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domingo, 5 de agosto de 2012

Nossa Senhora - Uma pequena Biografia


Maria de Nazaré, filha de Eli e Ana, nasceu na cidade de Nazaré, próximo ao mar mediterrâneo na Galiléia, norte da Palestina.
Nazaré era uma pequena cidade, situada na Baixa Galiléia. As construções eram das melhores da época, por serem nelas usadas pedras calcáreas e hábeis canteiros trabalhavam as formas, de acordo com o desejo do futuro morador. As principais plantações eram figueiras e oliveiras. Também o trigo era cultivado com abundância na baixada nazarena. As flores quase naturais dos campos e rebanhos de cabras e carneiros se estendiam por toda a encosta do pequeno lugarejo.
Desde menina, Maria apresentou uma característica que a marcou por toda a vida: sua espontaneidade. Sempre dava sua opinião de forma direta e objetiva, não importando a quem. Sempre branda, porém direta e objetiva.
Filha dedicada, respeitava os pais e nunca foi motivo de preocupação – além das normais, é claro.
Eli e Ana sempre tiveram consciência da Missão da filha. Eles eram – e são – espíritos de grande evolução e através de diversos avisos espirituais (sonhos, intuições, aviso de videntes, etc.) construíram esta convicção da missão de Maria. Nos seu devido tempo passaram esta convicção para Maria, que também a confirmou por seus próprios meios.
Eles constituíram um lar simples onde reinava a harmonia e o companheirismo, o que ajudou na formação moral de Maria.
Maria casou-se com José - o Carpinteiro. Homem trabalhador e justo, havia tornado-se viúvo de Débora e tinha quatro filhos de seu primeiro casamento - Matias, Cleofas (Simão), Eleazar e Judas (Não é o Iscariotes). Com Maria teve mais três filhos (Jesus, Efraim e Tiago - não era o apóstolo), sendo Jesus o primogênito. Além destes filhos tinha algumas parentes próximas que moravam com eles: Ana, Elisabete e Andréia; o que levou a alguns considerá-las irmãs de Jesus.
Quando os evangelistas se referem a Jesus, nos seus Evangelhos, eles deixam patenteada a sua condição de filho de Maria e José, como um fato concreto e indiscutível na época, e sem qualquer alusão ao Espírito Santo. O evangelista Marcos é muito claro, quando diz: “Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura” (Marcos, 3:32). O evangelista João também o confirma no seguinte: “Depois disto, vieram para Cafarnaum; ele e sua mãe, seus irmãos e seus discípulos” (João, 2:12). Mateus, apesar de responsável pela idéia de Jesus descender do Espírito Santo, também alude à exata filiação de Jesus no seu evangelho, explicando “Porventura não é este o filho do oficial (carpinteiro), não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? (Mateus, 13:55). E acrescenta, no versículo 56: “E tuas irmãs, não vivem entre nós?”
Maria adotou os filhos de José como seus e construiu com eles um lar onde prevalecia o amor e o respeito pois, eles também a adotaram como mãe.
José e Maria, espíritos de grande evolução, desceram do mesmo plano espiritual para cumprirem a Missão de gerar e orientar o redentor do planeta. Em seu lar havia respeito mútuo, amor e harmonia.
José era um trabalhador persistente e, com dificuldade, provia o lar com alegria e responsabilidade. Pai amoroso, sem deixar de ser rígido com os filhos, como era costume na época.
Maria, mãe dedicada, tinha amor, amizade e respeito com José. Teve, pelos meios naturais normais, três filhos com José. Esta família numerosa fazia com que tivesse de se desdobrar nos afazeres domésticos mas, sempre conseguia realizá-los a contento, dando atenção a todos.
Jesus veio cumprir a Lei e só poderia cumpri-la nascendo de acordo com a Lei Natural do Planeta, ou seja, através de fecundação e parto naturais. Foi concebido por uma Virgem pois, Maria era virgem quando se casou com José.
O Ato sexual se torna divino quando realizado com Amor e dedicado a Deus. Isto não desmerece em nada a grande missão de Maria, José e Jesus.
Maria acompanhou Jesus de perto durante toda sua vida, até o começo de sua missão. Aliás, se todos os filhos de hoje respeitassem seus pais como Jesus repeitou José e Maria saberíamos como é uma verdadeira família. Maria teve em José o companheiro de todas as horas e necessidades. Quando teve que fugir para o Egito com Jesus ainda pequeno, foi José que conduziu, a pé, o animal que a levava. Sabiam, José e Maria, da missão de seu filho e apoiavam como podiam para que ela se concretizasse.
Maria, apesar dos afazeres domésticos, sempre achava tempo e recursos para a prática da caridade. Distribuía amor e com amor o pouco que possuía. Uma visita, um gesto de carinho, um prato de comida...
Nesta época, na Palestina, estava em plena atividade uma sociedade secreta – A Fraternidade dos Essênios – orientada por Moisés e dirigida pelo discípulo Essen. Todos os trabalhos da Fraternidade eram feitos em silêncio. Havia santuários no Monte Carmelo, no Monte Tabor, no Monte Hermon, nos Montes Moab e Nebo, na Judéia e vários outros pontos secretos. Os sacerdotes essênios eram terapeutas e saiam cuidando dos enfermos, gratuita e anonimamente.
Esta Fraternidade foi fundada cerca de 200 anos a.C. com a finalidade de apoiar a Missão do Messias. Em seus templos Jesus recebeu o preparo iniciático necessário para o cumprimento de sua missão. Por ela também passaram João Batista, todos os apóstolos e, também, José e Maria.
José, Maria e Jesus desceram de um mesmo plano espiritual e até hoje ombreiam juntos em trabalhos a favor deste e de outros planetas.
Por sua obra como Mãe, esposa e filha, Maria é o exemplo maior para todas as mulheres deste nosso planeta. Sua dedicação, seu amor, sua humildade, seu companheirismo são exemplos para todas as mulheres interessadas em evoluir espiritualmente. Se Jesus nos deu o arquétipo (modelo) máximo do Ser Humano neste planeta, Maria nos legou o arquétipo máximo da mulher.
A você, Maria nossa Mãe amantíssima, nossa homenagem.

