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segunda-feira, 7 de março de 2011

Maria de Nazaré - Nossa Querida Mãe

Maria de Nazaré
Hoje, mais do que nunca, nós, cristãos, necessitamos conhecer e contemplar a pessoa de Maria de Nazaré, seu mistério, seu contexto, seus pais e o desenvolvimento de sua existência dentro da história da salvação. O estudo mariano é uma prática imprescindível e muito útil.

Maria de Nazaré existiu de fato. Ela viveu entre nós há dois mil anos atrás, num pequeno país do Oriente Médio, na Ásia (Lc 1,26-38). Teve uma família humana. Seu nome fazia parte da cultura de seu povo. Sua importância está, profundamente, ligada à sua missão na história da salvação.

Para estudar a figura de Maria de Nazaré, nós recorremos a documentos da época, aos textos da Bíblia, aos livros de Teologia e às informações das ciências humanas. Os mariólogos e estudiosos atuais têm dedicado seu tempo nas pesquisas e reflexões em torno deste tema, com muita acuidade, desvelo e primor.

As editoras católicas têm publicado interessantes resultados desses estudos marianos.

Significado do nome de Maria

Dentro da cultura da Bíblia, o nome tem significado especial. Não só serve para distinguir uma pessoa de outra. De certo modo, descreve a identidade e a função da pessoa.

No Evangelho de Lucas está registrado o nome da Mãe de Jesus, que será repetido com carinho pelas diversas gerações cristãs. Pontua o evangelista: “O nome da Virgem era Maria” (Lc 1,27). Em seguida, o mesmo nome é reiterado várias vezes (Lc 1,29.30.38.39.41.46.56).

Os estudiosos apontaram 60 explicações diferentes para o nome de Maria. Destacamos três raízes desse nome: a primeira vem da língua egípcia, “Mryt”, que significa “muito amada”. A outra vem do sírio, “Miryamu”, que tem sentido de “senhora”. E a terceira provém do hebraico, “Miryam”, que tem várias conotações.

Dentre os sentidos da língua hebraica, os estudiosos indicam: “mar amargo” (“Marjam”), “contumácia” (“Marah”), “uma gota do mar (“Marar”), “Senhora de minha linhagem” (“Harah”), “excelsa” (“Ram”), “iluminada” (“Hiphil), “amargura’ (“Marar”) e “augusta” (“Mrym”). Ao pronunciar o nome de Maria, nós devemos honrá-lo e invocá-lo com confiança e veneração.

Maria na Bíblia

Na Bíblia, várias mulheres, que tiveram um papel especial na história do povo de Deus, trazem o nome de Maria. No Antigo Testamento, há uma mulher chamada Maria, que é irmã de Moisés e Aarão (Ex 15,20-21).

No Novo Testamento, encontramos Maria de Betânia, irmã de Marta e de Lázaro (Lc 10,38-42), Maria Madalena (Lc 8, 2) Maria, mãe de Tiago e de José (Mt 27,56) e Maria, mãe de João, de sobrenome Marcos (At 12,12). São Paulo também menciona outra Maria, uma cristã de Roma (Rm 16,6).

Desempenhando uma missão especial na história do povo de Deus, temos Maria, a Mãe de Jesus Cristo, o nosso Salvador (Lc 1-2). A mais antiga menção dela está na Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 4,4).

Palestina

A Mãe de Jesus viveu na Palestina, pequena faixa de terra, situada na Ásia. Sua área era de 20 mil km2, com 240 km de comprimento e o máximo de 85 km de largura. O tamanho de seu território corresponderia aproximadamente ao tamanho do nosso Estado do Sergipe.

Do lado oeste da Palestina, encontra-se o mar Mediterrâneo. A leste, cortando seu território, há o rio Jordão. Esse rio deságua no mar Morto, que fica 426 abaixo do nível do mar e contém 25 % de sal em sua água. Há dois lagos: Heron (ou Hule) e Tiberíades (ou Genesaré).

A Palestina é divida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas que muito influencia no seu clima. No lado oeste, o vento frio do mar, ao chocar-se com a parte montanhosa, provoca chuvas freqüentes, beneficiando toda a faixa costeira. A parte leste das montanhas, porém, não recebe o vento do mar e, conseqüentemente, apresenta clima quente e região mais árida.

As terras cultiváveis estão na parte norte da Palestina, na região da Galiléia e no vale do rio Jordão. A região da Judéia é montanhosa e se presta mais como pasto de rebanhos e cultivo de oliveira.

Os Pais de Maria

A tradição da Igreja afirma que os pais de Maria chamavam-se Joaquim e Ana. Não há notícia deles nas Sagradas Escrituras, mas em um livro venerável do século II: Proto-Evangelho de São Tiago.

