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sábado, 30 de abril de 2011

Vamos rezar pela Erradicação da Pobreza no Mundo

Segundo um estudo recente efectuado pelo Banco Mundial, o número de pobres no Mundo ronda a casa das 1,4 mil milhões de pessoas, ou seja, 25 % da população dos países em desenvolvimento ou 20 % da população mundial. Relativamente aos dados divulgados em 2005 pela Instituição, houve uma revisão substancial (mais de 40%), confrontando os dados atuais com os cerca de 930 milhões divulgados nesse ano.

A variação encontra justificação em dois fatores: mais e melhores dados sobre a China e a subestimação do custo de vida nos países em desenvolvimento, agora corrigido. Os dois economistas do Banco Mundial que realizaram o estudo usaram como critério para o limiar da pobreza viver com menos de 1,25 dólares por dia, a preços de 2005.

Segundo eles, há 25 anos atrás o número de pobres no Mundo era de cerca de 1,9 mil milhões de pessoas, representando este valor, nessa altura, metade da população dos países mais pobres. Embora os referidos autores não disponham de dados que permitam avaliar o impacto da recente alta dos preços dos alimentos e das matérias-primas no aumento da pobreza no Mundo, tal efeito poderá ser muito forte, na ordem das 100 milhões de pessoas, tendo em conta as recentes declarações de Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. No entanto, só em 2010 teremos dados concretos.

No seguimento da exposição feita, uma questão se levanta que, não deixando de ser um lugar-comum, continua e continuará a ter a sua pertinência e atualidade: Se, por um lado, temos este cenário deveras negro e preocupante que pesa sobre a Humanidade que é a pobreza, por outro lado encontramos o reverso da medalha, ou seja, países com níveis de riqueza muito acima da média. Não podemos ficar indiferentes à correlação existente entre a pobreza de uns e a riqueza de outros.

Alguns dos países ricos ocidentais conseguem granjear altos rendimentos através das suas empresas transnacionais que encontram nos países pobres locais ideais, de acordo com os interesses daqueles, para investir. E fazem-no atraídas pelos ricos recursos naturais, os baixos salários e pela quase completa ausência de impostos, regulamentos ambientais, direitos laborais e custos de segurança laboral.

A título de exemplo, em 1990, o calçado produzido por crianças indonésias que trabalhavam 12 horas diárias por 13 centavos à hora, custava apenas 2,60 dólares, mas era vendido por 100 dólares ou mais nos EUA. Nós mesmos, na maior parte das vezes sem termos consciência disso, ao comprarmos determinados produtos, estamos a usufruir de bens para cuja produção se recorreu a trabalho infantil miseravelmente pago e que rouba a infância a milhões de crianças sem grande esperança no futuro, submetidas a um ciclo vicioso de pobreza. Faz-nos pensar…
Este artigo foi publicado em 2009

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