O vilarejo de Nazaré no tempo de Jesus



Nazaré é conhecida como a “flor da Galiléia”, como afirmou São Jerônimo. Localizada sobre uma colina a 350 metros em relação ao Mar Mediterrâneo, a cidade é rodeada por outros montes mais altos. Ao sul da cidade está a planície de Esdrelon, que fica na parte sul da Baixa Galiléia.
O vilarejo de Nazaré era no tempo de Jesus um pequeno povoado de não mais de 30.000 metros quadrados (200 metros de comprimento por 150 de largura). As casas eram compostas geralmente por uma única sala que eram ligadas a uma gruta escavada à mão devido a fragilidade das rochas do local. Recentemente foi encontrado uma casa desse período com vários cômodos.
A cidade se tornou famosa porque o anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus neste lugar (cf. Lc 1,27), a uma virgem chamada Maria prometida em casamento a um jovem chamado José (cf. Mt 1,18). Em Nazaré Maria disse sim ao anúncio do Arcanjo. Foi onde também a Sagrada Família, Jesus, Maria e José viveram. Foi aqui que Jesus viveu toda a sua vida oculta até que desse início sua vida pública.
Os evangelhos nos fornecem poucas notícias para sabermos pormenores da aldeia:
Vemos a pouca estima de Natanael pelo povo do vilarejo (cf. Jo 1,46), o relato na Anunciação (Lc 1,26ss), José que tomou Maria por esposa e a levou para sua casa (Mt 1,24). Quando retorna do Egito a Sagrada Família volta para Nazaré (Lc 2,39-51); Jesus depois da cerimônia de entrada na fase adulta aos doze anos no Templo retorna para Nazaré com sua família, onde ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens (cf. Lc 2,52). Adulto, ele vai a Sinagoga e apresentou a realização da profecia de Isaías na sua própria pessoa (cf Mt 13,53-58; Mc 6,16; Lc 4,16-3-). Ao iniciar sua missão publicamente ele deixa Nazaré e vai para Cafarnaum (cf Mt 4,13); até a morte foi conhecido como o “Nazareno” (cf. Jo 19,19), apelido que assinalou os primeiros discípulos judeus que se tornaram cristãos.
A Nazaré dos relatos do evangelho, segundo as escavações, está sob a administração da Custódia dos franciscanos da Terra santa. O espaço está sob a Basílica da Anunciação e de São José. O precipício do relato do evangelho de Lucas (cf. Lc 4,29), não se sabe nada preciso sobre sua posição geográfica. A Sinagoga antiga poderia estar a uns 300m destes lugares.
Hoje a cidade possui cerca de 71500 habitantes: 25000 árabes muçulmanos, 22500 árabes cristãos e 24000 hebreus. É a comunidade árabe mais importante de Israel depois de Jerusalém. Muçulmanos e cristãos vivem na parte baixa da cidade e nos morros, enquanto os judeus vivem em um bairro situado em uma parte alta conhecida como Nazaré Illit.

