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segunda-feira, 20 de junho de 2011

SANTOS

O que são SANTOS?

Santos são homens, mulheres e até crianças de todos os tempos que escolheram colocar a Vontade de Deus acima da sua própria. Deixando-se guiar pelo Espírito Santo, dedicaram-se a refletir Deus na Terra (cf. S. Paulo: ?Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim.? Gal 2,20).

São modelos e estímulos de intimidade com Deus, dos variados caminhos pelos quais podemos responder com nosso livre-arbítrio ao convite que nos é dirigido, a todos e a cada um de nós em particular: ?Vem e segue-Me!?
Quem determina quem é e quem não é SANTO?
Antes de mais nada, é Deus: Ele é quem nos chama à santidade; Ele é quem nos dota com os dons necessários para que reconheçamos Seu chamado e sejamos capazes de superar nossas fraquezas. Mas a RESPOSTA é sempre livre e pessoal.

?Reconhecendo que as virtudes dos santos são antes de tudo dons gratuitos de Deus, por meio de Cristo, nossa admiração e veneração por eles converte-se, assim, em louvor da bondade e poder de Deus capaz de realizar maravilhas naqueles que, embora fracos como nós, confiam na força de seu amor? (cf. Mac Dowell, S.J.).
Nos primeiros dez séculos da Igreja, os santos eram escolhidos por aclamação popular. Mas a piedade do povo, ainda que sincera, nem sempre conseguiu evitar lendas fantasiosas, e com o passar do tempo alguns detalhes biográficos e até mesmo a existência de alguns santos populares careceu de suporte histórico.
Por esse motivo, recorreu-se à Igreja para avalizar o julgamento popular: primeiramente por meio de seus bispos, e mais tarde, por intermédio do Vaticano, que instituiu formalmente para esse fim a Congregação para as Causas dos Santos, que regula as beatificações e canonizações.

Só os santos canonizados é que têm a verdadeira santidade?

Todos somos chamados à santidade, para constituir ?povo de Deus?, ?uma nação santa?, ?sacerdócio real?, ?templo santo? (cf. 1Pe 2,9; Ef 2,21). Em maior ou menor grau, a resposta de muitos fez santos dentre nós, ainda que não canonizados pela Igreja.

Quando foi que a Igreja começou a venerar santos?
Essa prática vem desde o AT, onde a especial honra dada a profetas, patriarcas e homens santos é testemunhada por santuários. Na tradição cristã, ela acontece desde o princípio da Igreja; no ano 100 d.C. já encontramos evidências de que os fiéis honravam cristãos falecidos (os santos mártires, que deram a vida pela Fé) e suplicavam sua intercessão.

A beatificação, o passo seguinte, requer a comprovação de pelo menos um milagre (exceto no caso dos mártires), considerado como prova de que a pessoa se encontra no Céu e pode interceder por nós; assim, o milagre deve ocorrer após a morte do candidato e como resultado de um pedido específico a ele dirigido. Quando o Papa beatifica um candidato, este pode ser venerado localmente na região ou no grupo junto ao qual tem especial significância.

Mais um milagre é necessário para que o Papa proclame a canonização de um santo (ou mártir): a canonização atesta que a pessoa viveu santamente, está no Céu e deve ser honrada por toda a Igreja. A canonização não ?faz? santos, mas reconhece o que Deus realizou, e a excelência da resposta dada livremente.
Embora a canonização seja infalível e irrevogável, o processo é longo e muito trabalhoso. Por isso, toda pessoa canonizada é santa, mas nem todos os santos são canonizados. Provavelmente você mesmo conheceu vários santos em sua vida; e se deu conta de ser chamado a ser um santo você mesmo.

A idolatria não é pecado condenado na Bíblia? ? então, porque os católicos têm IMAGENS dos santos ?

É comum termos bem à vista, em nosso escritório, em casa ou mesmo na carteira fotografias de pessoas que são especiais para nós: esposa/marido, filhos, mãe/pai, amigos queridos... Olhar para essas representações de nossos entes queridos nos faz lembrar deles, partilhar histórias deles com outras pessoas; podemos senti-los assim tão próximos, que em momentos especiais chegamos até mesmo a ?conversar? com eles ? mas não os adoramos, não é?. É por razões semelhantes que temos estátuas e representações pictóricas dos santos: com sua simbologia iconográfica, elas nos lembram da vida e obra desses modelos de santidade e nos convidam a imitá-los.

A veneração que dedicamos aos santos é diferente da adoração (= latria) que só dedicamos a Deus.

Se Jesus Cristo é o único Intercessor, como então os católicos rezam pela intercessão dos santos?

Todas as orações são dirigidas AO PAI, POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO; rezamos COM os santos, e não PARA eles.
Você já pediu para alguém rezar por você num momento difícil? - Por que você escolheu essa pessoa? Não teria sido porque confia nela, ou sente que ela entende o seu problema, ou que ela está próxima de Deus?
Pelas mesmas razões, recorremos aos santos. Sentimos que suas orações são particularmente eficazes, porque ? apesar de terem sido, como nós, apenas frágeis seres humanos ? conseguiram viver santamente e estão próximos de Deus, no céu. Muitas vezes, recorremos àqueles com quem nos identificamos, por terem enfrentado situações semelhantes às que nos afligem.