O nome “Joaquim” é hebraico, “Yôakim”, que significa “Deus eleva”. São Joaquim teve uma educação profundamente piedosa. Era comerciante e proprietário de terras em Nazaré e Jerusalém. Procedia de Séforis. Era homem temente e servidor de Deus.

O nome “Ana” é também hebraico, “Hannah”, que significa “graciosa”. Santa Ana era mulher piedosa e bastante serviçal. Descendeu, pelo pai, de Eliud, da Tribo de Levi; e pela mãe, Esméria, da Tribo de Benjamim. Guardava grande fé e confiança em Deus.

São Joaquim e Santa constituíam um casal distinto, mas viviam tristes e humilhados porque não tinham filhos. Eram estéreis. Rezavam confiantes para que Deus suscitasse para eles uma descendência.

Joaquim retirou-se para deserto a fim de rezar, onde permaneceu 40 dias em jejum e oração. Um anjo apareceu-lhe e comunicou-lhe que ele teria filha. Também sua esposa recebeu a mesma mensagem do anjo.

De fato, tiveram uma filha, para qual deram o nome de Maria.

A Filha de Joaquim e Ana

Na Bíblia, a filha de Joaquim e Ana aparece como uma mulher simples do povo, que habitava em Nazaré, um povoado pequeno da Galiléia, situada ao norte de Palestina (Lc 1,26). Era esposa de José, carpinteiro justo e honrado (Mt 1,18-25). Pessoa de fé, era muito sensível às necessidades dos outros (Lc 1,39-45.56).

Maria foi escolhida pelo Pai do Céu para ser a mãe do Salvador (Lc 1,30-33;Gl 4,4). Movida pelo Espírito Santo, ela entregou-se totalmente ao projeto de Deus, vivendo sua vocação com fidelidade. Aceitou, livremente, a proposta de Deus, dedicando-se à obra do Filho de Deus (Lc 1,26-38).

Maria concebeu Jesus em Nazaré, da Galiléia (Lc 1,26;Mt 1,1-25). Todavia, foi com José a Belém, em Judá, para o recenseamento e lá deu à luz ao Messias (Mt 2,1-8). Na época própria, Maria e José levaram o menino

Jesus para ser apresentado no templo de Jerusalém, cumprindo assim a lei judaica (Lc 1,21-38). O menino também foi circuncidado. Em Belém, Maria e José presenciaram a vinda dos magos do Oriente, que vieram visitar o Salvador (Mt 2,1-12).

Presença na vida de Jesus

Mais tarde, Maria e José fugiram com Jesus para o Egito para escapar da perseguição do rei Herodes (Mt 2,13-18). Ali ficaram certo tempo, retornando a Nazaré quando o rei Herodes morreu (Mt 2,19-23).

Em Nazaré, Maria e José cuidaram do menino Jesus e o educaram bem, acompanhando sua formação humana e constituindo com ele uma verdadeira família, cheia de amor e de compreensão (Lc 2,51-52). Eles o levaram ao templo de Jerusalém, em peregrinação para a páscoa judaica, quando ele tinha 12 anos (Lc 2,41-50).

Maria participou da vida de Jesus Cristo, sendo sua mãe e, ao mesmo tempo, sua discípula (Mc 3,31-35). Sabia guardar os mistérios da fé em seu coração (Lc 2,19.51). No início do ministério público de Jesus, Maria esteve com Ele nas bodas de Cana, obtendo dele seu primeiro milagre (Jo 2,1-12).

Ela sempre soube ouvir a Palavra de Deus, anunciada por Jesus, e vivenciá-la (Lc 11,27-28). Foi sua generosa companheira e a humilde serva do Senhor, acompanhado os passos do Salvador com atenção, fé, discrição e docilidade.

Mulher forte e fiel

Mesmo na paixão de Jesus, Maria esteve junto à cruz, em pé, firme, quando o entregou ao Pai e foi dada por seu Filho como Mãe dos Homens, na pessoa de João (Jo 19,25-27). Revelou-se como mulher forte, conservando sua fidelidade de maneira constante, tanto nos momentos alegres, como nos cruciais.

Jesus Cristo não permaneceu na morte, mas ressuscitou e está vivo, junto do Pai do Céu, como testemunhou os primeiros cristãos (Jo 20,1-29;Lc 24,1-43;Mc 16,9-20;Mt 28,1-10). Com toda a certeza, Maria, peregrina na fé, acreditou na ressurreição de seu Filho.

Maria esteve presente com os apóstolos e os discípulos no cenáculo de Jerusalém, perseverante e em oração, por ocasião de Pentecostes (At 1,12-14). Pela tradição cristã, sabemos que foi uma presença ativa, consciente e participativa na Igreja dos primeiros cristãos.

