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domingo, 22 de maio de 2011

A Virgem Maria

A Beatíssima Virgem Maria

Principais Manifestações de sua Misericórdia

Maria se mostra como Mãe de Misericórdia no que diz respeito à “saúde dos enfermos, refugio dos pecadores, consoladora dos aflitos, socorro dos cristãos”. Esta gradação exprimida na ladainha, e muito representativa, pois mostra que Nossa Senhora exerce a Misericórdia em relação àqueles que sofrem em seus corpos para curar a alma, e que em seguida os consola nas aflições e os fortifica no meio das dificuldades que têm para superar. Nada nas criaturas é ao mesmo tempo mais elevado e mais acessível a todos, mais prático e mais doce para os reerguer do que a doença e sua recuperação.

Saúde dos enfermos

Cura principalmente as quatro feridas espirituais, que são as conseqüências do pecado original e dos pecados pessoais, feridas da Concupiscência, Imperfeições, Ignorância e Malícia.
Cura a Concupiscência ou a cobiça que está na sensibilidade, amortecendo o ardor das paixões, quebrando os hábitos criminosos. Faz com que o homem comece a queres mais fortemente o bem para afastar os maus desejos e também fique insensível a embriagues das honras e o atrativo das riquezas. Assim ela cura “a Concupiscência da carne e dos olhos”.
Traz remédio às feridas das Imperfeições que é a fraqueza em relação ao bem, a preguiça espiritual.
Ela dá a vontade à constância para aplicar a virtude e desprezar os atrativos do mundo para se lançar nos braços de Deus. Fortalece os que titubeiam e reergue os que caem.
Dissipa as trevas da Ignorância, fornece os meios para abandonar o erro. Lembra as verdades religiosas, ao mesmo tempo, tão simples e tão profundas exprimidas no Pai Nosso. Com isto esclarece a inteligência e a eleva a Deus. Santo Alberto o Grande que dela recebera a luz para perseverar em sua vocação e superar as armadilhas das trevas, disse muitas vezes que Ela protege os homens dos desvios que lhes tiram a retidão e a firmeza do julgamento, que os cura da lassidão na procura da verdade e que os leva a um conhecimento profundo das coisas divinas. Ele mesmo, em seu “Mariale” fala de Nossa Senhora com uma espontaneidade, uma admiração, um frescor, uma abundância que raramente se encontra em um homem de estudo.
Enfim Ela cura a ferida espiritual da Malicia, compelindo para Deus as vontades rebeldes, tanto com tenros avisos, como com severas repreensões. Por sua doçura detém os desatinos da cólera, por sua humildade abafa o orgulho e afasta as tentações do mal. Inspira os homens para que renunciem a vingança e se reconciliem com seus irmãos, fazendo-os entrever a paz que se encontra na casa de Deus. Em uma palavra, ela cura o homem das feridas do pecado original agravadas pelas faltas pessoais.

Refugio dos pecadores

Nossa Senhora é o refugio dos pecadores porque é a mãe de todos os homens. Justamente porque afasta o pecado que assola as almas, longe de abominar os próprios pecadores, os acolhe e os convida ao arrependimento. Livra-os das cadeias dos maus hábitos pelo poder de sua intercessão.
Obtém sua reconciliação com Deus pelos méritos de seu Filho lembrando-os em favor dos pecadores.

Consoladora dos aflitos

Nossa Senhora é a consoladora dos aflitos, desde sua vida terrestre. Em relação a Jesus, sobretudo no Calvário. Depois da Ascensão, em relação aos Apóstolos, no meio das imensas dificuldades que encontraram para a conversão do mundo pagão, Maria lhes obtinha de Deus o espírito de força e uma santa alegria no sofrimento.
Durante a lapidação de Santo Estevão, primeiro mártir da Cristandade, Ela o assistia espiritualmente com suas preces. Tirava os infelizes de seu abatimento, lhes obtinha a paciência para sofrer a perseguição. Vendo tudo o que ameaçava a igreja nascente, resistia firme, guardando um rosto sereno, expressão da tranqüilidade de sua alma e de sua confiança em Deus. A tristeza nunca tomava conta de seu coração. O que se conhece da força de seu amor a Deus faz pensar, dizem os autores piedosos, que Ela permanecia alegre nas aflições, que não se lamentava na indigência e na privação, que as injurias não podiam embaciar as graças de sua mansidão. Somente por seu exemplo confortava muitos que sofriam e que estavam acabrunhados de tristeza.
O Espírito Santo é chamado Consolador sobre tudo porque faz verter lágrimas de contrição que lavam os pecados, angustias e sofrimentos dos homens e restitui a alegria da Reconciliação com Deus. Pela mesma razão, Nossa Senhora é a consoladora dos aflitos, fazendo-os chorar santamente pelas faltas cometidas. Nas ladainhas de Loreto, estas quatro invocações: saúde dos enfermos refugio dos pecadores, consoladora dos aflitos e socorro dos Cristãos, lembram incessantemente aos fieis que Nossa Senhora é a Mãe da Divina Graça, e por isso Mãe da Misericórdia.

