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terça-feira, 5 de julho de 2011

Existência humana,


O que acho lindo na existência humana, apesar de sua aparente crueldade, é que para mim morrer não é terminar, mas continuar diferente. Um ser humano que se apaga, não é um mortal que termina; é um imortal que começa. O caixão é um berço. E a última noite de nossa vida temporal é a primeira manhã de nossa eternidade. “Ó morte tão nova! Ó única manhã!” dizia Bernanos. Pois a morte não é uma queda na escuridão, mas um salto na luz. Quando se tem a vida, só pode ser para sempre. A morte não pode matar o que não morre. Ora, nossa alma é imortal. Há somente uma coisa que pode justificar a morte e a dor: a imortalidade.
Doris Lussier - paciente terminal

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