A construção pessoal e social



Cada um de nós imprime um estilo peculiar ao relacionamento com os outros, com o ambiente, a partir do que temos dentro, dos nossos desejos, frustrações, sonhos, de nossa forma específica de encarar o mundo.
Pessoas que vivem no mesmo ambiente, que tiveram as mesmas oportunidades, que viveram na mesma família, podem levar vidas muito diferentes. Há sim uma grande influência do ambiente cultural, não somos ilhas. Mas cada um de nós é peculiar no traçado do seu caminho. Fazemo-lo em profunda interação com pessoas, grupos e organizações. Copiamos muitas formas de pensar e agir. Mas ainda assim o estilo, as escolhas, o foco, a interpretação que damos têm toques pessoais.
A sociedade nos coloca alguns parâmetros que interferem na nossa percepção e conduta. Reconhecemos logo uma pessoa de determinado país pela fala, por algumas atitudes, valores, pontos de vista. Mas dentro de cada país, em cada organização, em cada cidade há pessoas com posturas, atitudes, formas de ver, avaliar, amar, agir muito diferentes.
Eu construo o meu mundo dentro de outros mundos. Eu projeto e busco o que me interessa, o que me convém entre inúmeras outras escolhas possíveis. Posso fazer milhares de amigos diferentes, mas termino escolhendo e sendo escolhido por alguns.
Lado a lado, trabalhando juntos, às vezes morando juntos, temos pessoas otimistas e pessimistas diante dos mesmos fatos, situações, escolhas. A cultura interfere em nossa visão da realidade, mas eu recrio o mundo, o reinterpreto, o reelaboro a partir dos meus óculos, dos meus padrões mentais, emocionais e éticos.
Nossas escolhas dependem da aprendizagem intelectual, emocional e ética
Vou fazendo escolhas, criando o meu mundo peculiar a partir da minha visão de idéias, de como percebo o mundo, os outros, a mim mesmo. Essa visão tem componentes racionais, emocionais e éticos. As minhas escolhas mudam dependendo do humor, do grau de paz, satisfação e otimismo em que me encontro. Mas dependem também do meu sistema de valores, da minha atitude ética fundamental diante da vida, dos outros de mim mesmo.
O sistema de valores tem uma grande influência familiar, religiosa, de estamento ou classe social, mas eu faço uma síntese de valores que orienta minhas escolhas nas leituras que faço, no que vejo no cinema, na TV, nas pessoas com quem interajo mais, nas atividades em que me envolvo e, principalmente, no modo como faço tudo isso.
Lado a lado convivem pessoas abertas e fechadas, empreendedoras e acomodadas, realizadas e perdidas. Se a sociedade fosse tão poderosa, se o ambiente nos moldasse significativamente, faríamos escolhas semelhantes. E mesmo influenciados por muitas variáveis culturais, escolhemos formas de viver muito diferentes e podemos encontrar afinidades com pessoas e grupos às vezes distantes, pertencentes a culturas diferentes da nossa.
Posso ler o mesmo jornal que o meu colega e termos e alimentarmos visões antagônicas ou, ao menos, diferenciadas de mundo. Podemos com as mesmas leituras construir universos diferentes. Formatamos o mundo de formas diferentes, a partir das mesmas idéias básicas e de situações de vida semelhantes.
Na educação, de um lado "homogeneizamos" - organizamos valores, visões de mundo – de outro podemos ajudar na busca da autonomia, da nossa especificidade, de fazer nossas sínteses ideológico-emocionais-éticas.

Educação como construção intelectual, emocional e ética
Na educação ajudamos a construir
·  a competência intelectual – conhecer e organizar o sistema de idéias
·   a competência emocional – conhecer e integrar os sentimentos, a  afetividade
·   a competência ética – organizar nosso sistema de valores
Cada um de nós se apropria das idéias de forma comum dentro de uma cultura e, ao mesmo tempo, de forma específica. No emocional existem alguns traços comuns e diferentes em determinadas culturas: um latino e um oriental lidam de forma diferente com o toque, com a aproximação. Ao mesmo tempo, cada um, dentro da mesma cultura, organiza o seu sistema emocional e também o de valores.
Há valores comuns a grupos, a organizações, a países. Há, ao mesmo tempo, valores pessoais, que vão sendo construídos e modificados de forma mais lenta do que parece.
A educação tem dado muito valor às idéias (ao racional). Começa a estar atenta ao emocional. Ainda precisa trabalhar também as atitudes e valores, integrando tudo – idéias, emoções e valores – para modificar nossa ação. E a ação ajuda a perceber novas idéias, a desenvolver novas emoções e a reorganizar novos valores.