma nova sociedade à margem da antiga; comunidades de ascetas que, com o
nome de lauras, sketes, coenobia, se tornariam, na solidão do deserto, o
modelo da cidade vindoura, a Jerusalém Celeste.
Três
principais tipos de monasticismo se desenvolveram no Egito à volta dos Padres
do Deserto. Um foi à vida austera do eremita, como praticado pelo próprio Antão
e seus seguidores no Baixo Egito. Outro foi a vida cenobita,
comunidades de monges e monjas no Alto Egito formadas por São Pacômio.
O terceiro foi uma vida semi-eremita vista principalmente na Nítria e
em Scetes, a oeste do Nilo, iniciada por Santo Amum. Estes
últimos eram pequenos grupos (de dois a seis) de monges e freiras com um ancião
em comum – os grupos separados se reuniam em aglomerações maiores para a
celebração dos sábados e domingos. Este terceiro grupo monástico foi
responsável pela maior parte dos ditados que foram compilados na obra
“Ditados
dos Pais do Deserto”.
Sinclética,
Mãe do Deserto, disse: “No começo, há luta e muito trabalho para os que se
aproximam de Deus. Mas, depois disso, há uma indescritível alegria. É como
acender uma fogueira: no início há muita fumaça e seus olhos lacrimejam, mas
depois você consegue o resultado desejado. Assim devemos acender o fogo divino
em nós mesmos, com lágrimas e esforço”.
Evágrio
Pôntico (sobre a oração)
1.Evágrio
destaca, com insistência, um certo número de traços encontrados de ponta a
ponta da Tradição: guarda do coração, despojamento do espírito; simplificação
da oração; ilusões, imagens, formas etc.
2. A
purificação, da alma, através da plenitude das virtudes, torna a disposição da
inteligência inabalável e apta a receber o estado procurado.
3. A
oração é uma conversa da inteligência com Deus: que estado não é, pois,
necessário, para essa tensão sem retorno, para ir a seu Senhor e conversar com
ele, sem nenhum intermediário?
4. Moisés,
quando quis aproximar-se da sarça ardente, foi impedido de fazê-lo, até que
tirasse os sapatos. E tu, que pretendes ver Aquele que ultrapassa todo
pensamento e todo sentimento, como não te libertas de todo pensamento
apaixonado?
5. Primeiramente,
ora para obter o dom das lágrimas; assim, poderás suavizar, pela compunção, a
dureza inerente à tua alma e, confessando tua iniqüidade contra ti, ao Senhor,
obter dele o perdão.
9. Mantém-te
corajoso e ora com energia; afasta as preocupações e as reflexões que se
apresentarem, pois elas te perturbam e te agitam, debilitando o teu vigor.
10. Os
demônios te vêem cheio de ardor pela verdadeira oração? Eles te sugerem, então,
o pensamento de certas coisas, que te apresentam como necessárias. Depois, não
tardam a avivar a lembrança que a elas se liga, levando a inteligência a
procurá-las. A inteligência não as encontra, entristece-se profundamente e se
aflige. Chegado o momento da oração, eles devolvem então à memória os objetos
de suas buscas e de suas lembranças; assim, enfraquecida por essas associações,
ela não, vai conseguir realizar a oração proveitosa.
11. Esforça-te
por manter teu intelecto surdo e mudo durante a oração: assim poderás orar.
12. A
oração é produto da doçura e da ausência de ira.
13. A
oração é fruto da alegria e do reconhecimento.
14. A
oração é exclusão da tristeza e do desalento.
15. «Vai,
vende tudo o que tens e dá aos pobres, e depois pega a tua cruz, nega-te a ti
mesmo", para poderes orar sem distração.»
16. Se
queres orar dignamente, renuncia-te a todo instante; se suportas toda sorte de
provações, resigna-te sabiamente por amor da oração.
17. Na
hora de orar, encontrarás o fruto de todo sofrimento aceito com sabedoria.
18. Se
queres orar como convém não entristeças nenhuma alma; senão, corres em vão.
19. O
rancor cega a faculdade mestra de quem ora e derrama-lhe trevas sobre as
orações.
20. Armado
contra a ira, não admitirás jamais a cobiça, pois é a cobiça que alimenta a
ira; esta por sua vez, turva os olhos da inteligência e destrói, assim, c,
estado de oração.
21. Não
te contentes de orar nas atitudes exteriores, mas leva tua inteligência ao
sentimento da oração espiritual, com grande temor.
