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sábado, 10 de dezembro de 2011

10 de Dezembro - Dia Mundial dos Direitos Humanos


 

Dia dos Direitos Humanos: justiça, dignidade e igualdade

Nova York (RV) - As Nações Unidas celebram, neste sábado, o Dia Internacional dos Direitos Humanos.


Numa mensagem, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ressalta que "os direitos humanos pertencem a cada um de nós sem exceção, mas se não os conhecemos, se não pretendemos que sejam respeitados e não defendemos o nosso direito e os dos outros, permanecerão somente palavras vazias num documento escrito décadas atrás".


Segundo Ban, a importância dos direitos humanos foi muitas vezes enfatizada este ano. "Em todo o mundo, as pessoas se mobilizaram pedindo justiça, dignidade, igualdade e plena participação, direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Muitos desses ativistas continuaram fazendo manifestações pacíficas, apesar de terem sido várias vezes objeto de repressão violenta" – ressalta ele.


O Secretário-Geral da ONU ressalta que em alguns países, a luta continua e em outros foram obtidos importantes concessões ou a queda de regimes autoritários. Hoje, observando o respeito dos direitos de liberdade, reunião e expressão, os Governos não podem sufocar o debate público e eventuais críticas, bloqueando o acesso à internet e aos vários meios de comunicação social.


Segundo Ban Ki-moon, este ano foi extraordinário para os direitos humanos, pois foram alcançados novos processos de democratização, progressos na responsabilidade por crimes de guerra e contra a humanidade e atingiu-se uma nova e maior consciência dos direitos humanos.


"Tendo em vista os novos desafios que nos esperam, sigamos o exemplo dos ativistas de direitos humanos, deixemo-nos guiar pelo caráter forte e sempre atual da Declaração Universal e façamos todo o possível para que sejam acolhidos e reconhecidos os ideais e aspirações em favor de cada cultura e de cada pessoa" – conclui a mensagem. (MJ)

Celebra-se hoje, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, sob lema, “Dignidade e Justiça para todos”. Comemorar esta data tão transcendental na história da humanidade, na luta pela conquista da liberdade e felicidade para todos os homens e mulheres, é antes de mais, evocar uma longa caminhada histórica, de muitos séculos, plena de dificuldades e obstáculos, de incompreensão, lutas e resistências. Trata-se de um combate que vem de longe, que hoje prossegue em novas circunstâncias, e que porventura, terá de prosseguir sempre, uma vez que os direitos fundamentais terão de constituir uma conquista permanente, alargada e quotidiana de todos os homens.
Continua a estar bem presente na memória colectiva da humanidade, os sangrentos resultados do totalitarismo e da tirania que conduziram à segunda guerra mundial, e a quase destruição de tantos povos e países. As Nações Unidas ergueram-se com uma esperança de convivência internacional e de paz, afirmando-se em 1948, no dia 10 de Dezembro, a universalidade dessa luta pelos direitos do Homem e a necessidade de a fundamentar na solidariedade essencial de todos os seres humanos. Esse foi o grande passo dado então, que hoje nos cumpre celebrar, compreender e aprofundar.
A Guiné-Bissau, figura na lista dos países que proclamaram a sua fé aos direitos fundamentais do homem, ao subscrever a Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como algumas convenções e tratados sobre os direitos humanos. O estado guineense, expressa a sua total fidelidade aos ideais da paz, democracia e das liberdades fundamentais universalmente consagrados.
A expressão desta vontade devia ser traduzida em acções que favoreçam a igualdade dos direitos e de oportunidades, visando o desenvolvimento e o progresso sociais. Infelizmente estas comemorações acontecem numa altura em que o país atravessa uma crise sem precedentes continuando na cauda do relatório do índice do desenvolvimento humano publicado pelo Sistema das Nações Unidas, resultado da corrupção, do clientelismo político, das guerras fratricidas, da violação dos direitos humanos, enfim da má governação.
Paradoxalmente na Guiné-Bissau, a prioridade continua a ser o sector de defesa e segurança, contrariando as declarações do Primeiro-ministro aquando da tomada de posse do actual executivo. Assim dificilmente o país poderá atingir os objectivos do milénio, quando os sectores da Educação, Saúde e das Infra-estruturas são remetidos para segundo plano.
Urge uma tomada de medidas para inverter o rumo das coisas, por isso a Liga, aproveita esta ocasião para convidar todos os guineenses, sem excepção, a unirem-se em torno dos grandes desígnios nacionais, nomeadamente: a reconciliação, a luta pelo desenvolvimento, a solidariedade, a tolerância, a liberdade, a justiça, a convivência pacifica etc.. Aproveita-se ainda esta oportunidade para felicitar a todos os activistas dos direitos humanos que labutam incansavelmente e em condições de alto risco, a favor de uma Guiné-Bissau mais cívica e respeitadora dos direitos humanos, sem no entanto descurar aqueles defensores que labutam na clandestinidade, nomeadamente jornalistas, sindicalistas, médicos e enfermeiros, encorajando-os a prosseguirem com as suas acções.
Oxalá que, nas próximas celebrações do dia Internacional dos Direitos Humanos, haja vontade e coragem política para reajustar os salários dos médicos, engenheiros, docentes etc... dos coronéis, brigadeiros  etc.. quando isso acontecer  estaremos em condições  de dizer que o Know How e saber cientifico são respeitados tal como previsto no sonho de Amílcar Cabral para esta fase de luta.  
Para terminar, às organizações da sociedade civil em particular o Movimento Nacional da Sociedade Civil para A Paz Democracia e Desenvolvimento, vai a nossa inequívoca e incondicional solidariedade nessa luta, para a defesa da causa da democracia e do Estado de direito.

Bissau, 10 de Dezembro de 2007














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