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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Papa diz que a família continua sendo um modelo para o presente



A família tradicional continua sendo mais do que nunca um modelo em um momento no qual "a solidez do tecido social" está em perigo, considerou o Papa neste domingo em Milão diante de 850 mil fiéis de 154 países, na missa de encerramento do VII Encontro Mundial das Famílias.
Ouvindo os cantos sobre um imenso palco instalado no aeródromo de Bresso, o Papa, de 85 anos, parecia levemente curvado e cansado, perdido em seus pensamentos no último dia de sua estadia em Milão. Em três dias, pronunciou oito discursos e foi à catedral, ao arcebispado, ao teatro La Scala, ao estádio de San Siro com os jovens e no sábado à noite, ao aeródromo.
Ao término da missa, o Papa anunciou que o VIII Encuentro Mundial das Famílias será realizado em 2015 nos Estados Unidos, na Filadélfia, uma diocese marcada pelo escândalo de pedofilia que atingiu a Igreja Católica americana.
O Papa foi bastante ovacionado pela multidão, quando o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho pontifício da família, pediu a Deus que o "permita continuar guiando durante muito tempo o povo de Deus". "Não encontro palavras para agradecê-lo", disse Bento XVI, que segundo seus assessores estaria muito triste com o vazamento de documentos do Vaticano e com a detenção de seu mordomo Paolo Gabriele.
Em sua homilia, diante do chefe de governo italiano, Mario Monti, o Papa atacou "as teorias econômicas modernas, o predomínio de uma concepção utilitária do trabalho, da produção e do mercado". "O projeto de Deus e a própria experiência mostram que não são as lógicas unilaterais do benefício pessoal e do lucro máximo que podem contribuir para um desenvolvimento harmonioso, assim para a família e para a edificação de uma sociedade mais justa, pois esta lógica significa uma competição desenfreada, fortes desigualdades, a degradação do meio ambiente, a corrida pelos bens de consumo, o mal-estar nas famílias", disse.

"Não somente isso, como também a mentalidade utilitária tende a se estender também às relações entre as pessoas e seus familiares, reduzindo-as a precárias convergências de interesses individuais e erodindo a solidez do tecido social", denunciou.
"Teria feito melhor indo a Emilia para apoiar as vítimas"
Bento XVI mencionou o polêmico tema dos divorciados que se casam novamente e que pelo fato de não terem cumprido a promessa contraída no rito católico do matrimônio indissolúvel já não podem participar de outros rituais católicos, como o da comunhão.
Aos "fiéis que, compartilhando os ensinamentos da Igreja sobre a família, estão marcados por experiências dolorosas de fracasso e de separação, o Papa e a Igreja os apóiam em sua pena", afirmou. "Eu os estimulo a permanecerem unidos em nossas comunidades, desejando que as dioceses adotem iniciativas de acolhida e de proximidade adequadas", disse.
O Papa repetiu as posições da Igreja relacionadas "aos casamentos entre o homem e a mulher", que têm "características próprias e complementares", referindo-se ao debate sobre o casamento homossexual, que a Igreja não apóia.
Depois da missa da qual participou, o prefeito esquerdista de Milão, Giuliano Pisapia, destacou que o Papa havia se referido à Constituição italiana, que "reconhece os direitos da família, como sociedade natural fundada no matrimônio". "Eu também digo que os direitos de todos devem ser respeitados", acrescentou Pisapia, em relação às uniões civis entre homossexuais, apoiadas por ele.
"O Papa teria feito melhor indo a Emilia (Romagna, região italiana) para apoiar as vítimas do terremoto", declarou um taxista. Militantes comunistas e homossexuais organizaram pequenos protestos. Bento XVI deve almoçar com algumas famílias dos cinco continentes antes de retornar ao Vaticano à tarde

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