22. Não
ores para que tuas vontades se cumpram: elas não concordam necessariamente com
a vontade de Deus. Ora, sim, segundo o ensinamento recebido, dizendo: «que
vossa vontade se cumpra em mim.» Em tudo, pede-lhe que se faça a sua vontade,
pois ele quer o bem e o benefício para tua alma; tu, porém, não é isso
necessariamente que procuras.
23. O
que há de bom fora de Deus? Deixemos, pois, a ele, todos os nossos interesses e
isso será vantajoso para nós. Aquele que é Bom é também, necessariamente,
Aquele que concede dons excelentes.
24. Não
te aflijas quando não receberes imediatamente, de Deus, o objeto de teu pedido:
é que ele quer fazer-te ainda maior bem, por tua perseverança em permanecer com
ele na oração. O que nada de mais sublime, de fato, do que conversar com Deus e
abstrair-se numa íntima comunicação com ele?
a.
A oração sem distração é a intelecção mais alta da inteligência.
25. A
oração é uma ascensão da inteligência para Deus.
26. Ora,
em primeiro lugar, para te purificares das paixões;. em segundo lugar, para te
libertares da ignorância; em terceiro lugar, para te libertares de toda
tentação e abandono.
27. Em
tua oração, procura unicamente a justiça e o reino, isto é, a virtude e a
gnose; e todo o resto te será dado por acréscimo (Mt 6,33).
28. Orando
com teus irmãos ou orando só, esforça-te por orar, não por hábito, mas com
sentimento.
29. Tua
inteligência divaga durante a oração? É que ela ainda não ora como monge; ela
ainda é do mundo e se ocupa em enfeitar a tenda exterior.
30. Enquanto
oras, vigia intensamente a tua memória, para que, ao invés de sugerir-te as
suas lembranças, ela te leve à consciência da tua prática; pois, a inteligência
tem uma perigosa tendência: deixar-se pilhar pela memória, no momento da
criação.
31. Qual
o objetivo dos demônios, quando excitam em nós a gula, a impudicícia, a cobiça,
a ira, o rancor e as outras paixões? Querem que a nossa inteligência,
estupidificada por elas, não possa orar convenientemente; pois, as paixões da
parte irracional, vencedoras, impedem-na de mover-se de acordo com a razão (de
acordo com as razões dos seres como objeto de contemplação) para procurar
atingir a Razão (o Logos: o Verbo) de Deus.
32. Nós
vamos às virtudes (primeiro degrau: vida ativa) em vista das razões dos seres
criados (segundo degrau: contemplação inferior); vamos a estas, em vista do
Senhor, que as estabeleceu (terceiro degrau: teologia); quanto ao Senhor, ele
costuma aparecer no estado de oração.
33. O
estado de oração é um «hábito» impassível que, por um amor supremo, arrebata
aos cimos intelectuais a inteligência possuída nela sabedoria.
34. Quem
ama a Deus conversa incessantemente com ele, como com um Pai, despojando-se de
te do pensamento apaixonado.
35. Não
é porque se tenha atingido a apatheia que se irá orar verdadeiramente, pois é
possível ficar nos pensamentos simples (isto é, purificados de laços sensíveis)
e distrair-se na meditação deles, estando, portanto, longe de Deus.
36. Suponhamos
que a inteligência não permaneça nos pensamentos simples; nem por isso terá
atingido o lugar da oração e, pois ela pode encontrar-se na contemplação dos
objetos e ocupar-se em suas razões: ora, essas razões, sendo ao mesmo tempo
expressões simples, em sua qualidade de considerações de objetos, imprimem uma
forma na inteligência e a afastam muito de Deus.
37. Suponhamos
que a inteligência se eleve acima da contemplação da natureza corpórea; ela
ainda não tem a visão perfeita do lugar de Deus pois pode encontrar-se na
ciência dos inteligíveis e partilhar sua multiplicidade.
38. Quem
ora em espírito e em verdade, não tira mais das criaturas os louvores que dá ao
Criador: é do próprio Deus que ele louva Deus.
39. Se
és teólogo, vais orar verdadeiramente; e se oras verdadeiramente, és teólogo!
40. Quando
tua inteligência, num ardente amor de Deus, sai, por assim dizer, pouco a
pouco, de tua carne; . quando rejeita todos os pensamentos que vêm dos
sentidos, da memória ou do temperamento; quando ela se enche, aa mesmo tempo de
respeito e de alegria, então podes considerar-te próximo dos limites da oração.
