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domingo, 17 de junho de 2012

Os Sete Mártires de Atlas

 

O Mosteiro de Nossa Senhora de Atlas foi fundado pela Ordem Cisterciense da Estrita Observância em Tibhirine, na Argélia. Por se tratar de um país de maioria muçulmana, o mosteiro nunca teve muitas vocações e sua presença sempre foi um testemunho amistoso de diálogo interreligioso.
      A partir do final da década de 1980, grupos islâmicos fundamentalistas começam a espalhar o terror pelo país, em especial contra os estrangeiros e as minorias não-muçulmanas. A onda de violência atinge o mosteiro pela primeira vez no Natal de 1993, quando um grupo armado ameaçou a comunidade trapista, caso não deixassem em breve o país. Diante da violência crescente e inclusive dos assassinatos de diversos religiosos e missionários cristãos, os monges de Tibhirine optaram por permanecer no país, mesmo diante do risco da morte, por amor e em solidariedade ao povo argelino. As ameaças continuaram por mais dois anos e meios e assumiram uma forma trágica na noite do dia 26 de Março de 1996, quando o mosteiro foi invadido por homens fortemente armados e encapuçados, que raptaram 7 dos 9 irmãos da comunidade. Estes foram mantidos em cativeiro até o dia 21 de maio de 1996, quando foram degolados pelos extremistas.
      Os escritos que eles deixaram mostram uma clara consciência da possibilidade do martírio e uma aceitação pacífica de tudo aquilo que Deus, em sua Providência, tiver reservado para eles. Sua perseverança na Argélia sempre foi para eles uma demonstração comunitária de amor pelo povo argelino.
Assista ao filme: Homens e Deuses que conta esta historia.



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