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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Comentários do Pe. Paulo Bazaglia, ssp no Semanário Liturgico Catequético do Domingo: 23.01.11

                    Surgiu A LUZ     


                                                 

Com a morte de João Batista, Jesus inicia sua missão publica. E o evangelho mostra como ele a realiza.
Em primeiro lugar, Jesus inicia o seu ministério publico chamando à conversão. O motivo para isso é a proximidade do reino dos céus. A chegada desse reino significa que Deus está vindo ao mundo com sua ação salvadora. Converter-se é reconhecer que a luz surgiu num mundo de escuridão. Converter-se é escolher essa luz. Ou seja, escolher o reino resplandecente de Deus, ao invés do domínio obscuro dos poderosos desse mundo – tal como um poderoso da Galileia, Herodes Antipas, que havia mandado degolar João Batista.
Em segundo lugar, Jesus chama pessoas para ajudá-lo. E com isso mostra que o reinado de Deus cria na sociedade uma comunidade diferente: comunidade de pessoas unidas pelo mesmo mestre, compromissos com a mesma missão daquele que chama. É assim que que aquelas duplas de irmãos de sangue se tornaram irmãos de fé e missão. O seguimento de Jesus exige a coragem e a prontidão para mudar de vida. Pois, no reinado da luz, a nova família se define pelos laços de fé e o novo trabalho consiste em “pescar homens”, ou seja, promover o ser humano. E, se hoje Jesus continua nos chamando, certamente nos está confirmando em sua missão.

O que nos indica este chamado?

Este chamado caros irmãos, nos indica o caminho radical e exclusivo que cada um de nós é chamado por Jesus a seguir.
Não há meios-termos, ou você adere ou não ao chamado carinhoso e profundo, daquele que te quer muito e deseja que estejas com ele nas moradas eternas para todo o sempre.

Nem uma vez sequer nos evangelhos se diz que este é um caminho fácil, muito pelo contrário, é um caminho de Cruz. Ora, se o próprio filho de Deus tomou sua própria cruz para nos salvar, que dizer de nós, que somos pecadores, o que devemos fazer para nossa salvação e a de nosso irmãos?

Paulo de Tarso é o grande exemplo de adesão radical. Mandou perseguir e matar cristãos, estava cheio de ira contra aquela “Seita” que não o dava descanso. O que aconteceu então com este perseguidor implacável, até então chamado Saulo de Tarso?
Logo no primeiro e radical chamado de Jesus, submeteu-se resignadamente e prostou-se diante do Senhor, e arrependido pela cegueira de sua ira, tomou sua Cruz e a abraçou sem nenhuma dúvida ou arrependimento. (At 9,1-27; 2Cor 11,32s; Gl 1,17).

Quantos de nós ainda não abraçamos radicalmente nossa Cruz? Até quando esperaremos pela bondade do Senhor, que não cansa de nos convidar?

Esta é a grande mensagem do Domingo Santo: “Convertei-vos e crede no Evangelho (Mc 1,15).

Tomemos pois irmãos queridos, a firme decisão de tomar a nossa Cruz cotidiana e seguir o Mestre, sem meias palavra, sem duvida alguma.

Antonio Garcia


Um comentário:

  1. Caro Padre Paulo Bazaglia, Muito obrigada pela mensagem "A Força da Fé" de O Domingo de hoje. Me tocou muito, e, especial o último parágrafo. Veja www.ielnossoanjo.blogspot.com. O senhor vai entender porque o que você escreveu nos dá uma nova perspectiva.Um abraço fraterno.

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