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domingo, 18 de março de 2012

Serie Pequenas Biografias I - Beato Vilmos Apor

 
 
Primavera de 1944. Toda a Europa central está ocupada pela Alemanha Nazista.
Após pressionar o governo Húngaro, Hitler conseguiu que se publicasse um decreto que obriga os judeus desse país a morar em guetos, isto com o objetivo de uma deportação próxima. No Dia de Pentecostes, durante uma homilia diante das autoridades civis, um Bispo reage nestes termos: “Quem renega do mandamento fundamental do cristianismo sobre a caridade e pretende que existam homens e raças aos que se deve odiar, quem afirma que se pode oprimir a negros e judeus, inclusive se si orgulha de ser cristão, deveria ser considerado um pagão... Quem participa de tais atos ou os anima comete um pecado grave e não pode ser absolvido enquanto não faça reparação dele”.
Simultaneamente, o prelado escreve uma carta ao Ministro do Interior para lembar-lhe suas responsabilidades diante de Deus. O funcionário reage com uma ameaça de prisão ao que o Bispo responde somente: “Estou pronto”.
Quem era essa valente testemunha de Jesus Cristo?

“Te inspirarei coisas tão formosas...”
Vilmos (Guillermo) Apor nasce no dia 29 de Fevereiro de 1892 em Segesvár, na Transilvânia (região até então húngara e atualmente romana). Sua família terá nove filhos, quatro dos quais morreriam jovens; Vilmos é o sétimo filho. Seu Pai, o Barão Apor, eminente jurista descendente de uma ilustre família, é nomeado em 1895 secretario de Estado do imperador Francisco José; se instala em Viena com sua família, porém morreria em 1998 aos quarenta e sete anos. O pequeno Vilmos, consternado de ver chorar sua mãe, lhe diz com ternura: “Mãezinha, como estou aprendendo a tocar violino, tocarei para você coisas tão formosas que duvidaras da morte do papai”. A viúva educa seus filhos com firmeza, muito atenta a educação religiosa. Vilmos estuda com êxito com os jesuítas. Seus companheiros lhe apreciam por seu temperamento afável, embora decidido. Se alguma vez se acalora nas discussões, nunca deixa de pedir desculpas a quem ofendeu.
Desde sua infância, Vilmos ouve o chamado de Deus; será sacerdote. No final de 1909, é recebido pelo Bispo de Györ, seu parente, entre o grupo de seminaristas dessa diocese do nordeste da Hungria. Após concluir seu doutorado em Teologia com os jesuítas, é ordenado sacerdote no dia 24 de Agosto de 1915. Neste momento o País esta em guerra; Seu irmão mais velho se encontra na frente de batalha, enquanto que sua mãe e suas irmãs cuidam dos feridos.
Depois de seguir  a seu Bispo, transferido para a  sede de Nayvárad (atualmente Oradea) na Transilvânia ( sudeste da Hungria), Vilmos é nomeado vigário de Gyula.
Primeiramente é capelão da Cruz Vermelha em diferentes frentes durante o último período da guerra e no início de 1919 regressa a Gyula, nesta ocasião como pároco, onde permanecerá vinte e cinco anos. Se não é um pregador brilhante, o Padre Apor comove seus fieis mediante a força da convicção que provem de sua profunda fé. No ministério da confissão, sua caridade conquista todos os corações. A chegada do jovem sacerdote coincide com um período difícil, pois, após a derrota militar da Austria-Hungria, se impõe a breve, porém violenta, ditadura comunista de Bela Kun. O comitê revolucionário decreta s suspensão das classes religiosas, porém Vilmos organiza uma manifestação ante ao movimento e obriga ao comitê a retirar a medida. Depois, a Hungria é ocupada pela Romênia. Com o objetivo de intimidar a população, o comando militar toma com reféns os oficiais húngaros, porém o Padre Apor irá a Bucareste para conseguir, com o consentimento da rainha Maria da Romênia, uma ordem de soltura dos reféns.
O tratado de Trianon (1920) divide a Hungria, e a Transilvânia passa a fazer parte da Romênia. Gyula continua sendo húngara, porém de agora em diante é fronteira, o que provoca seu declive econômico. O Bispo Ottorkar Proháska exorta a população a uma conversão profunda, lembrando o glorioso passado católico do país de Santo Estevão (997-1038), o primeiro “rei apostólico” da Hungria. Esse chamado obtêm um grande eco, e Vilmos Apor se empenha com entusiasmo em prol do ressurgimento religioso e social. A partir de 1921, funda em sua própria paróquia a Ação Católica, para trabalhar pela cristianização das famílias e da sociedade em geral e em 1922 surge uma missão popular. O pároco de Gyula prega a seus paroquianos até muito tarde da noite. Como resposta a sua mãe, que lhe aconselha a que se cuide, ele lhe diz; “Não posso despedir os fiéis no momento em que mais necessitam”. Sua generosidade sem limites lhe move inclusive a doar seus objetos mais indispensáveis (os sapatos, por exemplo). É conhecido como o “pároco dos pobres. É-lhe muito prazeroso dedicar-se aos jovens, que conquista mediante seu entusiasmo comunicativo, e também dos deficientes. Celebra muitas vezes a Santa Missa à pessoas idosas. No entanto, sua obra predileta é um lugar de acolhida que fundou para os órfãos.
Todas essas atividades não impedem que o padre Apor perca de vista o mais importante: sua vida espiritual. Com efeito, muitas vezes se o vê rezando na catedral e, a cada ano realiza os Exercícios Espirituais de Santo Inácio com os jesuítas. Sua grande preocupação por viver de modo exemplar o celibato sacerdotal lhe move a combater as tentações da sensualidade mediante a oração, a penitência, o jejum e uma boa atividade física; com as mulheres se mostra amável, porém reservado.

