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sábado, 9 de julho de 2011

A Unção dos Enfermos


             

Parte I
           A UNÇÃO DOS ENFERMOS
INTRODUÇÃO:
Com o sacramento da Unção dos enfermos a Igreja acode em ajuda a seus filhos que começam a estar em perigo de vida, por enfermidade grave ou velhice. Nestes momentos difíceis e importantes da vida - quando ventila-se o destino eterno do ser humano - , Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-se presente para nos socorrer com sua graça e sua misericórdia. O sacramento da Unção dos enfermos proporciona ao cristão a graça para vencer as dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou velhice. Uma coisa que deve preocupar a qualquer cristão será a de receber este sacramento - ele ou o familiar ou o amigo - no momento oportuno, valorizando a ajuda que pode prestar a quem o necessita.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O cristão frente à enfermidade e à morte
A morte chega inevitavelmente a cada ser humano, porque, - queiramos ou não - é o desenlace natural da existência. Normalmente, chega com a enfermidade grave ou por causa da velhice. Para enfrentar com dignidade e proveito este momento da vida, Deus socorre o cristão com a Unção dos enfermos, remédio e ajuda poderosa para saber levar com Cristo a enfermidade e sair ao passo da morte fortalecidos com a graça especial do sacramento. Mesmo que encontre ainda em alguns fiéis uma certa resistência, já que não querem encarar a realidade da morte, a prudência cristã ensina-nos que devemos estimar e desejar este sacramento como um presente da misericórdia de Deus. Não estaria mal pedir cada dia a graça de receber devidamente o sacramento da Unção dos enfermos.
2. O que é a Unção dos enfermos
Jesus Cristo deixou-nos um remédio salutar para toda e qualquer necessidade da vida sobrenatural, e nos últimos momentos da existência o demônio monta uma grande batalha, necessitando a alma de auxílios especiais. Estes auxílios foram vinculados por Jesus Cristo à Unção dos enfermos, sacramento instituído para o alívio espiritual e também corporal do cristão gravemente enfermo. Por este sacramento o cristão se une a Jesus Cristo para ter os mesmos sentimentos dele frente à dor e à morte.
3. Jesus Cristo instituiu este sacramento
O sacramento da Unção dos enfermos foi instituído por Cristo, ainda que quem o promulgou tenha sido o Apóstolo São Tiago, que mostra a Tradição da Igreja quando diz: "Alguém de vós está enfermo? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará. E se tiver algum pecado, lhe será perdoado" (Tiago 5, 14-15).
4. Efeitos deste sacramento
A graça especial do sacramento da Unção dos enfermos produz, como efeitos:
  • a união do enfermo à Paixão de Cristo, para o bem próprio e de toda a Igreja;
  • o consolo, a paz e o ânimo para suportar cristãmente os sofrimentos da enfermidade ou da velhice;
  • o perdão dos pecados, se não pode confessar-se e contando com que esteja arrependido de suas culpas ao menos com a dor de atrição;
  • o restabelecimento da saúde corporal, se isto for conveniente à saúde espiritual. Por isso não se deve espera para administrar o sacramento que o enfermo esteja já em agonia; o lógico é que esteja plenamente lúcido. Sem dúvida, se já perdeu o conhecimento, tem direito a que se administre o sacramento e assim deve ser feito, ainda que sob condição, na dúvida de que ainda esteja vivo.
  • A preparação para a passagem à vida eterna. A propósito da Unção, é oportuno recordar que a Igreja ajuda os enfermos também com o Viático. Os bons cristãos devem preocupar-se de que os doentes recebam com freqüência a Sagrada Comunhão e, se a enfermidade é grave, a modo de Viático, que significa "preparação para a viagem": a viagem para a vida eterna.
5. Modo de se administrar este sacramento
A administração deste sacramento tem diversas cerimônias. O essencial da celebração - assim como para os demais sacramentos - é a aplicação da matéria (santos óleos) e a forma (palavras que o ministro pronuncia, enquanto unge o enfermo. O sacerdote unge com o óleo abençoado (azeite de oliveira consagrado pelo bispo na quinta-feira santa, daí o nome "santos óleos") na fronte e nas mãos do enfermo, enquanto diz: "Por esta santa Unção e por sua misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que liberto dos teus pecados, Ele te salve, e na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos". Responde-se: "Amém". Em caso de necessidade, o presbítero pode abençoar o óleo que será usado na Unção.
6. É preciso preparar-se para a morte
Deus vem em nossa ajuda a cada momento, como Pai que nos ama e nos quer felizes na terra, e depois eternamente no céu. Ter estudado este sacramento deve fazer-nos pensar na realidade da morte, que recorda a necessidade de viver sempre na graça de Deus, crescer na vida cristã, aceitar os sofrimentos que tenhamos nesta vida e receber com alegria a morte, sabendo que é o passo necessário para nos encontrarmos com Deus no céu.
7. Propósitos de vida cristã
  • Oferecer com alegria as dores e sofrimentos da vida, especialmente a enfermidade, sem medo da morte.
  • Agradecer e estimar o sacramento da Unção dos enfermos, procurando avisar o sacerdote quando algum familiar ou amigo estiver gravemente enfermo.


Parte II

A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos.
Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbítero, a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie e salve. Exorta os mesmos a que livremente se associem à paixão e à morte de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus.
Não podemos rotular o Sacramento da Unção dos Enfermos como sinal de morte próxima, mas sim um Sacramento que podemos receber mais de uma vez quando passamos por doenças graves que necessitam de cuidados. Costuma-se na celebração o padre dar ao doente o Sacramento da Confissão, com o propósito do doente também arrepender-se de seus pecados.
Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.
Um importante requisito para a realização do Sacramento é a vontade do doente querer recebê-lo, ou seja, não adianta a família querer impor algo que o próprio doente não deseja (isso não vale só para esse Sacramento, mas sim para todos os outros). A família pode aconselhá-lo, chamar o padre à casa do doente, mas não impor o Sacramento sem a vontade e a consciência do doente. Se o doente querer e tiver a consciência da importância do Sacramento, aí sim, o Sacramento terá muitos frutos e graças.
A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de fraternidade, de nosso pecado. Deus cura a doença e a raiz da doença. Deus está presente em nosso esforço de arrancar o mal pela raiz. É o que celebramos na Unção dos Enfermos. A Unção dos Enfermos é o sacramento da salvação total, do corpo e do espírito ao mesmo tempo. É o sacramento da esperança, porque ajuda o doente a entregar-se confiante nas mãos de DEUS.
Jesus sempre teve um grande carinho pelos doentes. Quando os judeus os desprezavam, porque consideravam a doença um castigo de DEUS, Ele acolhia com amor e os curava.
"E passando Jesus, viu um cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: nem ele nem seus pais, mas foi para se manifestarem nele as obras de DEUS." (cf. Jo 9, 1-3). Jesus quis que aqueles que o acompanhavam continuassem sua missão, por isso deu a seus discípulos o dom da cura. "Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungido-os com óleo" (cf. Mc 6, 12s).
O Senhor ressuscita renova este envio e confirma, através de sinais realizados pela Igreja ao invocar seu nome:
"Quando colocarem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados" (cf. Mt 16, 18).

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