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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Música na Liturgia

 
Introdução

Um dos aspectos que definem a música no culto é o fato de ela estar inteiramente e diretamente ligada à realização do rito. Desconhecer isso já é o primeiro passo para que se tenha uma celebração empobrecida e cantos sem qualidade. A música litúrgica é uma ferramenta que permite à comunidade orante comungar na mesma ação, aclamar, meditar, proclamar, etc. Na escolha das músicas, a assembléia tem sempre prioridade e não aquele (a) que está escolhendo. Mais, o tempo litúrgico é fundamental. É com estas questões em mente que pretendemos oferecer este breve esboço para as equipes de música e, consequentemente, para as equipes de liturgia.

Por uma questão de metodologia optamos por não colocar notas de pé de página no texto uma vez que isso atrapalharia uma leitura fluente. Os conteúdos esboçados aqui não são nenhuma novidade e estão bem trabalhados nas obras citadas no fim do texto. Não se trata de um manual, mas de indicações que pretendem auxiliar os animadores para que a celebração possa ser mais bem vivida. Pedimos que os erros sejam comunicados e as sugestões sejam feitas por escrito a fim de se aperfeiçoar este material.

É bom recordar, aqui, as palavras do saudoso Santo Padre João Paulo II em sua carta sobre o ano da Eucaristia Mane Nobiscum Domine:

"É preciso que a Santa Missa seja colocada no centro da vida cristã e que, em cada comunidade, tudo se faça para celebrá-la decorosamente, segundo as normas estabelecidas, com a participação do povo, valendo-se dos diversos ministros no empenho das atribuições que lhes são previstas, e com uma séria atenção também ao aspecto da sacralidade que deve caracterizar o canto e a música litúrgica (n.17)."

1.
Tópicos de Teologia Bíblica

1.1
A Música no Antigo Testamento

Olhando para os livros bíblicos - na ordem em que os temos hoje - a referência musical aparece pela primeira vez em Gn 4,21. Ela aparece como expressão viva, também, da fraternidade

E disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me lograste e levaste minhas filhas como cativas pela espada? Por que fugiste ocultamente, e me lograste, e nada me fizeste saber, para que eu te despedisse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa? (Gn 31,26-27)

Nota-se que os acontecimentos da vida são marcados pela alegria e pela celebração. A partir de Moisés, o canto toma uma direção nova para o povo hebreu (Ex 4,11-12). Moisés tornou-se o eco da voz de Deus. Suas palavras denunciaram a situação de injustiça vivida pelo povo. Vendo o povo liberto, as mulheres cantam (Ex 15- Cantemos ao Senhor que se vestiu de Glória).

A partir deste momento, Deus é o motivo de toda canção. Ele é o autor enquanto coloca suas palavras na boca do homem (Dt 31,19). Davi tem importante participação na organização do canto litúrgico em Israel (1 Cr 15,16). Seu zelo ministerial o levou a reunir 288 ministros de música (1 Cr 25).

Temos uma canção que foi inspirada na oração de Davi (cf. anexo):

Bendito sejais ó Senhor nosso Deus/Deus de Israel e senhor nosso Pai/ é a ti que pertencem grandeza e poder/pois obre a terra como rei elevais.

Ao longo do Antigo Testamento encontramos muitas canções. Que bom seria se elas inspirassem os nossos cantores e cantoras como fonte rica ara a liturgia! Quanta riqueza teríamos se, ao invés de versões modernas sem cor e sem arte [de novelas e filmes nada cristãos], as canções coloridas e cheias de vida da Bíblia fossem recuperadas! Citamos aqui, algumas delas:

Moisés e Myrian - Ex 15
Ana - I Sm 2,1-10
Tobias - Tb 13
Judite - Jt 16
Resgatados - Is 26
Ezequias - Is 38,9
Louvor - Is 12
Três jovens - Dn 3,51

Além disso, a Sagrada Escritura traz, em seu interior, dois livros de cânticos: Salmos e Cânticos dos Cânticos. O segundo é um canto do amado para a amada e vice-versa; o primeiro possui cânticos atribuídos a Davi (73); a Asaf (12); aos filhos de Coré (11). Estes seriam compositores e animadores de canto no Templo.

1.2.
A Música no Novo Testamento

A carta de São Paulo aos Efésios 5,18-20 é um convite muito claro para que os primeiros cristãos cantem:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Jesus é o cerne da canção do Pai. Por isso, o cerne de nossa canção será sempre Jesus Cristo. Nele está a nossa inspiração. Disso os animadores e animadoras não podem jamais se esquecer ou se afastar. A vida de Jesus foi repleta de canções: antes do nascimento (Lc 1,46-55), durante o nascimento (Lc 2,14), apresentação no templo (Lc 2,29-32), nas parábolas (Lc 15,11), na última ceia (Mt 26,30; Mc 14,26). Também os discípulos cantaram já no começo da Igreja (At 16, 15).

