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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SÍMBOLOS LITÚRGICOS

Você conhece todos os símbolos litúrgicos de Nossa Santa Madre Igreja?
Faz parte de nossa evangelização, o ensino aos leigos dos símbolos litúrgicos, ou seja, o que e para o que servem todos os objetos utilizados nas celebrações eucarísticas. Infelizmente nossa Igreja, deixa muito a desejar neste aspecto. Realmente são poucos os que conhecem todos eles. A fim de colaborar com o bom entendimento de cada um deles, descrevemos aqui um a um, para que você amigo(a) leitor(a) possa enfim ter acesso a estas importantes informações. É nosso dever como bons cristãos, a assim proceder!

INTRODUÇÃOSÍMBOLOS LITÚRGICOS - Nome que se dá ao conjunto dos - Livro usado pelo sacerdote na celebração - Livro que contém as leituras para a celebração. - É o livro que contém o texto do evangelho

05 - ALTAR
celebração eucarística. É o espaço mais importante da Igreja. Lugar
onde se renova o sacrifício redentor de Cristo.
- Mesa fixa, podendo também ser móvel, destinada à
06 - AMBÃO
onde se proclama a palavra de Deus. Não deve ser confundida com
a estante do comentador e do animador do canto. Esta não deve ter
o mesmo destaque do ambão.
- Chama-se também Mesa da Palavra. É a estante de
07 - CREDÊNCIA
litúrgicos, que serão utilizados na celebração. Geralmente, fica
próxima do altar.
- Pequena mesa onde se colocam os objetos
08 - PRESBITÉRIO
pouco mais elevado, onde se realizam os principais ritos sagrados.
- espaço ao redor do altar, geralmente um
09 - NAVE DA IGREJA
- Espaço do templo reservado aos fiéis.
10 - SACRÁRIO
urna onde são guardadas as partículas consagradas e o Santíssimo
Sacramento. Recomenda-se que fique num lugar apropriado, com
dignidade, geralmente numa capela lateral.
PÚLPITO - Lugar nas igrejas antigas de onde o presidente fazia a
pregação. Hoje, praticamente não é mais usado.
- Chama-se também Tabernáculo. É uma pequena

