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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Depressão II

João Paulo II considera a depressão um fenômeno preocupante

João Paulo II manifestou hoje a sua preocupação com o aumento dos casos de depressão e convidou à prática religiosa para combater este mal. O Papa falava aos 600 participantes da XVIII Conferência Internacional do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, a decorrer no Vaticano até Sábado.
“O aumento do número de pessoas com depressão torna-se preocupante. A depressão é sempre uma prova espiritual”, disse João Paulo II, partidário de novas vias para que cada pessoa possa construir a sua personalidade, cultivando a vida espiritual através da Eucaristia, recitação do Rosário e meditação dos Salmos, por exemplo.
“A doença revela fragilidades humanas, psicológicas e espirituais que, pelo menos em parte, são induzidas pela sociedade”, prosseguiu. A mensagem papal foi particularmente crítica para os meios de comunicação que “exaltam o consumismo, a satisfação imediata dos desejos e a corrida por um bem-estar material cada vez maior".
A participação dos jovens nas Jornadas Mundiais da Juventude foi apresentada por João Paulo II como exemplo da importância de propor às novas gerações figuras e experiências que “possam iluminar o seu caminho quotidiano e dar-lhes uma razão de viver”.

AS RESPOSTAS DA BÍBLIA
O cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, foi o responsável pela intervenção inaugural desta Conferência, constatando que «já existem formas de depressão na Bíblia e também respostas para a doença».
«A tristeza, a falta de interesse, a diminuição da capacidade de trabalho, transtornos no sonho, perda de peso, sentimento de culpa, pensamentos suicidas, vontade de chorar são sintomas depressivos que também aparecem no texto revelado, constatou.
Para o Cardeal português, dado que a antropologia bíblica conhecia o fenômeno da depressão, é possível procurar nas Escrituras que resposta lhe era dada.
«As respostas residem em algumas convicções fundamentais que constituem um remédio: a convicção de que o homem sempre é amado e apreciado por Deus, que Deus está sempre próximo e que o mundo não lhe é hostil, mas bom», elencou D. Saraiva Martins.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) esteve presente na sessão inaugural, representada pelo diretor do departamento de Saúde Mental, Dr. Sarraceno.

Este texto é de 14.11.2003

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