Bispo em Plena Guerra
Em Maio de 1938, tem lugar em Budapeste um Congresso Eucarístico Internacional, presidido pelo Secretario de Estado do Papa Pio XI, Eugenio Pacelli, o futuro Pio XII. A situação política é ameaçadora. Hitler acaba de anexar a Áustria e a ameaça nazista paira então sobre a vizinha Hungria. As encíclicas de Pio XI sobre os assuntos correntes do momento ( Mit Breanner Sorge e Divini Redentoris, 1938) contra o nacional-socialismo e o comunismo se publicam em húngaro em mais de dois milhões de exemplares. Vilmos Apor  é chamado a cooperar com a ação governamental com a finalidade de contestar a penetração da ideologia nazista. Em Janeiro de 1941, o Papa Pio XII o nomeia Bispo de Györ. A consagração episcopal tem lugar em Gyula ( os paroquianos o haviam pedido com insistência). Um Assistente relatava assim suas impressões: “Quando o novo Bispo recebeu a mitra e o báculo e abençoou a assembléia, constatei com surpresa até que ponto seu rosto e toda sua aparência física se haviam transformado; estava com que transfigurado. Se via nele de maneira clara a graça da sucessão apostólica”. O prelado elege com tema de seu bispado: “Crux fimat mitem, mitigat fortem” (A Cruz faz forte ao manso e humilde). Ao constatar que seus sacerdotes tem dificuldades para confiar em seu pastor, ele os acolhe com cordialidade, e todos os dias ao meio-dia dispõem-lhes o tempo no almoço, o que não é habitual na época; assim pode assisti-los em todos os aspectos. Essa bondade paternal não lhe impede, no entanto de ser exigente, especialmente com respeito ao modo de celebrar a Santa Missa e o Oficio Divino. Monsenhor Apor acompanha de perto a formação e a maneira de vestir de seus seminaristas. Recebe aos fieis com incansável paciência e lhes socorre com seus recursos pessoais; nem sequer os alcoólatras e os ociosos notórios são rechaçados.
O Bispo de Györ conhece a doutrina social da Igreja, exposta particularmente por Pio XI na encíclica Quadragésimo anno (1931). É consciente do atraso que leva a Hungria no campo da proteção social. Naquele momento, os Bispos húngaros eram grandes donatários, motivo pelo qual monsenhor Arpor tem a intenção de realizar uma reforma agrária. No entanto, a guerra em curso lhe impedia de levar a termo esse projeto. Pelo ao menos se esforça em ser um amo justo com os camponeses que cultivam as terras episcopais. O Bispo sofre muito ao ver como os trabalhadores captados pela ideologia socialista se afastam da Igreja, porém aproveita todas as ocasiões para cercar-se deles e se ocupa, por mandato do episcopado húngaro, das organizações de jovens trabalhadores cristãos.
Vilmos Apor se tornou Bispo em plena guerra. O Terceiro Reich acaba atacando a União Soviética em Junho de 1941, tenta arrastar a Hungria em sua delirante empreitada, porém os dirigentes húngaros conseguem descartar este assunto por muito tempo. Em Agosto de 1943, o Bispo de Györ se torna presidente do “Movimento Católico Social”, fundado por notáveis que tem a intenção de criar as condições de um renascimento cristão da Hungria após a Guerra. Tem a esperança de que os Estados Unidos da América possa evitar que o país caia sob o jugo comunista. A partir da ocupação alemã da Hungria (10 de Março de 1944), a aviação anglo-saxônica bombardeia intensamente as cidades e no dia 13 de Abril, um bombardeio sobre Györ destrói sua principal fábrica, causando 564 mortes e 1.100 feridos. A cidade será bombardeada ainda vinte e quatro vezes até o fim da guerra. O Bispo se dedica a consolar e socorrer a população.

