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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Se vacilar tua fé, retorna logo a casa do Pai

O FILHO PRODIGO ( Mt. 15, 11-32 ).

A parábola do Filho Pródigo tem um valor inestimável. Ela expressa, mais ternamente que qualquer outra, a misericórdia de Deus com o pecador arrependido. É evidente que este pai na parábola representa o Deus Pai mesmo. O filho mais novo representa os pecadores arrependidos. O filho mais velho representa os que se consideram justos e que, segundo o modo humano, não compreendem os mistérios da divina misericórdia.
Nesta parábola como em todo o Novo Testamento, a condição do perdão é a mesma: que cada um reconheça que é pecador e arrependa-se. O Evangelista São João nos diz: “ Se confessamos os nossos pecados , fiel e justo é Ele para nos perdoar e nos purificar de toda iniqüidade” ( I Jô. 1,9).
A cena desta parábola é muito breve. Num gesto ousado, contrariando as regras do jogo, o filho mais novo pede sua parte na herança. A divisão da herança era feita normalmente após a morte do pai. Aqui o pai não reage e consente respeitando o amor da liberdade que o filho mostrou.
Longe da companhia do pai, a vida do filho mais novo se tornou extremamente ambígua. Ele pagou o preço de sua irresponsabilidade. Estranho em terra estranha, depois de gastar todo o dinheiro que trouxe consigo, passa a viver a condição de servo, deixa de ser filho para ser escravo. Sua condição ficou extremamente humilhante, pois teve que cuidar de porcos ( animas impuros por excelência, para os
judeus), a fim de poder comer algo. Isto significa que ele chegou aos últimos degraus da degradação. Depois de pensar muito em seu grave
erro, decidiu voltar a casa do pai e de pedir ser admitido não como filho , mas como servo.
O pai generoso e misericordioso não perdeu a esperança de ver seu filho voltar a casa. Vendo-o ainda longe, encheu-se de compaixão e correu a seu encontro. Ele visa restabelecer plenamente o filho perdido. Seu primeiro gesto é não deixar que o filho repita o discurso de reencontro, e sobretudo evita que faça o pedido de ser tratado como servo. Para ele filho é sempre filho, apesar de todos os erros cometidos por ele. Imediatamente os servos são chamados para vestir
o filho, devolvendo-lhe a dignidade. Ordena que lhe ponham o anel,
conferindo-lhe plenos poderes de filho, e que o façam calçar sandálias, sinal da liberdade adquirida. Para completar a alegria e a benevolência o pai manda matar o boi de engorda. “ Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
O filho mais velho estivera até agora, fora da cena. Mas suas declarações o condenam. Seu erro fundamental é não querer se reconciliar, não aderir ao projeto do pai. E ainda era mais radical em relação ao irmão mais novo: calunia-o de ter devorado os bens do pai com prostitutas e não admite chamá-lo irmão. Limita-se a dizer “ esse teu filho”. Mas, o pai responde: “ Esse teu irmão estava morto e voltou a viver”.
Pai da imensa família humana Deus quer a paz na sua família. Não aceita que seus filhos passam o tempo disputando no caminho da vida. A pratica da justiça não basta para esta paz. A justiça é algo seco. Precisamos de amor e de perdão. “ Se pois ,fores apresentar uma
oferta perante o altar e ali te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa ali a tua oferta diante do altar,vai primeiro reconciliar-
te com teu irmão, e depois volta para apresentar a tua oferta (Mt. 5,24). Faltando a caridade, o sentido da justiça se obscurece.
Disse Bourdalou: “ Perdoar é o maior esforço do coração humano” , E Cicero:” O perdão é o ato pelo qual se ultrapassa o herói para igualar-se à divindade.
Senhor Jesus Cristo, tu és nossa esperança, agora e na hora de nossa morte!
Contagiados pela tua Palavra, aguardamos a Vida Nova que vai brotar de nossas cinzas. Pois acreditamos que a morte é “passagem” de nosso ser, de um corpo perecível para um corpo marcado com o selo da imortalidade.
Sabemos, Senhor, que este velho corpo não pode sobreviver, já que foi construído aqui na terra. Esperamos por outro, que jamais perecerá, já que é construído no céu: a semelhança daquele que tu mesmo ganhaste ao ressuscitar, primícias da nova humanidade, que por ti vive e em ti espera.
Essa “passagem” é mistério incompreensível para nós. Mas é mistério de esperança, não de tristeza; mistério de vida, não de morte. Mistério que dá sentido à nossa existência humana, ao nosso peregrinar e sofrer por este mundo.
Como tu mesmo falaste, Senhor, toda semente jogada ao chão acaba apodrecendo. Depois, porém, volta à luz do sol, de roupagem nova e cores festivas.
Se a erva do campo e as flores do jardim apodrecem e renascem, por que o homem uma vez ferido pela morte, não poderá também se levantar de novo?Ao espalhar a semente pela terra revolvida, o camponês anda firme na esperança de que ela voltará de novo à luz, trazendo alimento à mesa e alegria ao coração.
Mas nossa esperança de renascer para a Vida Nova é mais fundamental que a do semeador. Porque ele se baseia nas leis da natureza; nós nos fundamentamos em ti, Senhor: em tua Palavra, em tuas promessas, em tua vitoria sobre a morte...
Obrigado, senhor, pela esperança que semeaste em nosso coração, primeira flor de tua ressurreição! Se, com efeito, sem ela seria terrível enfrentar a vida, mais terrível seria enfrentar a morte...

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