41. Não
imagines possuir a Divindade em ti, quando oras, nem deixes tua inteligência
aceitar a marca de uma forma qualquer; mantém-te como imaterial diante do
Imaterial e compreenderás.
42. Fica
atento às armadilhas dos adversários: acontece, enquanto oras puramente e sem
perturbação, que se te apresente, de súbito, uma forma desconhecida e estranha.
Ela quer levar-te à presunção de que ali localizas Deus e fazer com que vejas a
Divindade no objeto quantitativo que de repente apareceu diante dos teus olhos;
porém, a Divindade não tem quantidade nem rosto.
43. Quando
o demônio ciumento fracassa na excitação da memória durante a oração, age sobre
a compleição do corpo, para despertar na inteligência algum fantasma
desconhecido e, assim, dar-lhe forma. A inteligência, acostumada a limitar-se a
conceitos, é então facilmente subjugada; aquela que tendia à gnose imaterial e
sem forma, deixa-se iludir e pensa que a fumaça é luz.
44. Sê
prudente, protegendo tua inteligência de todo conceito, na hora da oração, para
que ela seja firme na sua tranqüilidade própria (de sua natureza original).
Então, Aquele que tem piedade dos ignorantes virá também sobre ti e receberás
um dom de oração muito glorioso.
45. Não
poderias possuir a oração pura, estando perturbado com coisas materiais e
agitado por inquietações contínuas, pois a oração é abandono dos pensamentos.
46. Impossível
correr entravado. A inteligência sujeita às paixões também não poderia ver o lugar
da oração espiritual, pois ela é solicitada de todos os lados pelo pensamento
apaixonado e não consegue manter-se inflexível.
47. Se
oras verdadeiramente, sentirás uma grande segurança; os anjos te escoltarão
como a Daniel e te iluminarão sobre as razões dos seres.
48. A
salmodia vence as paixões e acalma a intemperança do corpo; a oração faz a
inteligência exercer sua atividade própria.
49. A
oração é atividade que convém à dignidade da Inteligência; é a aplicação mais
admirável e mais completa desta.
50. A
salmodia depende da sabedoria multiforme; a oração é o prelúdio da gnose
imaterial e uniforme.
51. Se
ainda não recebeste o carisma da oração e da salmodia, insiste: tu o receberás.
52. No
momento das tentações dessa espécie, recorre a uma oração breve e veemente.
53.
O corpo tem o pão por alimento; a alma, a virtude; a inteligência, a oração
espiritual.
54.
Não escutes as exigências de teu corpo no exercício da oração; não deixes que
uma picada de piolho, pulga, pernilongo ou mosca, te prive da melhor vantagem
da oração.
55. A
respeito de um outro irmão espiritual, lemos que uma víbora atacou-lhe o pé
durante a oração. Mas ele não moveu os braços até acabar a oração habitual, e
escapou ileso, porque amara a Deus mais que a si mesmo.
56. Não
eleves os olhos enquanto oras; renuncia à carne e à alma e vive segundo a
inteligência.
57.
Um outro santo, cheio do amor de Deus e de zelo na oração, encontrou, quando
andava pelo deserto, dois anjos que se puseram, um à sua direita, outro à sua
esquerda, e caminharam juntos. Mas ele não lhes deu a mínima atenção, para não
perder o melhor. Pois, lembrava-se da palavra do Apóstolo: «Nem os anjos, nem
os principados, nem os poderes, poderão separar-nos da caridade de Cristo» (Rm
8,38).
58.
Aspiras a ver a face do Pai, que está no céu: não procures, por nada deste
mundo, perceber forma ou rosto durante a oração.
59.
Feliz o espírito livre de qualquer forma durante a oração.
60.
Bem-aventurada a inteligência que, no momento da oração, torna-se imaterial e
despojada de tudo.
61.
Aquele outro leva à perfeição a oração que não cessa de fazer frutificar para
Deus toda a sua intelecção primeira (a do estado original).
62.
A atenção em busca de oração vai encontrá-la, pois se a oração vem depois de
alguma coisa, é justamente da atenção. Apliquemo-nos nisso.
63. A vista é o melhor de todos os sentidos;
a oração é a mais divina de todas as virtudes.
64. A
excelência da oração não reside na simples quantidade, mas na qualidade. São
testemunhas os dois que subiram ao templo (Lc 18,10s) e as palavras: «Nas
vossas orações, não useis de vãs repetições» (Mt 6,7).
65.
