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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Oração

A Oração Mental
1. Da oração mental
Depois de tratarmos da oração vocal, o que vai nos ensinar sobre a oração mental?
A oração mental é a que se faz no interior da alma, sem se pronunciar as formulas das orações.
Qual é a excelência da oração mental?
Ela é o fundamento de toda oração, consistindo principalmente no desejo da alma, sem o qual não há nenhuma oração.
Como se chama essa oração interior que é toda da alma?
É chamada algumas vezes de meditação, e outras vezes simplesmente oração.
O que quer dizer a palavra meditação?
A palavra meditação significa o trabalho do espírito que considera, aprofunda avalia, por assim dizer, um assunto, em todos os sentidos, para achar os motivos para fugir do mal, procurar o bem e chegar a Deus.
O que quer dizer a palavra oração?
É a palavra que designa todo tipo de prece e que nos faz compreender que ela seja vocal ou mental, é uma obra da alma que aplica sua inteligência para conhecer o bem e a sua vontade para procurá-lo.
2.A oração mental segundo são Francisco de Sales
O que ensina são Francisco de Sales sobre a oração mental?
Ele diz: “A oração pondo nosso entendimento na claridade e na luz divina, expondo nossa vontade ao calor do amor celeste, nada há que purgue tanto o nosso entendimento de suas ignorâncias, e a nossa vontade de suas afeições depravadas.”
O que é que o Santo chama de nosso entendimento?
O entendimento é a mesma coisa que a inteligência ou a faculdade que nossa alma possui de conhecer a verdade, de entender a verdade, de ler na verdade.
E nossa vontade?
É a faculdade que a alma possui pela qual procura a verdade para  ama-la e dela fazer a regra de sua conduta.
E isso não é, então, toda a alma?
Certamente, pois nossa alma não é outra coisa que a inteligência ou entendimento, e a vontade ou amor.
Assim, a oração mental toma toda a alma?
Sim, toda a alma, se bem que às vezes a oração se faça mais na inteligência que medita, outras vezes mais na vontade que goza, saboreia, abraça a verdade que medita.
3. Do trabalho do entendimento na oração mental
Explique essa palavra de são Francisco: A oração pondo nosso entendimento na claridade e na luz divina...
Isso significa que para rezar  mentalmente é necessário que nosso espírito se alimente com alguma verdade da fé, como uma lâmpada se alimenta do óleo para clarear.
Como se chama essa verdade?
É chamada de assunto ou tema da oração.
Quais são as operações do espírito em torno desse tema?
O espírito o considera, examina,  mede, como já dissemos, a fim de o compreender tanto quanto possível em toda sua extensão, para dele recolher os frutos.
Quais são esses frutos?
Quando a luz aumenta na inteligência, a alma se compraz na claridade e luz divina, e daí é levada mais facilmente a fugir do mal e a procurar o bem.
Por exemplo?
Se eu medito na bondade, na doçura  e na suavidade de Deus vai ser mais fácil amá-lo e chegar até ele.
4. Do trabalho da vontade na oração mental
O que diz são Francisco sobre isso?
Ele diz que a oração expõe nossa vontade ao calor do amor celeste.
Ele faz alguma comparação?
Certamente e muito bonita.
Qual é?
Imagine um homem que, hirto de frio, se encontra diante de um bom fogo, e que saboreia o bem de sentir que o frio se vai e que o calor penetra em seus membros, reanimando a vida.
O que representa esse homem?
Nossa pobre vontade entorpecida pelo pecado e muitas vezes gelada para o bem.
E esse grande fogo?
É a própria bondade de Deus, que por mil benefícios, vem a nós e nos penetra para nos sarar, nos torna bons e enfim felizes.