Chegará o momento de prestar contas
Não obstante, em Junho de 1944 começa a deportação dos judeus da Hungria para os campos de concentração alemães. O Bispo se esforça por ajudar as vitimas enviando comida e roupas e  pede as forças inimigas para poder visitá-las, o que se não lhe permitem. Então, entrega à Gestapo de Györ uma mensagem para Hitler nestes termos: “Também os mandamentos de Deus se impõem ao Führer. Chegará o momento em que deverá prestar contas com Deus  e ao mundo por seus atos”. Essa admoestação lembrava ao ditador o caráter irrevogável do Juízo Final, quando fica fixado o destino eterno de cada pessoa. Jesus Cristo nos o advertiu: “Os que fazem o bem ressuscitarão para a vida, e os que fazem o mal, para a condenação (Jo 5,29)... E estes irão para o castigo eterno e os justos para a vida eterna (Mat 25,46).
“O juízo final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte”. (Catecismo da Igreja Católica, n° 1040).
Em Outubro de 1944, Hitler impõe a Hungria um governo de sua devoção, dirigido por Szálay. Em seguida, o cardeal primado Serédi reprova energicamente a este e a sua política de perseguição aos judeus. O Núncio Apostólico do Papa Pio XII na Hungria, Monsenhor Rotta, em colaboração com quatro embaixadores das potências naturais(Suécia, Suíça, Espanha e Portugal), conseguem salvar a vida de numerosos judeus. Por sua parte, o Monsenhor Arpor esconde a vários judeus em seu palácio episcopal e nos telhados da catedral. Um deles que ninguém em Györ havia ousado hospedar, contará com a cordial acolhida que se lhe deu no bispado e nas gestões pessoais do Bispo para encontrar-lhe um esconderijo seguro em Budapeste.
No dia 31 de Outubro de 1944, Monsenhor Mindszenty, Bispo de Veszprém, dirige uma solicitação a Szálazy para suplicar-lhe que entregue as armas a fim de evitar a ocupação e a pilhagem do oeste do país pelo Exercito Vermelho. Firmada também por Monsenhor Apor, essa solicitação não terá mais resposta senão a detenção do Monsenhor Mindszenty. No Natal, os soviéticos alcançam Esztergon, a capital religiosa da Hungria. Monsenhor Apor pode constatar, com motivo dessa primeira ofensiva do Exercito Vermelho, que tipo de libertação esperava aos húngaros; por todas as partes se realizam pilhagens, matanças e violações. Em Março de 1945, a linha de defesa alemã é derrubada pelos russos, que avançam até Györ. Na cidade tem lugar terríveis combates rua a rua. No dia 28 de Março, Quarta-Feira Santa (Cinzas), a torre da catedral em chamas desaba, ateando fogo em todo o edifício. O Bispo havia se retirado para sua residência, salva dos bombardeios, onde haviam se alojado grande numero de refugiados; no extenso sótão estavam escondidas uma centena de mulheres que temiam ser violentadas.