Enquanto ainda tens atenção para o que provém do corpo; enquanto tua
inteligência considera os atrativos externos, ainda não viste o lugar da
oração: estás mesmo longe do caminho abençoado que conduz a ele.
66.
Pois, quando em tua oração tiveres conseguido ultrapassar qualquer outra
alegria, é que finalmente, em toda verdade, terás encontrado a oração.
67.A
experiência do deserto é um profundo encontro com Deus e uma comunhão de amor
em prol da missão de gritar o Evangelho de Cristo com a vida.
Reze:
Salmo
117(118)
Ele
é a pedra que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra
angular (At 4,11).
–1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–2 A casa de Israel agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–3 A casa de Aarão agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–4 Os que temem o Senhor agora o digam: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
–6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
–7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.
–8 'É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;
–9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!'
–10 Povos pagãos me rodearam todos eles, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
–11 de todo lado todos eles me cercaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
=12 como um enxame de abelhas me atacaram, †
como um fogo de espinhos me queimaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei.
–13 Empurraram-me, tentando derrubar-me, *
mas veio o Senhor em meu socorro.
–14 O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador.
–15 'Clamores de alegria e de vitória*
ressoem pelas tendas dos fiéis.
=16 A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'
–17 Não morrerei, mas, ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!
–18 O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.
–19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; *
quero entrar para dar graças ao Senhor!
–20 'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
–21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!
–22 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
–23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
–24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, *
alegremo-nos e nele exultemos!
–25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, *
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!'
–26 Bendito seja, em nome do Senhor, *
aquele que em seus átrios vai entrando!
– Desta casa do Senhor vos bendizemos. *
27 Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
– Empunhai ramos nas mãos, formai cortejo, *
aproximai-vos do altar, até bem perto!
–28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
–29 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–2 A casa de Israel agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–3 A casa de Aarão agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–4 Os que temem o Senhor agora o digam: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
–6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
–7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.
–8 'É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;
–9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!'
–10 Povos pagãos me rodearam todos eles, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
–11 de todo lado todos eles me cercaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
=12 como um enxame de abelhas me atacaram, †
como um fogo de espinhos me queimaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei.
–13 Empurraram-me, tentando derrubar-me, *
mas veio o Senhor em meu socorro.
–14 O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador.
–15 'Clamores de alegria e de vitória*
ressoem pelas tendas dos fiéis.
=16 A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'
–17 Não morrerei, mas, ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!
–18 O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.
–19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; *
quero entrar para dar graças ao Senhor!
–20 'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
–21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!
–22 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
–23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
–24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, *
alegremo-nos e nele exultemos!
–25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, *
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!'
–26 Bendito seja, em nome do Senhor, *
aquele que em seus átrios vai entrando!
– Desta casa do Senhor vos bendizemos. *
27 Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
– Empunhai ramos nas mãos, formai cortejo, *
aproximai-vos do altar, até bem perto!
–28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
–29 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
–
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou!
Ant. 2 Como os jovens no meio das chamas,
cantemos um hino ao Senhor!
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou!
Ant. 2 Como os jovens no meio das chamas,
cantemos um hino ao Senhor!
Notas:
(2)
Foucauld, Letters to Henry de Castries , Paris, Grasset, 1938, p. 177.
(3)
Citado em J.-F. Six. Itinerário espiritual de Charles de Foucauld , Paris, Seuil,
1958, p. 280.
Bibliografia
Catherine
de Hueck Doherty, DESERTO VIVO Poustínia, Deserto Vivo: Poustínia
Edições
Loyola, São Paulo, SP, Brasil1989, Tradução: Héber Salvador de Lima, S.J. ISBN:
85-15-01044-5 - Madonna House Publications
2888
Dafoe Rd. RR2 Combermere, Ontário, K0J 1L0 Canadá
NOUWEN,
Henri J. M. A Espiritualidade do Deserto e o Ministério Contemporâneo – O
Caminho do Coração. São Paulo: Ed. Loyola, 2000.
HAMMAN,
E. Os Padres da Igreja, São Paulo: Ed. Paulinas, 1980.
LACARRIÈRE,
Jacques. Padres do Deserto. São Paulo: Ed. Loyola, 1996.
CHRYSSAVGIS,
John. Ware, Kallistos. Ward, Benedicta. In the Heart of the Desert:
Revised Edition: The Spirituality of the Desert Fathers and Mothers (Treasures
of the World’s Religions). Bloomington, Ind.: World Wisdom, 2008.

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