5. Das vantagens da oração mental
Relate a palavra de são Francisco sobre essas vantagens?
“Nada há, diz ele, que purgue tanto nosso entendimento de suas ignorâncias, e nossa vontade de suas afeiçoes depravadas”.
De onde vêm essas nossas ignorâncias e essas afeições depravadas?
Do pecado original
Mas não foi remido pelo batismo?
Foi remido, certamente, mas ficaram as seqüelas; como  ficam num doente depois de uma enfermidade.
Então, a oração mental nos ajuda muito a nos levantar?
Ela nos ajuda tão bem que nisso nada a supera, segundo são Francisco de Sales.
Então será preciso nos ensinar longamente a oração mental.
Esse será o assunto de nossas próximas lições.
6. De que se compõe a oração mental
A oração mental é composta de muitos atos?
Assim como a oração vocal se compõe de muitas palavras sucessivas, assim como o Pai Nosso é formado de sete pedidos, a oração mental se compõe de vários atos da alma, que se seguem e se encadeiam para formar um todo cheio de harmonia.
Quais são esses atos?
Há os atos preliminares ou a preparação, os atos essenciais que fazem como um corpo ou melhor o coração da oração, enfim há os atos de conclusão nos quais se recolhe os frutos da oração.
Assim se distingue três partes na oração mental?
Sim, as chamamos preparação , corpo da oração e conclusão.
Dê uma comparação?
O Reino do céu é semelhante a um campo, diz Nosso Senhor. Essa comparação de um campo convém muito bem ao assunto.
Explique  a comparação?
O lavrador prepara o campo para a sementeira, depois semeia e recolhe, enfim goza dos frutos de seu trabalho. Aí está a imagem das três partes da oração mental.
7. Primeira parte: a preparação
O que deve fazer uma alma para se preparar para a oração mental?
Primeiramente, deve se recolher, quer dizer, deve concentrar todas as suas potências a fim de estar inteiramente voltada para a obra santa que se propõe fazer.
E depois?
A alma deve se colocar atentamente na presença de Deus: quer dizer, se lembrar do que a fé nos ensina sobre a imensidade de Deus presente em toda parte, de seu amor infinito por nós, e sobretudo da assistência misericordiosa que nos dá quando rezamos.
Não há algum outro modo que seja muito útil para  por-se na presença de Deus?
Será utilíssimo nos lembrar que Deus está não somente em toda parte mas que está presente dentro de nós, nos dando, como diz são Paulo, o ser, o movimento e a vida, nos dando sobretudo a graça de rezar e nos ajudar particularmente nessa obra tão doce e tão salutar.
Essa é toda a preparação necessária?
Não, é preciso ainda implorar o socorro divino, a misericórdia de Nosso Senhor, a assistência do Espírito Santo, a proteção da Santíssima Virgem e dos santos Anjos.
E então?
Depois desses atos preliminares, a alma está em estado de rezar, e precisa avançar como iremos lhe ensinar.
8. Segunda parte: os atos essenciais da oração mental
Quais são os atos essenciais da oração mental?
Alguns são atos da inteligência, outros atos da vontade.
Quais são os atos da inteligência?
É preciso primeiro penetrar profundamente na verdade que deve formar o fundo da oração, seja um artigo da fé, um mistério de Nosso Senhor, um ato da Santíssima Virgem ou de um santo.
E para se penetrar bem no assunto que se deve fazer?
É o que se chama considerações. Por exemplo: quando se vai estudar um grande e belo monumento, se leva em conta seu conjunto e suas partes, a harmonia das linhas, a beleza da decoração, etc. Do mesmo modo, diante de um assunto de oração , considera-se o que Deus fez por nós, o amor com que fez, o bem que nos preparou; diante disso o espírito será arrebatado de alegria em Deus seu Salvador.