Tornou-se testemunho, apoio e fonte de orientação e de informação para a comunidade cristã, a qual anunciava e vivenciava o Evangelho da Salvação, tanto na Palestina, como em outros lugares.

Depois de cumprir sua missão na terra, Maria foi assunta de corpo e alma ao céu. Está viva e ressuscitada, participando da comunhão dos santos. Junto de Jesus, é capaz de interceder por nós. Por isso, nós podemos dedicar nosso culto a Mãe de Deus e rezar a ela com confiança.

Mariologia, estudo atual e útil

No contexto atual, os cristãos, que buscam viver o cristianismo de maneira consciente e responsável, sentem a necessidade de conhecer mais a figura e a missão de Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Para tanto, procuram estudar melhor o mistério mariano.

A veneração da Mãe de Jesus está presente na vida da Igreja, tanto na piedade popular como no culto oficial. Tal veneração é “um fato eclesial relevante e universal. Ela brota da fé e do amor do povo de Deus para com Cristo, Redentor do gênero humano, e da percepção da missão salvífica que Deus confiou a Maria de Nazaré, através da qual a Virgem não é somente Mãe do Senhor e do Salvador, mas também, no plano da graça, a Mãe de todos os homens” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, nº. 183).

Quando os cristãos, que estão imbuídos da veneração mariana, desejam compreender as verdades da fé, experimentam o dever e a urgência de considerar e refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria no projeto de Deus e na vida da Igreja. Buscam conhecer a mariologia com interesse e seriedade.

Mariologia, estudo de Maria

A mariologia constitui um estudo de Maria. Tal estudo muito importante, valoroso e útil para os cristãos em sua vida e missão no mundo e na Igreja.

A mariologia é uma ciência religiosa que surgiu na Idade Moderna. É também denominada marialogia.
“Mariologia” é um termo composto, formado por duas palavras: “mario” e “logia”. São dois vocábulos que foram unidos no mesmo termo, mas que provêm de línguas diferentes.

A palavra “mario”, no feminino “maria”, origina-se da língua hebraica: “Myriam”. Tal nome tem diversos sentidos: “Senhora”, “Princesa”, “Muito Amada” e outros.
“Myriam” refere-se à pessoa da Virgem Maria, que existiu, de fato, há dois mil anos atrás na Palestina. Ela foi a mãe de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade que veio para nos libertar e nos trazer o projeto do Reino de Deus.

Maria casou-se com José, homem justo. Concebeu Jesus Cristo em seu útero por obra do Espírito Santo. Permaneceu virgem antes do parto, durante o parto e depois do parto.

Jesus nasceu em Belém, na Judéia, ao sul da Palestina. Posteriormente, Maria, José e Jesus foram residir em Nazaré, na Galiléia, ao norte da Palestina.

Maria e José cuidarem bem de Jesus desde pequeno na casa de Nazaré. Quando tornou-se adulto, Jesus dedicou-se ao ministério evangelizador, anunciando o Reino de Deus para que as pessoas pudessem se converter e acolher na fé e no batismo o mistério da salvação, revelado e realizado por Ele. Maria e José foram pessoas exemplares na fé, na caridade e na esperança.

A palavra “logia” é grega. Significa estudo, tratado, reflexão. Assim, mariologia, em seu sentido etimológico, designa o estudo religioso que trata de Maria, a Mãe do Salvador.

Surgimento do termo

Mariologia é um neologismo. Ou seja, é uma palavra nova que pareceu no Ocidente. O termo “mariologia” surgiu no século XVII. Foi criado pela teologia italiana.

Plácido Nigido, teólogo siciliano, foi o pensador quem forjou o nome de mariologia. Posteriormente, a nomenclatura passou a ser empregada pela teologia de modo geral.

Plácido criou o termo “mariologia” quando publicou, em 1602, em Palermo, sua obra mariana “Summae Sacrae Mariologiae Pars Prima”. Tal título pode ser traduzido por “Primeira Parte da Suma Sagrada de Mariologia”.

Para publicar a obra, Plácido usou o nome de seu irmão Nicolau. Seu escrito foi muito relevante na história da mariologia.

Plácido tinha muita consciência de que era inovador, já que propunha um tratado específico sobre o mistério da Virgem Maria. Concebia seu estudo como tratado teológico distinto e característico.

Entretanto, a mariologia, na visão de Plácido, permanecia como parte integrante da teologia. Tratava-se da reflexão de fé sobre a Maria Santíssima, toda elaborada e articulada em vista de Jesus Cristo e da Maternidade Divina. Daí resultava o culto mariano dos cristãos.

Mariologia, disciplina teológica

Em seu sentido técnico, a mariologia constitui uma disciplina teológica séria e metódica. Faz parte do conjunto da reflexão de fé da Igreja, com seu próprio estatuto científico e seu método teológico peculiar.

