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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Retiro

Retiro Espiritual
      
O Retiro Espiritual, não é um tempo para "ouvir palestras bonitas", é um tempo para escutar  o Espírito Santo e DEIXAR-SE CONDUZIR por Ele.
Ao mesmo tempo que o Retiro Espiritual é um tempo de mordomia espiritual, de parada, de descanso, de repouso, é também um tempo de trabalho, por isso Santo Inácio chama seus Retiros Espirituais de "EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS".
Esses "Exercícios" têm um tempo de LEITURA, um de MEDITAÇÃO, um de ORAÇÃO e um de CONTEMPLAÇÃO.



Leitura

É o fundamento, é algo que depende de nós, o Espírito Santo não lê por nós. A Leitura é como uma fruta que queremos comprar, escolhemos, olhamos bem, levamos à boca e começamos a mastigar, bem mastigada, por isso mesmo fazemos a leitura da "fruta", isto é, do trecho escolhido, três vezes, para que ele nos penetre bem. É a Leitura que nos leva à meditação.

Meditação

A "fruta", o trecho lido e relido, mastigado, começa a nos envolver com o seu sabor. Uma LUZ, vai nos fazendo descobrir que ali há um Tesouro escondido e começamos a perceber que sozinhos não descobriremos. Esse "desejo de descobrir" nos leva à ORAÇÃO.


Oração

Reconhecendo a nossa pequenez e limitações, começamos a pedir ao Senhor que nos ajude: "Senhor, escuta a minha oração, minha face vos busca e a vossa, ó Senhor, eu a procuro." (Cf. Sl. 26 , 7-8)
A  Luz e o Fogo que nasceram da MEDITAÇÃO vão crescendo e o CORAÇÃO se põe a  falar: "Meu coração se abrasa dentro de mim, meu pensamento se acendeu como um fogo. (Cf. Sl. 38 (39), 4) "Senhor, minha alma está sedenta de Vós, e a minha carne por Vós anseia, como terra árida e sequiosa, sem água." (Cf. Sl. 62 (63), 2) "Senhor, dá-me desta Água Viva,  para que eu já não tenha sede." (Cf. Jo. 4, 15)  É a Oração que, partindo do Coração se eleva a Deus, nos dará o "Tesouro escondido" fazendo que  experimentemos a suavidade da CONTEMPLAÇÃO.


Contemplação

Só Deus no-la pode dar ! Ela é a recompensa da LEITURA  feita com atenção, da MEDITAÇÃO feita em silêncio, com profundidade, da ORAÇÃO feita com humildade e o ardor de um coração que ama e deseja encontrar-se com o Senhor. Na Contemplação, o Senhor nos recria, nos renova, nos nutre, sacia a nossa aridez, nos planifica fazendo-nos compreender que tudo é pequeno, que tudo passa e só ELE é importante, nos basta e permanece.

Retiro espiritual

Lemos, muitas vezes, nos santos Evangelhos, que Jesus se afastava das multidões que o seguiam e retirava-se para um ermo onde pudesse entregar-se à contemplação. Antes de iniciar a sua vida pública, recolheu-se a um deserto, onde sua natureza humana foi posta à prova, sem que o demônio a pudesse dominar. A seus discípulos igualmente, ao voltarem da missão, retirava-se com eles para que pudessem na solidão  estar a sós com Deus.

São Bernardo apelidava a solidão de felicidade: “O beata sollitudo, o sola beatitudo”. Momento privilegiado aquele em que afastados do burburinho dos sentidos e do mundo podemos nos encontrar conosco mesmos e com Deus.

Foi no silêncio e na solidão  que Elias  ouviu a voz de Deus  na  suavidade de uma brisa. Na contemplação, os profetas, em recolhimento, sentiram o chamado e deixaram-se impregnar pelo Espírito, adquirindo forças para sua missão.

O silêncio e o recolhimento na oração foram e são marca constante na Igreja, desde quando os Apóstolos, no Cenáculo, por nove dias, na oração e no silêncio, esperaram a manifestação do Espírito Santo. Os eremitas fugiam e fogem das concupiscências da carne e da soberba da vida, indo para o deserto onde entregam-se ao conhecimento de si próprios e à união com Deus, para irradiarem a vida na Igreja com sua sabedoria.

Santa Tereza afirmava que Deus sempre quer nos falar, mas o mundo faz tanto barulho que não o podemos ouvir. “Tudo o que é definitivo nasce e amadurece no seio do silencio: a vida, a morte, o além, a graça e o pecado. O palpitante está sempre latente”, escreve Inácio Larrañaga.

Nas atividades do dia a dia nós nos perdemos. Deixamos até de pensar, como escreveu Pascal em um fragmento, um rascunho, talvez perdido em uma gaveta: “O homem foi feito para pensar; nisto a sua dignidade e seu mérito. Seu único dever consiste em pensar bem ; e a ordem do pensamento está em começar por si, por seu autor e por seu fim. Ora em que pensa o mundo? Jamais nessas coisas...” e conclui Sertillages, que cita o texto: “É preciso meditar muitas vezes sobre Deus, conceber a unidade da vida e a sua exigência de progresso, ter uma visão simples de nossas relações  e do nosso destino tão confusos pelo movimento habitual do mundo”. O espírito foi feito para pensar e julgar no Espírito de Deus.