É preciso fazer muitas considerações?
Depende da necessidade da alma, e da atração da graça que nos faz rezar. Pode-se fazer apenas uma consideração que alimenta a alma durante muito tempo, e então é inútil procurar outra coisa. De outras vezes será preciso multiplicar as considerações até que a alma se sinta vivamente tocada e que possa dizer como Davi: “Encontrei meu coração para fazer minha oração para meu Deus (II Sam. VII,27)”
Qual a faculdade da alma que principalmente age nas considerações?
É a inteligência, que se compraz “na claridade e nas luz divina”, como nos dizia são Francisco de Sales.
Quais os atos que resultam desses atos da inteligência na oração mental?
São os atos da vontade.
Quais são esses atos da vontade?
Podem se resumir em quatro: atos de amor ou de ódio, atos de confiança ou de temor.
Como se compreende esses atos?
Dissemos que são a conseqüência dos atos de inteligência: se considero a infinita bondade de Deus, serei levado a fazer atos de amor e de confiança; se meço a enormidade do pecado, farei atos de ódio, de detestação, de contrição; à vista do inferno e dos temíveis julgamentos de Deus, farei atos de temor; é assim que os atos da vontade são comandados pelos atos da inteligência.
Quais são os mais saudáveis desses atos da vontade?
São os que nos fazem detestar o pecado e amar a Deus.
Não é isso o principal na oração mental?
Certamente, são nesses atos que mais devemos insistir.
9. A conclusão da oração mental
Como se deve terminar a oração mental?
Sempre com alguma salutar resolução inspirada pelo desejo de nos afastar do pecado e de nos unirmos a Deus.
Essa não é uma resolução muito geral?
Certamente, a essa devemos juntar uma resolução de evitar determinado pecado, ou fazer um determinado bem em conformidade com a resolução geral.
Qual deve ser o caráter da resolução particular?
Que ela seja prática, e imediatamente prática, nos ajudando a vencer o defeito dominante ou a adquirir a virtude de que temos mais necessidade.
Como é preciso terminar a oração mental?
Por um movimento piedoso e cordial de agradecimento para com Deus, o inspirador de toda oração e a única fonte de nossos bens.
E como terminar essa lição?
Com o compromisso de rezar mentalmente, ao menos alguns instantes todas as manhãs e sobretudo antes da santa comunhão. Que Deus nos dê essa graça.
10. A oração mental é difícil
Há quem se queixe algumas vezes das dificuldades da oração mental?
Algumas vezes; mas, na verdade, a oração mental não é mais difícil do que qualquer outra forma de oração.
Isso espanta!
Não se espantará mais se lembrar que a oração é um desejo da alma, e que sem desejo não há oração. Ora, o desejo, que seja exprimido por palavras ou dito interiormente a Deus sem palavras é a mesma coisa, não haverá mais dificuldade de um lado que do outro.
No entanto se escuta sempre dizer: Não posso meditar!
Há aí um mal entendido, pois não há alma que não medite. Logo, a meditação é possível já que todo mundo a faz.
Como é isso?
Não é verdade que todo mundo pensa em seus negócios, examina sua situação, considera as possibilidades de sucesso, os perigos e enfim toma suas providências para que as coisas corram o melhor possível?
Nada mais verdadeiro, e o que concluir?
Conclui-se que se cada um pode meditar nos seus negócios, pode igualmente meditar no grande negócio de sua salvação; pode ainda melhor porque a graça do Espírito Santo ajuda as almas a rezar, as leva à oração, em uma palavra, as faz rezar quando são dóceis.
11. O mal entendido
O que é esse mal entendido que foi mencionado?
Esse mal entendido vem do que se chama métodos de oração.

