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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


EVÁGRIO PÔNTICO (+ 399)
Biografia e bibliografia

Originário da Capadócia, discípulo de são Gregorio de Nazianzo, passou os últimos dezesseis anos de sua vida no Egito, como anacoreta.

Herdeiro dos grandes alexandrinos cristãos - Clemente de Alexandria e Orígenes - ele marcou, sob a forma nova da centúria espiritual, os princípios de uma mística decididamente intelectualista. A ascensão espiritual (psychanodia) consiste em reintegrar a alma (psyche) na "contemplação primeira" (theoria), onde ela verá Deus nela mesma, como num espelho. Por aí, o espírito - o nous - terá de se despojar dos pensamentos apaixonados, depois dos pensamentos simples eles mesmos, até a nudez completa de imagens (eikon), de conceitos e de formas. A contemplação primeira será assim realizada e, com ela, a oração perfeitamente pura, que nada mais é que um outro nome daquela.

Evágrio comanda uma das grandes correntes da espiritualidade bizantina. João Clímaco, Máximo, o Confessor, Simeão, o Novo Teólogo, os Hesicastas, vêm dele. Implicado na condenação do origenismo (em 553) repugnam-se a nomeá-lo, mas ele permeia por toda parte: plagiam-no ou recusam-no, até para anatematizá-lo de passagem, como João Clímaco, por exemplo.

A Philokalia - deixando de lado o bem laborioso e às vezes pueril "Evágrio do pobre", assinado Teodoro de Edessa - reúne quatro textos do Pôntico: Esboço da vida monástica (P.G. t. 40., cc. 1251s.), Discernimento das paixões e dos pensamentos (P.G. t. 79, cc. 1199s.), Trechos dentre os capítulos sobre a sobriedade (P.G. 40, Capita pract. passim) e finalmente, sob o nome de S. Nilo, o Tratado sobre a oração (P.G. t. 79, cc. 1165-1200), ao qual nos limitaremos aqui, considerando de bem perto a preciosa interpretação do Pe. I. Hausherr {As Lições de um contemplativo. O tratado da oração de Evágrio o Pôntico, Paris, 1960}, que constitui um "Evágrio comentado por ele mesmo". Sem falar da oração do coração, Evágrio destaca, com insistência, um certo número de traços que se encontram de ponta a ponta da tradição: guarda do coração, despojamento do espírito; simplificação da oração; ilusões: imagens, formas, etc.
''Jean Goulliard - Pequena Philokalia
Apresentação retirada de tradução em espanhol da Philokalia

Panfleto Misionero # S
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Evagrio, este hombre sabio e insigne que floreció alrededor del año 380, fue promovido por el gran Basilio a la dignidad de lector y, por el hermano de éste, Gregorio de Nisa, fue ordenado diácono. Fue instruido en las Sagradas Palabras por Gregorio el Teólogo: por éste fue incluso nombrado archidiácono, cuando le fuera encargada la iglesia de Constantinopla, según Icéforo Calisto, libro 11, capítulo 42. A continuación, abandonadas las cosas del mundo, abrazó la vida monástica.

Siendo realmente sutil al entender y habilísimo en exponer lo que entendía, Evagrio ha dejado muchos y variados escritos. De entre los mismos, han sido elegidos para este libro, el presente discurso a los hesicastas y sus capítulos sobre el discernimiento de las pasiones y de los pensamientos, en cuanto que son textos muy oportunos y de gran aplicación.

Las noticias a propósito de Evagrio nos fueron proporcionadas especialmente por Paladio en la Historia lausíaca (texto griego e italiano en la edición, a cargo de Ch. Mohrmann y C. J. Bartelink, Fundación L. Valla, A. Mondadori 1974). Su nacimiento se sitúa alrededor del año 345 en Íbora en el Ponto. Tal como nos lo dice Nicodemo, fue promovido a lector y luego a diácono.

Bastante tentado por la vida mundana, en momento de serio peligro para su castidad, mientras se encontraba en Constantinopla, a continuación de un sueño premonitorio, partió para Jerusalén. Allí vivió por un breve período en la casa de Melania la Anciana, ilustre dama romana, quien había convocado a su alrededor, en el Monte de los Olivos una comunidad monástica. Durante su estancia allí, muchas dudas asaltaron a Evagrio, con respecto a su decisión de abandonar el mundo pero, apoyado por Melania y tomando como una nueva señal divina una enfermedad que lo aquejara, partió hacia Egipto poco después. Se estableció primeramente y por dos años, en el desierto de Nitria y luego en las Celdas, donde vivió hasta su muerte que sobrevino aproximadamente en el año 399.