O que é Santo Padroeiro?
Os santos padroeiros são escolhidos como protetores ou guardiões especiais de determinadas áreas da vida: ofícios, igrejas, ordens religiosas, países, causas e até mesmo órgãos vitais; contra doenças, males, dores e calamidades, naturais e sobrenaturais ? tudo o que seja importante para nós.

Desde o séc. IV d.C. já encontramos registros de pessoas e igrejas nomeadas em honra aos apóstolos e mártires Alguns santos padroeiros foram determinados por papas, mas podem ser escolhidos também por outros indivíduos ou grupos. Frequentemente, a escolha é motivada por algum talento, interesse ou fato da vida do santo que tem a ver com a área especial cuja proteção lhe é confiada: os ecologistas escolheram Francisco de Assis, pelo seu amor à natureza; os confessores têm como padroeiro São João Maria Vianney (o Cura D?Ars), porque ele tinha o dom da sabedoria infusa: conhecia mesmo os pecados não confessados; São José é o protetor da família, porque em vida lhe foi confiada a proteção da Sagrada Família; é também o padroeiro dos operários, porque foi carpinteiro e conheceu as vicissitudes do trabalho duro. Anjos também podem ser nomeados santos padroeiros.

Os santos padroeiros podem ajudar-nos quando seguimos o seu exemplo de vida e quando pedimos suas orações de intercessão junto a Deus.

O que são carismas?

Carismas são dons sobrenaturais gratuitos concedidos a pessoas escolhidas por Deus, para o aperfeiçoamento da ação humana. Eles não se destinam ao benefício pessoal, mas ao bem espiritual de toda a Igreja. Os carismas não atestam necessariamente a santidade de seus possuidores. Alguns desses carismas estão listados por S. Paulo em 1Cor 12,1; 8-10; 28-30. Ef 4,11: o dom das línguas, da profecia, dos milagres; mas Paulo insiste (cf 1Cor 13) em que a caridade é superior a todos eles (dom que desenvolvido chega a ser a mais alta virtude).
evidências de que os fiéis honravam cristãos falecidos (os santos mártires, que deram a vida pela Fé) e suplicavam sua intercessão.
Como é que a Igreja escolhe os santos?
As últimas modificações foram instituídas por João Paulo II, em 1983. O processo começa após a morte de um católico a quem o povo considere santo.  Frequentemente, passam-se anos (ou séculos) até que o distanciamento no tempo tenha gerado uma perspectiva justa. O bispo local investiga a vida e os escritos do candidato, a fim de confirmar sua virtude heróica (ou martírio) e a ortodoxia de sua doutrina. Um painel de teólogos da Congregação para a Causa dos Santos avalia as evidências. Se for aprovado, o Papa proclama o candidato ?venerável? (digno de veneração, mas não ainda em âmbito universal).
A beatificação, o passo seguinte, requer a comprovação de pelo menos um milagre (exceto no caso dos mártires), considerado como prova de que a pessoa se encontra no Céu e pode interceder por nós; assim, o milagre deve ocorrer após a morte do candidato e como resultado de um pedido específico a ele dirigido.  Quando o Papa beatifica um candidato, este pode ser venerado localmente na região ou no grupo junto ao qual tem especial significância.   
Mais um milagre é necessário para que o Papa proclame a canonização de um santo (ou mártir): a canonização atesta que a pessoa viveu santamente, está no Céu e deve ser honrada por toda a Igreja. A canonização não ?faz? santos, mas reconhece o que Deus realizou, e a excelência da resposta dada livremente.
Embora a canonização seja infalível e irrevogável, o processo é longo e muito trabalhoso. Por isso, toda pessoa canonizada é santa, mas nem todos os santos são canonizados. Provavelmente você mesmo conheceu vários santos em sua vida; e se deu conta de ser chamado a ser um santo você mesmo.
A idolatria não é pecado condenado na Bíblia? ? então, porque os católicos têm IMAGENS dos santos ?
É comum termos bem à vista, em nosso escritório, em casa ou mesmo na carteira fotografias de pessoas que são especiais para nós: esposa/marido, filhos, mãe/pai, amigos queridos... Olhar para essas representações de nossos entes queridos nos faz lembrar deles, partilhar histórias deles com outras pessoas; podemos senti-los assim tão próximos, que em momentos especiais chegamos até mesmo a ?conversar? com eles ? mas não os adoramos, não é?. É por razões semelhantes que temos estátuas e representações pictóricas dos santos: com sua simbologia iconográfica, elas nos lembram da vida e obra desses modelos de santidade e nos convidam a imitá-los.
A veneração que dedicamos aos santos é diferente da adoração (= latria) que só dedicamos a Deus.


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