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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ESPÍRITUALIDADE - TOMOS I, II, III e IV

Pax!


Hoje trataremos na sequência do Tema: Espiritualidade divididos em quatro partes. Pedimos a sua atenção e comentários.


 

ESPIRITUALIDADE I
Conceitos Espirituais 

O Servo de Deus:

O Servo de Deus não tem direitos. Os direitos do servo estão nas mãos do Senhor.
A qualquer coisa que Deus decidir dirá: “Faça-se”.

Atitudes do Pobres de Deus:

Pobreza, silêncio, abandono, obediência, busca humilde e constante da face de Cristo, disponibilidade, confiança, serenidade, equilíbrio, estabilidade emocional, domínio de si, fecundidade, serviço e paz.

Vontade de Deus:

O mistério, aceita-se em silêncio. Quando não se entende a ação misteriosa de Deus, aceita-se sem: angústia, impaciência, irritação, ansiedade ou susto. O “faça-se”, nos conduzirá a um estado de calma interior. A cada dificuldade: “faça-se”. Observar, rezar, meditar, contemplar, não resistir mais ao contrário, entregar-se nas mãos do Pai com toda à confiança dizendo: “Basta-me saber que é obra tua; só entendo que, se não quisesses, nada disso ocorreria. Tudo parece-me incompreensível, mais aceito a tua vontade”.
Nos desígnios da iniciativa Divina livre e libertadora, nascem as operações da graça: “Conquistar a Deus significa deixar-se conquistar”.

Oração:

É a atitude mais apropriada para exprimir todos os sentimentos do homem com relação a Deus: adoração, louvor, ação de graças, imploração, súplica. Seja para si ou para outrem.

Amor:

Um coração humilde não se irrita contra nada, nem com seu próximo e nem com  Deus. Ao contrário, ele ama-os embevecidamente, e tudo perdoa do seu próximo, e de tudo o que não compreende da ação de Deus.

Caridade Fraterna:

A caridade fraterna não se irrita contra nada, respeita as leis de Deus e dos homens, em tudo contribui para a mutua vida de paz, ordem e amor. Quem é incapaz de praticá-la esta também despreparado para viver com comunhão com Deus, os irmãos e até consigo mesmo.

Desapego:

É o estado da alma que é livre de todo afeto desordenado e egoísta a qualquer pessoa ou coisa.

Fé:

É entregar-se, confiar, permitir, amar e caminhar incalculavelmente em busca da face do Senhor. É peregrinar, subir, descer, chorar, duvidar, esperar, cair, reerguer-se, caminhar. É uma adulta maturidade da alma; certeza de que nada esta fora da ação de Deus. É aceitar a gratuidade de Deus e viver um eterno “Êxodo”, um sair atrás de Deus clamando, louvando e cantando. A Fé embora assaltada, combatida nunca é vencida, é ela que nos faz ver o essencial o invisível.

Abandono:

É Aceitar a vontade de Deus como nossa, aconteça o que acontecer, correndo o risco que correr, submetendo-se a todas as eventualidades e emergências da vida, nunca perguntando, mas se entregando nas mãos poderosas do Todo Poderoso com infinita confiança. (Ver Oração de Charles de Foucauld).

Paciência:

É saber sofrer as demoras de Deus em paz. Aceitar em silêncio as realidades promovidas ou permitidas por ele. Saber esperar por sua hora.

Obediência:

É observar seriamente os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja; estar atento aos chamados do Senhor dizendo como Maria: “Eis-me aqui”.

Fidelidade:

Ser fiel a Deus é cuidar que toda nossa liberdade esteja sempre sobre a vontade de Deus.

Silêncio:

O Silêncio nos leva a profundidade, plenitude, fecundidade e maturidade humana e espiritual. Tudo o que é definitivo, nasce e amadurece no seio do silêncio: à vida, à morte, o além, a graça.

Solidão:

A solidão é necessária  para a maturação espiritual, sendo ela elemento fundamental para orientar a fecundidade interior. As vezes experimentamos a solidão existencial quando não, estando em relacionamento íntimo com o Senhor,
sofremos de má vontade os desgostos e fracassos. Ninguém a não ser Deus, pode partilhar conosco este peso.

Amor Espiritual:

Um coração livre e desapegado não pode permitir que nenhuma pessoa ou fato domine e absorva esse amor que é Dom de Deus. O Amor espiritual é adquirido especialmente na prática da Caridade Fraterna, onde nos damos de todo a todos.

Ascese:

É uma forma de exercício espiritual de desapego total das coisas do mundo. A vida de pobreza, pureza, observância, austeridade e caridade é um grande modo de Ascese, que deve ser praticado por todos.

Provações:

Esta é uma grande forma de se adquirir o crescimento espiritual. Securas, aridez, tentações, desânimo, etc. Fazem parte de um conjunto necessário e vital para que o ser humano caminhe rumo a sua plenitude pela purificação cotidiana dos pecados.