O canto de Colossenses 3,16 deve ser retomado, pelo(a) animador (a) da música litúrgica, sempre, como oração, como refrão que os prepare para o seu serviço dentro do Serviço (leitourgia):

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.

Paulo não foi o único a incentivar a canção. João, no Apocalipse 5,9 e 14,1 descreve um imenso coral. Não confundir com uma canção novidade: João afirma que um coral cantava o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro (comparar: Ap 15,1-4 com Dt 32). Vemos aí um eco bonito da tradição sendo lida lá atrás, no Antigo Testamento!

2.
A Celebração da Eucaristia

Para começo de conversa

É de suma importância que os animadores e animadoras da celebração (e isso não vale somente para o aspecto da música) estejam em sintonia com o presidente. O desencontro de olhares e o desconhecimento dos passos no decorrer da liturgia não passam despercebidos aos olhos da assembléia. Isso gera um extremo desconforto, um sentimento de completa desorganização, além de desviar a atenção do orante. O simples fato de a assembléia ter em mãos as letras dos cantos já é um passo significativo para o colorido e a força espiritual que o canto revela. Tudo isso sem mencionar alguns outros elementos, tais como:

2.1.1 o tempo litúrgico;
2.1.2 o espaço celebrativo (capela menor, garagem, rua, palanque, capela maior);
2.1.3 o respeito para com o sagrado e o espírito de serviço;
2.1.4 o cuidado com as adaptações feitas aos cantos litúrgicos;
2.1.5 o equilíbrio de ritmos para os vários momentos celebrativos;
2.1.6 o conhecimento técnico e a preparação dos instrumentos que serão utilizados na liturgia (previamente);
2.1.7. Ensaio dos cantos antes da celebração, sobretudo quando os textos são novos;

2.1.
Os momentos dos cantos na Celebração da Eucaristia: sentido e Teologia

“Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo,
celebremos o Rochedo da nossa salvação ”
Sl 95,1

2.1.1
Os chamados ritos iniciais

Eles precedem a liturgia da palavra. São: entrada, saudação, ato penitencial, Kyrie, glória e oração de abertura (coleta). É preciso favorecer o modo pelo qual os fiéis se reúnem, ou seja, possibilitar um clima agradável ao local, à acolhida, à meditação. Muitas pessoas chegam cedo ao local da celebração. Seria bom que se colocasse um fundo musical ou então que a equipe da música tocasse algo que convidasse à oração.

Se o povo não conhece os cantos, é bom momento para se passar um ensaio. Não é necessário cantar todas as estrofes mas indicar o número dos cantos nas folhas ou nos livros. Deve se evitar ao máximo, a afinação de instrumentos neste momento. Isso já devia ter ocorrido bem antes da celebração bem como a equalização dos mesmos (veja item 2.1.6).

a)
Sobre o canto de Entrada

Após a introdução do animador (que deveria ser bem breve situando a celebração no tempo litúrgico e na vida da comunidade) procede-se o canto de abertura. Seja bem conhecido ou, pelo menos, fácil de cantar. Esteja em sintonia com o tempo e com a realidade da comunidade. O canto tem a finalidade de abrir a celebração. Seja alegre, convidativo, atraente e é bom que todos o conheçam e o cantem.

É importante apontar para um elemento: todo canto tem sentido enquanto o rito acontece, logo, acabou-se a entrada, cessa-se o canto! Mesmo assim, a CNBB sugere que “pode ser útil prolongar o tempo deste primeiro canto, para que atinja sua finalidade” (Doc. 43, n. 238). Finalidade esta de criar o clima que promoverá a união orante da comunidade. A dança litúrgica, neste momento, é de grande proveito e pode ser utilizada.

Bons cantos para entrada: Vinde alegres (M. Altamir); Javé o Deus dos pobres; Ó Senhor nós estamos aqui.

b)
Sobre o ato penitencial

O canto deve conter o pedido de perdão. O silêncio para a revisão de vida, tão importante para a interiorização da misericórdia e bondade de Deus, nunca deve ser omitido. Um gesto - estar de pé, de joelhos ou inclinar-se profundamente - dará maior significado à confiança que a comunidade deposita no amor de Deus.