Mas o que são esses métodos de oração?

São teorias verdadeiramente bastante engenhosas pelas quais os autores modernos querem ensinar às almas uma espécie de ginástica espiritual onde se encontram habilmente sistematizados todos os atos possíveis da meditação.

Mas então de onde vem o mal entendido?

Do fato de que tendo lido esses métodos, alguns acreditam que não há outros meios de meditar que não sejam esses.

E se pode rezar sem eles?

Os antigos não os conheciam, e achamos que suas orações valiam bem mais do que as meditações artísticas, compassadas, certinhas dos orantes de nossos dias. Pode-se, pois rezar sem métodos racionais.
12. As distrações
E o que dizer das distrações?
As distrações são uma miséria da qual não podemos escapar. Somente no céu há quem reze sem distrações.

Essa miséria não é muito miserável?

Ela é miserável, sem dúvida, mas se vem sem nos darmos conta, é preciso ficarmos em paz, deixa-la passar sem nada lhe dizer e continuar sua oração como se nada tivesse acontecido. É inofensiva como uma mosca que passa.

Mas não há distrações nocivas?

Há, e muito nocivas: são as que nós mesmos provocamos quando não é hora de rezar.

Como isso?

Se, durante o dia, damos livre curso aos pensamentos de vaidade, de curiosidade, afeição às coisas do mundo; se nossa alma se deixa levar pelas armadilhas de alguma das três concupiscências, podemos estar certos de que estamos nos preparando para funestas distrações quando formos rezar.

Por onde elas chegam?

Pela via que nós mesmos traçamos. Pois se, durante o dia, os desejos de nossas almas são levados para as coisas baixas contra a vontade de Deus, essas coisas de baixo voltarão durante nossas orações, contra nossa vontade;  é isso que se chama oração funesta.

13. Um certo segredo relacionado à oração

O que nos promete com o nome de um certo segredo?
Uma belíssima história.

Conte-nos!!

Havia uma menina coxa, que só podia andar com o auxílio de muletas. Mas sua alma não claudicava indo no caminho do céu.

Então como ela andava nesse caminho?

Reta; ia para Deus, e nada mais lhe importava. Todos os dias dava graças a Deus por ele ter quebrado suas pernas. Quantos pecados teria cometido, dizia ela, se pudesse andar como os outros!

E sua oração?

Era uma maravilha. Ela não sabia ler, não tinha idéia de métodos. Rezava com seu coração, suas meditações eram muito elevadas, e sobretudo universais, envolvendo todas as almas, como Nosso Senhor nos ensinou a rezar no Pai Nosso.

Onde encontrava os assuntos de suas meditações?

No Santíssimo Sacramento, na Paixão de Nosso Senhor e nos seus outros mistérios, e nas dores da Santíssima Virgem: para ela estava tudo aí.

Então como ela rezava?

Praticamente não tinha dúvidas, justificava muito bem o que dizia Bossuet: “A melhor oração é a oração da alma que se conforma inteiramente com a disposição que o Espírito Santo lhe dá”.

Quem foi seu mestre na ciência da oração?

O Espírito Santo; não há ninguém que  não possa ou não deva ir à sua escola.

E ela tinha distrações?

Quase nada: além do mais não lhes dava a mínima atenção, ia reta em seu caminho sem cuidar do que podia acontecer à direita ou à esquerda.

E ela rezava sempre assim?

Não, alguns dias ela dizia: “Tiraram minha oração”.

E o que fazia então?

Dizia simplesmente: “Vou esperar!” quer dizer que ela se punha pacificamente diante de Deus, pedindo com toda a humildade a graça de rezar; quando já tinha esperado bastante, a oração voltava. “Tornaram a me dar a oração”, dizia, e sua alma mergulhava em piedosos desejos diante de Deus, de Nosso Senhor e da Santíssima Virgem.
14. O espírito de oração

O que é a oração para a alma do cristão?

A oração é para a alma o que a respiração é para o corpo: como um corpo não poderia continuar vivo se não respirasse a todo instante, assim a alma não poderia permanecer na graça, se não rezar ao menos de tempos em tempos.

Como a alma é levada a rezar assim?

O corpo é levado a respirar por uma necessidade incessante e pelo movimento natural de sua conservação; a alma é levada a rezar por um movimento sobrenatural, obra da graça de Nosso Senhor.

Como se chama esse movimento sobrenatural na alma cristã?

Chama-se espírito de oração. Deus disse em Zacarias: Estenderei sobre a casa de David e sobre os habitantes de Jerusalém, o espírito de graça e de oração: Spiritum gratiæ et precum (Zac.XII,10).

O que é a casa de Davi?

É a casa de Nosso Senhor, filho de Deus e filho de Davi.

O que é Jerusalém?

É a Igreja, a sociedade dos filhos de Deus, os herdeiros da graça de Nosso Senhor.

O que é o espírito de oração?

É o espírito que faz rezar, é a graça da oração distribuída pelo Espírito Santo aos corações dos filhos de Deus.
15. O que faz o espírito de oração

O que produz nas almas o espírito de oração?