OBJETOS LITÚRGICOS

11 - CORPORAL
coloca o cálice com o vinho e a patena com o pão.
- Tecido em forma quadrangular sobre o qual se
12 - MANUSTÉRGIO
mãos no rito do Lavabo. Em tamanho menor, é usada pelos
ministros da Eucaristia, para enxugarem os dedos.
- Toalha com que o sacerdote enxuga as
13 - PALA
patena e o cálice.
- Cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir a
14 - SANGUINHO
retangular, com o qual o sacerdote, depois da comunhão, seca o
cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.
- Chamado também purificatório. É um tecido
15 -VÉU DE ÂMBULA
âmbula, quando esta contém partículas consagradas. É
recomendado o seu uso, dado o seu forte simbolismo. O véu vela
(esconde) algo precioso, ao mesmo tempo que revela (mostra)
possuir e trazer tal tesouro. (O véu da noiva, na liturgia do
Matrimônio, tem também esta significação simbólica, embora, na
prática, não seja assim percebido, muitas vezes passando como
mero adorno de ostentação).
- Pequeno tecido, branco, que cobre a
16 - ÂMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE
conservação e distribuição das hóstias aos fiéis.
- É um recipiente para a
17 - CÁLICE
missa.
- Recipiente onde se consagra o vinho durante a
18 - CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO
pequena vasilha, onde se coloca água benta para a aspersão. Já o
aspersório é um pequeno instrumento com o qual se joga água
benta sobre o povo ou sobre objetos. Na liturgia são inseparáveis.
- A caldeirinha é uma
19 - CASTIÇAL
- Utensílio que se usa para suporte de uma vela.
20 - CANDELABRO
cada uma das quais corresponde um foco de luz.
- Grande castiçal, com várias ramificações, a
21 - PATENA
hóstia durante a celebração da missa.
- Pequeno prato, geralmente de metal, para conter a
22 - BACIA E JARRA
água, para o rito do "Lavabo", na preparação e apresentações dos
dons.
- Em tamanho pequeno, contendo a jarra a
23 - CÍRIO PASCAL
Vigília Pascal do Sábado Santo e que permanece nas celebrações
até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas
celebrações do Batismo. Pode ser usado em todas as Missas
Dominicais, pois simboliza o Cristo Ressuscitado.
- Vela grande, que é benzida solenemente na
24 - CRUZ
procissão de entrada, mas também uma cruz menor, que pode ficar
sobre o altar. A cruz simboliza o sofrimento de um povo que
caminha em direção ao seu Senhor.
- Não só a cruz procissional, isto é, a que guia a
25 - VELAS
colocam no altar, geralmente em número de duas, em dois
castiçais.
- As velas comuns, porém de bom gosto, que se
26 .- OSTENSÓRIO
consagrada é colocada numa abertura coberta por dois vidros,
como uma janela redonda. Nele fica exposto o Santíssimo
Sacramento para adoração dos fiéis. É usado na procissão de
Corpus Christi, ficando sempre entre duas velas acesas. Também é
usado para dar a bênção eucarística.
- Espécie de vaso onde a hóstia grande
27 - CUSTÓDIA
hóstia consagrada para exposição do Santíssimo. É parte fixa do
Ostensório.
- Parte central do Ostensório, onde se coloca a
28 - LUNETA
consagrada, para a exposição do Santíssimo. É peça móvel.
- Peça circular do Ostensório, onde se coloca a hóstia
29 - GALHETAS
do vinho, para a celebração da missa.
- São dois recipientes para a colocação da água e
30 - HÓSTIA
eucarística. Aqui se entende a hóstia maior. É comum a forma
circular.
- Pão não fermentado (ázimo), usado na celebração
31 - PARTÍCULA
pequeno e destinado geralmente à comunhão dos fiéis.
- O mesmo que hóstia, porém em tamanho
32 - RESERVA EUCARÍSTICA
consagradas, guardadas no sacrário e destinadas sobretudo aos
doentes e à adoração dos fiéis, em visita ao Santíssimo. Devem ser
consumidas na missa seguinte. Pede-se que a Comunhão seja
distribuída com as partículas consagradas na Missa do dia. As
reservas eucarísticas devem ser utilizadas na Missa somente em
caso de necessidade.
- Nome que se dá às partículas
33 - INCENSO
usada sobre brasas, nas celebrações solenes (Ver também a
referência do nº 66).
- É uma resina aromática, extraída de várias plantas,
34 - NAVETA
celebrações litúrgicas.
- Pequeno vaso onde se transporta o incenso nas
35 - TECA
Eucaristia para os doentes. Usa-se também, em tamanho maior, na
celebração eucarística, para conter as partículas.
- Pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a
36 - TURÍBULO
celebração. Nele se colocam brasas e o incenso.
- Vaso utilizado nas incensações durante a

OUTROS SÍMBOLOS

37 - IHS
significam: Jesus Salvador dos homens. Empregam-se sempre em
paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias.
- Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que
38 - ALFA E ÔMEGA
Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas.
- Primeira e última letra do alfabeto grego. No
39 - TRIÂNGULO
triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito
conhecido pelo nosso povo.
- Com seus três ângulos iguais (equilátero), o
40 - INRI
Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus,
mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus (Cf. Jo 19,19).
- São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex
41 - XP
português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS
(Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos.
- Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em