É importante frisar que, neste momento, deve se evitar os atabaques e baterias. É um canto que convida ao recolhimento e não deve chamar a atenção para si mesmo. Do contrário, quando se entoar o hino de louvor quase não se verificará diferença nos dois momentos!

Sugestões:O senhor perdoa; Senhor que reacendeis em nós; Confessemos os
nossos pecados; É demais em nosso meio... (M: Altamir)

c)
Sobre o Hino de Louvor

É cantado fora do tempo do advento e da quaresma, nas solenidades e festas. Deve ser cantado por todo o povo e, para isso, bem conhecido. Pode ser alternado entre a equipe de canto e a assembléia, ou o cantor e a assembléia. É muito estranho que o hino do glória seja substituído por outro canto qualquer. O que temos é um hino de louvor à Trindade, é cristológico e pascal (Beckhäuser). Por ser um hino difere de um canto, não tem estribilhos e refrões, deve ser cantado integralmente

Sugestões: Glória a Deus nas alturas (M: Altamir)

2.2.
Sobre o salmo

Faz ressoar poeticamente a Palavra de Deus. É meditação e resposta. É Palavra de Deus. Este é um ponto que muitas vezes é esquecido, ou seja, parece que o Salmo é só um apêndice da liturgia da Palavra. Seria bom que, pelo menos o refrão, todos cantassem. Por ex.: “Com júbilo bebei da fonte salvadora”.

Temos muitas melodias de salmo, em gregoriano, que conduzem serenamente à oração e à reflexão. Os monges beneditinos do Mosteiro da Ressurreição (Paraná) já têm muitos CDs gravados que possibilitam uma fácil aprendizagem e diálogo orante com a assembléia.

Sugestões: Sl 15; Sl 45;

2.3.
Aleluia

É um grito de alegria por nos ser dado ouvir a Palavra de Deus, mensagem de salvação. Vem com uma frase bíblica que nos prepara para ouvir o próprio evangelho (advento e quaresma, sem o aleluia). É o “eu te amo” de Deus para nós. Ao contrário do que se pensa, ou seja, somente um canto para aclamação, o aleluia é um rito em si mesmo. Sendo assim nele a assembléia manifesta o seu acolhimento ao Senhor que falará no Evangelho. Aqui lembramos o clássico texto da carta aos Hebreus: “De muitos modos Deus falou outrora aos nossos pais pelos profetas. Nestes tempos, que são os últimos, nos falou pelo seu próprio filho.” (Hb 1,1-2). Fica, então, o importante convite a não passarmos ao largo deste momento tão excelente na celebração da Eucaristia!

2.4.
Sobre o canto para as oferendas

Tema a finalidade de realçar o sentido das oferendas, é facultativo. Pode ser feito apenas um fundo musical, ou, após a oração do sacerdote, canta-se um refrão. Aqui vale repetir o que foi dito sobre o canto de entrada: os cantos na celebração tem a função de acompanhar o rito e não ao contrário. Logo, quando se termina o rito, cessa-se o canto. Um exemplo é o canto de entrada onde muitas vezes o presidente chega ao altar e o canto continua com mais duas ou três estrofes!

Obs: “o canto não deve necessariamente falar de ofertas, mas pode recordar a vida do povo de modo condizente com o ato litúrgico ou simplesmente harmonizar-se com a celebração do mistério do dia de acordo com a tradição” (CNBB, doc. 43, 296).

2.5.
Sobre o Sanctus

É essencialmente um canto do povo. Senão não se diria “a uma só voz, cantemos...” É bom prestar atenção a um detalhe: o texto diz pleni sunt coeli et terrae gloria tua. A tradução “o céu e a terra proclamam vossa glória” não é muito bem aplicada. Se o povo todo não vai cantar não tem sentido ouvirmos: “cantemos a uma só voz...”

Sugestões: Santo (M. Altamir)

2.6.
Cordeiro

Faz alusão ao Cordeiro pascal. Pode ser cantado pelo coral ou pelo solista. É importante que todos cantem dai-nos a paz. É bom recordar como é importante prestar atenção ao que está sendo rezado. É comum ouvirmos, na celebração, Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo (no plural). Ora, de acordo com o texto bíblico, o sentido da redenção de Jesus é muito mais profundo, arranca (do greg. airon) o pecado pela raiz. (Cf. Jo 1,29). Veja-se que não se fala dos pecados dos homens, mas do mundo. O cordeiro elimina o pecado não o fazendo seu, mas dando o Espírito. Elimina o pecado que é morte, dando o Espírito que é vida. (J. Mateos - J. Barreto)

Sugestões: ó Cordeiro de Deus (M. Altamir)

2.7.
Comunhão

Exprime a alegria da participação na ceia do Senhor. O povo de Deus caminha em marcha aproxima-se da fonte da vida. Algumas expressões são fundamentais na escolha destes cantos: falar sobre refeição, sobre a mesa e a alegria, a partilha e a fartura. Não se fala mais do pão e do vinho, mas do corpo e do sangue do Senhor. Começa-se o canto quando o sacerdote comunga prolongando-se à medida em que a assembléia o faz.

