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sábado, 28 de janeiro de 2012

O que é Combate Espiritual?


São Paulo compara o cristão com um soldado.
O ministério de libertação é uma força de apoio ao combate espiritual a que todo cristão é chamado a viver. Precisamos conhecer esse combate na vida e nas palavras de Jesus.
O Mestre sofreu tentações antes de começar Sua vida pública: cobiça, vaidade e orgulho! Venceu esses males e nos ensinou a pedir: Pai, não nos deixeis cair em tentação, MAS LIVRAI-NOS DO MAL. O Pai-Nosso é a principal oração de libertação. O Apóstolo Paulo falou muito de Combate Espiritual. O texto mais eloqüente sobre esse tema está em Efésios 6,10-17: armadura do cristão. Cada versículo desse texto deve ser meditado com muita atenção.
A armadura de Deus é Jesus. Precisamos nos revestir de Cristo para estar a salvo dos ataques do inimigo. Isso significa permitir que o “homem novo” vá crescendo em nós, até o ponto de podermos dizer: já não sou eu que vivo, Cristo vive em mim.
Estar revestido de Cristo significa sentir como Ele sentia, fazer o que Ele fazia, falar como Ele falava, agir como Ele agia. É colocar a vontade amorosa de Deus como princípio e centro da nossa vida.
A Eucaristia é a expressão maior desse revestir-se de Cristo. É o melhor refúgio. Precisamos estar conscientes de que o inimigo de Deus existe e age. A Igreja afirma claramente que o demônio existe. Mas não é tão poderoso assim… é criatura, age só com a permissão de Deus.
É interessante conhecer as estratégias do maligno para que possamos resistir “no dia mau”, ou seja, na “hora H”. Santo Inácio de Loyola, com suas “regras de discernimento” nos ensina com sabedoria a perceber a voz do Espírito Santo, distinguindo-a da sedutora cantinela do inimigo.
Ao final do seu texto São Paulo compara o cristão com um soldado pronto para a guerra:
· o cinturão da verdade: Lembre-se de que o inimigo é o pai da mentira. É o príncipe das trevas. Portanto, não resiste à luz e à verdade. O Sacramento da Confissão é uma luz de verdade que deve ser utilizado como estratégia contra ele.
· a couraça da justiça: bastaria lembrar a Campanha da Fraternidade destes dois últimos anos. Justiça e Paz se abraçarão.
· calçado da prontidão para anunciar o Evangelho da Paz: a Nova Evangelização é uma estratégia de libertação. Quando nos fechamos em nós mesmos estamos à mercê dos ataques… mas quando nos colocamos a caminho…
· o capacete da salvação: na cabeça, um critério muito seguro que distingue as verdadeiras das falsas doutrinas: Jesus é o Salvador.
· a Espada do Espírito: é a Palavra de Deus, nosso instrumento de libertação.
"O papel de São Miguel Arcânjo no Combate Espiritual" Ir. Mikael Custódio das Santas Chagas