VESTES LITÚRGICAS

Vestes usadas pelos ministros ordenados. São elas:
42 - ALVA
- Túnica longa, de cor branca.
43 - TÚNICA
neutra.
- O mesmo que alva. Atualmente pode ser de cor
44 - AMITO
de outras vestes litúrgicas.
- Pano que o ministro coloca ao redor do pescoço antes
45 - CASULA
celebração. Espécie de manto que se veste sobre a alva e a estola.
- Veste própria do sacerdote que preside a
46 - ESTOLA
usam, porém a tiracolo, sobre o ombro esquerdo, pendendo-a do
lado direito.
- Veste litúrgica do sacerdote. Os diáconos também a
47 - CAPA PLUVIA
bênção do Santíssimo ou ao conduzí-lo nas procissões. Usa-se
também no rito de aspersão da assembléia.
L - Capa longa, que o sacerdote usa ao dar a
48 - CÍNGULO
cintura.
- Cordão com o qual se prende a alva ao redor da
49 -VÉU UMERAL
retangular, de cor dourada, usado pelo sacerdote na bênção do
Santíssimo.
- Chama-se também véu de ombros. Manto
50 - DALMÁTICA
alva e a estola.
- Veste própria do diácono. É colocada sobre a

CORES LITÚRGICAS

As cores dizem respeito à toalha do altar e do ambão e às vestes
litúrgicas. São elas:
51 - O BRANCO
Usa-se: na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo,
em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas
dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto
as da Paixão). É a cor predominante da ressurreição.
- Simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria.
52 - O VERMELHO
martírio. É usado: no Domingo de Ramos e da Paixão, na Sexta-
Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos
apóstolos, dos santos mártires e dos evangelistas.
- Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o
53 - O VERDE
(Quando no TC se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usase
então a cor da festa).
- É a cor da esperança. Usa-se no Tempo Comum.
54 - O ROXO
Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios e
missas pelos mortos. (Quanto ao Advento, está havendo uma
tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para distinguí-lo da
Quaresma, pois Advento é tempo de feliz expectativa e de
esperança, num viver sóbrio, e não de penitência, como a
Quaresma).
- Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do
55 - O PRETO
pelos mortos, mas nessas celebrações pode-se usar também o
branco, dando-se então ênfase não à dor, mas à ressurreição.
- É símbolo de luto. Pode ser usado nas missas
56 - O ROSA
Domingo do Advento, chamado "Gaudete" , e no 4º Domingo da
Quaresma, chamado aqui "Laetare", ambos domingos da alegria.
- Simboliza também a alegria. Pode ser usado no 3º

POSIÇÕES CORPORAIS

Na liturgia toda a pessoa é chamada a participar. Sentido, corpo,
espírito. Assim, os gestos corporais são também vivamente
litúrgicos. E como no corpo humano cada membro tem uma função
própria, a serviço, porém, de todo o corpo, assim, na liturgia, cada
gesto do corpo recebe um simbolismo próprio, a serviço de todo o
ato celebrativo. Assim, temos:
57 - AS MÃOS
em abertura e oferecimento; ora se elevam em súplica; ora se
juntam em recolhimento; ora se abrem em oferta. Também se faz a
imposição de mãos nas ordenações.
- Que ora se erguem em louvor; ora se estendem
58 - OS PÉS
sentido simbólico de peregrinação, como também se prestam para
o ritmo de danças. Na missa da Quinta-Feira Santa são lavados em
memória do mandamento novo da última Ceia do Senhor com seus
discípulos. Podemos pensar nos pés do Cristo Peregrino, nas
estradas difíceis da Palestina, identificados com os nossos pés, na
difícil caminhada de nossa vida.
- Não só caminham nas procissões litúrgicas, em
59 - OS OLHOS
devem ver, enxergar, contemplar. Aqui o mistério é "visto". Daí, a
atenção que se requer para os movimentos litúrgicos que se
realizam no altar.
- Na leitura eucarística, principalmente, os olhos
60 - OS OUVIDOS
é chamado a participar mais vivamente. Trata-se de ouvir, como no
Antigo Testamento: "Ouve Israel...", a oração judaica mais preciosa
(o Xemá judaico, no convite de Dt 6,4).
- Na Liturgia da Palavra, nosso sentido auditivo
61 - OUTROS MOVIMENTOS E GESTOS CORPORAIS
falar ainda: de ajoelhar-se, de prostrar-se, de sentar-se, de ficar de
pé, como também de persignar-se, de traçar o sinal da cruz. Ainda
falamos de genuflexão, do gesto sereno da vênia, este como
reverência diante do Santíssimo e de autoridades eclesiásticas.
Atente-se pelo fato de a posição "de pé", na liturgia, ser a mais
expressiva, por indicar prontidão e nos revelar a atitude de
ressuscitados. É como Cristo se mostra depois da ressurreição (Cf.
Jo 20,14; 21,4; Ap 5,6).
- Podemos

SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS À NATUREZA

62 - A ÁGUA
nosso batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode
simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o
pecado). Nesse sentido, ela é mãe e sepulcro, de acordo com os
Santos Padres. (Ver a referência litúrgica do nº 67, em que se fala
da água, nos ritos do Batismo, do Lavabo e do "asperges").
- A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao
63 - O FOGO
purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo
e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode
multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É
símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo (Cf. Eclo 48,1; Lc
3,16; 12,49; At 2,3; 1Ts 5,19), e do próprio Deus, como fogo
devorador (Cf. Ex 24,17; Is 33,14; Hb 12,29).
- O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora
64 - A LUZ
natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o
caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a
paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma
pequenina chama pode estender-se a um número infinito de
chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o
símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz
e, pois, a expressão mais viva da ressurreição.
- A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano
65 - O PÃO E O VINHO
Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em
favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem
o seu próprio sacrifício redentor.
- Símbolos do trabalho e alimento humano.
66 - O INCENSO
especificidade aromática. Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos
santos, que sobe a Deus, ora como louvor, ora como súplica (Cf. Sl
140 (141)2; Ap 8,4).
- Como se falou no número 33, com sua
67 O ÓLEO
Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente nos sacramentos do
Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três
sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que
o objeto - no caso, o óleo - além de ele próprio ser um símbolo, faz
nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. Tal também
acontece com a água: ela supõe e cria o banho lustral, de
purificação, como nos ritos do Batismo e do "lavabo" (abluções), e
do "asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito
penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal de
nosso Batismo. A esses gestos litúrgicos e tantos outros, podemos
chamar de "símbolos rituais". A unção com o óleo atravessa toda a
história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e
sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção
misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus (Cf. Is 61,1; Lc
4,18). A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido,
por excelência.
- Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do
68 - AS CINZAS
Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de
humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas
estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal.
Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo
de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma,
para o rito quaresmal das cinzas.
Encerrando esse pequeno subsídio, guardemos então que toda a
liturgia é ação simbólica. Assim, poderíamos ainda falar: do templo,
da assembléia, dos sinos, do jejum, da esmola, das bênçãos, da
ceia, da coroa do Advento, da palma, das flores, do anel, do canto,
do abraço, da música, do cordeiro, da hóstia, dos ícones, do
confessionário, do batistério, da arte sacra (em toda a sua vasta
extensão) etc., como também, ainda, de tudo aquilo que diz respeito
aos sentidos, tais como: olfato: o cheiro do incenso e das flores;
paladar: o gosto do pão e do vinho; tato: o toque, seja na imposição
de mãos de ritos sagrados, seja nas mãos que se unem às dos
irmãos, seja no toque de coisas sagradas; visão e audição: como se
falou nos nºs. 59 e 60 deste trabalho etc.. Enfim, é todo um universo
simbólico, que nos convida a mergulhar cada vez mais no mistério
infinito do amor de Deus.
- As cinzas, principalmente na celebração da