Ensina interiormente a necessidade que a alma tem de rezar; move eficazmente a alma para  a oração, onde encontra um gosto sobrenatural na própria oração.

E então o que faz a alma sob a ação desse espírito?

Então a alma aspira realizar essa palavra adorável, esse mandamento sagrado de nosso amável Salvador: “É preciso rezar sempre, rezar sem cessar: Oportet semper orare et numquam deficere (Luc.XVIII,1).”

Porque disse mandamento?

Porque Nosso Senhor disse: “É preciso, Oportet”; não podemos nem acrescentar nem diminuir a palavra de Nosso Senhor.

Como compreender esse mandamento?

É como se Nosso Senhor nos dissesse: é preciso sempre amar a Deus, é preciso sempre se conservar em estado de graça, é preciso sempre evitar o pecado.

Como podemos realizar esse mandamento?

Nunca o realizaremos perfeitamente aqui em baixo; mas devemos fazer tudo para o realizarmos o melhor possível.
16. Como é preciso rezar para rezar sempre

Como obedecer bem a esse mandamento de Nosso Senhor?

Primeiro é preciso querer realizá-lo; ora, essa vontade implica para nós o dever de nos afastarmos de todo pecado e de nos orientarmos sempre ao que agrada a Deus.

E depois?

Depois prestar atenção para não perder as boas ocasiões de rezar.

Quais são elas?

Antes de tudo, a hora das orações da manhã e a hora das orações da noite; a hora do Ângelus, as orações antes e depois das refeições, são circunstâncias em que o católico não deixa nunca de elevar seu coração a Deus, de respirar sua divina graça e de rezar.
17. As ocasiões de rezar

Não há ainda outras circunstâncias em que é bom elevar a alma a Deus?

Há ainda muitas outras, como por exemplo, ao levantar e antes de adormecer, ao nascer do sol e ao poente.

Como é preciso rezar ao levantar?

Dando graças a Deus por nos ter guardado durante o sono, lhe oferecer o primeiro pensamento de nosso espírito, a primeira batida de nosso coração, e oferecer nosso dia.

Como é preciso rezar antes de adormecer?

Não adormecer jamais com um pecado mortal na consciência, mas ao contrário, ter a consciência em paz e adormecer sob o olhar de Deus, nos recomendando à Santíssima Virgem e a nosso anjo da Guarda.

O nascer do sol pode também nos fazer rezar?

Sim, pois nos lembra como Deus é criador da luz, como a distribui às criaturas segundo a sua vontade; é preciso querer usa-la, assim como todos os benefícios de Deus para a glória de nosso Criador.

Quais os bons pensamentos que nos pode fornecer o poente?

O fim do dia deve nos fazer pensar no fim de nossa vida, a hora em que nossos olhos se fecharem à luz daqui de baixo, e quando nossa alma deverá ir para Deus e entrar em sua luz eterna.
18. As orações jaculatórias

Será que poderemos rezar ainda em outros momentos?

Sim, certamente: a qualquer momento podemos dirigir a Deus alguma oração jaculatória.

O que são orações jaculatórias?

Uma oração muito curta, mas, o mais ardente possível, que dirigimos a Deus.

Porque se chama jaculatória?

Porque parece um jato (jaculum, em latim quer dizer jato) um jato que lançamos para Deus do fundo de nosso coração.

O que devemos dizer a Deus nessas orações?

Tudo o que nos pode inspirar a fé, a esperança, a caridade e a contrição.

E onde encontrar a matéria dessas orações?

Na ordem das coisas da natureza, para admirar, louvar e agradecer o poder, a sabedoria e a bondade de Deus; na ordem da graça para admirar, louvar e agradecer o que Deus fez na Encarnação de Nosso Senhor, o que faz na Eucaristia e os outros sacramentos; enfim na ordem da glória para admirar, louvar, agradecer a Deus pela glória de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem e dos santos.

Haverá uma oração jaculatória que gostaria de nos ensinar?

Entre outras gostamos dessa:

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