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sábado, 15 de janeiro de 2011

A Misericórdia Divina e a reconciliação.

 A Misericórdia Divina e a reconciliação.

A pessoa que mergulha em Deus pela reconciliação; (Arrependimento Confissão dos pecados), recupera o aconchego da casa paterna:

Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. (Luc – 15, 17-24.)

Porque é o Pai quem resgata o coração desorientado, perdido, transviado e ferido.
Jesus, o ressuscitador, encarna a misericórdia do Pai. Ele vive o que ensina:
“sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso.”(Luc-6,36).
Jesus concretiza a misericórdia, no gesto de visitar a casa do pecador: “ Disse-lhe Jesus: Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão.(Luc19, 9), dando-lhe a possibilidade de sentir o amor do Pai, que nos ama com infinita ternura e misericórdia. Deus sempre está á espera e pronto para acolher(perdoar) a quem se desvirtua do caminho: “Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. (Luc-4,6). Necessita, apenas, encontrar corações abertos, dispostos á conversão e a reconciliação. A reconciliação e as atitudes de misericórdia: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, a pratica da caridade, as orações intercessoras, pessoais e comunitárias são alimentos diários para a vida fraterna e para vida comunitária. Com estes alimentos, os laços rompidos ou fragilizados, se refazem. A misericórdia possibilita ultrapassar as distâncias e as relações novas. A realidade interna reconciliada desabrocha. O Rei faz sua morada no coração  da pessoa reconciliada: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele" (Apocalipse 3,19), e este começa a viver sob ação constante do amor divino, que nunca se acaba.

Ofereçamos a Deus nossa vontade, nossa razão, nossa inteligência, todo o nosso ser, então nosso espírito possuirá esta apreciada liberdade da alma tão alheia ao pecado, ao retraimento, a tristeza, a pobreza de espírito. Naveguemos no abando a  Deus, libertando-nos de nos mesmos para amarrar-nos definitivamente a ele para sempre.



Nos diz um Padre do Deserto:

“Associa-te às ovelhas. Foge dos lobos. Não te afastes da Igreja...
Cuida, pois, de ti mesmo e não voltes novamente para trás, depois de teres posto a mão no arado, para prática amarga desta vida. Foge antes para a montanha para junto de Jesus Cristo, a pedra talhada não por mãos e que encheu a terra.”  São Cirilo de Jerusalém

Oremos:
Dai-nos, Senhor, um coração de pobre,
um coração simples e humilde,
um coração agradecido a Ti, Senhor!
Um coração capacitado para amá-Lo acima de tudo,
independente de presentes, como cura, emprego, casa, carro, dinheiro, etc…
Um coração que reconhece que só o seu Amor basta!
Dá-nos, Senhor, um coração de pobre, despojado, humilde e obediente a Ti,
para escolhermos o Caminho Seguro rumo ao Céu! Isso vos pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo e vosso filho e na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém!



                                                                

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