RAINHA DAS VIRGENS

Rainha das virgens porque teve a virgindade no mais eminente grau, porque conservou a virgindade na concepção, no parto do Salvador e para sempre. Por isso, ela fez as almas compreenderem o valor da virgindade, que não é apenas, como o pudor, uma inclinação louvável da sensibilidade, mas uma virtude, isto é, uma força espiritual. Ela mostra que a virgindade consagrada a Deus é superior à simples castidade, porque promete a Deus a integridade do corpo e a pureza do coração por toda a vida. Santo Tomas de Aquino diz que a virgindade está para a castidade assim como a munificência para a simples liberalidade, pois ela é um dom por si mesma, que manifesta a perfeita caridade. Nossa Senhora preserva as virgens no meio dos perigos, sustenta-as em suas lutas e as conduz, se elas são fieis, a uma grande intimidade com seu Divino Filho.

MARIA E AS ALMAS CONSAGRADAS

Qual é o seu papel em relação às almas consagradas? Estas almas são chamadas “as esposas de Cristo”. Seu perfeito modelo é evidentemente a Santíssima Virgem. A seu exemplo, devem ter em união com Nosso Senhor, uma vida de oração, de reparação ou de imolação pelo mundo e pelos transgressores. Elas devem também consolar os aflitos, lembrando o que diz o Evangelho, que o consolo que elas levam sobrenaturalmente aos membros sofredores do Cristo, é a Ele que elas levam, para fazer-lhe esquecer tantas ingratidões, friezas e mesmo profanações. Por isso a vida destas almas deve se esforçar para produzir as virtudes de Nossa Senhora e continuar, em certa medida, seu papel em relação a Nosso Senhor e aos fieis.

