Com o decreto publicado
ontem por disposição do papa Francisco, foi reconhecido o martírio
dos sacerdotes Michele Tomaszek, Sbigneo Strzalkowski e Alessandro
Dordi, mortos no Peru por terroristas do Sendero Luminoso, em ódio à
fé, em 9 e 15 de 25 agosto de 1991 em Pariacoto e Rinconada. Os dois
primeiros, frades menores (OFM), eram poloneses e realizavam missão
no distrito de Pariacoto, província de Santa (norte de Lima).
O terceiro, italiano,
sacerdote diocesano, era responsável por uma paróquia na região de
Santa, na mesma região. Frei Michele Tomaszek e frei Sbigneo
Strzalkowski, 30 e 32 anos, foram executados em 9 de agosto de 1991
depois de serem sequestrados diante de seus paroquianos enquanto
assistiam aos doentes na paróquia. Padre Alessandro Dordi foi morto
com três tiros de revolver domingo, 25 de agosto de 1991, enquanto
voltava da comunidade de Vinzos à paróquia de Santa, depois de
celebrar a missa. Dom Luis Armando Bambarén Gastelumendi, Bispo
emérito de Chimbote e ex-presidente da Conferência Episcopal
Peruana, abriu a Causa de beatificação das três vítimas, como
recorda o comunicado enviado à Fides. Padre Angelo Paleri,
postulador dos Frades Menores, explica na nota, “Naquele período,
o Sendero Luminoso criou na região uma espécie de governo paralelo,
o que significava a integração das autoridades existentes e a
eliminação de elementos que eram contrários a este objetivo”.
O relatório da
“Comisión de la Verdad y Reconciliación" (CVR), anexo à
Causa de beatificação, assinala as terríveis ações do Sendero
Luminoso contra a Igreja. O editorial do jornal do Sendero Luminoso
anunciou com satisfação que “as forças maoístas executaram três
sacerdotes”. O mesmo editorial denunciou os dois sacerdotes
poloneses que distribuíam ajudas da Caritas como “agentes enviados
pelo Papa, membros de uma conspiração que quer desfrutar da fé
religiosa do povo para reformar o sistema de opressão no país”.
Fonte: Agência
Fides
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