Muita gente se sente
incomodada com o fato de conhecidas pessoas não tementes a Deus se darem muito
bem em seus negócios e terem uma vida de progresso, enquanto os outros que são
fiéis ao Senhor passam por situações difíceis. Tem razão o autor de Eclesiates
na passagem 7,15 ao dizer: “... há justo que morre permanecendo justo e o ímpio
que dura apesar de sua perversidade”. Por que isso acontece?
São Paulo tem uma explicação para o caso.
Primeiro, ele nos ensina a olhar para a questão de uma perspectiva diferente.
Ao falar sobre sua próprias circunstâncias, seus sofrimentos e suas privações,
Paulo conclui afirmando que, mesmo sendo pobre, pode enriquecer a muitos; mesmo
não tendo nada possui tudo.
Veja bem: o homem mais rico deste mundo não
pode comprar com todo o seu dinheiro aquilo que nós podemos ter de graça. Não é
maravilhoso? Nosso tesouro, segundo o ensino do Mestre Jesus Cristo no Sermão
da Montanha, não precisa e nem adianta ser acumulado sobre a terra, pois as
coisas deste mundo darão conta de destruí-lo. A verdadeira riqueza deve ser
guardada para o céu: “ajuntai para vós tesouros do céu, onde não os consomem
nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam”.
Em nenhuma página da Bíblia consta a
exigência de um voto de pobreza. Podemos e devemos ter sonhos, nossos projetos
e nossas metas. Mas, o que não devemos fazer é concentrar todos os nossos
planos em acumular como se a vida mundana fosse o objetivo maior de nossa vida.
Pois é ai onde reside o conceito de São Paulo: mesmo se eu não tiver nada,
posso ter tudo, pois não há nada mais valioso do que a salvação em Jesus
Cristo. Mesmo sendo pobre ou não tendo todos os bens que gostaria de ter, posso
enriquecer a muitos, anunciando-lhes a maravilhosa graça de Jesus.
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