ESPIRITUALIDADE II
 No Silêncio da Oração

Rezar é crescer, rasgar horizontes, mergulhar nos mistérios de Deus e da vida, do tempo e da eternidade. Rezar é Amadurecer espiritualmente, crescer no caminho que leva ao Pai.

Podemos rezar em qualquer lugar e momento, mas é no silêncio que recolhemos os melhores frutos, com mais facilidade e melhor.

Cada dia é mais difícil fazer silêncio, encontrar espaço para o recolhimento e cultivo espiritual da oração; “O silêncio interior”. Mais isto não quer dizer que não possamos  encontrar este lugar, para nos colocarmos diante da presença de Deus.
Esta é uma realidade que precisa e deve ser buscada decididamente por todo aquele que deseja  de fato, se aproximar de Deus.

No silêncio, a oração nos conduz à luz de dentro; Cristo Jesus, que ilumina tudo dentro e fora como uma lâmpada que espanta as trevas, que dissipa a escuridão.

Os monges buscam nos Mosteiros o “deserto”; reservando horários diários para no silêncio e na solidão entrar na presença de Deus.
Precisamos fugir do mundo para melhorá-lo” nos diz o S.S João Paulo II.

Traga o deserto para dentro de sua vida, para o seu cotidiano. Não espere que tudo ocorra de maneira fácil. Busque uma modalidade de oração pessoal, além é evidente, da oração maior que é a Santa Missa. Há muitas paticas de oração contemplativa que você pode e deve experimentar. Com auxilio de um bom orientador espiritual, este caminho se torna mais fácil.

Lembre-se: “Há pessoas que se rendem e capitulam antes da luta iniciada; são os covardes. Há os que capitulam ao longo da batalha, em meio a caminhada; cansaram. E Há os que, apesar de todos os empecilhos, tropeços e quedas seguem em frente; são os que perseveram e certamente vencerão. Os vencedores nunca desistem, os que desistem não vencem jamais”.

Rezar bem, é sabedoria, é Dom de Deus. “ Reze como se tudo dependesse de você e confie com se tudo dependesse de Deus”. Quem encontra Jesus em profundidade faz a maior, decisiva e mais importante descoberta de sua vida.
Cante alegre um louvor de gratidão. Que Nosso Senhor Jesus Cristo nos conceda este Dom e nos permita encontrá-lo definitivamente.



ESPIRITUALIDADE III
Perseverar é preciso

Rezar pressupõe um pensamento puro, um domínio da mente, que a pessoa ora tenta subtrair dais impressões exteriores e do mergulhar do subconsciência, para fixá-las, centralizá-las em um ponto, onde se estabelece o contato com o Senhor da Paz e do silêncio. Para isso no entanto, a pessoa necessita exercitar-se diariamente, como um atleta que se prepara cotidianamente para sua melhor forma, e é obvio da Graça de Deus.

O exercício orante, requer: disciplina, auto-contole, concentração, silêncio interior e exterior(deserto).

É preciso portanto perseverança, a fim de se ultrapassar os obstáculos que compõem o ato de rezar. Não é fácil fazer silêncio interior mais é necessário, para que as demais “ferramentas”, por assim dizer, funcionem harmoniosamente e produzam o efeito, que só  tempo, com nossa constância com a graça de Deus podem  realizar. Vimos que há pessoas que em meio a caminhada “cansam”. Rezar é método, e método pressupõe disciplina e vontade própria.
Ora, se a pessoa que alega estar cansada para é evidente que se enfraquece e tende ao perigo de desistir.
Lembre-se: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus” (cf Luc 9,62)

Não importa os empecilhos que supostamente apareçam, o que importa é não parar nunca. O prêmio para os que nunca desistem, e além do crescimento espiritual, a chave que abre as portas do céus.



ESPIRITUALIDADE IV
Oração Mental e Silêncio Interior

Orar pressupõe um pensamento puro, um domínio da mente, que a pessoa ora tenta subtrair das impressões exteriores e do mergulhar do subconsciente, para fixá-la, centralizá-la em um ponto, onde se estabelece o contato com o Senhor da Glória, na paz e em silencio.

Definição da Oração mental:

Por definição, atividade mental na oração é algo que ferve que se move através do campo da lembrança, do conhecimento, para realizar sua associação de ideias de onde brota o pensamento para deduzir ou introduzir.
É um peregrino que está a ponto de se fazer errante, de se desviar, de esquecer a meta, de se perder por entre matagais das representações confusas e desordenadas. Mesmo no fim de suas investigações, a mente contínua agindo. Ao menor convite volta a caminhar ao léu. É preciso, portanto, antes de iniciarmos nossas orações, praticar alguns exercícios de relaxamento e silenciamento interior, visando preparar a nossa mente para a concentração necessária a uma profunda, serena e atenta oração.




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