Os gestos Litúrgicos

O tato
importante numa fenomenologia dos sentidos relacionados com a
liturgia, da sensorialidade e da sensibilidade no âmbito da ação
litúrgica.
Neste sentido, a Liturgia é, antes de tudo comunicação entre
pessoas que se explicitam nos gestos externos, motivados por
sentimentos e uma atitude interna. Por isso é de suma importância
o correto uso dos gestos na Liturgia. Cada um deles deve ter a sua
coerência e sentido. Seguem alguns apontamentos sobre os gestos
litúrgicos.
, o tocar, o gesto das mãos e dos braços ocupam um lugar
Genuflexão
Sacramento, quando se entra e sai da igreja, como também depois
de aberto o Sacrário e antes de fechá-lo. Tal gesto significa
adoração e respeito pelo Corpo do Senhor. Existem duas formas de
genuflexão: com um dos joelhos (o direito) quando o Santíssimo
não está exposto e com os dois joelhos quando o Santíssimo está
exposto no ostensório.
: é um gesto usado somente para o Santíssimo
Vênia
para a cruz, cujo significado é de reverência e solenidade.
: é uma pequena inclinação com o corpo feita para o altar ou
Imposição de mãos
em Sacramentos como o da Ordem e da Unção dos Enfermos
(transmissão do Espírito Santo).
: significa transmissão de algo, principalmente
União das mãos
amorosa e de compenetração. Podem-se cruzar as mãos sobre o
peito, num movimento de recolhimento e de concentração. Mas
podemos juntá-las num gesto de entrega ou de unidade e de
integração.
: é uma forma de oração suplicante ou de fusão
Mãos orantes
o alto, denotam a oferenda de si mesmo e a acolhida do dom divino,
entrega e esperança, um dar e receber. Este gesto é normalmente
usado na oração do "Pai Nosso" e na invocação do Espírito Santo.
Se levanta os braços e se volta as palmas das mãos para a frente,
para adiante, esboça-se um gesto de rendição diante de Deus, uma
atitude de acolhimento.
Persignação: é um sinal da cruz feito sobre si mesmo, designando a
condição de cristãos e a benção de Deus sobre si.
: são mãos levantadas com as palmas voltadas para
O beijo na face
amplamente é expressão de carinho e afeto, como também de
intimidade e amizade.
: é na Liturgia o sinal de transmissão da paz, mais
Abraço
: é sinal de acolhida, união, unidade de fé e comunhão.
Prostração
todo o seu corpo e manifesta uma atitude de submissão e de
oração diante de Deus, expressando humildade.
: o homem que busca o contato com a terra através de
Ficar em pé
demonstra a nova condição do batizado em Cristo, a saber, a do
homem ressuscitado, livre de toda escravidão (Gl 5,1; Ap 7,9; 15,2),
levantando da queda (Lc 21,28). O gesto de orar em pé e de mãos
levantadas, é o gesto mais freqüente nas celebrações.
Gestos em Movimentos
: é um dos importantes gestos da tradição litúrgica, pois
Procissão
destino itinerante do Povo de Deus.
: exprime o caminhar para o Reino definitivo lembrando o
Dança
e dança faz parte integrante da celebração, pois, por meio dela se
expressa exteriormente o que se sente interiormente. Mas é preciso
tomar cuidado na dança litúrgica, principalmente quando esta não
consegue transmitir seu significado, com o movimentos vazios e
profanos.
A dança litúrgica tem um momento certo para ser usada. Não se
pode cair no extremo de dançar em toda a celebração, pois, acaba
por banalizar a mesma. Algumas sugestões de dança litúrgica
podem ser as seguintes: durante o hino de louvor pode-se introduzir
o balanço horizontal acompanhando o ritmo do hino; na entrada
com a Sagrada Escritura; numa apresentação de homenagem ou
mensagens em geral; durante uma procissão, durante a
entronização de algum santo; na coroação de Nossa Senhora, etc.
todas essas danças devem construir uma consciência nova de
Igreja e evangelização, e por isso sejam feitas de modo respeitoso,
criterioso, consciente e breve.
: sempre foi sinônimo de festa e alegria. Em muitas religiões
Incensação
sagradas simbolizando respeito e significando a oração que sobe
aos céus.
: é prova da reverência a Deus, aos Santos, às pessoas

