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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Veneração ao Santo Crucifixo

Sobre o Santo Crucifixo


A devoção a Jesus Crucificado foi, durante  muitos séculos, a grande e quase única devoção das almas cristãs.
Diante do Crucifixo se prostravam reis e guerreiros, grandes e humildes, fraternizando naquele que deu o Sangue e a Vida por todos, indistintamente. Nos séculos da Fé, quase tudo se empreendia e se realizava com Crucifixo na mão; as grandes cruzadas, as maravilhosas fundações, a conversão das multidões e até a descoberta de novas terras. Por toda a parte se encontrava a imagem do Crucifixo se reuniam as famílias para pedir e obter bênção e graça, força e resignação, arrependimento e perdão.
Desde a mais tenra idade, a criança se habituava a contemplar a Cruz. A história da Paixão de Cristo era uma das primeiras narrativas que chorando se escutava.
Hoje, por medo de impressionar, se oculta completamente dos enfermos a aproximação da morte, privando-os assim da graça e do conforto dos últimos sacramentos; e não se fala às crianças na Paixão de Jesus, ao passo que se lhes permite em seguida escutar historias emocionantes e ver em filmes cenas pavorosas. Tudo isso não é senão artimanha do inimigo que quer impedir que reine o amor de Jesus nos corações. A Paixão de Cristo produz na alma de crianças e adultos, efeitos salutares. "É uma impressão suave e doce". O Drama divino se gravava no espírito com sentimento do valor do amor com que Jesus Cristo quis no salvar.
Com efeito nossos santos e santas de outrora, gigantes da virtude, santos e santas se tornaram contemplando longamente o Crucifixo. Da Cruz, Jesus se fez seu Mestre e eles os escutaram. Sobre eles reinou, e o seguiram; como um esposo deu-se às almas ávidas de amor, de dor, e de sacrifício e por Ele se imolaram. Mas, no decurso dos séculos, enfraqueceu-se a fé : o Crucifixo foi afastado das família, da escola de toda a parte. . . No hospital, o enfermo em seu leito de dor; no pretório, o inocente injustamente condenado; na sombria e triste prisão, o pobre prisioneiro que a dura prova conduzia à luz e ao arrependimento; todos em vão procuram a imagem do Deus crucificado por sua salvação.
Banido da sociedade o Crucifixo, passou pelo mundo um gelado sopro de rebelião e injustiça. Desfalecentes as almas, rareavam os heroísmos dos antigos tempos. Entre as próprias almas piedosas, quanto se negligenciou a salutar contemplação do Crucifixo! Mas Cristo quer reinar em nossos corações: Ele é amor e quer amor. Sofreu, derramou seu sangue e quer que este Sangue seja por nós recolhido e venerado. Quer, que todos aqueles pelos quais sofreu lhe compreendam a dor. A cabeça inclinada de Cristo na Cruz dá ás nossas almas o beijo do perdão e de amor; seus braços abertos nos abraçam a todos, seu lado aberto nos mostra o caminho que conduz ao Coração; Ele não quer mais, continuar a ser um estranho no meio de suas criaturas: "Quando eu for elevado da terra atrairei a mim todo ser" (Jo 12,32). Ele quer ver realizado o seu desejo. A nós todos abraçar.
Eis que efetivamente, em nosso dias o Crucifixo retorna à veneração. As almas retornam a Via do Calvário seguindo os Apóstolos no caminho da Cruz. Veneram-se novamente as Santas Chagas e a compaixão pelas dores de Cristo volta a ser mais viva.

Do Livro Flor da Paixão – Santa Gemma Galgani por Irmã Jesualda do Espírito Santo Carmelita - 1951

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