Não permacer impassíveis
A violência sexual contra as mulheres não é por desgraça nem um mal recente nem um crime pertencente a um passado distante. Em sua Carta as mulheres do Dia 29 de Junho de 1995, o Papa João Paulo II escrevia: “Como não lembrar a longa e humilhante historia amiúde “escondida” – de abusos cometidos contra as mulheres no campo sexual?... Não podemos permanecer impassíveis e resignados diante deste fenômeno. É hora de condenar com determinação, empregando meios legislativos apropriados de defesa, as formas de violência sexual que com freqüência tem por objetivo ás mulheres. Em nome do respeito da pessoa não podemos ademais não denunciar a difundida cultura hedonista e comercial que promove a exploração sistemática da sexualidade, induzindo a jovens inclusive de pouca idade a cair nos ambientes da corrupção e fazer um uso mercenário de seu corpo”.  
Decidido a todos os sacrifícios para proteger contra a força brutal a castidade e a honra das mulheres refugiadas em sua casa, o Monsenhor Apor espera com calma os soldados soviéticos. A quarta-feira pela tarde, os primeiros enroupem o bispado, gritando e agitando metralhadoras. Ele lhes entrega relógios, e outros objetos a fim de apaziguar-lhes. Durante toda a noite se nega a ir descansar dizendo: “ Devo ficar aqui caso ocorra alguma coisa”. No dia seguinte, celebra a Missa no sótão onde estão refugiadas as mulheres. Aparecem sem cessar novos soldados, que roubam e golpeiam os refugiados. Um dos soldados ordena ao Bispo que deixe livre o acesso ao sótão. Ante de sua negação, outro grita a seu camarada: “Mete-lhe umas quatro balas no ventre!”. Porém Vilmos não se move. Passa uma segunda noite em vigília sem dormir de quinta para sexta-feira Santa e lê para os fiéis o relato da Paixão do Senhor.
Na sexta-feira, Monsenhor Apor envia dois sacerdotes para que solicitem proteção ao comando soviético para as pessoas refugiadas no bispado; um oficial russo lhe responde com cinismo que os “partidários” russos tem direito a fazer o que quiserem. As 19 horas se apresenta um grupo de soldados bêbados, dirigidos por um major que já havia estado ali pela manhã para espiar. Fingindo amabilidade, o suboficial exige que lhe entreguem as jovens, que naquele momento preparavam uma sopa para os pobres, “para descascar batatas e realizar pequenos trabalhos de costura”, assim, pois, e entra no sótão com alguns soldados. O Bispo se coloca entre eles, prometendo ao major, que repete sua exigência, que lhe enviará um grupo de voluntários, homens e mulheres idosos para atender a seu pedido.
“Tio Vilmos... Socorro!”
Porém o tom sobe, os militares se mostram cada vez mais imperiosos, e o Bispo mais rigoroso na determinação de não deixar partir as jovens; sabe perfeitamente a sorte que as espera. O major, tomado de fúria, agarra o Bispo; empunha sua pistola, porém não se atreve a disparar. Monsenhor Apor aproveita a indecisão para empurrá-lo para fora do sótão, e logo se coloca diante da entrada. Nesse momento, ouve uns gritos de pânico: “Tio Vilmos...Socorro! Os soldados que estavam em baixo tentam seqüestrar as jovens. Monsenhor Apor se precipita no sótão, seguido de seu sobrinho e dois sacerdotes e do major. Sem preocupar-se com sua segurança, o Bispo grita a tropa: “Fora! Fora!”. Então, fora de si o major, ou um de seus homens, abre fogo. O Bispo e atingido por três balas: uma delas só lhe atravessa a roupa, a segunda passa próximo a frente, porém a terceira lhe alcança profundamente no ventre. Seu sobrinho Sándor Pálffy, de 17 años, tenta cobrir o corpo de seu tio mais também é ferido. Temendo um castigo de seus chefes os soldados abandonam rapidamente o bispado.
Um médico que está presente constata que é preciso operar para extrair-lhe a bala. Ao perguntar se o ferimento doe, Monsenhor Apor lhe responde com grande tranqüilidade: “Dói; graças a Jesus Cristo posso sofrer uma Sexta-Feira Santa”. A ambulância que o levou ao hospital é interceptada pelos soldados russos, um par de botas sobe a bordo e com a lanterna, focam o rosto do ferido. Este lhes olha com doçura e lhes abençoa.
Depois da operação, Vilmos Apor, meio inconsciente, exclama varias vezes: Sim! Sim!, sim!... Pouco depois confessa a sua irmã Gizella que por um momento tinha sentido horror a cruz que lhe esperava, e esses “sim”  eram a expressão de sua aceitação, por amor a Deus, dos sofrimentos e da morte. No dia seguinte, um sacerdote que lhe visitava lhe comunicava que nenhuma das mulheres refugiadas no bispado haviam sido violadas. O Bispo, pleno de gozo, sorri e murmura: “Valeu a pena... Dói; graças a Deus por ter aceito meu sacrifício”. O chanceler do Bispo que apresenta uma denuncia a respeito às autoridades soviéticas, é mandado embora com indiferença. Logo terá noticias dos numerosos abusos cometidos pelo Exercito Vermelho, encobertos pelos oficiais. Porém constatará que a proteção celestial alcançou as mulheres por quem o Monsenhor Apor  arriscou a vida.