Deus sempre foi apaixonado por nós e por isso mesmo é que nos criou. Mas de onde poderemos haurir esta intuição? A resposta está no primeiro versículo da Sagrada Escritura.
“No princípio Deus criou o céu e a terra.” (Gn. 1,1)
Este versículo é mais do que simplesmente um ato trabalhoso de Deus. Aprendemos com a Santa Doutora de Ávila, Teresa de Jesus, que “Deus Basta”. Deus em Si mesmo se bastava. O ato de criar os seres, por mais que esses seres correspondessem plenamente aos desígnios divinos, não aumentaria em nada a Majestosa Glória de Deus, pois em Si, Deus é absoluto!
Também os anjos foram criados por Deus!
Os anjos são criaturas racionais perfeitíssimas, assim sendo, superam em tudo os outros seres. Eles não estão ligados aos limites da matéria, como nós que somos criaturas racionais e também possuímos um corpo material.
Quem sabe, para expressar de maneira mais simples, podemos dizer que precisamos de uma porta se quisermos atravessar uma parede; os anjos não são presos a esses limites de matéria, porque são criaturas puramente espirituais.
Assim também, receberam uma percepção e uma inteligência perfeitíssima capazes de compreender de maneira a não serem confundidos em nada sobre as coisas, porém sua inteligência perfeita é limitada, pois não conhecem os mistérios divinos naquilo que Deus não permite revelar.
Outra característica dos anjos é sua liberdade. Como nós, os anjos foram criados dotados de razão e de livre arbítrio, portanto livres para fazerem suas escolhas. Foram criados com uma individualidade particular, portanto não são todos iguais.
Incalculável é o número desses espíritos celestes, coorte magnífica diante do Todo Poderoso: “Mil milhares o serviam, e miríades de miríades o assistiam.” (Dn. 7,10).
Diante de toda essa incrível hierarquia, quis Deus colocar um ser que verdadeiramente espelhasse o Seu esplendor e formosura, como que uma obra-prima do mundo angélico, aquele que estava na ponta de todas as hierarquias.
“Tu és um selo de perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza; tu vivias nas delícias do paraíso de Deus (…) tudo estava a teu serviço desde o dia em que fosse criado.” (Ez. 28, 12-13)
Sendo o primeiro de todos, era o que estava responsável por iluminar os outros com raios da divindidade. Seu nome era Lúcifer: aquele que levava a luz…
Porém, antes dos anjos poderem para sempre contemplar sem véu a glória de Deus, acredita a Igreja que também eles foram submetidos a uma prova. Crê-se que o Altíssimo Criador manifestava-se a eles apenas envolto em penumbras, permitindo assim que fosse fomentado o amor das legiões celestes.
Alguns santos acreditam que a prova a que foram submetidos os anjos foi o anúncio da Encarnação do Verbo, Jesus Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, que viria ao mundo através da Virgem Maria. Essa é somente uma hipótese, pois não foi formalmente revelado qual teria sido a prova a qual os anjos foram submetidos.
Deus, o Altíssimo Criador, que do nada havia feito todas as coisas de maneira perfeitíssima, aquele cuja Face permanecia ainda escondida, mas que misteriosamente os atraia, haveria de tornar-se homem. Unir-se-ia o Inatingível a uma criatura menor em perfeição do que os anjos, elevando-a assim ao trono do Altíssimo; e mais, uma mulher tornar-se-ia Mãe de Deus, sendo exaltada em maior dignidade do que qualquer outra criatura, inclusive sobre todos os anjos, sendo assim sua Rainha e Senhora.
Eis a prova: submeter-se à vontade do Criador, sem entendê-la.
A mente de um anjo obscureceu-se diante do mistério que ultrapassava o seu entendimento. Lúcifer possivelmente não conseguiu entender o porquê do Criador resolver unir-se à criatura humana, inferior à natureza dos anjos. Ele haveria então de adorar um homem e de honrar uma mulher como Sua Augusta Rainha. Ele, “o perfeito desde o dia de sua criação” (Ez. 28,15). Como nos diz o livro de Tobias 4,14: “A soberba é o princípio de toda ruína”, e foi assim também para os anjos.
São Bernardo conclui: “aquele que do nada havia sido criado anjo comparou-se cheio de soberba com seu Criador, pretendendo roubar para si o que era próprio do Filho de Deus”.
São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, remontando Santo Agostinho dirá que “o anjo pecou querendo ser como Deus”.
“Não servirei!” (Jr. 2,20), foi o grito que rompeu o silêncio proposto pela prova. Não servirei! Foi o grito do anjo revoltado que sendo aquele que portava a luz, passou a ser trevas; de Lúcifer à Belial.
Não servirei! E com ele uma terça parte de anjos começou também a duvidar da grandeza divina (cf. Ap. 12,4). Instalou-se no lugar Sagrado a profana murmuração demoníaca da insubmissão.
Não servirei! “Subirei até o Céu estabelecerei meu trono acima dos astros de Deus, (…) tornar-me-ei semelhante ao Altíssimo” (Is. 14, 13-14)
E numa cega soberba, lançou-se a escalar os Céus, a fim de colocar-se no lugar de Deus, insubmisso e com seu murmúrio satânico como lema: Non serviam!
Então, atravessando os Céus e com intensa humildade outro brado se ouve: “Quem como Deus?”.
Mais uma vez o silêncio se estabelece na assembléia celeste. “Quem como Deus?” Entre o trono do Altíssimo e o anjo revoltado se levanta, investido da força divina um anjo. Mas quem poderia ser esse a se opor ao primeiro de todas as hierarquias celestes?
“Quem como Deus?” é o seu nome! Arcânjo Miguel (Jd 9), um dos Primeiros Príncipes (Dn. 10,13), coloca-se humildemente diante de Deus e valentemente contra o orgulhoso Lúcifer.
A murmuração deu lugar ao ato de adoração mais perfeito e ao reconhecimento mais humilde da criatura e da transcendência do Criador. O ato corajoso desse Arcanjo fez com que no Céu todos os anjos começassem também a bradar: “Quem como Deus? Quem como Deus? Quem como Deus?”.
“Houve então uma batalha no Céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu. Foi expulso o grande Dragão, a Antiga serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda terra habitada – foi expulso para a terra, e seus Anjos foram expulsos com ele. Ouvi então uma voz forte no Céu, proclamando: Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus.” (Ap. 12,10)
Após essa luta triunfal, os Anjos fiéis foram confirmados na graça de Deus enquanto aos apóstatas restou tão somnte: “o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos” (Mt. 25,41).
Aquele que desde o início tornou-se o “adorador do Verbo Encarnado” como a Santa Igreja Católica o chama, tornou-se também o Grande General dos Exércitos Celestes. No Livro de Daniel, cap. 12, encontramos São Miguel recebendo o título de Grande Príncipe, que se conserva junto aos filhos do povo de Deus – Israel. A Igreja, novo povo de Deus, é agora confiada à proteção desse nobre General que com todo afinco continua a defender a glória de Deus, Sua Igreja e cada um de nós que fazemos parte do corpo místico de Cristo.
A Santa Igreja ainda venera São Miguel como sendo o responsável pela entrada das almas no Paraíso. Por isso, frequentemente, a iconografia cristã o apresenta com a balança em uma das mãos, pesando as almas. Como também o representa com um escudo, demonstrando assim sua custódia em nosso favor, mas também com uma espada, ou por vezes, com uma lança ferindo o inimigo que está sob seu pé derrotado.
É belo ver que por vezes esse escudo vem com a estampa da Santa Cruz ou com a sentença “Quis ut Deus – Quem como Deus?”.
São Miguel é o Anjo que nos assiste contra o inimigo.
O campo de luta agora mudou de lugar: é na terra (cf. Ap. 12,12), e o Inimigo vendo que não pode mais atentar contra o trono da glória do Altíssimo precipita-se sobre nós, imagem e semelhança de Deus, tentando assim ofender a Deus.
Sua guerra agora é contra a descendência da Mulher, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e mantem o testemunho de Jesus (cf. Ap. 12,17).
Não cessemos, portanto de clamar a valorosa proteção do Generalíssimo Arcanjo São Miguel contra os embustes e ciladas do Demônio.
Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio! São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate.
Quis ut Deus? Nilli quis ut Deus! Quem como Deus? Ninguém como Deus!

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