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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

No mundo comer custa mais



Aumentam os preços dos alimentos no mundo, com consequências graves sobretudo para as populações dos países mais pobres. Depois de três meses em diminuição, em Julho subiu 6% o índice dos preços alimentares certificado pela Fao, a organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura. O índice, que mede a mudança mensal dos preços internacionais de uma cesta básica de produtos alimentares,  registrou uma média de 213 pontos, um aumento de 12 pontos em relação a Junho, provocando o temor de uma nova corrida ao aumento como há um ano e meio, que em Fevereiro de 2011 chegou ao cume de 238 pontos, um número que teve consequências assustadoras para milhões de pessoas. O aumento repentino deve-se principalmente ao incremento do preço dos cereais e do açúcar, enquanto o preço da carne e dos  laticínios não teve fortes variações. Num contexto global no qual sobretudo os consumos do norte do mundo determinam os preços alimentares, contribuiu e está a contribuir para o aumento  principalmente a situação nos Estados Unidos, onde há   uma seca prolongada. Os danos para o sector agrícola estão calculados em mais de quinze biliões de dólares, segundo as cotações do Chicago Board of Trade, a principal bolsa de valores mundial no sector das produções  alimentares, na qual com efeito se decidem os preços dos alimentos no mundo inteiro. Desde o início do ano verificaram-se aumentos superiores a 30% para os preços do trigo destinado a produzir pão e para as cotações  de soja e milho necessários à nutrição dos animais para produzir leite e carne.  
2012-08-11 L’Osservatore Romano

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