Total de visualizações de página

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gostar e Amar

GostarAmar

Como toda a gente sabe, há muitas diferenças entre gostar e amar. Mas qual é aquela diferença fundamental entre gostar e amar? Onde se situa a fronteira entre cada um destes conceitos? Quando é que deixamos de gostar para passarmos a amar?

Antes do mais, quero esclarecer que me refiro aqui a “amar” não apenas no sentido de amor entre homem e mulher (por onde ele começa), mas também no sentido de amar a família, no sentido amar os amigos e no sentido de amar todo o universo.


Quando “gostamos” de alguém, temos sempre inconscientemente no nosso pensamento o que é que esse alguém pode fazer por nós, o que esse alguém tem para nos dar.
Não me interpretem mal, não se trata de sermos interesseiros! Não se trata do que as pessoas têm para nos dar/oferecer em termos financeiros ou em termos de vantagens materiais (isto só acontece a nível muito baixo); trata-se sim de uma tendência natural do ser humano para gostar das pessoas que são capazes de nos fazer sentir algo, que são capazes de serem interessantes para nós, que são capazes de nos oferecer amizade/amor, que são capazes de “movimentar” a nossa vida, que são capazes de nos ouvirem quando precisamos de desabafar e nos dizerem aquela palavra certa no momento certo, que têm a capacidade de nos inundarem com alegria, companheirismo, sentido de vida…


No momento subtil em que passamos a “amar”alguém, há algo porém que muda de forma radical na nossa maneira de “gostar”… uma espécie de “inversão de marcha” na maneira como nos damos.

DEIXAMOS DE PENSAR NO QUE É QUE A OUTRA PESSOA TEM PARA NOS OFERECER E PASSAMOS A PENSAR NO QUE É QUE NÓS TEMOS A OFERECER À OUTRA PESSOA...

É uma mudança subtil porque ocorre sem ser notada, a nível do nosso “piloto automático” (inconsciente).
Essa é a razão da força do amor ser tão poderosa: ela vem das nossas profundezas e impregna totalmente todos os nossos atos, toda a nossa conduta, as nossas crenças, tudo o que dizemos, tudo o que pensamos, tudo o que fazemos… Transmuta-se o chumbo em ouro… é a alquimia do ser humano.
Há uma inversão de marcha do egoísmo (o centro sou eu) para o altruísmo (o centro é a pessoa amada)… Deixa de fazer sentido o pensarmos “o que é que a outra pessoa pode fazer para me ajudar a ser feliz” para pensarmos “o que é que eu posso fazer para ajudar a outra pessoa a ser feliz”.

Assim, “gostar” e “amar” são apenas dois tipos de atitudes (entre muitas outras, como o ódio, a inveja, o ciúme) que representam diversas fases da evolução espiritual de cada ser humano.

Por isso, quando somos capazes de estender o nosso “amor” do círculo íntimo das pessoas que amamos ao círculo alargado do Universo, atingimos o máximo de evolução espiritual possível segundo o que Jesus Cristo nos ensinou.
Cristo disse: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” e nessa frase sintetizou a essência da sua mensagem.


Sigam esse ensinamento supremo e tão sábio… eu vou tentar fazer o mesmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

“Todo o conteúdo destes Blog é livre para uso, até porque o Espírito Santo não cobra 'Direitos Autorais' ”