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domingo, 17 de abril de 2011

Padres do Deserto


 
Padres do Deserto

BREVE INTRODUÇÃO EXPLICATIVA

O termo Padres do Deserto inclui um grupo influente de eremitas e cenobitas dos séculos III e IV que se estabeleceram no deserto egípcio. As origens do monaquismo oriental se encontram nessas ermidas primitivas e comunidades religiosas. Paulo de Tebas é o primeiro eremita do qual se tem notícia a estabelecer a tradição do ascetismo e da contemplação monástica, e Pacômio de Tebaida é considerado o fundador do cenobitismo – do monasticismo primitivo. Ao final do terceiro século, contudo, o venerado Antão do Egito orienta colônias de eremitas na região central. Logo, ele se torna o protótipo do recluso e do herói religioso para a Igreja oriental – uma fama devida, em grande parte, à vasta louvação na biografia de Atanásio sobre seus méritos. Esses primitivos monásticos atraíram um grande número de seguidores aos seus retiros austeros, através da influência de sua simples, individualista, severa e concentrada busca pela salvação e união com Deus. Os Padres do Deserto eram freqüentemente solicitados para direção espiritual e conselho aos seus discípulos. Suas respostas foram gravadas e colecionadas em um trabalho chamado Paraíso ou Apotegmas dos Padres. (Emily K. C. Strand).
Em aditamento (da lavra da Profª. Drª. Alina Torres Monteiro, Doutora pela Faculdad de Teologia San Damaso - Madri): Os primeiros monges cristãos no Egito do século IV ficaram conhecidos como os Padres do Deserto, devido ao seu magistério espiritual que exerceram junto aos discípulos das mais diversas procedências e condições sócio-culturais. Eles iniciaram a tradição monástica cristã revelando uma pungente sabedoria do espírito sob o envólucro de uma vida simples e austera. Seus ensinamentos chegam até nós pelo recolhimento esparso de breves palavras e de anedotas, conhecidas como apophtegmas, e sua importância é imprescindível para que se possa compreender a espiritualidade ocidental católica até nossos dias. Padres do Deserto, enfim, define teologicamente os monges orientais dos séculos III e IV que viveram nas regiões desérticas do Egito, da Síria e da Palestina.
Os Padres do Deserto eram autênticos mestres do ascetismo e de vida espiritual, e, freqüentemente, eram procurados por peregrinos ilustres. Os mais conhecidos foram: Antão (nos antigos escritos, particularmente nos de Santo Antão – um dos primeiros padres do deserto – observa-se que a vida destes padres era inspirada na oração, na castidade e na privação física), Pacomio, Malco, Hilarião, Macário e Isidoro, de Pelusio. Mas, está registrado que houve também algumas Madres do Deserto!
Finalmente, devo advertir que ler ao pé da letra os aforismos a seguir apresentados para reflexão praticamente não conduzirá a nada, até porque, ao pé da letra não transmitem nada ou quase nada. Para compreendê-los é preciso ler com os olhos do Coração. Por isso, fiz algumas intercalações entre colchetes no apotegmas e, ao final, comento rapidamente três deles. Tudo isso, claro, com um muito cuidadoso salvo melhor juízo!

3 comentários:

  1. Belíssimo blog, amei.
    Posso copiar alguns ítens?
    Que o Espírito Santo continue iluminando sua mente e o seu coração.
    PAZ E BEM!!!

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    Respostas
    1. Caro Tarcisío
      Pax!
      Minhas desculpas. Esta página estava em manutenção e o imagem foi deletada por engado. Volte a página:

      http://contemplarlaic.blogspot.com.br/2011/04/padres-do-deserto.html
      Lá você encontrará a imagem que queria.
      Sds,
      Antonio Garcia

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  2. Meu amigo Antonio, por que algumas imagens estão sumindo do blog?
    Um abraço!!!

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