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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cruz

Cruz, troféu das almas fiéis


O caminho da cruz é o da verdadeira alegria e da verdadeira paz. É importante saber que não basta sofrer, mas o sofrimento deve ser aceito por amor a Deus, somente assim o amor é perfeito: “O sinal mais certo para saber se uma pessoa ama a Jesus Cristo é, não tanto o sofrer, mas o querer sofrer por amor dele” (Santo Afonso Maria de Ligório).
É grande sabedoria sofrer com mansidão e aceitação, porque aquele que sofre murmurando, jamais fará progresso na vida espiritual e corre um grande risco de se condenar: “As mesmas misérias levam alguns para o céu, e outros para o inferno” (Santo Agostinho).
O católico que não aceita a cruz é uma caricatura de cristão, é sinal que ele ainda não descobriu a verdadeira Face de Jesus Cristo, porque o caminho do céu é um caminho carpetado com cruzes: “Para ganhar o céu, todo sofrimento é pouco” (São José Calazans), e: “Quem abraça as cruzes que Deus lhe manda não as sente” (Santa Teresa de Jesus).
Aquele que não aceita a cruz, rejeita um tesouro preciosíssimo e viverá sempre na miséria espiritual, jamais alcançará o cume da montanha, mas viverá sempre na planície da espiritualidade: “Se se conhecesse o valor da cruz, não seria tão evitada e rejeitada. Só poderíamos encontrar prazer na cruz, repouso só na cruz e não nutriríamos outro desejo senão o de morrer em seus braços, desprezados e abandonados de todo o mundo. Mas para isso é necessário que o puro amor seja o santificador e o consumador de nossos corações, como o foi do de nosso bom Mestre” (Santa Margarida Maria Alacoque).
O católico que busca a cruz e a aceita com amor percorre o caminho da santidade, enquanto que aquele que foge da cruz, foge de um grande bem, e a sua vida se transforma numa desgraça: “Se deve considerar como grande desgraça nesta vida o não ter nada a sofrer” (São Vicente de Paulo).
O melhor remédio para tornar a cruz leve é aceitá-la com amor. Aquele que olha para a cruz com ira, cega o coração, e coloca na sua alma a inquietação.
O católico que não aceita o sofrimento é ignorante e covarde, a sua vida é um tormento contínuo, e o seu interior está sempre em guerra, porque o desejo dele é viver sem sofrer, é chegar ao céu sem passar pelo caminho da cruz, mas isso não é possível: “Querer amar a Deus sem sofrer por seu amor é ilusão” (Santa Margarida Maria Alacoque).
A árvore da cruz é frondosa, em cuja sombra podemos repousar a nossa alma imortal. É nessa árvore que colhemos frutos precisos que alimentam a nossa pobre alma, cuja doçura só se encontra nela e não na vida cômoda e regalada.
Feliz do católico que beija a cruz e a carrega com amor; esse vive mergulhado na paz e o seu coração está sempre alegre, porque na cruz o mesmo encontra a verdadeira felicidade que o mundo não pode oferecer: “A cruz pois, será a minha consolação, a minha doçura, a glória minha” (Santa Gema Galgani).
Feliz do católico que sofre amando, que abraça a cruz com amor e aceitação, porque o seu coração não conhecerá a inquietação: “A situação dos justos na terra é de sofrer amando” (Santo Afonso Maria de Ligório).
Aquele que passou pela Escola da cruz e aceitou todas as lições, dificilmente se perderá, para ele, a perseverança será mais fácil do que para outro que não sentiu o peso da cruz em seus ombros.
O católico que abraça com amor a cruz de Cristo não vacila na fé, ele não busca uma vida tranqüila e ociosa, mas procura sempre o mais difícil, com a intenção de agradar ao Divino Esposo de sua alma imortal. Ele não serve a Nosso Senhor pela metade, mas se entrega todo inteiro, sem reserva: “Muitos seguem a Jesus até ao partir do pão, poucos, porém, até ao beber do cálice da sua paixão… Muitos amam a Jesus, quando não há adversidade” (Tomás de Kempis).
Cultivar uma amizade quando tudo vai bem é muito fácil, mas continuar com a amizade no meio de provações é muito difícil, e é justamente na provação que descobrimos se a amizade é verdadeira ou falsa. O mesmo acontece na vida espiritual: amar Jesus Cristo quando tudo vai bem é muito fácil, mas continuar amando-O no meio das cruzes é prova de um amor verdadeiro: “Meu coração anda sempre sedento de sofrer em meio dos meus contínuos padecimentos e minha alma sofre angústias muito grandes por ainda não poder separar-se do corpo… Tudo me aflige e atormenta por não poder amar unicamente meu divino amor…” (Santa Margarida Maria Alacoque).
Quem deseja ser totalmente de Deus não deve trilhar o caminho fácil e largo, mas sim, carregar a cruz com alegria e convicção, deve viver no Calvário ao pé da cruz, porque esse é o lugar das almas fortes: “Portanto, uma pessoa que deseja ser toda de Deus deve estar resolvida a procurar nesta vida não os prazeres, mas a acolher com amor o sofrimento” (São João da Cruz).
A maior fortuna aqui na terra não consiste em possuir bens materiais, e sim, em sofrer por amor a Deus: “Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus e chegarás à vida eterna” (Tomás de Kempis).
O católico que não carrega a sua cruz, não pode ser seguidor de Jesus Cristo, porque é impossível encontrar a Nosso Senhor fora da cruz: “Procuro-Te e Te encontro sempre sobre a cruz”(Santa Gema Galgani).
A cruz de Nosso Senhor é o nosso consolo, sem ela, a nossa vida fica vazia e triste.
Não queremos outro caminho fora da cruz, porque é esse o caminho que nos leva ao céu.

Pe. Divino Antônio Lopes FP.
Anápolis, 26 de maio de 1999

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