O retiro nos leva às condições para a realização desta grandeza humana:”pouco menor que os anjos  fizeste o homem”, reza o salmo. No silêncio, vamos nos encontrar, primeiro conosco mesmos. Saber que somos criaturas privilegiadas e como temos respondido a essa nossa dignidade. Por atos penitenciais e de fé, no arrependimento, encontraremos a misericórdia de Deus no perdão. Nele apoiados planejamos uma vida nova. No silêncio e na oração, Deus nos revela sua face e nos fortalece como fortaleceu a Cristo nas tentações.

Sistematizando esses movimentos, Santo Inácio de Loiola, escreveu um roteiro, chamado “Exercício Espirituais”. Não é um roteiro para ser lido apenas, ainda que com muita atenção, mas para ser vivenciado. Por quarenta dias se estendem os exercícios, levando-nos da primeira semana na conscientização de nossa fraqueza e da falta de correspondência à graça, ao pedido de perdão pela misericórdia e, em vista  do nosso destino eterno, à resoluções firmes de uma nova vida. Foi a própria experiência que traduziu nestas páginas. Foi a experiência que exigia de todos os que queriam alcançar uma vida de humana perfeição na adesão à bandeira de Cristo.

Esse esquema é o seguido nos retiros que se fazem na Igreja em busca de um crescimento espiritual necessário para todos nós. Longe do barulho, procuramos examinar nossa vida e nosso atos confrontando-os com o Evangelho e, confiados na bondade divina, partir para uma vida nova, consciente de que o Reino de Deus está dentro de nós, Reino que é paz e alegria no Espírito Santo (Cf. Rm 14, 17).

Vivemos hoje um mundo de muitas solicitações. Não temos tempo para nada, tal o volume e velocidade de informações. Somos desviados pelas imagens e cultura para as concupiscências alheias ao espírito. Então o retiro, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças negativas e nos realizarmos como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus, nos tornarmos à imagem de Cristo.




Leia e Reflita:

Reunião de Satanás

Satanás convocou uma Convenção Mundial de demônios. Em seu discurso de abertura ele disse:
“Não podemos impedir as pessoas de irem de encontro a Deus.”
“Não podemos impedi-los de conhecerem a verdade.”
“Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com o seu íntimo. E, uma vez que eles ganham essa conexão com seu interior, o nosso poder sobre eles está quebrado.”
“Então o que podemos fazer?”
“Vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com o silêncio.”
O que quero que vocês façam é o seguinte - disse o diabo:
“Distraia-os a tal ponto que não consigam aproximar-se de Deus.”
“Como vamos fazer isso?” – Gritaram os seus demônios.
Respondeu-lhes:
“Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes.”
“Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem e tomar emprestado.”
“Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 a 7 dias por semana, durante 10 à 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios.”
“Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos.”
“À medida que suas famílias forem se fragmentando, muito em breve seus lares já não mais oferecerão um lugar de paz para se refugiarem das pressões do trabalho.”
“Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos.”
“Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais.”
“Bombardeiem as suas mentes com notícias 24 horas por dia.”
“Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos.”
“Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços e falsas esperanças.”
“Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão insatisfeitos com suas próprias esposas.”
“Mantenham as esposas demasiadamente cansadas para amarem seus maridos à noite, e dê-lhes dor de cabeça também. Se elas não dão a seus maridos o amor que eles necessitam, eles então começam a procurá-lo em outro lugar e isto, sem dúvida, fragmentará as suas famílias rapidamente.”
“Dê-lhes Papai Noel, para que se esqueçam da necessidade de ensinar aos seus filhos o significado real do Natal.”
“Dê-lhes o Coelho da Páscoa, para que eles não falem sobre a ressurreição e o seu poder sobre a morte.”
“Até mesmo quando estiverem se divertindo, se distraindo, que seja tudo feito com excessos, para que ao voltarem dali estejam exaustos!”
“Mantenha-os de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para refletirem na criação de Deus. Ao invés disso, mande-os para Parques de Diversões, acontecimentos esportivos, peças de teatro, concertos e cinema. Mantenha-os ocupados, ocupados.”
“E, quando se reunirem para um encontro, ou uma reunião espiritual, envolva-os em mexericos e conversas sem importância, para que, ao saírem, o façam com as consciências pesadas.”
“Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a Deus.”
“Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa.”
“Isto vai funcionar! Isto vai funcionar!”
Os demônios ansiosamente partiram para cumprirem as determinações do chefe, fazendo com que as pessoas, em todo o mundo, ficassem mais ocupadas e mais apressadas, indo daqui para ali e vice-versa, tendo pouco tempo para Deus e para suas famílias.
Creio que a pergunta é: teve o diabo sucesso nas suas maquinações?
Por favor passe isto adiante, se você não estiver muito OCUPADO!




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