Os Símbolos Litúrgicos

O símbolo ou sinal é antes de tudo, uma realidade sensível que
remete a algo diferente de si, mas com o qual está unido mediante
uma relação objetiva que eu não projeto nem crio, mas com o qual
me encontro, ao contrario do que ocorre com o sinal, sempre
convencional.
São símbolos todas as realidades primordiais da natureza e da
criação como a terra (um monte, o vale, os frutos da terra), a água
(o rio, o mar, a chuva), o fogo (a luz, o sol) e o ar ( o hálito, a
respiração).
"É difícil falar ou escrever sobre símbolos, somente pela experiência
é que conhecemos e sentimos sua eficácia" diz Ione Buyst.
Para tanto temos algumas pistas aproximativas para símbolos mais
ou menos universais.
Água
1 - com sentido de morte (água que destrói): enchente, afogamento,
do primitivo ameaçador...
2 - com sentido de vida (água que dá vida): fonte, riacho, rio, mar,
chuva..., águas primitivas como força fecunda. Bolsa de líquido
aminiótico que envolve o feto no útero da mulher grávida, água para
beber, tomar banho, regar a plantação, hidroterapias, chás, banhos,
abluções, compressas, duchas.
3 - com sentido de purificação, de destruição do mal e da corrupção
(lavagem, limpeza. lustração): banhos, abluções e aspersões rituais
de pessoas, coisas, lugares, para lavar a "sujeira" e possibilitar o
recomeço.
Cruz
A cruz lembra a morte de Jesus e, também, a Sua ressurreição. É o
sinal do cristão, de nossa salvação, sinal do amor de Cristo que nos
amou até o fim, sinal de santificação, de pertença, e de
compromisso.
Em muitas culturas pré-cristãs, a cruz representa a união dos
opostos (em cima e em baixo, à direita e à esquerda). Como
símbolo cósmico, refere-se ao curso do sol e aos quatro pontos
cardeais (norte, sul, leste, oeste). Há referências, também, à árvore
da vida, firmemente enraizada na terra e com sua copa estendida
em direção ao céu.
Incenso
Queimar incenso é um ato de adoração e de oferta (sacrifício), é
símbolo da prece que sobe ao céu. Incensar determinados objetos
(cruz, altar, livro dos Evangelhos, círio pascal, pão e vinho...) ou
pessoas (ministros, assembléia, corpo de um morto) durante a
celebração indica respeito e homenagem porque vimos neles uma
referência à pessoa de Jesus Cristo. O perfume lembra a fragrância
o "bom odor de Cristo" (Cf.: 2Cor 2, 14-17) que será espalhado
onde o Evangelho for anunciado.
Óleo
Alimento, lubrificante, para iluminação... uso de óleo com fins
terapêuticos e estéticos, cada óleo tendo urna eficácia própria. Com
as massagens o óleo penetra e impregna profundamente. Dá a
beleza e o brilho à pele, agilidade e protegendo do sol. Misturando a
ele uma essência, o óleo transforma-se em perfume e pode realçar
o lado prazeroso da vida. Tudo isso é resignificado no âmbito da fé.
Pão e Vinho
Fruto do trabalho do homem no seu dia-a-dia. Refeições diárias,
indispensáveis a sobrevivência, matando a fome e a sede,
comemorações e refeições festivas que realçam a amizade o prazer
da convivência fraterna, social, chamam à corresponsabilidade...
refeições sagradas exprimem a comunhão com a divindade e o
êxtase vivido na aproximação de Deus.
Por fim, símbolos não são coisas, mas relações. Dependem de um
processo de comunicação de intenção e da intensidade de quem
faz o gesto, do olhar de quem olha, recebe, interpreta, entra em
sintonia e vivência. Depende do contexto cultural, e no caso da
Liturgia, do contexto ritual, coerente com as verdades da fé.