O martírio uma Páscoa pessoal
No entanto, as dores do prelado chegam a ser insuportáveis  Apenas consegue murmurar: “Ofereço meus sofrimentos pelos fieis”. Na manhã da Páscoa comunga. Pela tarde, sob tensão, o médico constata uma peritonite. O doente se confessa e recebe a Extrema Unção. “Consegue dizer o seguinte:” Saúdo a meus sacerdotes; que permaneçam fieis à Igreja e anunciem com valentia o Evangelho...” Logo perdoa a seus assassinos e oferece sua vida em reparação pela pátria. Vilmo Apor entrega sua alma a Deus na segunda-feira da Páscoa do dia 2 de Abril de 1945, ás uma hora da madrugada. Do dia 9 de novembro de 1997, o Papa João Paulo II o elevou aos altares e o elogiou nestes termos: “ A imagem do Bom Pastor que entrega sua vida por suas ovelhas, o novo beato viveu em primeira pessoa a adesão ao mistério  pascal até o sacrifício supremo. Seu assassinato aconteceu precisamente na sexta-feira Santa,sendo golpeado de morte enquanto defendia seu rebanho. Desse modo experimentou, mediante o martírio, uma Páscoa pessoal. Que monsenhor Vilmos Apor anime aos crentes a seguir sem vacilar a Cristo ao longo da vida. Assim é a santidade a que esta chamado todo cristão”.
As exéquias do Bispo-mártir se celebram no bispado, no altar de Maria, “Patrona da Hungria”. Foi sepultado com grande discrição na capela dos carmelitas. Estava previsto transladar seus retos mortais à catedral depois de sua reconstrução, em 1948 o monumento funerário estava terminado, porém o governo comunista proibiu. Seus restos não poderão ser transladados até 1986.






   

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