Sugestões: A mesa tão grande e vazia

Considerações finais

Este esboço não pretendeu ser “a diretriz” no que se refere à questão da música na liturgia. Entendemos que precisa ser ainda mais trabalhado e aprimorado. Nem de longe podemos negar um dos aspectos mais importantes que se configura como o coroamento deste ensaio: a prática.

Só através da prática, aliada a uma contínua dedicação e oração, será possível trazer ao povo um verdadeiro espírito cristão de vivência eclesial. Somente com o empenho em melhorar cada vez mais será possível tornar a liturgia mais propícia a um diálogo vivo e sincero com o Autor e Consumador de nossa fé. Não são os shows ou os diversos recursos tecnológicos que propiciarão um verdadeiro encontro com Deus, mas um coração aberto que se coloca à Sua escuta. Neste sentido, a equipe de liturgia, cantores, instrumentistas e animadores têm muito a oferecer, em comunhão com o presbítero, para uma melhor realização do rito.

Nossa contribuição é pequena, mas quer valorizar o que já se tem. Não quer ser rigorista e nem legalista, mas despertar uma profunda consciência de que a celebração da vida merece todo o cuidado e atenção de nossa parte.



Bibliografia

ALCALDE, Antônio. Canto e Música litúrgica. Reflexões e sugestões. São Paulo: Paulinas, 1998.

ANDRADE, Altamir. “Questões de música litúrgica II”. Cadernos de Evangelização. Juiz de Fora, n.6 (1999), 15-18.

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____________________. “Missa-memória. Missa-homenagem”. Revista Mundo e Missão n. 77 (2003), 34-35.

____________________. “O sinal da cruz no início da liturgia”. Revista Mundo e Missão n. 82 (2004), 34-35.

____________________. “Equipe litúrgica: um ministério eclesial a ser levado a sério”. Revista Mundo e Missão n. 93 (2005), 34-35.

BECHÄUSER. OFM, Frei Alberto. Novas mudanças na Missa. Petrópolis: Vozes, 20033.

BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Paulus, 2002.

CNBB. Estudo sobre os cantos na Missa. São Paulo: Paulinas, 1976 (Estudo).

CNBB. Orientações para a celebração da Palavra de Deus. São Paulo: Paulinas, 1994. (Documentos da CNBB)

CNBB. Animação da vida litúrgica no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1989. (Documento)

CNBB. Diretório para Missas com grupos populares. São Paulo: Paulinas, 1977. (Documento)

COMPÊNDIO DO VATICANO II. Constituições, decretos, declarações. Petrópolis: Vozes, 1982.

FALSINI, Rinaldo. A Liturgia: respostas às perguntas mais provocadoras. São Paulo: Paulus, 1999.

LEBON, Jean. Para viver a liturgia. São Paulo: Loyola, 1986.

LIMA, Marco A. Morais, SJ. “O sanctus na oração eucarística a na pastoral do canto litúrgico”. Perspectiva Teológica, n. 102 (2005), 239-254.

MATEOS, Juan - BARRETO, Juan. O Evangelho de São João. São Paulo: Paulinas, 1989.

VAGAGGINI. OSB, Cipriano. El Sentido teológico de la liturgia. Madrid: BAC, 1959.
*Os cantos sugeridos são de minha autoria e podem ser pedidos pelo site.


Salmo IS – 12. Sagrado Coração de Jesus

Dm Bb Am Dm
Com júbilo bebei da fonte salvadora.

Dm Bb Dm F Dm Am7 Dm
Deus é meu Salvador, nada temo e confio; Minha força e meu canto, é ele quem me salva.
Dm Bb Dm Am Dm
Com júbilo bebei da fonte salvadora, Celebrando o Senhor, bendizendo o seu nome.

Aos povos proclamai seus imensos prodígios, A todos recordai quanto o seu nome é santo.
Exaltai o Senhor, que ele fez maravilhas. Aos extremos da terra é preciso dizê-lo

Vós, que habitais Sião, exultai e cantai, Porque é grande entre vós o Santo de Israel.



"Onde há vontade, há um Caminho"

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