A mariologia é uma disciplina da teologia que estuda a pessoa, o mistério, a missão e o significado da Virgem Maria na história da salvação e na vida da Igreja e dos cristãos. É “a ciência teológica que investiga, esclarece e aprofunda a presença atuante de Nossa Senhora no mistério de Cristo e da Igreja” (Ir. Aleixo Maria Autran, marista e escritor mariano).

A mariologia tem caráter científico. Efetua a reflexão racional, sistemática, rigorosa, profunda, global, crítica e sapiencial sobre o mistério mariano. Parte da fé, reflete à luz da fé e volta à vida da fé.

A mariologia é, eminentemente, eclesial. Constitui um serviço imprescindível da Igreja e em vista da Igreja.

Ajuda a comunidade cristã a compreender mais e melhor o mistério mariano.

A mariologia é uma ciência consagrada na história da Igreja e conhecida pelos cristãos. Tem seu lugar relevante e pertinente na comunidade dos discípulos missionários de Jesus.

A mariologia constitui um ato eclesial. Efetua-se dentro da comunidade cristã, imbuindo-se do senso eclesial e aproveitando toda a cultura, formação, estudos, institutos e faculdades, bibliotecas e livros, livrarias e publicações, subsídios, facilidades e recursos humanos, materiais e didáticos que a Igreja dispõe e oferece aos mariólogos.

A mariologia constitui a inteligência da fé da Igreja. Busca conhecer mais e estudar melhor o mistério mariano em continuidade com a tradição viva da Igreja, mas, simultaneamente, atenta aos desafios, necessidades, problemas, urgências e esperanças do homem contemporâneo.A mariologia é uma ciência religiosa muito interessante e significativa para os cristãos. Auxilia-os a adquiriu uma sólida e atualizada formação teológica e espiritual a respeito da Virgem Maria, a Mãe de Jesus e a Mãe da Igreja.

Vocação do mariólogo

Ser mariólogo é uma vocação peculiar no seio da Igreja. A missão do mariólogo é muito necessária ao povo de Deus.

A mariologia é um chamado especial que Deus faz a um determinado cristão para que ele coloque sua vida, inteligência, talentos, capacidade, habilidade, cultura, tempo e empenho a serviço da comunidade cristã. Por isso, o mariólogo assume todo o estudo que faz, seja na formação inicial, seja na permanente, como expressão de amor e de dedicação a Deus, à humanidade, à Igreja e às pessoas.

A fé perpassa a mariologia, em todas as etapas da elaboração de seu discurso teológico e pastoral. O mariólogo é uma pessoa de fé, que segue a Jesus Cristo, o Salvador, com consciência, mística, lucidez, generosidade e constância.

A perspectiva fundamental do mariólogo é a revelação cristã. Faz reflexão mariológica a partir da revelação de Deus, realizada em Jesus, com a iluminação do Espírito Santo. Procura refletir, aprofundar e explanar o mistério da Virgem Maria à luz da Palavra de Deus, contida na Bíblia e na Tradição da Igreja.

Todo o trabalho do mariólogo tem conotação pastoral. Compartilha os resultados de reflexão teológica com os irmãos e irmãs de fé, num esforço comum de entender, interpretar e contemplar o mistério da Virgem Maria no projeto de Deus, tendo em vista a salvação do mundo, a evangelização da Igreja, a animação das comunidades cristãs, o culto mariano e a imitação daquela que tão bem viveu as virtudes humanas e cristãos, que estão retratadas nas Sagradas Escrituras de maneira lúcida e edificante.

O mariólogo estuda a teologia marial e procura comunicá-la em linguagem apropriada, atual e cativante, sempre inculturada no universo do povo Deus. Presta, ao mesmo tempo, um ministério científico, cultural e pastoral, investigando a verdade e comunicando-a aos seus contemporâneos, para que se aproximem da Virgem Maria com conhecimento e piedade.

Hoje, nós precisamos valorizar muito a mariologia não só na Igreja, como também em nossa vida. Devemos aproveitá-la para conhecer mais e amar melhor a Virgem Maria, nossa Mãe na ordem da fé.

2 comentários:

  1. São José entendeu a sua missão. Ele foi o guardião de Maria e de JESUS. Eles viveram da forma mais espiritual possível. Não tiveram filhos, senão JESUS, por obra e graça do Espírito Santo e Maria foi virgem perpétua.

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  2. São José entendeu a sua missão. Ele foi o guardião de Maria e de JESUS. Eles viveram da forma mais espiritual possível. Não tiveram filhos, senão JESUS, por obra e graça do Espírito Santo e Maria foi virgem perpétua.

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