LADAINHA DE NOSSA SENHORA

Na ladainha é invocada Nossa Senhora sucessivamente em cinco prerrogativas distintas que aliás se completam sob seus títulos de mãe e de virgem, como obra prima de Deus designada em figuras e símbolos, como socorro em toda espécie de aflições e finalmente como rainha por excelência.
Algumas dessas desinências pedem uma palavra de esclarecimento. Espelho de justiça: o termo justiça é usado no sentido bíblico de santidade; se diz da Virgem que ela é espelho de justiça por ser ela quem melhor reflete a santidade de Deus. O termo vaso, três vezes repetido, tem também sentido bíblico. Neste caso parece legítimo dar-lhe a significação de ser, de criatura. Maria é vaso espiritual porque é a criatura, a única e singular criatura humana, que foi sempre residência do
Espírito Santo. É vaso honorífico no sentido de que é digna de toda honra mais do que qualquer criatura no céu e na terra. Finalmente como Nossa Senhora nunca deixo de ser devotada aos desígnios de Deus, ao seu mais alto desígnio que é a encarnação redentora, se reconhece ser Ela animada pela insigne devoção: eis a serva do senhor. Ninguém ignora que a rosa é o símbolo do amor. Já que Nossa Senhora é cheia de graça e de amor o homem a proclamou de rosa mística.
Nossa Senhora protege com força e inteligência de mãe contra a serpente infernal e suas hostes, por isso pode ser comparada à uma torre. Ela protege tanto mais firmemente contra os liames do pecado porque Ela própria nunca a deu a eles menor alternativa.
Pureza, castidade e proteção estão sempre conexas nas intervenções de Nossa Senhora, por isso é torre de marfim. Em seu seio virginal Maria deu ao Filho de Deus a natureza humana, é comparada, então, a uma moradia de beleza inestimável: casa de ouro. A arca da aliança abrigava somente as Tábuas da Lei, mas Maria abrigou aquele que o céu e a terra não podem conter.
Maria se aproxima de Deus muito mais do que o mais sublime dos anjos já que é mãe de Deus; está também mais próxima de Deus porque deu corpo ao Filho de Deus e por isto, se encontra mais elevada que os anjos, tem sobre eles autoridade e estes ficam radiantes por serem súditos de seu império, e se sentem honrados de executar suas ordens. Ela é verdadeiramente a Rainha dos Anjos.
Os patriarcas e os profetas que esperavam e anunciavam o Messias, o Redentor da humanidade devia inevitavelmente levantar os olhos para a Mãe do Messias, Aquela que finalmente iria esmagar a cabeça da Serpente. Esta espera que se prolongou por séculos, começara no coração de Adão e Eva, os primeiros pais do gênero humano, logo após o primeiro pecado e o primeiro perdão do Pai Celeste. A espera, a esperança e o anúncio profético ficaram mais precisos ao longo do Antigo Testamento. E assim os Patriarcas e Profetas anunciaram ao mesmo tempo o Redentor e Rei dos reis e a Virgem Santíssima que o traria ao mundo e reinaria à sua direita (Salmo 44: astitit Regina a dextris tuis). Com toda a propriedade Maria é invocada como Rainha dos Patriarcas e dos Profetas.
Depois ela veio na véspera do dia em que começaria a plenitude dos tempos, na primeira autora que precederia imediatamente o dia de nossa libertação, eis que sobre o galho de Jessé uma flor se abria.
Apareceu enfim no mundo a menininha que os Patriarcas e Profetas tanto esperavam, a filha de Joaquim e Ana, a filha de Adão e Eva que não tinha vestígios sequer do pecado dos primeiros pais.
Ela veio cheia de graça e de santidade, mais santa do que jamais seriam os santos da Igreja do Santo dos santos. Ela está na linhagem de santidade só a ela reservada: a santidade de mulher bendita que deveria dar a natureza humana a uma alma divina; santidade daquela que podendo dizer a Deus, com toda propriedade, meu Filho é introduzida por isso mesmo na intimidade da Trindade muito além do que qualquer outra criatura. Situada numa linha de santidade absolutamente própria e
reservada, por ser tão próxima do Redentor a ponto de ser sua Mãe, é inevitável que ela possua em abundância a graça e a caridade que forma os santos. Sua excelência em relação a eles é coisa necessária. Foi ela quem melhor penetrou nos segredos do Evangelho, meditou-os em seu coração com mais fervor e inteligência que os Apóstolos e os Evangelistas. Eis porque, sem ter pregado o Evangelho, é chamada de Rainha dos Apóstolos. Sua união à dolorosíssima paixão de Jesus foi mais dilacerante do que os suplícios dos maiores mártires, logo é Rainha dos Mártires.

Sem ter nunca celebrado os santos mistérios nem ter confessado a fé à maneira comum dos confessores, testemunhou desta fé na presença de Deus, dos anjos e dos bons homens com a força e constância da Santa Mãe de Deus; logo é com toda razão que pode ser aclamá-la Rainha dos Confessores. Enfim, sua virgindade foi de tal modo humilde, transparente e penetrada de caridade para com Deus, que mereceu tornar-se mãe de Deus permanecendo virgem; de algum modo o Verbo de Deus se obriga a consagrar a virgindade daquela que lhe dava a natureza humana:
verdadeiramente Rainha das Virgens e Rainha de todos os Santos.

Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós,
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai dos céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de Justiça,
Sede de sabedoria,
Causa de nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de David,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos cristãos,
Rainha dos anjos,
Rainha dos patriarcas,
Rainha dos profetas,
Rainha dos apóstolos,
Rainha dos mártires,
Rainha dos confessores,
Rainha das virgens,
Rainha de todos os santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao céu,
Rainha do santo Rosário,
Rainha da paz,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Senhor Deus, nós vos suplicamos que concedais a vossos servos lograr perpétua saúde de alma e corpo; e que pela gloriosa intercessão da bem aventurada
sempre Virgem Maria sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Amem.


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