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domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa Antigo e Novo Testamento



Conexão entre a páscoa do Antigo Testamento
e a Páscoa do Novo Testamento

Conforme sabemos, o tempo antigo era um período de preparação do povo hebreu para o advento do Messias. Por esta razão, alguns acontecimentos na vida do povo hebreu e especialmente as profecias dos profetas, referiam-se à vinda de Jesus Cristo e a chegada do Novo Testamento. O Antigo Testamento, através das palavras do Santo Apóstolo Paulo era o portador da criança para Cristo e "sombra de futuras bênçãos" (Gal. 3:24; Heb. 10:1).
A ocorrência mais significativa na história do povo Judeu foi a libertação da escravidão egípcia nos tempos do profeta Moisés, a 1.500 anos antes de Cristo. Esta libertação passou a ser comemorada como a festa nacional da páscoa dos judeus, juntamente com outros acontecimentos, em conexão com a libertação do Egito: a morte, pelo Anjo, dos primogênitos egípcios e a graça das crianças judias em cujas casas eram feitos sinais de sangue do cordeiro de páscoa (daí a palavra "Páscoa" - "passar perto;") o milagre da passagem pelo Mar Vermelho e aniquilação das tropas egípcias que perseguiam os israelitas; e então o recebimento da Lei (os Dez Mandamentos) no monte Sinai, pelo povo judeu. Foi quando o povo hebreu passou a ser considerado como o povo de Deus. Desde aquele tempo, os judeus festejando a páscoa e seguindo os costumes dos seus antepassados, com orações e cerimônias simbólicas fazem oferendas, mas eles fazem com o cordeiro pascal.
Na a coincidência significativa da morte e Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo com os festejos da páscoa dos hebreus, é preciso notar a indicação de Deus na ligação interior profunda entre estes dois acontecimentos, a respeito dos quais o Santo Apóstolo Paulo escreve detalhadamente em sua epístola aos Hebreus. Confrontaremos a seguir os acontecimentos paralelos das duas Páscoas.

Páscoa do Antigo Testamento

O empenho do cordeiro sem defeito de Páscoa a salvação dos primogênitos israelitas com o sangue dele (Gen. 12).
A passagem milagrosa dos israelitas no Mar Vermelho e a salvação da escravidão egípcia (Exo.14:22).
A legislação no Monte Sinai no 50o dia após a saída do Egito e a conclusão da aliança com Deus (Exo. 19).
O saborear milagroso do maná enviado pôr Deus (Exo. 16:14).
A peregrinação de 40 anos pelo deserto e as diversas provações, as quais reforçaram nos israelitas a fé em Deus. A colocação da serpente de bronze. O hebreu que a olhasse era salvo de ser mordido pôr serpentes venenosas (Num. 21:9).A entrada dos hebreus na terra prometida por nova Ter- seus pais.

Páscoa do Novo Testamento

A crucificação do Cordeiro de Deus, por Cujo Sangue os primogênitos do Novo Testamento (cristãos) são salvos (1 Ped. 1:19).
O batismo na água e a salvação do domínio do demônio (1 Cor. 10:1-2; veja também em Romanos o 6o e 7o capítulos).
A vinda do Céu do Espírito Santo sobre os Apóstolos no 50o dia após a Páscoa e a instituição do Novo Testamento (Ato. 2).
O saborear do pão Celestial - Corpo e Sangue de Cristo na Liturgia (Joã. 6o capítulo).
Provações e dificuldades da vida que cada cristão tem de suportar. Livramento e salvação do remordimento da serpente espiritual, demônio, através da força da Cruz (Joa. 3:14). A promessa de novos céus e uma nova Terra, onde habitará a verdade (2 Ped. 3:13).

Nós podemos ver nestas comparações de acontecimentos pascais que os da páscoa do Antigo Testamento anteciparam as grandes mudanças espirituais as quais seriam concretizadas na vida dos homens após a Ressurreição do nosso Salvador. Eis porque os Apóstolos, comemorando a Páscoa do Novo Testamento afirmavam: "Nossa Páscoa - Cristo, foi sacrificado por nós!" (1 Cor.5:7).


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