Profundamente convencido respecto del valor de la austera vida monástica en el desierto, Evagrio la conoció - y la vivió - acudiendo a las fuentes, manteniéndose en frecuente contacto con Macario el Grande, iniciador de la vida monástica en el desierto de Scete, conociendo también al otro Padre Macario. El ambiente en el cual Evagrio vivió hasta su muerte su vida monástica contrastó, por cierto, con la estructura intelectual de la cual estaba dotado y con su gran cultura. No por ello dejó de sentir una profunda admiración por la sabiduría práctica de esos santos ancianos, frecuentemente provenientes de familias campesinas pobres. Y más aún: además de vivir esta vida del desierto, llegó a ser un teórico de la misma. Seguidor de Orígenes, terminó, lamentablemente por extremizar justamente las teorías más discutibles de su maestro. Esto echó una sombra sobre su figura, a tal punto, que muchos de sus escritos nos fueron transmitidos al amparo de algún gran nombre de ortodoxia más afirmada. El nombre de Evagrio fue envuelto en la condena del origenismo y, por lo tanto, condenado por el Concilio de Constantinopla III (680-681), por el Concilio Niceno II (787) y por el Concilio de Constantinopla IV (869-870).

De Evagrio se puede encontrar traducido al francés el Tratado sobre la plegaría en Y. Hausherr, Les leçons d'un contemplatif : le traité de l'oraison d'Evagre le Pontique, Paris, Beauchesne, 1960, y el Tratado práctico en la colección Sources Chrétiennes 170-171. Tanto el Tratado sobre la plegaria como el Tratado práctico, se pueden encontrar traducidos también al inglés, reunidos en un único volumen, en las ediciones Cistercians Publications, Massachusetts, Spencer, 1970.

Resumo feito da apresentação da tradução do Tratado Prático, por Antoine e Claire Guillaumont

Quase tudo que se sabe da vida de Evágrio provem do capítulo da História Lausíaca que lhe consagrou Paládio, seu discípulo, por volta de 420, oitenta anos após sua morte.

Nascido em Ibora, no Ponto, vizinho de Anesoi, propriedade da família de S. Basílio, onde este último e Gregorio de Nazianzo vieram a se retirar em 357-358, para uma experiência de vida monástica. Esta proximidade o pôs em contato com os capadócios, tendo recebido de S. Basílio o lectorado, e após a morte deste (379) sendo ordenado diácono por Gregório de Nazianzo. Sua formação filosófica e religiosa veio dos ensinamentos dos capadócios.

Escreveu muitos livros, que por sua condenação juntamente com Orígenes, foram destruídos em suas versões originais em grego. Restaram as traduções em armênio e siríaco. Destes escritos destacam-se o “Tratado Prático”, um ensinamento na praktike em cem capítulo, um ensinamento gnóstico em cinquenta capítulos, o Gnóstico, e a Kephalaia gnostica, seis centúrias de doutrina herdada dos capadócios e de Orígenes.

O livro “Bases da vida monástica” sobreviveu em seu original grego, e define os traços específicos da vida monástica e as condições requeridas para se tornar monge.

O Tratado ao monge Eulogo, assim como as duas coleções de sentenças “Ao monge” e “A virgem” reúnem conselhos sob a forma dos provérbios bíblicos.

Outros livros tratam diretamente da praktike:

Dos oito espíritos de malícia (kakia), editado entre as obras de S. Nilo e atribuído a este, possivelmente para salvaguardá-lo do anátema que pesava sobre Evágrio.

O Antirético (antirrhesis), grande obra compreendendo oito partes, segundo os principais vícios (kakia).

Dos diversos maus pensamentos, editado também entre as obras de S. Nilo, mas sob o nome de Evágrio, onde se faz uma análise rica e profunda dos “pensamentos” (logismos), de suas relações, de seu mecanismo de formação e de desenvolvimento.

Da oração (euche), também entre as obras de S. Nilo, que em 153 capítulos (número dos peixes da pesca milagrosa e número triangular místico), onde se expõe a tese da "oração pura".

Vários comentários sobre os livros da Bíblia se perderam, restando apenas fragmentos em outros autores.

Por último, uma coleção de 64 cartas, duas exortações e curtos textos se conservaram em siríaco.

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