O ser humano é, ao mesmo tempo, corporal e espiritual. É matéria
e espírito. Sua percepção, pois, das realidades espirituais depende
de imagens e de símbolos, e sua comunicação só é plenamente
objetiva na linha de comunhão. Em todas as civilizações e culturas
e em todos os momentos da história, esse dado antropológico é
registrado, sem discussões. O homem percebe as coisas pela
linguagem própria, viva e silenciosa das coisas e se situa - ele
próprio - no mundo do mistério. Tendo consciência de sua realidade
transcendente, o homem busca, pois, a comunhão no mistério, que
se dá sobretudo na linguagem silenciosa dos símbolos.
De fato, os símbolos nos mostram, em sua visibilidade, uma
realidade que os transcende, invisível. Falam sempre a linguagem
do mistério, apontando para além deles próprios. Por aqui pode-se
perceber o quanto é útil e necessária na liturgia esta linguagem
misteriosa dos símbolos, e eles não têm, como objetivo, explicar o
mistério que se celebra, pois o mistério é para ser vivido, mais
portanto que ser explicado. A finalidade dos símbolos é adornar, na
linguagem simples das coisas criadas, a expressão profunda do
mistério, que é invisível.
Todo símbolo litúrgico deve, pois, mergulhar-nos na grandeza do
mistério, sem reduzir este, e sem banalizá-lo, e, como símbolo,
deve ser simples, como simples é toda a criação visível. Sua
principal função, sobretudo na liturgia, é, pois, comunicar-nos
aquela verdade inefável, que brota do mistério de Deus e que,
portanto, não se pode comunicar com palavras. Na participação
litúrgica devemos passar da visibilidade do símbolo, isto é, de seu
sentido imediato, de significante, para a sua dimensão mistérica,
invisível, atingindo o significado, que é o objetivo final de toda
realidade simbólica. Se o símbolo não nos leva a essa passagem
para um nível superior de crescimento espiritual, ou ele já não tem
mais força expressiva, simbólica, ou somos nós que falhamos na
nossa maneira de participar da liturgia. Um exemplo de perda de
significação simbólica, podemos citar a batina dos padres, ou o uso
do véu na igreja pelas mulheres. Insistir, em nossa cultura, no uso
de tais símbolos litúrgicos, seria forçar uma prática já inexpressiva e
que até causaria espanto em muitas cabeças, para não dizer em
toda a assembléia.
Na liturgia - saibamos - tudo, pois, é simbólico. E a liturgia é descrita
como ação simbólica, no sentido mais pleno. Desde a assembléia
reunida até a pequenina chama da vela que arde, tudo é expressão
simbólica, que nos remete ao abismo do mistério de Deus. Na
compreensão desse dado litúrgico está a beleza de todo ato
celebrativo, e de sua consciência brota já a alegria pascal, como
antecipação sacramental das alegrias futuras, definitivas e eternas.
Vejamos então algumas noções dos símbolos e procuremos
descobrir sua ministerialidade na liturgia.


ALFAIAS


01 - ALFAIAS LITÚRGICAS
objetos litúrgicos usados nas celebrações. Deve-se também
considerar aqui a Arte Sacra, que se estende, por sua vez, a tudo o
que diz respeito ao culto e ao uso sagrado. "Com especial zelo a
Igreja cuidou que as sagradas alfaias servissem digna e belamente
ao decoro do culto, admitindo aquelas mudanças ou na matéria, ou
na forma, ou na ornamentação que o progresso da técnica da arte
trouxe no decorrer dos tempos" (SC 122c). Aqui, pode-se ver como
a reforma conciliar do Vaticano II se preocupa com a dignidade das
coisas sagradas. Templo, altar, sacrário, imagens, livros litúrgicos,
vestes e paramentos, e todos os objetos devem, pois, manifestar a
dignidade do culto, que, como expressão viva de fé, identifica-se
com a natureza de Deus, a quem o povo, congregado pelo Filho e
na luz do Espírito Santo, adora "em espírito e verdade" (Cf. Jo 4,23-
24).


LIVROS LITÚRGICOS


02 - MISSAL
eucarística.

03 - LECIONÁRIO
São três:
I - Lecionário dominical - Contém as leituras dos domingos e de
algumas solenidades e festas.
II - Lecionário semanal - Contém as leituras dos dias de semana. A
primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano
par e ímpar. O evangelho é sempre o mesmo para os dois anos.
III - Lecionário santoral - Contém as leituras para as celebrações
dos santos. Nele também constam as leituras para uso na
administração de sacramentos e para diversas circunstâncias.

04 - EVANGELIÁRIO
para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades.


ESPAÇO CELEBRATIVO

                                    

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